rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sexta-feira, julho 03, 2009

David Mourão Ferreira




Dele disse Lili Caneças: «eu no fulgor da mocidade, com aquela mini-saia tentadora, punha-me ao cimo das escadas e fazia de conta que ia acender o cigarro, então ele, pressuroso, subia as escadas para me acender...»
Enfim, nem Marlon Brando conseguiu conquistá-la, tal o empenho e o empertigamento que pôs na defesa do «virgo», daí ser legítimo perguntar:
Será que David Mourão Ferreira estava a pensar nela quando escreveu isto?
O desenho redondo do teu seio
Tornava-te mais cálida, mais nua
Quando eu pensava nele... Imaginei-o,
À beira-mar, de noite, havendo lua...
Talvez a espuma, vindo, conseguisse
Ornar-te o busto de uma renda leve
E a lua, ao ver-te nua, descobrisse,
Então a branca irmã que nunca teve...
Pelo que no teu colo há de suspenso
Te supunham as ondas uma delas
Todo o teu corpo iluminado, tenso,
Era um convite lúcido às estrelas...

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