rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Tsunami em Lisboa? Sim, mas...

                                     Terramoto de 1755 com tsunami que destruiu toda a cidade...

Os cientistas não descartam a hipótese de surgir em breve. Há indicadores seguros (libertação de gás radão e outros...), muito embora a data e hora precisa seja desconhecida. A probabilidade é cada vez  maior à medida que o tempo vai passando...
O Conselho de Estado (um aparelho rançoso, esclerosado, que não previne nada de nada), ainda nem sequer se debruçou sobre o assunto. A maior parte dos seus membros não tem sensibilidade científica para estas matérias. Vimo-lo, já, infelizmente, com os fogos, com as cheias, com os atentados terroristas que também virão em breve.

O país vive narcotizado por uma informação demencial (e não é hipérbole, é a verdade) que só analisa futebol, tricas amorosas de famosos,  processos judiciais mediáticos, assédios sexuais e maledicências avulsas.

Este tema, não subalternizando o da invasão demográfica de origem africana (e suas sequelas a todos os níveis...) é  descurado. O país sofre pelo laxismo, falta de supervisão, desgoverno de um governo que mais parece trabalhar para os índices de popularidade imediatos do que para fazer reformas estruturais de fundo. O improviso,  o desenrascanço pacóvio, são  as nefastas consequências. O futuro, implacável, dar-me-á razão. Mas sou uma voz solitária bradando no deserto.

José M Sá
20 de janeiro de 2018

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O sismo de 4.9 que esta segunda-feira foi sentido em várias zonas do país, foi o maior dos últimos 20 anos com epicentro em terra. Mas, embora não seja possível prever a data, mais sismos vão acontecer a região sul, garantem os especialistas, e Portugal não está preparado para um abalo idêntico ao de 1755.
Em declarações ao Expresso, Fernando Carrilho, chefe da divisão de sismologia geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, explicou que o sismo desta segunda-feira se deveu a um movimento súbito de uma falha geológica a certa profundidade, “uma falha pré-existente na zona de Arraiolos com uma orientação aproximada oeste-este”.
À medida que o tempo foi passando, a falha acumulou tensão. Naquele momento, explica, “deixou de ser possível acumular mais e libertou-se”, havendo um movimento entre os blocos que a constituem, produzindo-se assim o abalo sísmico.
O geólogo adianta que não é possível garantir que a energia acumulada se libertou toda, e assegura não ser possível prever sismos. “Sabemos os sítios, sabemos que no futuro Lisboa e o sul de Portugal vão ser afetados por grandes sismos, não podemos dizer é quando.”
 
O especialista ressalva que as condições geológicas são as mesmas que havia há milhares de anos atrás, que geravam vários episódios, e que vão certamente gerar mais. Quanto às áreas mais propícias, Fernando Carrilho diz que Lisboa, Vale do Tejo e Algarve são “as zonas mais perigosas”.
Mas, embora o sismo desta segunda-feira tenha sido um dos maiores com epicentro em terra nos últimos anos, estudos realizados em Portugal comprovam que um sismo idêntico ao do ano de 1755, em Lisboa, poderia provocar uma onda com sete metros de altura, que poderia destruir toda a zona do centro histórico de Lisboa.
Os especialistas frisam que a questão não é saber se vai acontecer um sismo em Lisboa, mas quando. Atrás de Istambul, a capital portuguesa surge em segundo lugar na lista de cidades europeias com maior risco sísmico.Quando acontecer, será muito forte
O engenheiro sísmico Mário Lopes, do IST, não tem mesmo dúvidas de que, quando acontecer, “o sismo será muito forte“. Há 250 anos que Lisboa não tem um terramoto e, lembrou há um ano o especialista, a cidade está “sentada em cima de epicentros. “Se houver uma repetição do sismo de 1755, um terço de Lisboa fica em escombros”.
O vice-presidente do Instituto de Engenharia de Estruturas, Território e Construção do Instituto Superior Técnico realça que um sismo desta natureza não se consegue enfrentar a nível técnico, “mas sim a nível político“.
Mário Lopes sublinha que é fundamental que o Estado dê o exemplo para evitar os danos que poderão ser causados por um abalo. “Melhoram-se as condições de habitabilidade e o aspeto dos prédios e pronto”, lamenta. “É preciso tem em conta que 60% dos edifícios em Lisboa não foram feitos para resistir a sismos“.
Estamos em cima de um barril de pólvora com o rastilho a arder e não sabemos quando vai rebentar”, alerta Mário Lopes."

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Ingrata herança de Rui Rio

A vitória de  Rui Rio no recente ato eleitoral, por margem não muito expressiva trouxe uma ingrata tarefa ao vencedor. Primeiro,  pacificar as hostes __ e todos sabemos que os alfacinhas não gostam d e lideranças nortenhas__ depois, enfrentar António Costa, que, quer se goste ou não, tem superado as expectativas quer em termos de eficácia quer de  longevidade. Tarefa não menos árdua.

Observando do exterior e com isenção, sem facciosismos, a tarefa vai ser muito difícil. A economia aproveita o crescimento generalizado na zona euro e uma certa estabilidade, o mercado de trabalho vai evidenciando melhorias  sensíveis__a todos os níveis__ o défice sendo reduzido paulatinamente, a única nuvem negra no horizonte é a dívida, mas mesmo essa, com os juros a baterem mínimos históricos, começa a deixar de ser aquele adamastor medonho que se afigurava há alguns anos atrás, obrigando à intervenção da Troika e seus epifenómenos.

A herança é difícil. O governo mantém liderança forte e estável,  Centeno a liderar o eurogrupo poderá trazer, por arrasto, alguns benefícios, para a zona sul da Europa, sobretudo.

Contudo, Rui Rio tem mostrado resiliência e sageza na condução dos barcos. É um timoneiro sensato e prudente. Não gosta de despesismos estultos, não aprecia as pompas (as folias sanjoaninas de Gaia deram no que deram,  e ele era contra...), da cultura, não prescinde da calculadora para saber se deve ou não apoiar, enfim, tem os pés assentes na terra e sabe que a economia é um barómetro imprescindível para um piloto, um apetrecho indispensável para quem segura o leme.
Oxalá o país possa beneficiar da sua postura. que não seja populista nem derrotista, que não pense no "quanto pior melhor", pois isso seria ser adepto da política de "terra queimada!
Que saiba ser positivo, construtivo e  assertivo, são os votos de um cidadão independente que deseja o melhor para o país, esteja ao leme quem estiver.

jose sá

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Miguel Torga, o eterno telúrico no seu máximo expoente!

                                                       CONFIANÇA – Miguel Torga
 
 
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho...
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova.
Miguel Torga
In CÂNTICO DO HOMEM

sábado, janeiro 06, 2018

Francamente Dr Santana Lopes!!!


Foi com certa expectativa que assisti ao ultimo debate entre o Dr Santana Lopes e o Dr Rui Rio. Fiquei deveras preocupado. O Dr Santana Lopes mostrou uma fotografia onde o Dr Rui Rio estava ao lado de membros da Associação 25 de Abril, num almoço para o qual tinha sido convidado. E, de forma canhestra, tentou colá-lo à instituição ou ao evento. Enfim, "encosta-lo" à esquerda como se diz na gíria. Triste argumentação esta! Roça o limiar da senilidade, ou da demência senil!
Ora, bem sabemos que houve posições pouco felizes da instituição e o regime de Abril teve fases menos boas também, Contudo, estigmatizar de forma aligeirada, alguém,   só por estar numa fotografia ao lado de outra é ridículo, patético, anedótico!!!
Imagine-se alguém, usando a senil forma de pensar do Dr Santana Lopes, utilizando uma foto onde está o Papa Francisco a sorrir para Fidel Castro e  concluír  que o Papa era ditador ou assassino!!!
Há coisas boas e menos boas na Associação, não me consta que tenha lepra!!!
Depois, foi acusar o Dr Rui Rio de fazer uma parceria estilo Dupont & Dupont com o Dr António Costa!!!

Em Espanha ridicularizam Portugal pelo negócio contra-natura da injeção de capital de Santa Casa no Montepio (um banco que se não é lixo é pré-lixo) e, caso curioso, ninguém assume a "paternidade" desta opção. Mais tarde quando tudo ruir __ como a célebre pála de Alvalade__ vão atirar culpas uns aos outros como é tão frequente neste país, nesta República dos Passa-culpas!
VER AQUI

A ideia original : VER AQUI

Enfim, estes de mão no peito, mostram uma faceta obscura que tem,  amiudadas vezes, minado Abril. Quase todos odeiam o que Abril simboliza, e, muito embora os ideais de Abril tenham sido postergados por alguns (e são muitos, infelizmente, neste rol) há que acreditar nos ideais e não nas pessoas que se servem deles para satisfazer GANÂNCIAS e megalomanias tolas...

Se o ridículo pagasse imposto o Dr Santana Lopes estava todo carimbado! E não só ele, infelizmente...

Justiça boa e má, há de tudo...

 Neste texto um conhecido escritor fala da justiça e dos juízes bons e dos maus.
VER AQUI



Cidadãos são iguais perante a lei.
Dizem. Mas é mentira bem cruel;
Alguns, são mais iguais eu bem o sei
Porque já o senti na própria pele.
 
Será cega a justiça? Não é, não!
Por vezes, tem dois pesos e também
Duas medidas. Uma, se é barão,
Outra, se for um simples Zé Ninguém!
 
Ao poder, ela verga, serviçal;
Se insulta, ela diz: «é simples excesso!»
Se é prepotente, diz: «é natural!»
 
Amocha ao empresário "de sucesso",
Quantas vezes corteja o vil metal;
Termos banais, ao pobre, dão processo!
 
José m f Leite de Sá

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Novos tempos...

Os Estados Unidos liberalizaram no estado da Califórnia a cannabis. Agora,  oportunidade de negócio para Mike Tyson antigo pugilista que já foi acusado de consumir o produto.

O uso medicinal poderá ter consequências perversas, contudo, ainda se desconhece o verdadeiro impacto. a liberalização para uso medicinal poderá ser uma antecâmara perigosa. Oxalá que não.

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