rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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sexta-feira, abril 04, 2008

Economicismo e danos colaterais...


«Tarzan Taborda» o garanhão vítima do economicismo socrático?
Talvez... mas não muito...
O dono, senhor Evaristo, um modesto agricultor das beiras, tinha muito gosto nele.E o caso não era para menos. A agricultura mal paga, os rendimentos sempre a baixar, o cavalo de cobrição a que pusera o nome do grande lutador português «Tarzan Taborda» era o seu ganha-pão...
Cobria as éguas e recebia um boa maquia pelo trabalho. Era um puro sangue. As crias tinham os genes do progenitor e ostentavam a herança genética. Todos queriam levar as suas éguas ao «Tarzan Taborda»... Era um fartote...
Até que, com a sua fúria economicista, o governo de Sócrates, tão sequioso de impostos como o diabo por almas, decidiu pôr a mão em cima da galinha dos ovos de ouro... Mandou o fisco tributar o lavrador pelas receitas auferidas pela cobrição...
E assim foi. Os técnicos do fisco, com excesso de zelo, mas querendo mostrar serviço ao novo chefe, estava em causa a sua avaliação, arbitraram um valor muito elevado. o Sr Evaristo disse lá com os seus botões: «por esse preço levem o cavalo... eu é que não pago!»
Após alguns contactos com a estrutura fiscal lá veio o despacho: «confisque-se o bem!»
E assim foi. O «Tarzan Taborda» lá foi para uma cavalariça feita de propósito anexa à repartição de finanças. O fisco não brinca em serviço. Fugir aos impostos já foi chão que deu uvas. Sócrates foi implacável com o «Tarzan Taborda»...
Eis senão quando, surgiu uma pequena surpresa: o animal, insatisfeito com a situação, deixou de cobrir as éguas!...
Não valeu de nada o zelo do chefe da repartição que mandou emoldurar com posters de belas éguas, pastando ao sol num prado maravilhoso, a nova cavalariça. O cavalo não cumpria a sua nobre missão reprodutora e lá se foi o investimento por água abaixo. A alimentação era excelente, as éguas lindas de morrer, mas ele... nada!
Até que, por ordens superiores, foi decidido falar ao antigo dono a ver se ele tinha alguma explicação para o «fenómeno»...
A resposta do ex-dono do animal surpreendeu o chefe das finanças. E foi esta: «eu já sabia que isto ia acontecer! Ele agora sente-se funcionário público!»

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