rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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quinta-feira, outubro 04, 2007

FALAR VERDADE!

É ao Presidente da República que cabe o papel pedagógico e regenerador...


RACIONALIDADE ECONÓMICA, PRECISA-SE!


Hoje em dia fala-se em emagrecimento do Estado como se de uma panaceia universal, de uma banha de cobra capaz de curar todos os males, olvidando-se um aspecto importantíssimo, e por vezes escamoteado, que é a racionalidade económica.

Há que articular a máquina estatal de forma a ela ser mais eficaz, menos burocrática, mais leve e ágil. Contudo, isso poderá ir contra o vício instalado, pode ir contra uma clientelocracia que faz ganhar eleições e que é a imagem de marca desta partidocracia __ degenerescência da própria democracia __ que vemos por aí, impante de vaidade, mas balofa, esclerosada, enfim, gorda na plena acepção negativista do termo...

Políticos como Medina Carreira não podem fazer carreira política, pois são demasiado sérios!!!

São demasiado nobres e sábios para darem caução a esta clientelocracia que só visa a perpetuação no poder a todo o transe, e não, como deveria ser, a resolução pragmática deste nó górdio que é o pulular de entidades mais vocacionadas para servir a voracidade dos partidos do que para dinamizar a economia, em sentido lato.

Enfim, a democracia precisa de partidos, é óbvio, mas o interesse dos partidos pode (é o que acontece de facto) ser contrário ao interesse da própria democracia!

Institutos Públicos, empresas municipais, assessorias múltiplas, são a imagem de marca de uma idiossincrasia económica pouco dada à eficácia, mas voltada, isso sim, para saciar um clientelismo hipertrofiado que permite a perpetuação no poder, a alguns, à custa do sacrifício colectivo.

Este discurso, politicamente incorrecto __ como soe dizer-se __ tem que ser proferido por alguém (professores independentes, cientistas lúcidos e sem vínculos partidários, ou, em última instância, pelo próprio PR, no exercício da sua magistratura de influência) sob pena de se continuar a esbanjar recursos de forma escandalosa para saciar esse monstro despesista e clientelar que vive asfixiando a vitalidade económica, qual parasita gigantesco sugando avidamente o hospedeiro-Estado!

Há que ter a CORAGEM de regenerar esta democracia antes que ela se transforme numa ditadura encapotada, com reisinhos e reisetes a ditarem regras, contra as mais elementares regras da racionalidade económica, contra todas as evidências de um são e regular funcionamento das instituições democráticas.

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