rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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quinta-feira, outubro 18, 2007

Dissertações sobre as pobrezas ( a de espírito e a outra...)








A pobreza ainda é um dos maiores cancros da sociedade moderna.



De quem é a culpa? De todos nós, que pactuamos com um sistema obsoleto que gera Midas (fruto da mãe-corrupção) e lança na vala comum da miséria a grande maioria da população.


Obscenidade maior que esta não existe!




Quando se fala em pobreza, normalmente não vamos às causas profundas, às origens do mal.A corrupção e políticas neoliberais baseadas em paradigmas IDIOTAS são a fonte de todo o mal.


Vejam as fortunas e as loucuras cometidas por alguns responsáveis políticos com foguetórios loucos, com festas de arromba, só para exibirem o seu ego ostentatório e ridículo. Os fins-de-ano na Madeira, que loucura! As rivalidades doentias entre Porto e Gaia (quem não se lembra?)qual deles o mais gastador, o mais exibicionista, o mais perdulário?



A santa madre igreja também tem culpas no cartório. Se por um lado faz apelos à caridade (e fá-lo bem) por outro não critica (antes incentiva) todo um estendal despesista que se consubstancia em festarolas de arromba, com foguetório a atingir as raias do absurdo. Quanto desse dinheiro mal gasto não daria a vida a tantas criancinhas esfomeadas.?.. Quem disser mal disto é considerado anti-clerical, cabotino, sei lá, talvez até "invejoso"... alguns padres têm adjectivos para catalogar toda a gente! Eu já fui vítima de tantos, que nem sei...



As festas religiosas são das coisas mais aberrantes que conheço. Manifestação de vaidades pacóvias, pretextos para banhos de multidão saloios, locais de ostentação de vaidades mundanas sem conta... Locais de promoção política e até de assédio...



Os municípios também têm das festas uma concepção oportunística e populista, onde são elevados ao máximo expoente a hipocrisia, o farisaísmo, a orgia despesista mais ridícula, para satisfação de meia dúzia de egos emproados, de líderes vazios de ideias mas recheados de pobreza de espírito! Essa pobreza também precisa de ser erradicada quanto antes!



Se querem venerar (e não "adorar" como estupidamente alguns autarcas apregoam...) um santo, que o façam com recato, com espiritualidade, com manifestações apropriadas e não recorrendo a manifestações pagãs sem qualquer conteúdo . Aceito de bom grado a exibição de bandas de música (que merecem ser acarinhadas) mas o exibicionismo saloio de foguetórios doentios e atentatórios do equilíbrio ecológico e potenciadores de fogos, é de um mau gosto lamentável...



À falta de melhor, alguns presidentes de câmara (falo de quase todos) usam e abusam do recurso a estes expedientes para se promoverem, se pavonearem, para se porem em bicos de pés perante um povo pouco esclarecido, pouco dado a aprofundar estes macanismos de ostentação de vaidade e de megalomania despesista!... O povo cala e consente! O povo, dizem eles, "gosto disto"!...



O povo sabe do que falo. O povo que passa necessidades quando lá passam à porta a pedir para estes foguetórios diz na sua profunda sabedoria: "quem muito pede muito fede!"



Enfim, há que erradicar a pobreza poupando e dando uma imagem mais racional da admisnistração; instituições de caridade precisam de apoios, sim, há que pensar mais nelas e menos nos foguetórios ostentatórios que são uma mina para alguns pirotécnicos mas são fonte de despesa e por vezes de situações catastróficas( já vi barcos serem incendiados por fogueteiros sem bom senso nem o mínimo de sanidade).

Que se faça uma festa ao bom senso e à modéstia, esses sim, precisam de ser acarinhados...

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