*******************************************************************
Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.
Se Oriana Falaci fez a sua célebre «Entrevista com a História», nos anos setenta, por que não eu fazer uma entrevista com o «nosso» Zé Povinho?!__Zé, que achas do momento político actual?!
__Dizer que é grave é pouco. Não temos governo, não temos instituições, não temos clima de confiança...Tudo faliu, até a justiça...
__Isso não será pessimismo? __Não, não é. Julgo que Cavaco Silva vai convocar eleições. É um erro crasso. Nada resolve. Vai agravar ainda mais a situação... Eu se fosse PR, faria como fez o general Eanes numa altura difícil, nomeava um governo de iniciativa presidencial. O parlamento, onde os partidos ditam, criou a actual situação, bloqueou o prosseguimento de uma governação apenas pelo aspecto formal, a não apresentação na AR do PEC antes de o levar a Bruxelas, daí...
__Mas isso vai contra a democracia formal, o semi-presidencialismo, o respeito pela AR. __Estamos numa situação pior do que quando Eanes nomeou Mota Pinto. Os eleitoralismos são tão exacerbados que danificam a estrutura económico-financeira. Nascem godinhos, mecenas que depois vão cobrar o esforço na campanha. Quem paga? O Estado obviamente, o Zé, em última instância. Ora, neste momento difícil, era preciso criar um governo forte, sem olhar a sondagens, sem se preocupar com votos, sem ter que pagar/prestar vassalagens a hipotéticos mecenas. De salvação nacional, de mãos limpas e mãos livres...
__Zé, tu falas bem, mas aceitarias ser primeiro-ministro?!
__Claro que não. Pertenço à maioria de otários... não sou digno de ir para Belém, não pago favores, não dou prendas, não tenho «listas» para gratificar ao fim do ano...Sou um pobre Zé, simplesmente Zé!
Lula da Silva, ex-presidente brasileiro foi homenageado pela universidade de Coimbra. Ele, tantas vezes gozado pela sua assumida falta de cultura, pelo seu percurso político desde o sindicalismo puro e duro até ao mais alto cargo no país-irmão é um paradigma a seguir. Já não acredito em palavras engravatadas nem em políticos de sorrisos Armani. Tudo tretas. Este país de otários está a ser devorado por uma minoria de chico-espertos! Quem é sério e honesto corre o risco de ser ridicularizado! E quando chegarmos ao precipício os veros responsáveis vão habilmente sacudir a água do capote e dizer: «foi a conjuntura externa, foi a especulação, o cataclismo, a hecatombe...» Lula enfrentou as exigências do FMI e saíu do sufoco com heroicidade! O Brasil hoje respira melhor. Portugal está com a corda na gargante e alguns não querem ver a realidade...
Paulo Teixeira Pinto
Ou me engano muito ou vão acabar com a avaliação dos políticos também.
O bastonário da ordem dos Advogados vergastou o estado a que chegámos na justiça!

Carla Bruni para Sarkozy: «Se houvesse um resquício de dignidade, um pingo de coragem, em Portugal certas coisas já tinham mudado! Tu, meu querido, és pequenino, mas estás lá! Outros, são grandes... mas não são grande coisa!...»
O discurso improvável (obviamente ficcionado...) do economista sério, honesto chamado Aníbal Cavaco.
Senhor, por que não fazeis o milagre da multiplicação dos euros?! Os partidos precisam tanto deles, que se desmultiplicam em alianças com sucateiros e tipos brejeiros, a ver se podemos pagar as campanhas que estão cada vez mais caras... Senhor, se fizerdes a nossa vontade, garanto-Vos que não enviaremos os excedentes para a Suiça como fez o Isaltino, esse maroto...
Quando eunucos e vampiros andam outra vez por aí, quando a poesia se reduz à vacuidade e à subserviência, o neoliberalismo prospera. Há um cordão umbilical entre a poesia e o sentimento popular quando ela fala ao coração da gente, sente o que a população sente, vibra com o que faz preocupar ou exaltar o povo.



Alguns (boys e afins...) vão ficando com as cerejas. Depois, o povo que pague! contraem-se empréstimos, mais empréstimos, os juros subindo, subindo, quem vier atrás que feche a porta!
A ansiedade devora, dizem os poetas. Devora e ajuda a emagrecer, direi eu. Já andava há mais de uma semana a pensar na melhor forma de comemorar a data.
__Senhor Urso, que me diz sobre Vila do Conde?!
O Clube dos Pensadores não é plural. Nós também emitimos opiniões sensatas, gritos de alerta, avisos à navegação! Neste país de tanga o roto diz ao nu, e sorri: vem aí o FMI!!!