rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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sexta-feira, agosto 22, 2008

Jardim, o Jornal da Madeira & Igreja Católica! Que triunvirato!


«O J.M. e a I.C. é que me suportam no pedestal!»
Na comemoração dos 500 anos da cidade do Funchal o líder madeirense botou faladura e, na oração de sapiência, enalteceu as virtualidades da Igreja Católica sobretudo no pós colonialismo (sic). Então e no colonialismo? Será que a I.C. não conta?
Segundo ele (em vésperas de criar o famoso Partido Social Federalista, talvez mais um aborto nem chegando a nado-morto...) a Madeira continua a ser colonizada pelo continente, daí não se compreender muito bem o que quer dizer com o chamado período colonialista. Será este um neocolonialismo?
Com o seu já habitual espírito tonitroante assume-se como uma espécie de «libertador», no entanto no ante-25 de Abril já era representante do alegado colonizador lá na ilha. Agora, com a autonomia e factores descentralizadores bem vincados, gosta de se autopromover e vangloriar dessa situação como se fosse conquista sua, da sua genialidade, do seu espírito guerreiro, e não, como da facto o foi, o corolário do espírito de Abril, a consequência lógica da democracia e dos movimentos populares que foram reivindicando o actual status quo, a exemplo do que vai acontecendo noutros pontos do país.
Com o espírito do «l'État c'est moi!», sempre na ponta da língua, ele julga-se o umbigo do universo, a quintessência da liberdade, o suprassumo da eloquência. O sistemático atrelamento à Igreja Católica (parasitite aguda?)não deixa de nos fazer meditar. Será que aquelas injecções de capital (atingindo milhões de euros) ao Jornal da Madeira (onde ele encetou a sua carreira política, e propriedade da diocese) foram uma contrapartida aos apoios explícitos da Igreja Católica ao seu consulado?
Perguntar não deve ofender. Procura-se resposta à interrogação.A dúvida metódica está sempre no meu espírito inquieto e insaciável de aprofundamento democrático.

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