rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

terça-feira, setembro 02, 2008

A CORTINA RASGADA!...


Assim não vale! lá terei que reformular o discurso tão lindo que tinha dado tanto trabalho!
Descobri-o por mero acaso. Umas fotocópias amarrotadas de um amigo meu. Lá estava nuzinho da Silva o famoso discurso. Qual Chão da Lagoa, qual Pontal, aquilo sim, era néctar dos deuses, puro! Que me perdoem mas não resisto à tentação de divulgar alguns nacos da encenação apoteótica!
Ela entrará ao som da música «Maravilhosa Criatura», do tecto cairão pétalas laranja mais parecendo línguas de fogo...
Após uma introdução banal, ela atira-se aos fazedores de ruídos com esta tirada:
«Alguns, por muito ruído que façam poderão sentir que são trovões mas nunca atingirão o nível do relâmpago da clarividência!»
Depois segue-se uma analogia de sabor historicista: «Alguns (que todos conhecem) têm de Narciso o dom, de Brutus a maldição e de Nero a doentia satisfação»...
Fico a meditar a quem se dirigirão aquelas farpas...
Segue-se uma abordagem campestre:
«O reino da política é como uma vinha: uns fazem calma e serenamente a poda e a sulfatação, para que outros, venham fazer a ruidosa festa da vindima!»
Mais à frente: «... a caravana passa e os que fazem ruído à sua volta não é para lhe dar maior segurança, mas move-os apenas o mórbido desejo de a ver caír no desfiladeiro!»
Esta tem um cunho zoológico. «Os tigres de papel são animais enjaulados. Vivem na apertada jaula das suas limitações contemplando horizontes demasiado ambiciosos para as suas capacidades».
Segue-se uma metáfora relacionada com o mar e a pesca.
«Dantes, quando havia nevoeiro ouvia-se a «ronca» para alertar os pescadores face ao perigo iminente; agora aparecem uns «roncadores» julgando-se D. Sebastião no meio do nevoeiro ...»
Enfim, um discurso cheio de metáforas a fazer lembrar um Lucas Pires dos tempos áureos, capaz de arrebatar assistências e levá-las ao rubro.
Lamento esta «espionagem» mas o povo tem o direito à verdade total, à transparência, ao romper definitivo dos nevoeiros...

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