rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sexta-feira, setembro 26, 2008

A entrevista que se impunha!


Fomos encontrá-lo numa esplanada. Fumava um charuto. Olhava o mar com especial apetência!...
_-Então meu caro, o mar fascina-vos?
__ Sim, tal como fascinou Fernando Pessoa e o Infante Henrique, The Navigator...
__Tendes algum político português a quem considerar vosso discípulo?!
__Há tantos, que seria injustiça e poder ferir susceptibilidades eleger algum como preferencial. Sinto que todos me leram com aproveitamento. O seu grau de eficácia é soberbo!
__Vós elogiais a eficácia, mas que achais da ética?
__Coitada, é uma parente pobre do escrúpulo e da honra. Não lhe auguro grandes hipóteses de sucesso na política portuguesa actual!
_-Que achais do Dr Marinho Pinto?
_-Um pobre diabo, com a mania da frontalidade, da honra, tem escrúpulos a mais para o meu gosto. Falta-lhe aquele pragmatismo que define os veros triunfadores.
_Que pensais de Jardim?
_-Qual? O apreciador de ponchas ou o apreciador de missas e ladainhas?
__Já agora, de ambos!
__Direi que têm um perfil muito similar, mas há, algo que os diferencia: o das missas procura ser mais discreto, mais furtivo, enquanto que o outro é mais para o descasca pessegueiro como vocês dizem...
__Acha que Sócrates tem futuro no governo?
__Depende. Se optar por um certo pragmatismo e afastar de vez alguns escrúpulos democráticos talvez se mantenha por uma década. Se optar pela transparência, pela ética, pela cordialidade, está condenado. Tem que ser animal feroz em plenitude e não só em part time!
__Que mensagem quer transmitir às gerações vindouras?
__Que desconfiem sempre do que lhes ensinam nas escolas. O triunfo por vezes está precisamente no contrário do que aí se aprende. As virtudes muitas vezes são graves defeitos que na prática conduzem à derrota e ao insucesso. Há que ser narciso e vaidoso e rodear-se sempre de uma matilha de aduladores que, nos jornais, nas rádios, nas TV's nos cultuem e nos promovam. Sem eles não se vai a lado nenhum...

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