terça-feira, agosto 29, 2006

MARIZA, embaixatriz do Fado



Nasceste precoce, eu sei,
Tiveste pressa em nascer...
Ao ver-te cantar, direi:
Não tenhas pressa em morrer!

O teu porte altivo tem
Um encanto sedutor...
És Lisboa, mas também
O Portugal sonhador!

És tão bela e tão formosa
Tua voz em mim perpassa...
É perfume de uma rosa
Que nos fascina e enlaça!

O teu ar tão fatalista
De pureza virginal
É matriz bem intimista
Deste Fado-Portugal!...

Mariza!, és Portugal
És bandeira, embaixatriz,
Verde-rubra, nacional,
Tens a alma de um País!

Tua voz de tom veludo,
Tem quilate e realeza
Ela nos diz quase tudo
Da alegria e da tristeza!...

Tens lusitana feição
Tão meiga... e cheia de graça
Que inebria o coração
E enche de orgulho a raça!...

Mariza!, eu te confesso
Sou teu devoto ardente
Por isso, somente peço:
Anima a alma da gente!

O mundo já se rendeu
Ao teu perfil majestoso...
Fado... contigo cresceu...
Ficou mais leve e charmoso!...

SE UM DIA O FADO QUISER
TAMBÉM ELE... SE CASAR!...
TU SERÁS SUA MULHER
SÓ TU O SABES AMAR!!!

Rouxinol de Bernardim

segunda-feira, agosto 28, 2006

FERNANDO NAMORA: Fogo na noite escura!...


Na noite escura foste fogo intenso
Não foste adorador do sol vigente...
Tua pena cirúrgica foi, penso,
Cautério p'rá ferida cá da gente!...

Trigo e joio apartaste com perícia,
Criaste personagens com rigor,
Ler-te, foi p'ra nós sempre uma delícia
Tónico eloquente e salvador!...

Da Condeixa natal levaste o povo
E puseste-o a falar sem tibiezas...
Vasto rol de... alegrias e tristezas!...

Teus poemas são cântico bem novo
De médico e profeta, quase in ovo,
São e puro... num meio de impurezas!...


Rouxinol de Bernardim

Ary dos Santos: Senhor-Lisboa...


Lisboa tinhas ao peito
Como um cravo na lapela!
Falavas dela com jeito
Até dormias com ela...

O teu olhar fulgurante
Penetrava nas ruelas
Sentia a alma vibrante
De Lisboa, através delas!

Vejo o castelo choroso
Quantas saudades já tem...
E até o mar bonançoso
De ti me fala também!...

Bairro Alto ou Madragoa,
Alfama e também a Graça,
Por ti chora esta Lisboa...
E a saudade jamais passa...

O teu estro não morreu
Perpassa em qualquer lugar
Vibra tanto, que aqueceu
O coração popular!...

Poisavas o cotovelo
No umbigo de Lisboa...
Por ti, afago o cabelo...
E... dou-lhe beijos à toa!...

Lisboa, mulher madura,
De poetas musa eterna
És a beleza mais pura
És antiga, mas moderna!...

Até as ondas do Tejo
Fazem bela poesia...
Ary!, o teu olhar vejo
A vogar com nostalgia...


CANTAR ATÉ QUE A VOZ DOA!
É LEMA DESTA LISBOA!...

QUE NÃO MORRERÁ JAMAIS!...
VIVA SEMPRE!... E SEMPRE MAIS!...

Rouxinol de Bernardim

domingo, agosto 27, 2006

A MAGIA DO GOLO!


O golo é pimenta, é sal,
É magia, é frenesim
É cadinho intemporal
É fusão, é fogo, enfim...
É orgasmo centenário
Que apaixona as multidões
É um cântico gregário
Que acelera as pulsações...
Que faz vibrar as gargantas
Galvanizar corações
Soltar palmas, tantas, tantas
Que até parecem trovões!
Por vezes exacerbadas
Extremadas frustrações
Ciclones ou trovoadas
Eclosão de alguns vulcões!
Mas o golo é mesmo isto
Nunca agrada a todos
É um explosivo misto
Bálsamo ou pólvora a rodos...
Para uns... tranquilizante
Para outros... depressão
Que droga mais excitante
Catarse de multidão!
O golo é poção sagrada
É varinha de condão
Num instante, "tudo ou nada!"
Um fartar de extroversão!
Pode ser "Requiem" também
Canto do cisne, final
Morte precoce p'ra quem
Sucumbiu ao vendaval!
Arco do triunfo!, é
Um monumento à vitória
E um passaporte até
P'ra entrar no reino da glória!
O golo sempre será
Lava a jorrar em torrente
Nem todos satisfará
Mas... ninguém fica indiferente!
Rouxinol de Bernardim

Chico Mendes, missionário da ecologia!


O pulmão do planeta defendias,
Com fervor, com coragem missionária...
Abater-te!, a mais vil das cobardias!
Golpe horrendo da corja reaccionária!...

Neste mundo global e solidário
Chico Mendes, é ícone sem par!
Deu a vida a lutar p'lo santuário
Que é a Amazónia; seu nome há que honrar!

Salvar a Natureza, sem demora,
Contra os vândalos, contra os predadores,
Salvemos o planeta enquanto é hora!

Lutemos todos, eco-defensores,
Preservemos o meio, mas agora!
Há que penalizar os infractores!

Rouxinol de Bernardim

Luther King, um herói universal!


Não foi impunemente que morreste,
O teu sonho floresce e jamais pára!
P'la igualdade lutaste e bem sofreste
Deste ao mundo lição nobre, mas cara!

Racismo é preconceito sem razão,
Subproduto do ódio mais cruel...
Fermento de fobia e de opressão
Vil discriminação... p'la cor da pele!

Passaste o testemunho, ao dar a vida,
Não se perdeu o exemplo de civismo
Tua morte não foi só heroísmo!

Tua morte foi ode bem sentida,
Foi osmose que pôs a gente unida
Contra o feio mostrengo do racismo!

Rouxinol de Bernardim

domingo, agosto 20, 2006

COIMBRA, MENINA E MOÇA... DE HILÁRIO ENAMORADA!...


Coimbra, terra das Letras
Do Mondego e do Choupal!...
Coimbra, das capas pretas,
O farol de Portugal!
Coimbra, à sombra da Sé
Velha e tão senhorial...
Coimbra, do Calhabé
É lição intemporal...
As tertúlias são viveiros
Da boémia musical...
Cenáculos hospitaleiros
Baco e Minerva dão sal!...
Hilário aqui professou
O seu culto à Lusa-Atenas...
Cantou e nos encantou
Com uma guitarra... apenas!!!
Coimbra dá-nos lições
De fidalguia sem par
Figuras e figurões
Conjugando o verbo amar!...
Coimbra, sou rouxinol,
De saudades vou morrer...
Mas... deixo um recado ao sol:
Que te vá sempre aquecer!!!
Lhe peço com convicção
Que contigo faça amor!!!
Será eterna paixão
C'o sol-rouxinol cantor!!!
Deus me perdoe o pecado
De te amar com emoção
Igual ao teu... é meu fado:
Que é amar... sem condição!


P'RÓ CÉU JÁ NÃO IREI MAIS
AGORA VOU CONFESSAR
DE COIMBRA... EU GOSTO MAIS
NO CHOUPAL QUERO FICAR!!!

Rouxinol de Bernardim

sábado, agosto 19, 2006

Recordando Natália Correia... Genial escritora!


Formidável polemista
Livre, não liberticida,
Indomável jornalista
Antes morta, que vendida!!!

"O Morgado foi capado!"
No Parlamento, por ela...
Com seu chiste endiabrado
Portentosa capadela!...

Dos oprimidos sentia
A humilhação degradante...
Detestava a hipocrisia
Da Mulher... foi bandeirante!

Gravado no coração
Tinha sempre os seus Açores
Terra da sua paixão
Sempre perdida de amores...

Numa boquilha de prata
Um cigarro sempre aceso
Mulher forte, intimorata,
Dos sobas ... tinha desprezo!...

Natália Correia tem
Lugar cativo na História
Quem a lê conhece bem
Sua livre trajectória!...

De "antes quebrar que torcer"...
Feminina e Feminista,
Liberdade p'rá Mulher!
Foi sempre grande activista!

Irónica e inteligente
Verrinosa e bem trocista
Desancava toda a gente
Muito galo perdeu "crista"!...

Curvo-me à sua memória
De literata guerreira
Deixou um rasto de glória
Sua herança derradeira!...

Seu talento genial
De ironia revestido
Fez rir todo um Portugal
De forte humor sacudido!...


Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, agosto 18, 2006

Amáila!!! Eterna diva do Fado!!!


Amália não foi embora
Viverá eternamente
Perdurará vida fora
Na alma da nossa gente!

O Fado não morre, não,
Aspira à perenidade
Não se fecha num caixão
Não se encerra a Liberdade!

Uma traineira no Tejo
Uma gaivota voando
Quando passa, a Amália vejo,
A todos nos encantando!

A rosinha dos Limões
A Casa da Mariquinhas
Do Fado, eternas lições,
Recordações não só minhas!...

Amália não tem fronteiras,
Património universal
Voz timbrada e altaneira
Rouxinol... intemporal!

Uma lágrima rolando
Na minha face, sofrida,
Portugal está chorando
Sua Fadista querida!


No Barco Negro da morte
Não partiste, não e não!
Fadista com o teu porte
A morte... mete um travão!

Amália não morrerá
É sortilégio alfacinha...
E... doravante será
De Portugal ... a Rainha!

Ultrapassou as barreiras
Da lusitana paixão
No mundo foi das primeiras
Damas da nobre canção!



MAS... NOS CÉUS ELA SORRI
E NÃO PÁRA DE CANTAR
CANTA POR MIM E POR TI
POIS NUNCA FOI DE REZAR!!!

Rouxinol de Bernardim

quinta-feira, agosto 17, 2006

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE PERSISTE!




Há sempre alguém que persiste
Em corridas fatalistas
Fazer das estradas pistas
Dá um final sempre triste!

Há sempre alguém que persiste
Em andar em contramão
É louco a passar por são
Infelizmente 'inda existe!

Há sempre alguém que persiste
Em conduzir sem seguro
Isto é bem verdade, eu juro,
Leva multa... mas insiste!

Há sempre alguém que persiste
Em conduzir borrachão
Seu destino?, é o caixão!
Há que fazer um despiste!

HÁ TANTA VIDA CEIFADA
MUITO INOCENTE TAMBÉM
PORQUE HÁ MALUCOS NA ESTRADA
QUE NÂO RESPEITAM NINGUÉM!

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, agosto 16, 2006

EU NÃO VOU POR AÍ !!!















Charles Darwin contestado de forma categórica!
O mundo fica agora a saber que o Homo Sapiens
não pode ser herança genética do macaco!!!



EU NÃO VOU POR AÍ!!!


Homo sapiens?!!! Presunção!!!...
Não passas de predador...
Selvagem?, eu?... Ilusão!
Serei teu progenitor?!!!
Não tenho genes malignos
Nem profetas a quem reze...
Os teus actos não são dignos
De primata que se preze!...
Não destruo a natureza...
Florestas virgens... desfloras...
À Terra só dás tristezas
Matas faunas, destróis floras!
Poluis o eco-sistema
Selvagem, és tu! Primata
Decadente, fazes pena!...
De guerras andas à cata!...
Espalhas ódio e conflito...
Matas o teu semelhante
Dos primatas és maldito
És exemplar degradante!...

Mas... eu não vou por aí!!!
Eu, respeito a natureza,
Selvagem?, vejo-te a ti...
Escravo de falsa riqueza!
Não queimo as florestas, não!
Nem lanço gases letais!
Nessas jaulas de betão...
Não viveis... vós vegetais!...
Só lamento o teu viver
Homo sapiens, inferior!!!
Jamais irei, podes crer
Pela via do terror!!!
Nunca descerei a tal
Jamais! Jamais! Podes crer
Humano, seu animal
Tenho nojo de te ver!!!...
Teu antepassado, eu?!!!
Não!!! Não posso acreditar!!!
Um passado como o teu
Bom futuro não vai dar!!!...

Rouxinol de Bernardim

domingo, agosto 13, 2006

Cuidado com a fofoqueira!!!


É cronista do jet-set
E chamam-lhe fofoqueira
Com todo o mundo se mete
É cretina e mui brejeira!
Aquele foi corneado...
Estoutro abafa a palhinha...
Há um que está indiciado
Por comer uma andorinha!...
Tem artes divinatórias
Dá ao rabo, zurra bem,
Um beijo... dá mil estórias
O sexo... é seu entretém!
Dá coices a quem desdenha
Gente fina é o seu alvo
P´rá fogueira lança lenha
Co'ela ninguém está salvo!
Anda a soldo do poder
P'ra atacar a oposição
Gosta sempre de aparecer
Em qualquer televisão!
E a fofoqueira local?!!!
Só fala de altos valores!!!...
Na página do jornal
Vai exalando fedores!...
Árbitra das elegâncias
Vê argueiro no vizinho...
O seu caldo de rancores
Cheira a ranço, fede a vinho!!!
Portugal das fofoqueiras
É cenário bem horrendo:
Bruxas a atear fogueiras
E o País lá vai ardendo!!!

Rouxinol de Bernardim

sábado, agosto 12, 2006

ALMEIDA GARRETT


Atingiste o limiar da perfeição
Burilaste as palavras com mestria
No Teatro criaste animação
Nova luz transmitiste à poesia!

O Porto se rendeu ao teu perfil
O Norte foi p'ra ti uma paixão
Por isso te envolveste em causas mil
À cultura entregaste o coração!

Garrett!, inauguraste o romantismo
Trilhaste novos rumos literários
Mindelo te deu aura de heroísmo...

Levaste a tua cruz a mil calvários
Com classe, inteligência e virtuosismo
Foste um "puro" no meio de "falsários"!...

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, agosto 11, 2006

O FADO DO SILICONE!


O peito caído tinha,
Mas decidiu levantá-lo...
Sentia-se como a galinha
Incapaz de atraír galo!
Agora, a coisa mudou...
Homens?, parecem comê-los...
Todo o mundo se fixou
Naquele par de marmelos!
É centro das atenções
Todos lhe gabam talentos...
Sobem cachês, cotações...
Seus peitos são monumentos!...
É silicone, senhores,
Motor de arranque?, será?
E p'ra aquecer motores
É o que na moda está!
Enchem o olho aos parolos
Fazem babar os ricaços...
Que fazem cenas de tolos
Observando os seus regaços!...
Ficam mesmo hipnotizados
Por hemisférios nutridos
Depois de bem depenados
Dos haveres são despidos!...
É silicone!, cuidado!
Um isco p'ra galifões...
E galo bem depenado
Faz lembrar certos "capões"!...

Rouxinol de Bernardim

quinta-feira, agosto 10, 2006

O sendeiro, anda por aí!...

Na vertigem do viver
Este sortilégio tento:
Nunca pensar em morrer
E viver a cem por cento!
Ambição desmesurada
É coisa que eu abomino...
Gente velhaca, safada,
Gente sem norte nem tino,
Anda sozinha na estrada
Da vida, sem ter destino,
Gente desenraizada
Que à perfídia canta um hino!
Gente "encostada" ao poder,
Sempre lambendo o traseiro...
Gente que acaba a feder
Sorvendo o seu próprio cheiro
Com volúpia dementada...
Gente nadando em dinheiro
Mas, por ele escravizada,
Gente não é!, é o sendeiro!

Rouxinol de Bernardim

segunda-feira, agosto 07, 2006

Agosto!... Matar saudades da Pátria-Mãe!


Ditosa Pátria, amada e tão querida,
Anda alegre ao rever os filhos seus
De regresso de vida bem sofrida
Mãe querida, é tão triste... novo adeus!

Saudade!, rude espinho na garganta,
Mai-lo garrote, rente ao coração!...
Este mês a moral nos alevanta,
Vai de férias também... a solidão!

Agosto!, um abraço salutar,
Uma torrente amiga e tão feliz
Oásis!, no deserto de emigrar!

Saudade é fogo a arder, o povo o diz,
E fogo... será sempre... p'ra apagar!
Este povo é... bombeiro de raiz!

Rouxinol de Bernardim

sábado, agosto 05, 2006

O Mundo está uma grande porcaria!!!


Tantos porcos a mamar
Nesta mãe que os procria
Que o mundo está a ficar
Uma grande porcaria!

Mas ninguém diga que não
Tem visto porcos grunhir
Então na televisão
Há tantos que até faz rir!!!

Linguagem de porco têm
Políticos trauliteiros
O povo conhece-os bem
Com perfil de carroceiros!

Porco cada vez há mais
Fenómeno imparável
Basta ler certos jornais
Onde há porco... colunável!

Às vezes usa gravata
E gosta de armar ao fino
"É porco!", vê-se na lata
Seja grande ou pequenino!

Ele há porcos camarários
E até... governamentais
Há porcos... comunitários
E... porcos universais!

Matusalém, o domador

sexta-feira, agosto 04, 2006

Paz na Terra aos homens de boa vontade!

A guerra, pandemia sem quartel,
Lavra, voluptuosa, incendiária,
Cada qual lá cumprindo o seu papel
Inocentes ceifando, sanguinária!

Annan, um pobre anão, sem isenção,
Vergado ao tio Sam, uma tristeza!...
Não vê o que já todos vendo vão:
Excesso de legítima defesa!...

Há que travar o torpe morticínio
Jugular o combate desigual
Frenar um repugnante latrocínio...

Não, em nome de Deus ou da moral,
Em nome de escorreito raciocínio
Como um imperativo racional!...

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, agosto 02, 2006

Adivinha


São "maricas" os juízes,
Diz alguém... e eu entendo,´
Já passou horas felizes
Com eles... "humor" fazendo!...

Quando está co'o grão na asa
Tem mostarda no pandeiro...
E a língua torna-se brasa...
É língua de paneleiro!

Quem é este fugurão
Diga lá, leitor amigo,
Se adivinhar... é pimpão
E pode ganhar... um figo!

"Pela boca morre o peixe!"
Lá diz o velho ditado...
Mas depois ninguém se queixe
De "rabo" ser apodado!

Matusalém, o domador

terça-feira, agosto 01, 2006

Igualdade de oportunidades, já!


No desporto, haja igualdade,
A verdade é necessária...
Doping é deslealdade
Torna a vitória falsária!
Na vida há tanta batota
Tantas lavagens mentais
Muita gente errado vota
Por... dopings eleitorais!
Há quem use o doping-Fé!
É legal, não causa dolo,
Mas... Deus... parcial não é
Nem leva ninguém ao colo!

É preciso transparência
No desporto mundial
Fim ao doping-influência
Que derrota Portugal!!!


Matusalém o domador

segunda-feira, julho 31, 2006

O rato político e... o político rato!



Às costas do povo poisa
Político que é rato
E só pensa numa coisa:
Dele fazer gato-sapato!
Às costas vai carregando
Este finório ratão
Que se vai banqueteando
Co'o orçamental quinhão!
O povo vai suportando
O chico-esperto ratinho
Gordo, lá vai devorando
O queijo que é do Povinho!
Neste rio que é a vida,
Há muita ratice à vista,
Há quem não pague a corrida
Ao Zé Povinho-taxista!
Olhar com olhar de ver
Pede-se à gente com tino...
Muitos ratos vão correr
P'rá sargeta do destino!!!
Matusalém, o domador

Há décadas no poder
Dizem que tenho obsessão!
Ele é duro de roer...
Mas não largo o osso, não!
Tenho tanto amor à terra
Ninguém pode imaginar
Eleições? São sempre guerra...
E o osso não vou largar!
Vivo à grande e à francesa
Tenho coleiras bem caras
A casota é uma riqueza
Com quadros e jóias raras...
Oposições? São carraças
Invejosas, despeitadas,
Invejam as minhas massas
Também queriam... coitadas!...
Ladro na rádio e jornais...
E vou às televisões
Mediático demais
Nos funerais... dou sermões!!!

Matusalém o domador

sexta-feira, julho 28, 2006

Amor à terra ou vício do poder?...



Quem critica o poder que é prepotente
Tem a paixão à terra no horizonte!...
Ninguém gosta de ver a sua gente
Subjugada por vil soba que a afronte!

"Aqui del'rei que há lobos na cidade!"
Grita o lobo com voz de cordeirinho...
"Eu amo a terra, sou todo bondade!...
Quem critica merece o pelourinho!"

Lógica de "jardins" e "salazares"...
Amor à terra? "Tacho!" diz a gente...
"Querem eternizar-se como czares!"

Amor à terra? É tão deprimente
Ver esta gente sempre com esgares
De apego ao poder, vício-dependente!

Rouxinol de Bernardim

segunda-feira, julho 24, 2006

Lusofonia, nova Pátria de valores...


Amplexo maternal agregador
Que nos irmana, atrai e faz sonhar...
Cimento cultural policolor
Água viva, paixão familiar!

Unindo credos, raças, continentes,
Criando laços fortes, solidários,
Dando voz e tornando omnipresentes
Vates lusos, da língua missionários...

Esta lusofonia, este ar tão puro,
Sem ditames papistas, sem tutores,
Sem dogmas, sem tabus e sem pastores...

Há-de ser realidade no futuro,
Há-de unir gerações, também auguro,
Que será uma Pátria dos valores!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, julho 18, 2006

Deus: Isenção Suprema!


Na vertigem beliscista
Convergem muitos factores:
Voragem expansionista
Culto de sacros valores
Num síndrome terrorista!

Estado-terror também
Se envolve nesta espiral
Culpa?, não é de ninguém!
Dizem que é o "Eixo do Mal"
"Eles"... são "Eixo do Bem"!...

Não tomo partido, não!
Ninguém é puro nem santo,
Ambos dão sua versão
Atacando tanto, tanto,
Mas... "vítimas de agressao"!...

Ódio sacro, sacrossanto,
Lança chamas na fogueira...
Deus?, assiste no seu canto
Sem mexer uma palheira
Deus... é isento, garanto!
Rouxinol de Bernardim

quinta-feira, julho 13, 2006

Filho e pai do Fado!



Do Fado és alma pura e cristalina
Como a água cantando na ribeira;
Teu canto, a amar Lisboa nos ensina
E a ver na liberdade uma bandeira!

O povo sempre exaltas com fervor
Nele te envolves, de alma e coração!
O Fado é frenesim, é pundonor,
É acendrado amor, grata paixão!

Carlos do Carmo és, filho do Fado,
Mas ousarei dizer que és pai também!...
Cumpriste a vida inteira a fazer bem!

Co'o povo andaste sempre, braço dado,
Filho sempre, mas sempre bem amado...
Filho do Fado... pai, como ninguém!

Rouxinol de Bernardim

!

Lisboa


Terreiro do Paço és...
Dizes que "o resto é paisagem"!
Tens o poder a teus pés
És do País a imagem!

Lisboa, bela e perigosa
Mocinha namoradeira
Fica ainda mais airosa
Quando estou à sua beira!

Gaivotas no Tejo, rindo,
Quando passa a Madragoa
Também elas estão sentindo
Como é linda esta Lisboa!

As ondas do Tejo dançam
Ao ritmo do nosso amor...
Também querem ver se alcançam
O clímax com mais sabor!

No castelo solto o olhar...
Beijo a paisagem, à toa
Subo ao céu, fico a pensar:
Como é bom amar Lisboa!!!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, julho 11, 2006

Preconceito!




É racista a cem por cento,
"A Mulher é na cozinha!"
É "fino" que nem jumento
Pensamento de galinha!

Mulher que fume, é megera...
Vomita ódio sem jeito
Feroz que nem uma fera
Toda a gente tem defeito!

Olhe lá, ó Preconceito,
Tenha contenção na voz
Não julgue que é um defeito
O ser diferente de nós!

Ser diferente é um direito
E nunca patologia...
Devemos ter mais respeito
Pois isso é Democracia!!!

Rouxinol de Bernardim

domingo, julho 09, 2006

Inverdade Desportiva



Debochada e já sem cura,
Sempre, sempre a dar ao rabo
Pelas ruas da amargura
Vendendo a alma ao diabo...

Mafiosa e trapaceira
Quer vitória a todo o custo
Tem "juízes" na algibeira
Chama tolo a quem é justo!

Em Itália ou Portugal
Apitos doirados há...
E quem está no pedestal
Suas máculas terá...

Tapar o sol co'a peneira
Faz a justiça e a moral
Querer mudar, há quem queira,
Mas ... quem manda é o vil metal!...

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, julho 07, 2006

Portugal ganhou orgulho eterno!

Cessem do pátrio ego os grandes feitos,
Os vãos incensos, reles, vis comendas,
Calem-se alguns tiranos, mesmo eleitos,
Tendo o poder na mão julgam-se lendas;
Que eu canto um diplomata com defeitos
Enfrentando ordens vis "salazarendas"
De entrega de judeus ao holocausto,
Morte horrenda, destino tão infausto!

Porque eu canto Aristides Sousa Mendes
Português indomável, resistente!
E se algumas reservas 'inda tendes,
Perguntai à judia e escrava gente
Quem foi este Aristides Sousa Mendes ?...
Dir-te-ão que ele foi o sol-nascente!
Quando a treva nazi nos inundou
A onda gigantesca ele travou!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, julho 04, 2006

Bocage: valores versus lentilhas!...


Oh! Elmano Sadino, excelso vate,
Costumes desnudaste com mestria
Moral e hipocrisia, que combate
Travaste com denodo e galhardia!

Teu estro tão libérrimo foi rei!
Hoje, as penas até fazem ter pena...
Curvadas ao poder, temendo a lei,
Na mira da comenda mais obscena!...

Poetas? Cortesãos bajuladores
Aceitando a mordaça da censura
A troco de prebenda ou sinecura!

Um cargo aqui, ali alguns favores,
Preferem as lentilhas... aos valores!
Ai!, Bocage, que infecta esta cultura!!!

Rouxinol de Bernardim

domingo, julho 02, 2006

Mãe! Poema sublime!


Esta vida, este poema,
Que me ensinaste a escrever
Só terá valido a pena
Se te souber merecer!

No teu regaço aprendi
A palavra humildade
Por isso sempre fugi
Da ostentação da vaidade...

No teu olhar há bonança
E brilha a força da fé
Cais onde se esconde a esperança
Ao abrigo da maré!

O sentimentio mais nobre
Que de ti, por ceto, herdei,
Foi tratar o rico e o pobre
Como a ti sempre tratei!

quarta-feira, junho 28, 2006

Economia paralela, essa pecadora!...



Irmã da promiscuidade
E prima da corrupção
É mãe da calamidade
Se no fisco há evasão!

Leva a vida num virote
Diz:"Corrupção compensa!"
Se tem água no capote
Diz:"Não é o que você pensa!"

Amante da boa vida
E de luxos sumptuários
Impostos?, coisa banida
Dos seus hábitos diários!

Paga o justo, e paga bem!
P'rá pecadora gozar...
Culpa?, não é de ninguém...
É o sistema a funcionar!...

Rouxinol de Bernardim

sábado, junho 24, 2006

O Rei-Sol no Universo madeirense...


No micro-universo da Madeira
Há coisas que dão muito que falar,
O poder é um rei-sol de escandaleira
A justiça é satélite exemplar!

Há girassóis servis e obedientes
Olhando o sol-poder com dependência
Há cometas e estrelas bem cadentes
Julgando ser os sóis da omnisciência!

Nesta gravittação universal
Há uma heliocêntrica postura:
À volta de um rei-sol irracional...

Vai girando uma amorfa conjuntura,
Patogénicos corpos sem moral
Luazinhas asnáticas, sem cura!

quinta-feira, junho 22, 2006

A crise é geral!...



Está em crise procriar...
É demais!, nunca vi tal!
Se a coisa continuar
Pode acabar Portugal!

O preservativo impera,
E frena a fecundação
O governo delibera
Bónus à procriação!

São incentivos fiscais
E a vida facilitada...
Agora quem parir mais
Pode ser condecorada!...

E quem nunca procriar
Deve ter muito cuidado...
Se o governo decretar
Pode mesmo ser capado!...

terça-feira, junho 20, 2006

É pecado! (Bento xvi dixit)



"Vinte anos tem o pecado"!...
Cantava aquela canção...
Agora, fico pasmado,
Num lar, ver televisão,
É pecado endiabrado
Infernal, vil tentação!!!

Internet nos inferniza
E nos leva à perdição...
Na cama, quem agoniza,
Se quiser ter distracção
Leia a bíblia!, que só visa
Da alma a libertação!

Ler o jornal também está
Nos pecados capitais!...
E, de facto, alguns há,
Que são tormentos mentais
Com erros ao deus-dará
E gralhas piramidais!!!

Rouxinol de Bernardim

sábado, junho 17, 2006

O olhar de uma criança é...


O olhar de uma criança
É Deus sorrindo p'rá gente!
É o futuro, é a esperança
Num mundo bem diferente!

O olhar de uma criança
São estrelas reluzentes...
São o mar, é a bonança,
São faróis omniscientes!

O olhar de uma criança
É luz e sabedoria...
É Jesus que nos alcança
Dando paz e alegria!

O olhar de uma criança
É sortilégio bendito!
É uma boa aventurança
É o Amor no infinito!...

Rouxinol de Bernardim

Morrer na estrada...


As estradas portuguesas
São cemitérios terríveis
A vida e a morte estão presas
Por fios quase invisíveis!

Por vezes, é a imprudência,
Mal do acelerador...
A morte não tem clemência
Leva o justo e o pecador!

Ao volante há que ter calma
Não confiar só na sorte
Num instante perde a alma
Quem abraça a própria morte!

Morrer assim... faz pensar...
Há quem a morte persiga...
A morte pode matar...
A calma é melhor amiga!...

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, junho 16, 2006

Emigrar...

Partir, no cais da saudade,
Neste mar-emigração É lema da nossa idade
Sina desta geração...
Na aventura de emigrar
Há uma certa ironia:
Partir, é sempre chegar
A chegada... é uma partida!
Emigrar é uma aventura
Que deixa a alma a sangrar
E o mal é que só tem cura
Na hora de regressar!...
A vida é um cais permanente
Com barcos sempre a zarpar
Há tanta lágrima ardente
Nesse mar triste do olhar!
Quem parte, saudades tem,
Da família tão chorada...
Quem fica, não fica bem,
Sem ter novas da chegada.
Pelo mundo retalhada
Vejo a alma lusitana
Cepa boa e afamada
Velha casta soberana!
Lusíadas emigrados
Símbolos de raça e fé!
Gente de quatro costados
Remando contra a maré!
Ei-los que partem, sofrendo
A nostalgia dos seus!
Lágrimas quentes correndo
Na comoção do adeus!
Saudades, quem as não tem,
Da sua terra natal?
É uma dor que sabe bem...
É o amor de Portugal!

Rouxinol de Bernardim

quinta-feira, junho 15, 2006

FLORBELA ESPANCA SE DESNUDA...


Fui de Vila Viçosa a Matosinhos
De amor sempre carente, sequiosa,
Sonho e dor... coração aos bocadinhos...
Dando sempre!... com gosto... generosa!

Peregrina, desnuda mas liberta,
Perseguindo um ideal: a perfeição!
Mas tendo consciência bem atenta
Fruindo a liberdade com paixão!

Um país com mordaça e com censuras
Com tabus descabidos, faz-me mal,
Sinto náusea do pobre Portugal!

Não há vida!, há lodo e sinecuras!
Há tribos, lóbis, castas sem ter fim!
Há capelas e torres de marfim!

Rouxinol de Bernardim -( Florbela Espanca) in memoriam

PÓVOA DE VARZIM


Póvoa do Mar, que nobreza!
Sol e mar te abençoando!
És rainha de beleza
Portugal enamorando...

Tostada pelo sol doirado
Embalada pelo vento
Orgulhosa do passado
Tens Eça no pensamento!

Berço de lobos do mar
Por ti o tempo não passa
Calafate anda no ar!
Em ti... vejo o Santos Graça!

O teu passado é presente
Teu futuro: a juventude!
E... cada emigrante sente
Esta Póvoa em plenitude!...

Brava gente, de linhagem!
De "antes quebrar que torcer"!
No mar... vendendo coragem
Sem ter medo de morrer!

Teu povo quer liberdade!
E detesta a tirania...
Quem mais ordena, à cidade?
É o povo... em democracia!

Rouxinol de Bernardim

RACISMO


Esta besta racista vai lançando
Ódios sem conta e vil xenofobia!
As mentes mais simplórias conspurcando
Vilanagem com cheiro a hipocrisia!

Epidemia!, leva tudo a eito!
Na escola, no trabalho, no desporto!
Alguém disse que o Estado de Direito
Nunca o foi!, sempre esteve muito torto!

Mas, há que dar as mãos, retroceder,
Optar por outro rumo, outra postura,
Caminhar sempre ao lado da cultura!

Definitivamente, há que escolher:
Entre a forma mais sã de conviver
Ou racismo, nazismo, ditadura!...

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, junho 14, 2006

AVEIRO, TERRA DE HOMEM CRISTO!


Bacalhau à moliceiro
Ou enguias bem picantes
Ovos moles, são de Aveiro
Retratos exuberantes!

Com sorte pesco um robalo
E bebo um copo de tinto!
Meu amor, vamos assá-lo
Junto à ria, em São Jacinto!...


O sol nos dá alegria
O amor enche o coração ...
Andar de lancha na ria
É magia!, é emoção!

Tens bom vinho na Bairrada!
Vista Alegre, porcelana...
P'las salinas és afamada
Em Maio... há Santa Joana!

Na Gafanha há o estaleiro
De tão nobres tradições
Tens nos Galitos de Aveiro
Alfobre de campeões!

Oh!, terra de mareantes
De heróicos lobos do mar
No verão os emigrantes
Regressam p'ra festejar!

O Beira-Mar também é
Um património de monta
E tenho cá uma fé
Que nova aurora desponta!

Aveiro, terna saudade,
Eu, no verão, não resisto!
Visito sempre a cidade
Esta terra de Homem Cristo!


Rouxinol de Bernardim

terça-feira, junho 13, 2006

Amo-te, Bela Democracia!


Excelsa criatura, flor de Abril
Aroma liberdade te inebria
Capaz de seduções e sonhos mil
Vejo em ti a apixão-cidadania!

Atenta e vigilante noite e dia
Cuidado!, anda aí a ditadura!
Não deixes que a velhaca nostalgia
Saia da toca e faça uma loucura!

Jovem democracia, tem cuidado!
Tem orgulho e sê digna do passado!
Mostra a raça de Abril, que tens no olhar!

Sê digna do futuro desejado!
Bela democracia, por te amar
Muita gente morreu, há que lembrar!

terça-feira, junho 06, 2006

PORTO, SANTUÁRIO IMORREDOURO!




O Porto é santuário sem igual
É desporto, é cultura, é tradição!
Soberba arquitectura, magistral,
Berço de Portugal, seu coração!

Portus Cale, embrião deste País,
Capital do trabalho e do amor!
Camilo aqui lutou p'ra ser feliz
Aqui labuta um povo com honor!

P'las árvores respira e tonifica
Na "Árvore" cultiva o pensamento
Sem árvores, oh Rio!, é um tormento!

O Porto se renova e tonifica
Esta gente se alia e multiplica
Este povo merece um monumento!

rouxinol de Bernardim