
Ele quis, com este gesto, mostrar o quão importante é para a humanidade a realização destes jogos, símbolo de paz entre os homens. Sem olhar aos credos, às cores da pele, aos sexos, cada qual se apresenta para competir. Competir com dignidade e honra.
Estava num restaurante em Pequim e Jesus Cristo foi surpreendido por um americano. Dirigiu-se-Lhe nestes termos:
__Mestre, Vós estais nos jogos, porquê?
__Eu vim incógnito, por favor não divulgues a minha identidade...
_Estou tão infeliz, meu Jesus. Tenho uma lesão nas pernas e mal posso andar. Gostava de poder competir como um verdadeiro atleta. Fazei um milagre e curai-me!
Jesus hesitou. Já estava destreinado de fazer milagres. Mas não quis deixar os seus créditos por mãos alheias. Pediu somente:
__Eu vou curar-te visto teres fé. Mas não divulgues nada, por favor, senão terei aqui os papparazzi à minha volta o tempo todo...
Dito e feito. Fez um pequeno gesto e as lesões, os atrofiamentos, lá se foram. O cidadão americano pulou de alegria... mas deu nas vistas e... logo apareceu um inglês, um francês, um alemão, enfim, a gente sabe como estas coisas são.
Cristo a todos fez o milagre pedido. Todos agradeceram com júbilo e emoção.
Contudo, ao fundo do restaurante, impávido e sereno, um homem de bigode, moreno, de olhos perspicazes, olhava para o Mestre e não tinha coragem de pedir nenhum favor...
Cristo até estranhou. Dirigiu-se a ele, com voz carinhosa e paternalista, perguntando:
__Então só tu não queres a minha ajuda. Não tens fé?
__Não, tenho muita. É que eu sou português e... ESTOU COM BAIXA ATÉ AO FIM DO MÊS!
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