rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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domingo, março 29, 2009

PSICANÁLISE:«Vou ter carácter, vou ser leal, vou ser combativo!»...

Quando vemos uma mulher bonita, todos nós (refiro-me aos heterosexuais saudáveis, obviamente...) temos tendência a despi-la mentalmente. É natural, digamos que saudável até.
Se vemos um homem, é natural que a tendência seja para fazer a sua análise psicológica, avaliar o seu «modus operandi» mental.

Sou muitas vezes obrigado a levar para o divã alguns políticos. Aparentemente sãos, eles ostentam patologias e evidenciam sintomas preocupantes. Um dos que mais me preocupa é Luiz Filipe Menezes. Não me sai da memória aquela cena patética num congresso do PSD em que chorou de raiva e gritou: «Abaixo os sulistas, elitistas, liberais...»

Agora, num jantar «só com mulheres», disse que Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa deviam cerrar fileiras, deixar de ser «analistas televisivos», enfim, uma série de recados com um forte pendor autocrítico, também. Disse que iria ter «carácter, lealdade, combatividade», pelo partido como é óbvio, deixaria as críticas à líder e seriam só elogios e louvores.

Ridículo, patético, anedótico! Agora, assume-se como partidólatra convicto (dá um prazo de seis meses...) e admite erradicar aquele comportamente anterior (presumo que «desleal»,«sem carácter», «sem combatividade»...).

Mete entre parêntesis (ou na gaveta...) o espírito conspirativo e muda de rumo como um catavento conforme as ventosidades do momento. Eleitoralismo oblige! O Partido (com maiúscula, claro) acima de tudo, qual Deus omnipotente que importa venerar a todo o custo!


No Público vai ao cerne da questão: «nós (ele sobretudo...) não estamos a comportarmo-nos como uma família»
Ainda recordo aquele dito oportunista sobre Marques Mendes a propósito das eleições à câmara de Lisboa: «se perdermos, a culpa é de Marques Mendes e não do candidato!»

Dizia cobras e lagartos («não tem estatura», «não tem carisma», «não tem capacidade mobilizadora») do líder, e assumia-se como salvador da pátria laranja, messias imprescindível, sebastião das dúzias com toneladas de argumentos.

Sempre na comunicação social de forma saturante até (SIC Notícias, RTP-Norte, JN __ sobretudo nestes foruns onde parece ter sempre as portas escancaradas para todas as boutades e baboseiras mais hilariantes...).

Agora vai ter «carácter». Será que alguma vez o teve? O carácter é uma marca indelével da personalidade, uma idiossincrasia que se mantém ao longo da existência e não um blusão que se veste ou despe conforme dá jeito. Não é um preservativo que se usa e deita fora, é um traço da personalidade que se manifesta nos actos mais simples do quotidiano.

Não tenho procuração de Marcelo nem de Pacheco Pereira mas qualquer cidadão minimamente apetrechado intelectualmente é capaz de discernir o gap mental que separa estas duas personalidades daquela infeliz criatura que não passa de um factotum, um braço populista, de uma marioneta de um tal «rei do norte» que aos poucos vai perdendo o norte...

Enfim, a criatura promete emendar-se, meter a mão na consciência, ser menino de coro.

Será que poderemos, finalmente, acreditar nele? Garante que, pelo menos nos próximos seis meses, será assim!

Já não pede o tal congresso antecipado, já não quer ir disputar a liderança como em tempos sugeriu. Será que já lhe passou a messianite aguda?!

Como outsider da cena política, observador imparcial, pedagogo, e com a dignidade que me confere o meu estatuto de não ambicionar cargos (já atingi o patamar que sempre ambicionei: ser cidadão, simplesmente), vou observar de camarote o comportamento da criatura. A vergasta da pena estará atenta... para o que der e vier...

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