rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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sábado, outubro 11, 2008

O senhor do trono...


D. Duarte Pio e D. Isabel Herédia, o casal que simboliza a monarquia em Portugal.



Confesso que não sendo monárquico, tenho simpatia pelo Duarte Pio, um cidadão com formação humanista e de um civismo exemplar, que ombreia com muitos políticos republicanos em termos de capacidade intelectual.
Foi tenente miliciano na Força Aérea (piloto aviador em Angola) dando sempre uma exemplar prova de maturidade e de grande visão histórica. Tal como Manuel Alegre (em Angola) tinha uma visão futurista diferente da grande maioria, e isso não raras vezes lhe causou engulhos.
Embora nascido na Suíça (na embaixada de Portugal) teve em Portugal a sua formação (frequentou o colégio Nun'Alvares em Caldas da Saúde- Santo Tirso) (1957 a 1959). Enfim, Duarte Pio é um portador de qualidades!
Embora de sangue azul tem na alma o rubro da alegria de viver e no sentimento o verde da ecologia sempre presentes. Amante da caça e apaixonado pela Natureza, tem na sua afeição pelas coisas de Deus um dom inigualável. Seu padrinho de batismo foi o próprio papa Pio XII.
Enfim, estamos na presença de um ícone da realeza mundial, uma figura acima do patamar vulgar de lineu, mas sempre modesto, sempre simples, capaz de jogar uma sueca e beber um copo de maduro tinto com a malta. Enfim, um puro-sangue lusitano. Não envergonharia a República tê-lo ao leme!
Pai extremoso de D. Afonso Maria, dona Francisca e de D. Dinis, merece figurar em lugar de destaque nesta galeria de «Senhores» que, um dia que eu já esteja nas praias do Além, possa ser editado e dado a conhecer aos vindouros como o tributo de alguém que amou a vida e se deixou apaixonar pelas almas imorredouras em Portugal nascidas e capazes de servirem de exemplo ao mundo inteiro, de forma intemporal e duradoura.


Na vida, já no outono,
Na alma, só primavera,
Ó nosso Senhor do Trono
O povo por vós espera!


Agora representais
A gente de sangue azul
O verbo amar conjugais
Portugal, de norte a sul.


Quando reina o pessimismo
Nos mercados financeiros
Um sorriso de optimismo
Mudaria o mundo inteiro.


Ó Nosso Senhor do Trono
Raiz azul no país
Do crédito sois patrono
E «Rei»... na caça à perdiz!


A República devia
Ter sangue azul no poder
Carácter nobre, eu diria,
Um governo tem de ter.


Ao Sócrates vou propor
Que vos dê um ministério :
O da Paz e do Amor...
Que falta ele faz! A sério!

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