quinta-feira, maio 31, 2018

Portugal no mundial da Rússia


As perspetivas de Portugal são francamente desfavoráveis atendendo a vários condicionalismos:

1- A maior parte dos atletas estão desgastados por uma época atribulada onde se destaca  o autêntico terrorismo perpetrado em Alcochete e que causou mossa nalguns elementos. Outros há,  que por não terem tido condições de integração atempada,  não poderão dar o máximo.

2 - O figurino de jogo habitual (4 x3 x 3) mostra-se pouco adequado para enfrentar formações com grande disponibilidade física (Alemanha, França, Espanha, por exemplo) e  não é de um momento para  o outro que tal vai mudar. Seria muito mais adequado um 4x4x2 em que os médios fariam de extremos e o vaivém constante seria uma forma de minimizar a nossa falta de estrutura morfológica.

3- Não temos defesas centrais  à altura desta prova exigente em termos físicos e táticos.  Pepe já não tem frescura nem velocidade de execução, Bruno Alves idem aspas. Fonte está ultrapassado. Ruben Dias é o menos mau mas ainda tem muita verdura e imaturidade.

4- Cristiano Ronaldo, o habitual salvador da pátria está a contas com o assédio habitual (VER AQUIe não se vislumbra que assente os pés na terra... Está com desgaste enorme face à época em que obteve grandes êxitos mas  onde foi poupado em muitos jogos. O mediatismo exacerbado à sua volta só o vai prejudicar. E uma certa obsessão em colocar bolas nele, sempre e em todas as circunstâncias,  fará da nossa seleção  um alvo fácil a abater pois basta secar aquela "fonte" para tudo esboroar. Exagera nos remates à baliza e ninguém tem coragem de o advertir desse abuso que é pernicioso para todos. O efeito surpresa e a versatilidade  não existem. Começa a ostentar tiques de vedetismo e isso não beneficia a humildade do conjunto.

5- O próprio treinador, talvez embriagado pelo título europeu, ainda não assumiu o estatuto de humildade que trazia no início e entrou também ele  próprio, numa espiral de deslumbramento. Não tem pulso para corrigir o excesso de protagonismo de Cristiano Ronaldo e  o efeito surpresa já não existe pois tudo passa pelo astro, quando, numa equipa a sério, todos são astros... todos são carregadores de piano.

6- Os mediatismos excessivos criaram  aspirações demasiado altas e não se vê no plantel aquela mística de outrora. Não existe cultura de humildade. Jogar sem bola é outra das virtudes que não se vislumbram nesta equipa que vive muito  do exibicionismo de algumas  vacas sagradas...

7- O guarda-redes Rui Patrício que foi um pilar fundamental no campeonato europeu,  está muito fragilizado psicologicamente, por dois motivos: ataque em Alcochete onde foi o principal visado e  negociações complicadas com o Nápoles,  que parece optar por outro candidato...RESCISÃO

Há também  um certo numero de atletas que são brilhantes em termos de tecnicidade pura mas falta-lhes maturidade e pragmatismo tático. São os chamados "brinca-na-areia" que nada contribuem para a eficácia do conjunto dando oportunidade ao adversário para se recolocar evitando surpresas. William de Carvalho que será o substituto de Danilo no miolo do terreno apresenta-se também vítima da sindroma de Alcochete e tem a cabeça centrada na futura transferência. Jogador que erra muitos passes, abusa do passe longo sem nexo nem oportunidade, criando muitas situações de  entrega de bola ao adversário. Está com os índices de confiança anímica assaz reduzidos. Enfim, há peças-chave que estão completamente off-side...



Conclusão: Sem querer ser pessimista, mas após uma análise séria e profunda, Portugal se passar da primeira fase (o que será difícil) não deverá ir muito mais além,  não devendo chegar aos quartos de final... Chegar à final seria milagre... Talvez nem sequer consiga vencer um único jogo.

sábado, maio 26, 2018

«DEUS, PÁTRIA & FAMÍLIA»



O efeito de certas frases no subconsciente popular é enorme. A trilogia «Deus, Pátria & Família» foi chão que deu uvas no tempo de Marcelo Caetano. Todos sabemos que em nome de Deus se cometeram ao longo da História, crimes hediondos. Em nome da Pátria, sobretudo para segurança do estado, o rol de vilanias e perseguições aos cidadãos foi enorme. A Família, também associada a essa trilogia quase sagrada, também foi território onde a criminalidade e o abuso de poder medrou com impunidades várias.
Enfim, tudo junto, dá algo de terrivelmente patológico. Ouvi falar numa família de agricultores,  ultra-conservadora, em que um filho tinha um comportamento considerado pouco consentâneo com os padrões rígidos da época. O que lhe aconteceu? Algo de impensável nos nossos dias: foi acorrentado, como um animal, sovado frequentemente, mal alimentado e sem cuidados de saúde indispensáveis,  teve uma morte  forçada, perante a passividade da vizinhança e das autoridades de então. 
Deus serviu de capa a regimes totalitários e altamente opressivos onde os direitos fundamentais do cidadão foram lançados às malvas e o arbítrio mais insano imperou perante  a passividade de uma justiça serviçal e sempre vergada ao poder reinante. Os serviços secretos e as polícias políticas (como a PIDE/DGS) foram instrumentos de terrorismo de Estado ao serviço de ditadores sem escrúpulos.
As televisões serviram muitas vezes de porta-vozes servis dos ditadores. A sua influência obsessiva, o seu papel manipulador e  narcotisante foram as traves mestras de alguns regimes antidemocráticos e populistas. As chamadas "conversas em família" do professor Marcelo Caetano foram algo de elucidativo nessa matéria.
Agora, com o regime democrático vigente, temos um populismo emergente, ancorado  no púlpito mediático. Melhor do que ninguém Bruno de Carvalho, à semelhança de Marcelo Caetano, tem usado e abusado do estratagema para se impor e catequizar as massas. Narcisista, calculista, metódico, ele usa o tempo de antena para se hipervitimizar, quando,  bem sabemos, que faz com perícia, o mal e a caramunha...
Há tempos dizia que alguns jogadores estavam sempre a pedir mudança para outros clubes, tentando induzir os sócios contra eles. Agora, aquando da invasão bárbara de Alcochete, por um grupo de radicais encapuzados, os alvos preferidos foram Rui Patrício e Bruno de Carvalho, capitães de equipa e  os principais acusados pelo presidente dessa vontade legítima de mudar de ares ao fim de uma época desgastante. Quantos clubes não fomentam até essa ida para outros mercados?

Viu-se o presidente do Sporting a acompanhar os atletas , ou,  fazendo, ele próprio , queixa nas autoridades contra os vândalos? Não, estranhamente nada fez quando deveria tê-lo feito. 
Criticou apenas a demora na chegada ao local por parte das autoridades. Muito pouco.

Sabe-se que há acusações concretas sobre a sua alegada tentação de querer ser comissionista de comissionistas (o caso Alan Ruiz está a ser analisado à lupa...) e de um empresário o ter acusado também dessa pretensão. Porque se apega ao lugar? Tem medo de ser desalojado do pedestal por uma AG? Tem medo de perder a chamada galinha dos ovos de ouro?!
É óbvio que sim. Sabe-se que a AG será um terreno fértil para a actuação de  "radicais" certamente aliciados por quem tem poder financeiro para isso. As autoridades deverão ser chamadas em número suficiente para contra-intimidação. O fenómeno populista está aqui plasmado com todos os ingredientes patológicos. O caso da perseguição à Dra  Eduarda Proença d e Carvalho é paradigmático desse caldo de cultura, em que o lumpen abjeto e reles se tenta impor pela intimidação e pelo achincalhamento ignóbil.
 O canalhismo feroz e desalmado atingiu o clímax e não vai parar. Os candidatos a presidente devem preparar-se para o pior: serão eles os próximos alvos a intimidar, não tenhamos ilusões.
Um maquiavelismo manhoso e calculista está por detrás daquela vitimização sistemática. quem se vitimiza é quem coordena os fanáticos radicais, muito embora usando a técnica cobarde de atirar a pedra e esconder a mão.
Mas há mãos demasiado sujas para serem escondidas...

J. Leite de Sá

quarta-feira, maio 23, 2018

PORTUGAL 2018 - Turismo em alta...



A presidente da República da Croácia com o professor Marcelo Rebelo de Sousa PR de Portugal.

O ano passado tivemos o Papa Francisco em Fátima. Foi um sucesso a todos os níveis. Este ano a presidente da República da Croácia também foi.
Contudo, o que anda a constar para aí (sujeito ainda a confirmação, core apenas nos bastidores...) é que o presidente Marcelo, sempre com um patriotismo exacerbado à flor da pele a convidou para visitar Cascais... Ei-lo aqui, parece mesmo dizer: «Cascais é linda, merece que a venha visitar um dia de sol esplendoroso... » 
Ver abaixo:





Será que irá  mesmo a Cascais, no verão?!

Que ela gosta de sol e de praia ( tal como o presidente -Marcelo...) estas imagens são elucidativas.
Portugal,  se se vier a concretizar esta visita turística verá a sua cotação no ranking mundial aumentar, certamente. Ela, Deus me perdoe, tem muito mais talento que o Cristiano Ronaldo!|!!



domingo, maio 20, 2018

Hoje comemoro o nascimento...


Não, não "faço anos"! Apenas Alguém vai permitindo que comemore a data de nascimento.
"Fazer anos" é um termo abusivo. Deus é que faz dias e noites, semanas, meses, anos,  décadas, séculos e milénios. Todos temos um prazo de validade. 
Os seres vivos e até os planetas. Todos os dias nascem estrelas e morrem outras. As galáxias estão em expansão. O universo dilata-se e há metamorfoses constantes. Esta Geringonça Universal tem leis. Algures,  numa galáxia remota,  há controladores de tráfego e reguladores  automáticos de intensidade calórica. Deus  é a designação para essa multiplicidade de Entidades que regulam a natureza e fazem fluir toda a mecânica celeste, os magnetismos e as eletricidades que permitem à Geringonça Universal  funcionar sem grandes problemas. 
Um vulcão aqui, uma tempestade solar acolá, um terramoto mais além, um tufão de quando em vez, enfim, são os sinais exteriores dessa regulação automática. Se poluimos sofremos as consequências. O prazo de validade do planeta está a chegar ao fim. Tudo depende de nós. Todas as causas provocam consequências. Todos somos responsáveis. Ou melhor, deveríamos  ser. Respeitar o verde é um imperativo moral e cívico.. Civilizacional.

Homens e animais devem respeitar a natureza sob pena de ela nos castigar. O dióxido de carbono,  tantos e tantos crimes lesa natureza vão reduzindo a camada de ozono e os efeitos colaterais estão aí, sem que  sejam punidos os prevaricadores. A consciência ecológica deveria ser  instilada nas crianças, logo ao nascer, contudo, nem sempre as próprias escolas fazem o papel que lhes cabe. As famílias também não. Lançamos para a atmosfera gases com efeito de estufa, lançamos fortunas em foguetes que só causam poluição sonora e roubam oxigénio que é fonte de vida, e poderiam libertar da fome milhares de criancinhas que morrem de subnutrição todos os dias. 
Os políticos como Trump,  desprezam diretivas e acordos que são vitais em busca de lucros e mais lucros que são criminosos em termos ecológicos. O ecocídio  vai levar a humanidade ao desespero. As doenças, as alterações climáticas, a desertificação, o aquecimento global, enfim, tantas calamidades que nem sequer ajuizamos bem estão a matar-nos e a destruir o ambiente todos os dias. Há que abrir os olhos enquanto é tempo.

Enfim, hoje celebro a data de nascimento, mas até quando? Só o Supremo Arquitecto da Geringonça Universal e a Sua equipa de imortais o poderá dizer. Até lá, saúde a todos e respeitem a natureza ela é Deus.
.. 

Também tu, Bruno?!



No antigo regime assisti a episódios chocantes, vi pessoas que para protegerem o regime e se protegerem a si próprias foram capazes de tudo. Quem ousasse critícá-las era logo apodado de "louco" ou "comunista".., A razão estava do lado deles, sempre e em todas as circunstâncias,
Pessoas que negavam a realidade com óbvias motivações manipuladoras.
Ao ouvir o discurso do Dr Bruno de Carvalho, vitimizando-se, acusando os seus pares de estarem ao serviço do Benfica (o "inimigo"), acusando (sem provas) os mais diretos colaboradores e apoiantes,  faz-me lembrar algumas pessoas do antigo regime. 
Não gosto de banalizar o termo "fascista" mas  a patologia que atinge certas pessoas na iminência de sairem do pedestal é um conglomerado de  enfermidades onde se poderá destacar a mitomania, a paranóia, o delírio persecutório...
Por detrás daquele ar sério e sisudo, há um medo, medo terrível de sair do pedestal, de ser corrido e varrido pelos ventos da história. É esse medo que move o Dr Bruno de Carvalho. é um medo igual ao de alguns políticos que acusam os adversários de imaginação delirante, de estarem ao serviço de interesses ocultos (anti-patrióticos, ou contra a terra, ou até contra o bem comum...) vimos isso na Madeira com frequência, a patologia é similar...Um cocktail patológico diversificado, mas com efeitos graças a uma informação "comprada" a peso de ouro...

O Dr Bruno mente, mente com todos os dentes e sabe que está a mentir. O caso de investigação de corrupção que agora atingiu o coração dos leões é algo de preocupante para ele, pois se alguém da sua máxima confiança, que é um assalariado do clube, tem ao dispor sessenta mil euros em dinheiro vivo, poderá justificar a tese de que ele, Dr Bruno, poderá ser o mandante, o alimentador daquele tenebroso saco azul no universo verde...E ele está a ver as grades à sua frente...A vergonha, o opróbrio, o abismo, enfim, o inferno...

Vai daí vitimiza~se, chama a família para a utilizar como arma, vai até ao quinto dos infernos para fazer concatenações maquiavélicas dos seus colaboradores com o "inimigo", para os comprometer,  justificar as suas críticas pertinentes. Estão, segundo o seu juizo obnubilado, ao serviço do "inimigo"...
Enfim, a etiologia típica do político acossado que diz dormir de consciência tranquila e não temer o bullying" de "inimigos" que estão dentro do clube mas actuam ao serviço de forças estranhas a ele...
Enfim, o Dr Bruno de Carvalho precisa de ir ao divã. Precisa de descansar. Está num beco sem saída e julga ter uma avenida larga à sua frente,,,
TaL como os políticos acossados, dá o salto em frente, com mestria e agilidade dignas de nota, reconheça-se, mas é o espernear de um condenado, o canto de um cisne que já deu o que tinha a dar...Um cadáver adiado...

Jose Manuel Sá

quarta-feira, maio 16, 2018

HOOLIGANS EM ALCOCHETE



O país  ficou pasmado! Como foi possível aquele cenário de vandalismo nos balneários do Sporting Club de Portugal,  por parte de mascarados, ao que tudo indica adeptos fanatizados a soldo de alguém... Quem foi o responsável moral por tudo aquilo?!

Para bom entendedor... uma palavra basta!

Não vamos meter a cabeça na areia. quem desencadeou tudo isto tem um nome. E todos o conhecem!

domingo, maio 13, 2018

CEM MILHÕES ...

Na Suiça estão cerca de cem milhões de  euros na conta da esposa de Ricardo Salgado,  o coveiro do BES.. 
Não consta que ela tenha um poço de petróleo ou tenha ganho o euromilhões, como obteve essa grossa maquia?

Será que foi tido retirada do BES?!

A pergunta é pertinente. Será que Ricardo Salgado teve algo a ver com este montante?
Sendo dona de casa e não se conhecendo nenhuma atividade rendosa seria útil saber o que vai fazer a justiça.

Sim, porque os lesados do BES andam aí a reivindicar aquilo a que têm direito...

Lavagem de dinheiro? Tráfico de influências? Milagre?!!!

A bola está do lado da justiça. VER AQUI



Milagre da multiplicação dos milhões!!!

Na  Suíça há cem milhões
Milagre por explicar
Será fruto de orações
Ou de uma fé exemplar?

O país 'stá na penúria
A dívida a galopar
Estes, vivem na luxúria
Milhões a multiplicar...

Sempre a rezar lá na missa
Dizendo "Amem", mão no peito
Os milhões lá na Suíça
Mas ... que milagre perfeito!!!

A fé no seu esplendor
Oração dá resultado
Mas este povo, Senhor,
Paga a fatura, coitado!!!



segunda-feira, maio 07, 2018

Meu caro Presidente:

Meu caro Professor:

Sou do tempo em que Artur Portela o tratava, na revista Opção,  de forma brejeira,  por Marcial Ribeiro Souzela, e o senhor  sorria e nunca lhe moveu nenhum processo por atentado à honra e bom nome como alguns provincianos caciques locais fazem amiúde. É um democrata.
Perdoe-me, pois o tratamento por "meu caro".

O assunto é grave e merece reflexão de todos. Estamos no mesmo barco, um co-manda e os outros são co-mandados. Quem co-manda deve ouvir as vozes da tripulação. É dentro desse espírito que me dirijo a si. Bases e cúpulas devem estar em permanente interação  dialética.

Falou na necessidade de transparência, no dever de escrutinio implacável dos órgãos de poder, fala também na disciplina, na coesão social, no respeito pelos valores da cidadania.
Conhece os conceitos de "racionalidade económica empresarial" e "custo de oportunidade"?
Pois é com base neles que lhe peço para olhar com atenção para o chamado "perdão de dívida" ao Sporting Club de Portugal,   que está a escandalizar o país inteiro.
A banca é um ninho de viboras, um bando de abutres, uma corja de  predadores , em termos de algumas administrações. Os trabalhadores sofrem o chamado efeito de bomerangue: pagam as favas dessa gestão criminosa.
Em última instância são outros bancos (alguns sem culpa direta na gestão ruinosa de outros) a sofrer as consequências e a mandar para o desemprego as vítimas inocentes: os trabalhadores.
O Fundo de Resolução não é um poço sem fundo, tem limites. Há que estar muito atento a sinais preocupantes, pois os precedentes criados são medonhos: VER AQUI

Meu caro, em última instância é sobre si que recairá o odioso desta matéria, pois é o responsável pelo regular funcionamento das instituições. quando há rombos no barco nacional é o calafate mor, o comandante supremo que deverá arcar com a responsabilidade (direta ou indireta) dos colapsos na arte de navegar. Como piloto da nau lusa é a si que me dirijo, pois há que arrancar o mal pela raiz.
Como sabe,  o futebol é um pântano pestilento em termos de tráficos de influências, gestões danosas,  esbanjamentos e desperdícios sem fim à vista desarmada. O próprio conceito de fair play financeiro deve ser aprofundado e acabar  de vez com esta promiscuidade de tantos empréstimos de atletas dos "ricos" aos "pobres"; deve haver limites para estes excessos perniciosos que atentam contra a chamada verdade desportiva e cavam um fosso cada vez maior entre quem tem (mesmo à custa de favores bancários) e quem não tem.
Isto que os bancários legitimamente censuram é um crime de lesa economia, um crime de lesa-racionalidade económica,  e, pior do que tudo, um precedente gravíssimo que poderá abrir uma caixa de Pandora de efeitos imprevisíveis.
As leis não prevêem tudo, não abordam todos os casos concretos, como sabe, há lacunas e casos omissos que devem ser analisados com ponderação,  à luz da pedagogia e do bom senso.
O que se pretende fazer aqui, neste caso concreto, poderá ser usado para outras atividades, noutros segmentos da sociedade com malefícios óbvios para todos nós,  contribuintes, as vítimas colaterais em última instância.
Espero de si um alerta, um sinal, uma mensagem de ponderação e de respeito pelos valores da igualdade de oportunidades e de racionalidade económica, contribuindo, com essa reflexão, para um repensar deste autêntico "crime" com efeitos multiplicadores em vários domínios da sociedade.
Quando a saúde e a educação, por exemplo, estão a ser  castigadas para se  alcançarem  os objetivos orçamentais necessários para responder ao desafio europeu (e melhorar as notações das agências de rating...) com sacrifícios desumanos para doentes, alunos, professores e todo o universo  humano associado a estes setores,  este escândalo de  dimensões descomunais é algo de preocupante. É mesmo uma aberração degradante. uma orgia financeira descomunal!

O Fundo de Resolução está a ser alvo de contribuições de muitos inocentes que não podem ver com bons olhos este "bodo" escandaloso. Quem tem vícios que os pague do seu próprio bolso e não recorra a expedientes  que nada abonam a favor de uma sociedade que se quer justa, solidária sim, mas  que não premeie o esbanjamento e a incúria.

Não será uma grosseira forma de concorrência desleal? O F. C. do Porto já disse que sim! VER AQUI

O país inteiro está com os bancários pois sabe que são as próximas vítimas do monstro despesista que alastra, qual tsunami,  nesta sociedade injusta e cada vez mais afastada da democracia e do bem comum.

José Leite de Sá

(militante da democracia)

domingo, maio 06, 2018

ANA GOMES


A MULHER FORTE DO PS
A "reserva moral", cidadania,
Ela detesta a vil opacidade;
Rejeita a tibieza, a hipocrisia,
Quer tudo em pratos limpos: a verdade!
Ser frontal, ser direta, é virtude
Que cultiva com rara distinção
Dizem que é "esquerdista", amiúde,
Não, ela está no "centro" da razão!
Por vezes ela gera ódios, crispações,
Não tem papas na língua, não gagueja.
As corrupções, são mesmo corrupções
Mulher forte, aos fracos causa inveja!
Sangue na guelra tem, e do mais puro
Não gosta de eufemismos calculistas
Tem perfil, trilha o rumo do futuro,
ANA GOMES traz votos, faz conquistas!
josé leite de sá
militante da cidadania pura

quinta-feira, maio 03, 2018

Misterioso Mensalão...

Anda aí um "mensalão"
que dá muito que falar
uma "avença"-tentação
reles gratificação
a um lacaio exemplar?!


O segredo é a alma do "negócio": VER AQUI

Na CGD querem manter segredo sobre os devedores.
Contudo, o PR diz que os jornalistas devem ser implacáveis no escrutinio do poder. Diz que a a transparência deve ser um imperativo nacional!

Em que ficamos?!!!
O povo quer transparência! Será preciso um referendo?!

quarta-feira, maio 02, 2018

Jornalistas e coisas assim assim...


João Marcelino, Jornalista
25.04.2018
Conheço 'jornalistas' que nunca assinaram uma notícia. Nunca ousaram fazer ou promover uma investigação séria sobre que assunto fosse. Nunca arriscaram uma incomodidade. Confesso que não tenho qualquer respeito profissional por eles, mesmo que alguns escrevam em português escorreito
A  semana passada abordei aqui uma reportagem da SIC referente ao caso-José Sócrates. Escrevi a meio, porque a reportagem prosseguiu no dia seguinte e eu não sabia. No final, devo admitir que errei na apreciação então formulada. Somando tudo, o trabalho estava completo e era profissional, competente. O que no primeiro dia me pareceu uma defesa do arguido, pelo acento tónico colocado na sua indignação face ao interrogatório, constitui-se num trabalho de investigação substantivo e equilibrado. Dignificou o jornalismo, além de desencadear a polémica sobre a utilização das imagens dos interrogatórios que a mim ainda hoje me parecem dispensáveis. Mas compreendo os argumentos e estarei nessa luta ao lado dos meus camaradas de profissão que entenderam o contrário na sua missão de informarem, correndo riscos pessoais e fazendo-os correr às suas empresas, tanto na SIC como na CMTV. Sei, por experiência própria, o que custa estar do lado da notícia contra o sistema politicamente correto que, na prática, protege os criminosos.
Volto, então, aos tais ‘jornalistas’ de que falava.
Vejo-os como cronistas, repórteres de coisas fúteis, pesquisadores de ‘fait-divers’ no Google, militantes de causas fracturantes, entrevistadores de amigos, comentadores de assuntos triviais. Alguns deles, bem conhecidos, fazem, até, carreiras sólidas perante os basbaques do sistema. Mas não são jornalistas, e sabem-no.
O caso-José Sócrates, paradigma maior do combate à corrupção em Portugal, é excelente para entendermos a fronteira entre ser jornalista e ser ‘aquilo’.
Os jornalistas arriscaram investigações no terreno, tentaram saber quais eram as acusações, incomodaram os protagonistas, não se acomodaram ao tempo da Justiça (que para tanto cobarde e incompetente é desculpa conveniente) e foram à procura de notícias para os leitores, mesmo que em algumas vezes tenha ficado claro que estavam a ir a reboque das fontes, como em certos momentos do ‘CM’. Mas concedo que, num processo destes, por motivos óbvios, seria difícil evitar erros.
Os ‘outros’ ficaram, como de costume, sentados nas cadeiras.
Paralisados pelo medo, pelas ligações que cultivam, pelas obediências, tornaram-se ventríloquos dos donos. Para eles, que são capazes de escrever lindos artigos sobre o que se passa lá longe, tudo o que se passa ao perto é um sofrimento. (...)

In DN  



Enfim, quem diz jornalistas diz escritores. Quem dá prémios aos escritores?! Gente mandatada por DDT (Donos Disto Tudo...) que actua em convergência e, quiçá, subordinação a estes. 
Ora , os escritores temem falar em pessoas, em corrupções, em esbulhos do erário público. Falam de coisas balofas, mais do passado que do presente, não querem pôr as mãos no fogo com medo. Muito medo de não serem premiados. Alguns intitulam-se "espertos" por isso.  Cultivam as banalidades num estilo rococó, abordam as questões pela rama, para não ferir susceptibilidades. Enfim, gente de caca, que não ousa dizer «o rei vai nu!»