rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

quarta-feira, julho 12, 2017

RACISMO E VERDADE!!!

Hoje o país ficou a saber que um inquérito mandado instaurar pelo MAI sobre incidentes numa esquadra de Alfragide em Lisboa, envolvendo torturas e racismo e que fora mandado arquivar,  afinal tinha fundamento. Houve de facto agressões violentas, episódios que configuram racismo e tortura. Foi a polícia judiciária a investigar a fundo e a concluir de forma diferente. VER AQUI

Será que se pode confiar no Estado? Será o Estado pessoa de bem?
 
Em tempos pedi uma investigação sobre uma autarquia à Alta Autoridade Contra a Corrupção. Ela deveria investigar e actuar em consonância com o que era pedido objetivamente: saber se houve benefícios e/ou contrapartidas pela violação sistemática da lei (ausência de concurso público).

O legislador entendia, e muito bem, que acima de determinados montantes pode haver a tentação de o decisor político se conluiar com o agente económico e se criarem mecanismos de sobrefacturação de forma artificial.

O que fez a AACC? Mandou investigar,  mas por interposta pessoa: Inspeção Geral da Administração do Território e Inspeção Geral  de Finanças...
 O que fizeram estas entidades?
A primeira detectou e classificou as graves violações em diversos domínios, contudo, no tocante a eventual corrupção, entendeu que era da esfera específica de actuação da IGF...

E o que fez a IGF no tocante a este domínio específico?
Entendeu que «por limitações de ordem funcional» não lhe caberia tal tarefa mas que o Tribunal estaria já a tratar de tal assunto...

Enfim, o Tribunal cuja função é julgar e não investigar, não investigou nada.  O Tribunal tratava de saber se alguns termos eram ofensivos da honra e bom nome de um responsável camarário. A IGF nada fez neste domínio específico e a AACC nada fez para suprir esta lacuna...

Depois vieram alguns dizer: «investigaram tudo e nada encontraram»...

Pobre país que tais instituições de supervisão (não) tem!

Nas tragédia de Entre-os-Rios o ministro assumiu com coragem a responsabilidade política e demitiu-se. Agora, depois da tragédia d e Pedrógão Grande, a ministra diz que demitir-se seria falta de coragem. Vá lá saber-se qual o lugar da dita cuja...
Corajoso foi o ministro que se demitiu, assumindo responsabilidades políticas. Corajosa é a ministra que se se demitisse abandonaria a sua função de responsável...

Marcelo Amigo, a interrogação está contigo!

segunda-feira, julho 10, 2017

Mossul o fim da tragédia?

O DAESH ESTÁ POR UM FIO

Três anos depois  o famoso califado está derrubado! A miséria, a destruição, um rasto de mortandade sem fim. A ambição desmedida, o desejo de utilizar a religião como instrumento de poder, enfim, uma nova paranoia hitleriana, como pano de fundo.

Como é possível no seculo vinte e um isto acontecer?

Tal como os incêndios que precisam de ser atacados logo à nascença senão tornam-se incontroláveis, também estas pragas devem ter cortadas pela raiz. A ONU e as organizações especializadas devem actuar em consonância para que isto não possa continuar. É a Humanidade que está em causa!

O pretexto religioso é ridículo e fantasioso. Há que por cobro a todos estes belicismos teocráticos.

sábado, julho 08, 2017

CÃO MULTIFUNÇÕES




O salva-vidas na praia

Os seres humanos devem-lhes muito. Às vezes parecem quase-humanos, enquanto certos homens...

E há o Frei Bigode, um cachorro adsoptado pelos franciscanos... VER AQUI

sexta-feira, julho 07, 2017

Isabel stilwell, o preconceito e o ódio aos ricos!

VER AQUI

Não sei como se pode ter tanto ódio aos ricos e tanto preconceito acumulado?!

Esta senhora que diz ser católica ataca um direito legal e uma opção tão louvável como outras de ter filhos e lança-los ao mundo criando condições para serem felizes e  saudáveis.

Quando o mundo inteiro assiste a um fenómeno de mortalidade infantil calamitoso em África) esta criatura gasta o seu tempo a atacar o rico, que compara aos reis que faziam filhos nas barregãs.

O Rei que usou a freira Paula Silva para fazer filhos e que os assumiu e patrocinou na vida é digno de censura?  Mais digna de censura foi a madre superiora que encobriu tudo sabe-se lá a troco de quê? Essa, não merece a censura da sua parte! Você,cara Isabel, não passa de um triste e hipócrita FREI TOMÁS!!!

A criança ainda não saber quem é a progenitora é tão mau assim? Se a mã morrese na altura do parto não seria pior guardar  (a criança) essa "culpa"?, abra os olhos e liberte-se das baias que a impedem de ver em todas as direções.
 Seja adulta, responsável, não use o preconceito e o ódio ao que é novo (ou ao ódio ao rico, a inveja  é doença, minha querida),  como instrumento de agressão!

Use o seu tempo para  outras coisas, ara Isabel. Deixe os preconceitos para trás das costas. O uso do preservativo - que ainda hoje não sabemos se é banido pela Igreja católica ou não, a pílula, que demorou anos a ser aceite, são coisas que deveriam preocupá-la mais.

Acha que o que fez aquele goleiro do Flamengo mandando matar a amante por fazer chantagem com o filho! Com este método ele evita situações constrangedoras. Só o ter de pagar uma fortuna é digno de registo. A cobiça de quem o faz também é censurável...

Olhe para aquelas criancinha de África vindas ao mundo sem condições financeiras, e olhe para os desperdícios desta Igreja Católica apostólica e romana com faustosas procissões, festas megalómanas,  cultuando santos e santa Senhores e Senhoras em profusão (que se fossem chamados a pronunciar-se sobre elas diriam o piorio..) e veja se não seria mais útil alocar esse dinheiro perdido na salvação dessas crianças! Ou nas crianças de cá tantas vezes com pas sem condições para as sustentar por incapacidade financeira ou por doenças?

Não importa se é rico ou pobre,  a utilização da chamada barriga de aluguer é  algo que deveria ser legal em Portugal há muito tempo. Só preconceitos idiotas, só falsos puritanismos é que mantêm ao longo dos anos, aberrações continuadas. Você, pobre criatura, é uma escrava de tradições e de preconceitos. Liberte-se, porra! Assuma  os seus erros e retracte-se. Mas Deus é grande e a Sua Misericórdia infinita!!!

Joe Manuel figueiredo leite de sá

(Às vezes sinto-me como padre António Veira pregando no sertão...)

quarta-feira, julho 05, 2017

DESLEIXO, LAXISMO, IMPRUDÊNCIA!

Já em 1971 havia sido feita uma operação desencadeada pela ARA que deu origem a uma sabotagem a vários aviões e helicópteros cuja dimensão nunca foi publicamente divulgada para não alarmar. VER TUDO AQUI NNO EXPRE SSO

Agora o roubo de armamento em Tancos (que não na BA3 mas noutro quartel) mostra o mesmo quadro de irresponsabilidade. VER AQUI

Causa?
Não, não pode ser só o desinvestimento nas Forças Armadas. Há também muita irresponsabilidade. Está em causa a segurança nacional, pode estar em risco a segurança de instituições bancárias, de escolas, de seguradoras, da assembleia da república ou do governo.
É preciso saber como se deixou chegar a este ponto!

Não pode ficar impune uma organização que  violou vários procedimentos. Que rolem cabeças,  que se saiba tudo pois poderá haver conluio interno (como houve na sabotagem de 1971).

Pessoalmente eu conheci o jovem piloto (ainda aluno piloto)  que esteve na génese do acto de sabotagem. Ângelo de Sousa chegou a viajar comigo de comboio do Entroncamento para Espinho (onde morava a mãe)-Era um tipo sociável, comunicativo, mas nunca me chegou a revelar pormenores sobre o seu envolvimento político com a ARA Acção Revolucionária Armada).

Aconte3ce que, quando se deu a explosão estava eu na BA9 em Luanda e a notícia surgiu nos jornais locais. A princípio nem acreditei que ele pudesse estar envolvido. Disse-o a várias pessoas e manifestei total repúdio pelo teor da notícia.

Mais tarde, quando tudo foi confirmado, fiquei em maus lençóis e passei a engrossar o rol dos suspeitos.

Era poeta como um tal Manuel Alegre que já fora corrido de Luanda, do Exército, pois tentara uma intentona que abortara. Enfim, peripécias que jamais sairão da minha memória e que me causaram danos gravíssimos . A minha imagem ficou gravemente perturbada e passei a ser olhado com desconfiança. Enfim, episódios que não esquecem e que servirão de lição...

sábado, julho 01, 2017

Até Salazar sorriu...

ESTE POEMA FOI ESCRITO EM 1934.
Conta-se que este poema foi dirigido ao Ministro da Agricultura do governo
de Salazar, como forma de pedir adubos. Por mais estranho que pareça, o
senhor que o escreveu não foi preso e Salazar até se fartou de rir (??!!)
quando o leu:



E X P O S I Ç Ã O


Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.
Senhor: Em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!
O senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e? como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!
A Nação confiou-lhe os seus destinos?...
Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?...
E quem vier aflito, sem recursos,
Já não distingue os traques dos discursos.
Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Adubos de potassa?... Cal?... Azoto?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!
Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sente a paixão nostálgica da merda?
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
Andais cagando sem pensar em nós!
Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.
Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.
Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.
Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos, do Norte, Centro e Sul do
Alentejo Évora, 13 de Fevereiro de 1934

Nota: Hoje em dia, o humor está quase banido da praça pública. Políticos cinzentos e ressabiados, não sabem sorrir, não têm espírito de humor, tudo o que cheira a crítica ou humor é considerado "insulto", "atentado à honra e bom nome", "maliciosa campanha difamatória"...