rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

Minha foto
Nome:

Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

quarta-feira, julho 05, 2017

DESLEIXO, LAXISMO, IMPRUDÊNCIA!

Já em 1971 havia sido feita uma operação desencadeada pela ARA que deu origem a uma sabotagem a vários aviões e helicópteros cuja dimensão nunca foi publicamente divulgada para não alarmar. VER TUDO AQUI NNO EXPRE SSO

Agora o roubo de armamento em Tancos (que não na BA3 mas noutro quartel) mostra o mesmo quadro de irresponsabilidade. VER AQUI

Causa?
Não, não pode ser só o desinvestimento nas Forças Armadas. Há também muita irresponsabilidade. Está em causa a segurança nacional, pode estar em risco a segurança de instituições bancárias, de escolas, de seguradoras, da assembleia da república ou do governo.
É preciso saber como se deixou chegar a este ponto!

Não pode ficar impune uma organização que  violou vários procedimentos. Que rolem cabeças,  que se saiba tudo pois poderá haver conluio interno (como houve na sabotagem de 1971).

Pessoalmente eu conheci o jovem piloto (ainda aluno piloto)  que esteve na génese do acto de sabotagem. Ângelo de Sousa chegou a viajar comigo de comboio do Entroncamento para Espinho (onde morava a mãe)-Era um tipo sociável, comunicativo, mas nunca me chegou a revelar pormenores sobre o seu envolvimento político com a ARA Acção Revolucionária Armada).

Aconte3ce que, quando se deu a explosão estava eu na BA9 em Luanda e a notícia surgiu nos jornais locais. A princípio nem acreditei que ele pudesse estar envolvido. Disse-o a várias pessoas e manifestei total repúdio pelo teor da notícia.

Mais tarde, quando tudo foi confirmado, fiquei em maus lençóis e passei a engrossar o rol dos suspeitos.

Era poeta como um tal Manuel Alegre que já fora corrido de Luanda, do Exército, pois tentara uma intentona que abortara. Enfim, peripécias que jamais sairão da minha memória e que me causaram danos gravíssimos . A minha imagem ficou gravemente perturbada e passei a ser olhado com desconfiança. Enfim, episódios que não esquecem e que servirão de lição...