rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sexta-feira, setembro 26, 2008

O que dizia Américo Tomás




O Senhor Presidente da República falou ao país. E advertiu para os próximos trinta anos. Interrogou-se se caminharíamos na senda do progresso ou do retrocesso.


As interrogações eram legítimas e pertinentes. Era o dia 1 de Janeiro de 1971! dizia ele: «Como utilizarão os homens os prodígios da ciência e da técnica que os anos vindouros porão ainda mais profusamente ao seu alcance? Caminharão no sentido do seu cauteloso progresso ou do seu aniquilamento?»
Ao vermos agora os fundamentalismos (de todos os matizes), as sofisticadas formas de matar, as tecnologias ao serviço dos corruptos e dos trapaceiros, gerando mais miséria, mais pauperismo, mais injustiça social - e tantas vezes esses responsáveis arvorando-se em «regeneradores» - lícito é que nos interroguemos sobre a qualidade do progresso que estamos auferindo.
Nalguns aspectos retrocedemos à Idade Média (aos fanatismos das «cruzadas», aos «martírios», às teocracias inflamadas de ódio e de violência sem limites).
Será que valeu a pena? Penso que se melhorou bastante. Mas isso não deverá conduzir-nos à resignação e não deverá tolher-nos a ânsia de auscultarmos o futuro.
Devemos caminhar com os pés assentes na terra mas com os olhos sempre apontados ao futuro!

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