sexta-feira, junho 16, 2006

Emigrar...

Partir, no cais da saudade,
Neste mar-emigração É lema da nossa idade
Sina desta geração...
Na aventura de emigrar
Há uma certa ironia:
Partir, é sempre chegar
A chegada... é uma partida!
Emigrar é uma aventura
Que deixa a alma a sangrar
E o mal é que só tem cura
Na hora de regressar!...
A vida é um cais permanente
Com barcos sempre a zarpar
Há tanta lágrima ardente
Nesse mar triste do olhar!
Quem parte, saudades tem,
Da família tão chorada...
Quem fica, não fica bem,
Sem ter novas da chegada.
Pelo mundo retalhada
Vejo a alma lusitana
Cepa boa e afamada
Velha casta soberana!
Lusíadas emigrados
Símbolos de raça e fé!
Gente de quatro costados
Remando contra a maré!
Ei-los que partem, sofrendo
A nostalgia dos seus!
Lágrimas quentes correndo
Na comoção do adeus!
Saudades, quem as não tem,
Da sua terra natal?
É uma dor que sabe bem...
É o amor de Portugal!

Rouxinol de Bernardim

4 comentários:

Natalie Afonseca disse...

Olá!!
Antes de mais, obrigada pela visita lá no meu cantinho, sê bem-vindo(a)!!!!!

Gostei da tua poesia!! Voltarei com certeza1 :))

Bjs

kikas disse...

Obrigado pelas tuas palavras, é sempre muito bom ler algo assim.
Vejo que a poesia, tua ou de outrém, é o que te fascina. Voltarei sem duvida.
Bom fim de semana

Afeiticeira disse...

Um poema muitissimo patriota.Gostei.Obrigada tb pelo teu comentario no meu blog.Volta sempre.Eu farei o mesmo.

Joshua disse...

Agora os emigrantes estão no centro da nossa atenção. Vemo-los a vibrar de emoção por homens com prometedoras pernas artísticas e fama mundial.

Anacronismo de terem ficado lá, os mesmos emiGRANDES, nas alemanhas, nas franças e quejandas terras, de serem nós mas serem também outra coisa.

Joaquim Santos

www.joshuaquim7.blogspot.com