rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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quarta-feira, outubro 01, 2008

FALTA DE PUDOR, EU?!



Eu é que sou a despudorada, a sem-vergonha? E eles, os políticos que para aí andam a gamar, a desflorar a ingenuidade da gente simples e ingénua?!
Cada vez mais se assiste a situações que atingem as raias da desfaçatez, da ignomínia, do escândalo, nos domínios do poder local e até da gestão da coisa pública, lato sensu...
Dir-se-á que as caixas de Pândora se abrem e deixam exalar um odor mal-cheiroso que danifica as pituitárias mais sensíveis. É um fartar vilanagem. Alguns políticos (há que destrinçar o trigo do joio...) mais parecem meretrizes, exigindo comissões e contrapartidas várias para os seus despachos. E são «despachados» no pedir, são ousados na exigência, são afoitos na arte de mendigar remunerações para as suas decisões políticas. Veja-se o blogue nortadas - post História da Vida Real!
Às vezes usam estratagemas para se furtarem à mendicância directa (v.g. "não é para mim, é para o partido, para a associação A, para o jornal B, para a defesa do «ambiente»...) captando fundos que depois lhes serão remetidos por interpostas entidades. Preciso é diluír responsabilidades, fazendo engrossar o caudal dos ingénuos úteis que servirão de bodes expiatórios em caso de alguma falha...
Temos aí testemunhos imperecíveis de um Paulo Morais (que foi marginalizado cobardemente pelas estruturas de um partido que se diz defensor da lei e da honra, mas que, nalguns locais, fede a cleptocracia podre!), de um Horácio Costa (de Felgueiras) ou de um Ricardo Bexiga (Gondomar) que pagou caro a ousadia de ser honesto, preservar o cumprimento da legalidade e não pactuar com caciquismos bolorentos. Estes homens, honra lhes seja feita, são marginalizados por uma comunicação social abjecta e vendida, que passa a vida a incensar velhacos e "coronéis" com sabor a personagens de Fellini ou de Jorge Amado. Lá vão abocanhando as sinecuras e as mordomias, quais migalhas que os barões deixam caír da sua farta mesa, onde vão deglutindo o ágape orçamental com a volúpia de um Nero ou com a gula descomunal de um Bokassa apalermado, mas chicoesperto q.b....

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