rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

quinta-feira, abril 17, 2008

Ai Jorge Amado, Jorge Amado!!!

Nem imaginas como fazes falta!!!




Foi meu companheiro de adolescência, posso dizê-lo, pois ao ler os seus romances, sentia o seu fulgor, a sua genialidade, a sua sátira tão certeira, como se fosse eu próprio a protagonizar aquelas cenas tão imbuídas de comicidade. Jubiabá, Capitães da Areia, Gabriela Cravo e Canela, sei lá, era toda uma cachoeira de talento caindo sobre a minha cabeça ávida de cultura e de boa literatura.

Figuras como Sinhozinho Malta, Odorico Paraguaçu ainda fazem lembrar esse «monstro» de comicidade que brilha na Pérola do Atlântico. Temos que nos render ao seu talento histriónico, à sua brejeirice, às vezes reles, mas cheia de originalidades.

Contaram-me que durante a visita do prof. Cavaco (não, não posso dizer P.R., pois ele conseguiu «despir-lhe » as vestes institucionais e reduziu-o à sua condição de «sr Silva»... ao arranjar um estratagema para não o levar à Assembleia Regional, órgão mais representativo), dois casos deram azo a contagiante hilariedade.

É sabido que ele faz gala de conhecer toda a gente: os donos da casa, a filharada, a empregada doméstica, até, nalguns caos, os animais domésticos...

Cientes disso, ouçamos este diálogo, supostamente travado algures, na Ilha:

_ Então Sr Manel das Chancas como vai a sua senhora?
__ Vai bem senhor presidente!... está cheia de saúde, até já foi ao boi!...

Como se depreende, o Sr Manuel das Chancas , um pouco surdo, confundiu «senhora» com «Pastora», a vaca que esteve quase a bater a bota e que um amigo veterinário conseguiu salvar in extremis...

É claro que a hilariedade foi geral. Todos riram menos o Sr Manuel das Chancas, como é óbvio...

Outro caso, passou-se com o Ti Francisco Galante, um pescador reformado. Resumindo o diálogo:

__ Então Ti Francisco, como vai a sua netinha?

__ Ai senhor presidente, vai bem, obrigado, só temos que ter muito cuidado com os carrapatos, anda para aí uma praga!...

Referia-se, o também um pouco surdo Ti Manel Galante, à sua cadela pastora alemã, a «Pretinha» que era como se fosse da família...

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