quinta-feira, junho 15, 2006

FLORBELA ESPANCA SE DESNUDA...


Fui de Vila Viçosa a Matosinhos
De amor sempre carente, sequiosa,
Sonho e dor... coração aos bocadinhos...
Dando sempre!... com gosto... generosa!

Peregrina, desnuda mas liberta,
Perseguindo um ideal: a perfeição!
Mas tendo consciência bem atenta
Fruindo a liberdade com paixão!

Um país com mordaça e com censuras
Com tabus descabidos, faz-me mal,
Sinto náusea do pobre Portugal!

Não há vida!, há lodo e sinecuras!
Há tribos, lóbis, castas sem ter fim!
Há capelas e torres de marfim!

Rouxinol de Bernardim -( Florbela Espanca) in memoriam

6 comentários:

Claudia disse...

adoro Florbela Espanca, pena q quase todos os poemas dela sejam tristes, talvez seja por isso q gosto tanto dos poemas.
bom feriado

SentadaAoLuar disse...

Bom feriado e, obrigada pela visitinha ;)

Dedikado_ao_Songuhan disse...

Ola!

obrigado por paxares no meu blog

eu conheco muito pouco de florbela espanca...
dei exa autora no 10º ou 11 º,mas adoro os poemas dela

bjo*

Sea disse...

Fantástica Florbela Espanca. Misto de tristeza, melancolia, desespero, solidão...
Obrigada pela visita e um beijo para Viseu :)

Cleopatra disse...

Onde andava este rouxinol??

Onde andava eu??

sANdrA fasolo disse...

Gosto muito de um determinado poema de Florbela,

é triste que ela tenha se suicidado, fico pensando no que poderia ainda ter escrito. :(

um beijo rouxinol

sANdrA