rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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segunda-feira, outubro 22, 2007

Zé Povinho e ... Zé Pantagruel!




O Zé Povinho que se contente com umas migas ... ou uma açorda!
Pelo contrário, Zé Pantagruel
banqueteia-se por tudo quanto é sítio e ainda se permite criticar quem tem fome e sede de justiça!
Em artigo publicado no JN, FJV, conhecido comentador gastronómico e jornalista com algumas sinecuras e mordomias no seu cardápio, enxofra com ar dorido aqueles que, legitimamente, apelam a uma maior justiça social!
É de bradar aos ceus! Ele vive de forma faustosa e sempre se "encostou" a quem podia dar-lhe alimentos... Ainda me lembro da sua fase esquerdista em que vestia mal só para disfarçar e talvez com medo que vissem nele algum judeu rico, errando por este vale de lágrimas à cata de suculentos pratos de lentilhas.
Quando recentemente vieram a lume dados sobre a pobreza (cerca de dois milhões) ele ainda se permite fazer comentários achincalhantes a quem verbera o actual estado de coisas (no futebol, na política, na economia, na banca), como se vivêssemos no melhor dos mundos e tais manifestações de descontentamento popular fossem fruto de alguma oculta orquestra a mando dos comunistas ou de criptocomunistas...
Se o ridículo matasse FJV já seria defunto há muito...
É lamentável ler dislates destes, vindos de alguém que deveria ter mais respeito
por este povo simples e explorado que tantas vezes é vilipemndiado por aqueles a quem deu a mão e ajudou a alçapremar a lugares de destaque. Agora, parece querer pagar facturas ou lamber botas a alguns mecenas que o colocaram no pedestal... Enfim, estranhas formas de vida... O Fado do oportunismo!...
Para mim FJV passou a ser um mito!
No dizer do grande Fernando Pessoa, "mito é aquele tudo que não é nada"!

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