
Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Banca ao serviço da economia ou o inverso?!

quarta-feira, janeiro 16, 2008
A Pasta & a Posta: o antigo e o actual regime...

Corrupção gera crise e... novos "Patinhas"...
Sub-produto da corrupção reinante, os novos "Patinhas" só vêem montes & montes de vil metal!....Que credibilidade para o poder que se deixa enredar nas malhas da corrupção?
Ganhar eleições não dá direito a tudo, nem ser dono da verdade!
Quem ganha, tem «passaporte»
Em constante exibição!
Narciso!, é um fartote,
Na auto-bajulação!
Hitler também já ganhou
Mais que um acto eleitoral
Página negra deixou
Na história universal.
Nem sempre ganha o melhor,
Há tanta injustiça, eu sei,
Até o «idiota-mor»
Pode ser da gente o «Rei»!
Quando não há igualdade
As armas são desiguais,
Mentir é... falar verdade
Rameiras são... as «vestais»!
Quando o jogo é viciado
O dinheiro tudo abafa:
Íntegro, é um «safado»!
O ladrão é que se safa!
Até a cultura cede
Faz vénias ao capital,
Óbulos ao poder pede,
Dele fica... serviçal!
Cultura grata e servil
Botas ao poder lambendo,
Vemos aí asnos mil
A cultura empobrecendo!
A País sempre a afundar
No charco-promiscuidade
«Patinhas» a flutuar
Neste mar... de impunidade!
NOTA: Isto é uma crítica ao país no seu todo, não se pense que a corrupção está localizada.
O mal está generalizado, tal e qual uma pandemia!
terça-feira, janeiro 15, 2008
Credibilidade e populismo!...

O aparecer muitas vezes na TV, com ar sorridente e triunfalista, só por si não é atestado de credibilidade!Agora, leia-se o blogue do Dr Santana Lopes (http//pedrosantanalopes.blogspot.com) e atente-se no post "adamastorzinho"...
A dado passo diz ele com jactância: "Qualquer pessoa minimamente inteligente sabe que não se fala de alguém que se despreza quanto ele fala sobre mim" (sic).
É o Dr Pedro Santana Lopes no seu melhor! Vale a pena consultar o seu blogue! Fica-se a compreender melhor a essência da sua personalidade. Eu próprio deixei lá um comentário, espero que saiba interpretar o seu teor. É um indivíduo inteligente q.b. para destrinçar a ironia do aplauso acéfalo...
Nesse post, o Dr Lopes quer lançar às urtigas o seu rival Dr Pacheco Pereira, mas fá-lo com tanta superficialidade, com tanto rancor, com tanta acrimónia mal contida, que sai o tiro pela culatra! É vê-lo a invocar a sua credibilidade alicerçada nos votos que lá conseguiu, na Figueira da Foz, à custa de um prolongado investimento na zona, com despesas faraónicas em restaurantes e outros locais... É vê-lo a zurzir sem dó nem piedade sobre um correligionário que tem outros horizontes morais, que tem da vida um conceito bem mais elevado; não é um aperaltado sempre ávido de futilidades e/ou fulgores mediáticos mais ou menos vácuos e sensaborões.
É vê-lo, qual pavão donjuanesco a tentar amesquinhar um intelectual probo, um lutador convicto, um apaixonado criador literário, um cultor da liberdade e dos mecanismos que a ela conduzem...
Nada me move contra PSL, nem sequer sou simpatizante de PP, longe disso!
Mas sempre gostei de separar o trigo do joio, sempre procurei destrinçar os que fazem da política um sacerdócio (ou tentam fazer...), dos que são bacantes histriónicos usando a dita cuja com artimanha para conseguirem patamares de promoção mais altaneiros, ou para almejarem foruns mediáticos mais lisonjeiros. Enfim, a política é apenas a vidinha! no seu conceito mais egocêntrico e narcisista.
Conheço a trajectória política de PP e a de PSL. Um começou no marxismo-leninismo que absorveu com empenho, procurando extraír dele o que de mais válido e socialmente aproveitável tinha, como método de abordagem de uma realidade multifacetada; enfrentou problemas de consciência, sofreu perseguições, deu a alma para ir ao âmago das coisas, quis ser verdadeiro e mais atento à realidade circundante, não se deixou narcotizar pelas ladainhas estereotipadas que vinham de Leste. Corrigiu a trajectória, com esforço, com sofrimento interior, podou as raizes ideológicas que lhe moldaram o carácter e plasmaram o espírito de tolerância que procurou cultivar na medida do possível. Vê-se que procura ser honesto consigo e tem aquela dose de utopia com que procura a quadratura deste círculo que é a nossa vida política quotidiana. Não é perfeito mas detesta os mecanismos corruptores, as malfeitorias de alguns populismos de meia tijela que andam por aí a espalhar hiperprivatizações como a nova panaceia universal... Não, não é o narciso, muito pelo contrário...
O outro, ex-pupilo de Kaúlza de Arriaga, procurou encostar-se a Sá Carneiro, tal e qual as lianas se encostam às araucárias... ainda hoje, passados tantos anos, está sempre a invocar essa proximidade (mais física do que intelectual, diga-se em abono da verdade) para colher dividendos, para reivindicar protagonismo, exibir galões...
Cavaco Silva, (esse sim,talvez mais próximo dos "genes" sacarneiristas...)em tempos, soube medi-lo de alto a baixo e dizer o que pensava sobre o seu perfil, sobre o seu modus operandi, sobre a sua sui generis estratégia ascencional.
Com um tremendismo espalhafatoso e tonitruante ameaçou abandonar a política porque alguém ironizou com o seu gosto pelos copos e pela boémia. Conseguiu o abraço tutelar de Jorge Sampaio. que o demoveu da perda irreparável para a Nação!!!
Respeito aqueles que fazem da noite o seu ganha-pão, o seu trabalho honrado e honesto, mas quem procura na política lugares ao sol, só pela frequência da movida e dos locais cor-de-rosa como trunfo de marialvismo, isso não. Há que estudar, ler dossiês. estar a par dos assuntos mais candentes, interrogar-se sobre a forma de economizar e reduzir o despesismo, em vez de o empolar saciando clientelismos de utilidade duvidosa, como santanetes e outras excrescências mais vocacionadas para encher o olho do que para prestar serviços.
Enfim, entre PSL e PP eu opto pelo mais lúcido, mais íntegro, mais útil ao país numa conjuntura de sacrifício colectivo em que as cigarras devem ser postas no seu devido lugar e as formigas colocadas no pedestal que merecem.
Credibilidade não é vangloriar-se de votos conseguidos à custa de sabe-se lá que promessas ou cumplicidades vampirescas. Cristo ao que me conste nunca ganhou eleições, no entanto é a credibilidade suprema.
domingo, janeiro 13, 2008
Mário Soares versus Sócrates, neoliberalismo em pano de fundo.

Neo-liberalismo sim ou não?
Privatizar é a panaceia capaz de nos conduzir ao sucesso?
Recentemente Mário Soares e José Sócrates disseram de sua justiça sobre temas actuais e sempre polémicos: o neo-liberalismo e as privatizações.
Mário Soares, prudente e cauteloso, velha raposa da política, olhando com desconfiança para o rumo que as coisas vão tomando na cena indígena (e não só) com casos de desregramento e atingindo o limiar da corrupção, teceu críticas ao modelo económico que vai sendo prosseguido a nível nacional. Diz que as privatizações em excesso são contraproducentes e poderão conduzir a abusos de toda a ordem, gerando injustiça social, abuso de poder, asfixia do tecido económico empresarial pelas multinacionais e pela banca (sobretudo). Pequenos e médios empresários estarão a médio prazo na penúria e/ou a braços com grave crise.
Sócrates é menos pessimista. Acredita nas virtualidades do actual sistema e não vislumbra malefícios em certas privatizações. Admite uma saudável supervisão, acha indispensável uma regulação prudente a fim de que abusos possam ser controlados ou punidos quando ocorrerem.
Enfim, duas visões não necessariamente antitéticas, duas perspectivas diversas sobre uma realidade que por vezes vai assumindo contornos preocupantes. Vemos o exército de desempregados a aumentar, assistimos a um caudal emigratório cada vez mais volumoso, contemplamos uma dificuldade cada vez maior na procura de emprego para os jovens; paredes meias floresce a corrupção (subtil ou encapotada às vezes), vemos a ineficácia da justiça como uma janela panorâmica onde desagua a injustiça social a todos os níveis; vemos o poder económico a controlar o poder político, o mediático, o judicial...
Assistimos a habilidades sem conta na procura de saciar a voracidade do sector privado à custa de meios públicos: na Saúde esta artimanha ganha estatuto de eleição, nas autarquias o recurso a empresas municipais em profusão mais não é do que capciosa forma de engordar bolsos privados à custa do erário público...
O que é isto senão liberalismo selvagem, o que é isto senão anarcoliberalismo visando extorquir aos cofres do Estado valores que serão encaminhados para cofres privados? Se há trasfega de bens e recursos de todos nós para o pecúlio de uma elite que vai enriquecendo paulatinamente, quem nos garante que os decisores políticos não receberão prebendas por essa postura tão generosa?!
Há até quem sugira que certas decisões do foro judicial são o corolário de um conjunto de factores pressionantes que desaguam, não raro, em favores políticos de elevado teor compensatório. Basta abrir os olhos e ver o que se passa à vista de todos. Para alguns já se atingiu o patamar do nepotismo mais desbragado!
Será que o neo-liberalismo nos vai atirar ainda mais para a cauda do pelotão europeu?
ergunar não ofebde...
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Alcochete: tiro certeiro!

Assédio sexual: fim à vista! Solução vem do Egipto!...
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quarta-feira, janeiro 09, 2008
Tratado de Lisboa: referendar ou não, eis a questão!

terça-feira, janeiro 08, 2008
Supervisão Bancária
Vêm agora dizer que falhou a supervisão do Banco de Portugal no tocante a certos factos que
poderão ser considerados pouco lícitos e pedem a "cabeça" do governador, Vítor Constâncio.
Mesmo que seja um facto indesmentível essa falha de supervisão (admito-a sem rebuço) é caso para perguntar: foi o governador que andou a fazer a inspecção?
É óbvio que qualquer inspecção não é exaustiva, é feita com base em amostragens, em análises parcelares, em universos reduzidos. Se não não haveria tempo nem pessoal para controlar tudo. Aqueles que criticam o Estado policial sabem que falo de medidas preventivas e de posições dissuasoras com intuitos pedagógicos. Não se pode fiscalizar tudo e todos! Era preciso um exército policial bem numeroso!
Havendo falhas (o que é natural e legítimo), há que tirar ilações para o futuro. Há que corrigir metodologias e ampliar o leque de acções inspectivas. Quiçá, mudar as pessoas, actuar de forma diferente no tempo e no modo.
Agora vir a público pedir a demissão do governador por que houve uma falha (talvez por má fé ou omissão dolosa de quem está à frente da instituição visada) é, no mínimo, ridículo, caricato, pouco ético.
Não tenho procuração para defender seja quem for, mas, face a certo histerismo justicialista era bom que metessem a viola no saco aqueles que ainda há bem pouco tempo faziam mil e uma tropelias na Moderna (vide Boas-Festas e Amostra, duas empresas criadas ad hoc... com intuitos pouco transparentes...), ou iam recorrer aos serviços de um tal Jacinto Capelo Rego para fugirem às suas responsabilidades... Bem prega Frei Tomás!...
E cada vez há mais espécimes na nossa praça!...
sábado, janeiro 05, 2008
Na Educação: Masoquismo ou reformismo?!

quinta-feira, janeiro 03, 2008
Emigrantes, o reconhecimento que devemos.
A emigração tem sido ao longo dos tempos uma espécie de tábua de salvação. A taxa de dsemprego seria muito maior se não houvesse este recurso à emigração. A vida dos portugueses seria ainda mais gravosa se a emigração não absorvesse um caudal volumoso de mão de obra.
Sobretudo a vizinha Espanha tem sido um escoadouro dos excedentes cá existentes motivando por vezes situações a merecerem cuidado e atenção especiais.
Há que alertar este segmento da população para certos abusos que ainda existem e roçam por vezes o limiar da escravidão. Há que providenciar no sentido de acautelar certos fenómenos a todos os títulos condenáveis.
O caudal financeiro que são as remessas é também um factor não despiciendo. Era bom que as autarquias (e não só) olhassem com mais atenção para os problemas globais deste segmento populacional que tão relevantes serviços tem prestado ao país. É bom relevar aqui o facto de algumas câmaras municipais (como a da Póvoa de Varzim, dentre outras...) terem criado gabinetes de apoio (aos emigrantes e imigrantes, como é óbvio...) facultando informações e encaminhando os utentes para as devidas instâncias, em ordem a solucionar uma multiplicidade de problemas.
Quando vemos por vezes certa hostilização aos nossos conterrâneos de retorno à terra-mãe ficamos perplexos com tanta falta de civismo e até boa educação; se é certo que alguns (poucos) vèm inbuídos de um espírito de superioridade (estilo «lá é que era bom, aqui nada presta»...) que importa denunciar e verberar, a grande maioria não. A essa maioria humilde, laboriosa e patriótica há que dar o nosso apoio e a nossa solidariedade activa. Bem hajam senhores emigrantes!
terça-feira, janeiro 01, 2008
Pluralismo salutar! Duas listas ao Millenium BCP.
Oxalá tudo corra pelo melhor. Qualquer dos contendores merece apoio e solidariedade. As diabolizações que surgem na praça pública são apenas sinal de certo infantilismo que impera nas mentes de alguns cronistas sem um mínimo de credibilidade. Que vença o melhor .
domingo, dezembro 30, 2007
A saga do Millenium: há que ter bom senso!

sábado, dezembro 29, 2007
Problemática da saúde e conjuntura económica.
Será desnorte governativo, excesso de zelo, emagrecimento sem motivações?
É óbvio que todos reclamam reformas. Todos dizem que há despesismo no sector. O diagnóstico é unânime. Contudo a terapêutica sofre cada vez mais contestação. Já se vislumbra no horizonte eleitoral um trunfo para a oposição. Já há quem veja o governo derrubado só pela gestão da pasta da saúde.
Será coragem ou excesso, a atitude do ministro em mandar encerrar SAP's em determinadas localidades, obrigando os utentes a recorrerem a serviços distantes da sua residência, em horários difíceis, gerando descontentamento generalizado?
É difícil responder com rigor a estas interrogações. Os resultados falarão por si. Nas proximidades do acto eleitoral é que se saberá ao certo qual o impacto. Estes efeitos colaterais, naturais e legítimos, manter-se-ão ou cairão no olvido?
é óbfvio que quem governa deve ponderar todos os cenários. O desgaste, a erosão que estas medidas impopulares provocam, poderão ser classificados como reformismo necessário, como coragem de cortar a direito, como mal necessário...
Contudo há quem olhe com desconfiança para estas medidas, não veja articulação com mecanismos capazes de suprirem certas lacunas; deveria ser adoptada uma política integrada, globalizante, gerando proveitos económico-financeiros e não causando grandes abalos na confiança popular. A questão dos transportes é crucial.
Oxalá a situação de regularize para bem de todos (utentes e agentes directa ou indirectamente ligados ao sector-saúde), contribuindo para o reformismo salutar que se deseja.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Benazir Bhutto a Mulher vilipendiada!

quinta-feira, dezembro 27, 2007
A Figura do Ano. Luiz Filipe Menezes

Eis a imagem do Estado, depois de expurgadas as gorduras supérfluas e ficar totalmente "desmantelado", como alvitra o Dr Menezes. Alguém discorda?!
terça-feira, dezembro 25, 2007
CAXINAS...

sábado, dezembro 22, 2007
Natal à beira-rio!...
«Vila do Conde espraiada...»Tal como David Mourão Ferreira, tão olvidado hoje em dia, mas sempre presente
nos que admiram a sua poesia, também Régio nasceu à beira-rio. Será este o sortilégio dos verdadeiros poetas? Quem sabe?... em Vila do Conde há tantos e de tanta qualidade, dir-se-ia um viveiro...
Natal à beira-rio...
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava no cais, à noite, iluminado.
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra,
Vem tu, Poesia, vem agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
David Mourão Ferreira... Obra Poética (1948-1988)
Editorial Presença
sexta-feira, dezembro 21, 2007
A procissão de alguns "lobos" pacifistas...
O lobo alfa, vigilante e tutelar, não será símbolo da paz?!Sim, mas para toda a alcateia que vive sob a sua protecção...
Alguns falam de paz, para inglês ver,
Andam constantemente a guerrear;
A capa imaculada é para dar
Ar de cordeiro ao lobo a esconder...
Camuflagem de polvo, calculista,
Duplicidade, artes de embusteiro.
Não é um pacifista verdadeiro
Quem vê na paz fogo de vista!
Usam os tribunais como bastão,
Censura ao pensamento, à liberdade,
Que fracos pacifistas eles são!
Percorrem, quais pavões, toda a cidade,
Hipocrisia a rodos, procissão
De mordomos, propensa à hilariedade!!!
sábado, dezembro 15, 2007
Natal de quem sofre...

sexta-feira, dezembro 14, 2007
Tratado de Lisboa: Luz de realismo ao fundo do túnel da demagogia...

Os "amanhãs que cantam... " de novo a servirem de panaceias redentoras
de mentes obnubiladas pela demagogia e euforizadas artificialmente...
O Tratado de Lisboa, a tal magna carta que se pretende seja um sucedâneo de constituição, poderá ser um marco positivo ou negativo no relacionamento e na coordenação geopolítica na esfera europeia.
Um conglomerado de países, uma miscelânea de culturas, um concerto de nações mobilizadas para um caminhar colectivo na ânsia de vislumbrarem um futuro melhor para todos.
Será que as metas a almejar vão de encontro às expectativas criadas? Será que o futuro, longe do sonho doirado que foi prometido em discursos inflamados será um pesadelo para a grande maioria das populações?
Sem diabolizar nem sacralizar a Europa, há que fazer um apelo ao realismo e ao bom senso, e abordar com serenidade e sem preconceitos de índole ideológica a questão de fundo.
Vemos um desemprego, ainda que estancado - presume-se- , a ensombrar os horizontes de alguns segmentos da sociedade; observamos uma válvula de escape que tem sido providencial neste contexto de anemia geral - a emigração -, cada vez mais premente no quotidiano de várias famílias causticadas pela taxa de juro asfixiante; contemplamos com angústia a crise nas pescas, nos têxteis, na agricultura; ficamos preocupados com certo economicismo que subjaz à praxis governativa, gerando naturais descontentamentos, bem palpáveis nas áreas da educação, da saúde, da justiça; será para agravar ainda mais as já de si periclitantes condições de vida da maioria dos portugueses?
A interrogação é - deveria ser - o sentimento mais realista no momento presente.Não será ocasião para se repensar o modelo desenvolvimentista ora prosseguido, com os desencantadores resultados à vista? Há que reanalisar a questão de fundo, o paradigma sociopolítico até aqui predominante, há que corrigir as medidas subjacentes ao mau desempenho económico. Ou melhor, há que redesenhar o modelo para não penalizar ainda mais os mesmos, fazendo recaír sacrifícios sobre quem tem auferido chorudos proveitos com o actual sistema. Há quem aplauda com entusiasmo o actual status quo, pois tem retirado inegáveis proveitos com ele.
A banca, as grandes superfícies comerciais, telecomunicações, dentre outros, têm sorvido proveitos muito para além do expectável por outros sectores. Há até quem se interrogue se, em vez de estarem ao serviço da economia, no seu conceito mais elevado e socialmente desejável, se têm servido dessa mesma economia para a sugarem, pauperizando e levando à falência pequenos e médios empresários, lançando no desemprego e na miséria social largas franjas da população?
Ou seja: o bem de uns - uma minoria - não será a génese do mal de outros - grande maioria da população- perpetuando uma neofascização de um capitalismo catapultado pela mola neoliberal?
O enricamento brutal de uma pequena elite, que domina a superestrutura jurídicopolítica - vulgo sistema - é feito à custa da pauperização progressiva da maioria da população.
A corrupção vê-se e entra pelos olhos dentro. Bem prega Frei Tomás , sobretudo nas campanhas eleitorais e nos comícios eleiçoeiros a abarrotar de autómatos alienados pela euforia artificialmente criada, mas depois nada faz no sentido de corrigir os males denunciados. Todos criticam a corrupção no período ante-eleitoral. Depois, quem se senta na cadeira do poder - e seja quem for, há que denunciar o pecado - , põe todos os obstáculos para obstruír a marcha inexorável da corruptofilia que impera. Cavaco Silva bem fala - talvez por necessidade estratégica de calar alguns mais impacientes -mas o destinatário dos seus discursos nada faz nesse sentido - veja-se o atestado de subalternidade passado a Cravinho quando quis pôr o dedo nas feridas...
Será que a cassete vai continuar? A verberação da corrupção aquando na oposição e o nada fazer quando no poder? O prometer a regeneração quando em campanha e o meter na gaveta - debaixo do tapete? - quando no exercício do poder? Tudo indica que sim. Até que surja alguém, com vergonha na cara e carácter na alma, para corrigir os desmandos e a degenerescência reinante.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Porto Vintage, será?!



Cimeira histórica ou fogo de vista?!
Além das parcerias de índole económica (que estão em estudo e poderão ser implementadas no decurso de 2008), há toda uma parafernália de interesses que se poderão concretizar ou não tudo dependendo do acordos ulteriores. Enfim, deu-se um pontapé de saída. Mas o jogo continua...
No Zimbawe o prepotente e déspota Robert Mugabe continuará a urdir as suas tenebrosas teias
no sentido de amesquinhar a oposição interna e erradicar de vez a população branca eventualmente ali ainda radicada. A fascização cada vez maior do regime tenderá à sua eternização no poder. Ninguém tenha ilusões do contrário. As críticas de alguns governantes europeus (legítimas e fundamentadas) cairão em saco roto se não houver mecanismos de penalização do regime. A sua presença em Lisboa poderá até ser usada por ele como arma de propaganda política e surtir efeitos contrários aos pretendidos pelos seus opositores.
Enfim, a cimeira histórica teve facetas positivas, sem dúvidas. Mas também muito de aparato e folclore mediático sem exequibilidade prática na alteração do status quo existente.
Kadafi ficou ofendido com uma pergunta inocente. Ele, o "grande educador", o autoproclamado líder ideológico, a ser interpelado como se fosse o mau da fita? Mas que desaforo, que atrevimento, que ousadia, que falta de respeito pelo todo-poderoso senhor da Líbia...
Que muito do que ali se discutiu vai ficar em banho maria ninguém tenha dúvidas. A alegada "queda do colonialismo" é uma boutade digna de figurar numa antologia de anedotas...
domingo, dezembro 09, 2007
Cimeira de Lisboa: negócios vs direitos humanos.

quinta-feira, dezembro 06, 2007
Homenagem à hombridade.

quarta-feira, dezembro 05, 2007
Al Capone anda por aí!...
Será que a noite anda sob o controlo de um novo Al Capone de feição lusa? Será que as autoridades receiam intervir com medo de ferir algum tentáculo mais sensível?
Em Itália só após a queda de Berlusconi os carabinieri tiveram coragem para prender o líder da máfia local. Algo de muito obscuro havia naquele universo de promiscuidades recíprocas. Algo de nebuloso há neste momento em certos meios . Receia-se que os mandantes sejam intocáveis acima de quaisquer suspeitas.
Algo vai podre no Reino da Lusitânia.
domingo, dezembro 02, 2007
Liberdade, Liberdade!

quinta-feira, novembro 29, 2007
O Turismo, esse potencial oculto à espera de alguém...

quarta-feira, novembro 28, 2007
PORTUGAL, QUE FUTURO?
De facto o caso não é para menos. O desemprego disparando, a economia estagnada (embora leves sintomas de recuperação se vislumbrem), a esperança cada vez mais adiada.
A pretendida adesão da Turquia não será mais uma machadada no periclitante equilíbrio existente?
O problema é global. A terapêutica terá que ser tomada à escala global. O preço do petróleo, as taxas de juros elevadas, o clima de beligerância permanente na região do médio Oriente e limítrofes não é propício ao progresso sustentado. Nuvens cada vez mais negras no horizonte.
Será que outro governo, com outra dinâmica poderia fazer melhor?
Tem-se visto uma concentração abrupta de serviços com intuitos economicistas e sequelas negativas ao nível da qualidade desses mesmos serviços. Viu-se no governo de Santana Lopes uma ridícula tentativa de desconcentração e descentralização (mais ao nível folclórico, como aqueles conselhos de ministros no barco- Escola Sagres ou sectretarias de estado polvilhadas por diversos recantos...), contudo nem tanto ao mar nem tanto à terra...
Há que adoptar uma postura mais sensata e virada para o pragmatismo sim, mas sem exageros patológicos...
O país anda a precisar de uma viragem no estilo da governação. Remodelar talvez não seja uma panaceia mas poderá trazer alguma nova luz. Há muita sombra nesta governação...
Esta Europa precisa de um volte-face. Há que mudar o rumo enquanto é tempo...
terça-feira, novembro 27, 2007
Défice é quem mais ordena!... Porra!
Do progresso é um travão
Temos toda a Europa à perna
Mais parece uma obsessão.
Economicismo é rei,
Rei bem feroz, rei bem duro;
Apertar o cinto é lei
Até ao último furo.
Concentrações são opções
Macrocefalia atroz...
Muro de lamentações
Este país, todos nós.
O Zé o défice paga
Nem sequer pode bufar...
Alguém rogou uma praga
E a gente tem que gramar...
Há que dar volta por cima
Na crise dar pontapé
Portugal então se anima
E começa a ganhar pé.
Concentrar os hospitais,
Maternidades, prisões,
Escolas e tribunais,
Pra se poupar uns tostões.
O governo concentrado
Neste galope de acções
Pode ser sodomizado
Por corruptos garanhões!...
domingo, novembro 25, 2007
«O desenho redondo do teu seio...»

O desenho redondo do teu seio
Tornava-te mais cálida mais nua
Quando eu pensava nele... imaginei-o
À beira-mar, à noite, havendo lua...
Talvez a espuma, vindo, conseguisse
Ornar-te o busto de uma renda leve
E a lua, ao ver-te nua, descobrisse
Em ti, a branca irmã que nunca teve...
Pelo que no teu colo há de suspenso,
Te supunham as ondas, uma delas...
Todo o teu corpo, iluminado, tenso,
Era um convite lúcido às estrelas.
Imagino-te assim à beira-mar
Só porque o nosso quarto era tão estreito...
E, sonolento, deixo-me afogar
No desenho redondo do teu peito.
DAVID MOURÃO FERREIRA
sábado, novembro 24, 2007
SONETO A UM PESTICIDA...
Há que falar verdade abertamente:
Na Madeira há um défice, obviamente,
Moral e mental. Anda tudo louco.
No jardim plutocrata há daninhas
Ervas a erradicar com muita urgência.
Cheiro corruptor, odor prepotência,
Ervas tão mal-cheirosas, tão fraquinhas.
Há que usar pesticida com cuidado,
Que preserve o que é bom, fique intocado
Tudo o que dá aroma democrático.
Vai ser usado um, marca «morgado»,
Dizem que ataca o fungo cleptocrático
Deixando o ar... mais puro e aromático!...
sexta-feira, novembro 23, 2007
AQUI D'EL-REI!!! ANDA NAPOLEÃO NA COSTA!!!
Quer ficar no poder eternamente...
Herdeiro de Fidel Castro também
Se propõe ser, e di-lo abertamente.
Outro Napoleão no horizonte?!
Há que alertar o mundo, sem temor,
De conflitualidade vai ser fonte
Tem os tiques de um vero ditador.
Censura, corrupção e nepotismo
A mistura explosiva conducente
Ao mal conceituado caudilhismo
Onde o arbítrio campeia impunemente.
No discurso patético só há
Arrogância, vazio bem profundo,
Porta-se qual sultão ou marajá
Quer ser dono de tudo... lá no fundo.
Ser dono da verdade universal
Da América Latina ser a voz...
Verborreia paupérrima, boçal,
Enfim, o populismo mais atroz.
quinta-feira, novembro 22, 2007
PEDANTE POETASTRO...
Com o mestrado ainda ficou pior...Uns termos rebuscados vai catando
No afã bem pedante de inovar,
Neologismos fúteis vai cagando
Odeia o vulgo, o zé, o popular...
Camões, Pessoa, gente ultrapassada,
Sem o seu rasgo, néscias criaturas!
Triste poesia, à rima aprisionada;
Emerge do pó, voga nas alturas...
Julga-se um génio, pensa que é guru,
Suprassumo, das letras majestade...
Talvez um pontapé forte no cu
O fizesse caír na realidade!...
Sempre a invocar currículos sem conta,
Sempre em bicos de pés, só pesporrência.
Diz que é moda. Só ele a sabe e aponta.
Julga-se rei. Talvez rei da indigência.
A ânsia de inovar é doentia.
Busca palavras como um cão pisteiro,
Exibe, depois, com rara euforia
Como se fosse... agulha do palheiro...
Quanto mais rebuscada a linguagem
E menos entendível pela gente,
Melhor. Mais refinada fica a imagem
Do pedante, luzeiro refulgente!
Anda por aí!, ar de majestade...
Carregado de livros, bem o sei,
No trono sim, talvez da hilariedade!
Dele e pra ele... sempre cagarei.
terça-feira, novembro 20, 2007
Guerra Junqueiro, a sátira intemporal...
segunda-feira, novembro 19, 2007
valter hugo mae - Prémio José Saramago 2007

domingo, novembro 18, 2007
LIBERDADE

sábado, novembro 17, 2007
As Divinas Camélias da Junqueira!

sexta-feira, novembro 16, 2007
Energia eólica: opção de futuro.


