
Lisboa tinhas ao peito
Como um cravo na lapela!
Falavas dela com jeito
Até dormias com ela...
O teu olhar fulgurante
Penetrava nas ruelas
Sentia a alma vibrante
De Lisboa, através delas!
Vejo o castelo choroso
Quantas saudades já tem...
E até o mar bonançoso
De ti me fala também!...
Bairro Alto ou Madragoa,
Alfama e também a Graça,
Por ti chora esta Lisboa...
E a saudade jamais passa...
O teu estro não morreu
Perpassa em qualquer lugar
Vibra tanto, que aqueceu
O coração popular!...
Poisavas o cotovelo
No umbigo de Lisboa...
Por ti, afago o cabelo...
E... dou-lhe beijos à toa!...
Lisboa, mulher madura,
De poetas musa eterna
És a beleza mais pura
És antiga, mas moderna!...
Até as ondas do Tejo
Fazem bela poesia...
Ary!, o teu olhar vejo
A vogar com nostalgia...
CANTAR ATÉ QUE A VOZ DOA!
É LEMA DESTA LISBOA!...
QUE NÃO MORRERÁ JAMAIS!...
VIVA SEMPRE!... E SEMPRE MAIS!...
Rouxinol de Bernardim
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