Abril, não finjas surpresa
não mostres esse ar d'espanto
já não entoo o teu canto
à tua excelsa pureza
ao teu nobre simbolismo
não me chames pessimista
o que sou é realista
e vejo bem este abismo
que faz o povo sofrer
que gera desigualdade
uns, é só prosperidade,
outros, sempre a empobrecer,
o país depauperado
por paraísos fiscais,
há fortunas colossais
dinheiro ao povo roubado
fala-se que o próprio Estado
usa tais estratagemas
cultiva os mesmos esquemas
mergulha nesses mercados
onde não há transparência
com objectivos impuros
onde os negócios escuros
servem a concupiscência
de tanto vil predador
onde há lavagens sem conta
ao ver isso, o povo aponta
o seu dedo acusador
e pergunta por abril
por esse nobre ideal
que fugiu de portugal
deixando cá... ladrões mil!
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