rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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quinta-feira, outubro 23, 2008

Em segredo de justiça!



Ele era um tipo correcto, respeitador, cumpridor dos seus deveres. Não se armava em fanfarrão, não ostentava narcisismos, não se punha em bicos de pés. Mas era o melhor classificado do curso, ali presente e tinha direito a um lugar de destaque enquanto que os restantes iriam ser colocados em lugares subalternos. Ele, o primeiro, não tinha cunhas, os outros tinham-nas e grandes. Tentaram seduzi-lo mas ele não abdicou do seu lugar.
Então começaram a «campanha suja»: que ele seria um tipo «perigoso», que era «introvertido», pouco «sociável», pouco «flexível»...
Do «introvertido» passaram rapidamente para o «invertido», para o «psicopata» e para outros items ao sabor do momento... Sem provas sem dados factuais objectivos! tudo mesquinha perseguição! O «fascismo» na plena acepção do termo!
O certo é que ele estava um pouco debilitado por causa de um problema hepático e de um princípio de úlcera duodenal. A tensão arterial também não estava no melhor dos mundos. Mas não era nada de grave.
Até que, alguém quis abrir uma «vaga» e desalojar o tal indivíduo. O expediente rodeado de um certo secretismo e cumplicidades várias foi conseguido. Sem que o visado tivesse acesso à totalidade das imputações...

Isto passou-se no tempo do «fascismo», no ante-25 de Abril. No 25 de Abril ele exigiu um inquérito aos FACTOS. Queria saber em que bases se sustentavam as imputações. Bases sólidas e objectivas.
Entretanto ele soube quem fora o principal «cérebro» da intrigalhada. Pediu para ser acareado com ele.
Entretanto arranjou um estratagema para apanhar em contradições o tal «cérebro» mórbido. Foi feito um livro em que se descrevia uma personagem fictícia que era a antítese da sua personalidade anteriormente votada ao ostracismo. Um extrovertido, um galã de meia tijela sempre de fêmeas a tiracolo, sempre descartáveis. Como alguns D. Juans que nós bem conhecemos...
Ele, continuou impávido e sereno com a sua conduta recta, irrepreensível (e cada vez mais para evitar acusações infundadas...), sem exibicionismos marialvas, sempre comedido e sem jactâncias. Enfim, sempre igual a si próprio. Nunca foi acusado por ninguém de assédios ou faltas de respeito fosse a quem fosse.

Foi insinuado que ele seria essa personagem fantasista, esse mulherengo incorrigível e inveterado, sem cura. Que seria também «perigoso», «anti-social», «abusador»...

O certo é que não conseguiu a tal acareação. O que conseguiu é que o tal livro fosse usado como libelo acusatório em várias circunstâncias. Ninguém o conhecia ao certo na sua intimidade, no seu dia-a-dia, mas afirmava categoricamente (com base no tal livro de ficção, completamente destituído de bases concretas...) que ele seria isto e mais aquilo... e muitas pessoas de responsabilidade o afirmavam também pela calada (cobarde e torpemente, pois sabiam que não havia bases concretas nas suas infundadas acusações...). Eram perseguições políticas mesquinhas, perseguições de índole profissional até...

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Vem este intróito a propósito de um blogue anónimo que na Póvoa de Varzim bolçou acusações ao presidente da câmara. Ninguém conhece o autor e responsável pelo blogue. Conhecem-se as principais acusações.
Dizia ele que o presidente tinha uma conta de valores avultados em nome de um filho deficiente. Falava nos gerentes da instituição bancária que entretanto mudara de nome. Será que os gerentes é que deram essa informção ao dito blogueiro? Não se sabe.
Falava também numa sociedade («mardebeiriz») cujo administrador seria o próprio presidente. Falava-se num sócio que investiria e aproveitaria o facto de haver um enriquecimento rápido em perspectiva dadas as alterações ao Plano Director Municipal.

É cobardia acusar sem provas. Contudo não deixa de ser estranho o facto de o presidente não vir a público desmentir tudo. Será que nunca teve conta bancária em conjunto com o tal filho? Se teve quais os montantes? Será que os funcionários bancários invocados sabem de algo e não querem divulgar publicamente, fizeram-no apenas pela conversa de pé de orelha ao dito bloguista, induzindo-o em erro?

Será que o presidente não foi administrador da referida firma? Será que nunca tirou proveito de negócios dela? Será que nunca houve «inside trading»? Será que o facto de ser quem é (politicamente) nunca lhe trouxe benefícios de ordem financeira neste domínio específico?

Ou será que armando-se em vítima, queixando-se de perseguição malévola, e acusando o outro de calúnias, está apenas a tapar o sol com a peneira?!

Não sei de que lado está a razão. Era bom que o autor do blogue apresentasse mais dados concretos e que o presidente desmentisse cabalmente TODAS as acusações. Ainda não o fez. Por que espera?!

Todos os cidadãos bem formados e de recta intenção esperam um desmentido cabal do presidente. E com provas, também.

Até lá paira sobre ele a suspeita de se aproveitar do cargo político para fins ilícitos!
Essa é que é a verdade nua e crua!

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