rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

segunda-feira, março 28, 2011

O silêncio dos inocentes...

Paulo Teixeira Pinto
Paulo Morais


Jacinto Serrão


O mediatismo é hoje em dia uma força. Quando vemos medíocres sempre a perorar nos púlpitos mediáticos, dizendo banalidades e lugares comuns, enquanto as pessoas válidas são ostracizadas, colocadas no limbo, ficamos perplexos. Porquê, isto?

Há tempos ouvi dizer ao Dr Paulo Teixeira Pinto que nunca publicaria poesias «queixinhas»...ou seja, silenciaria tudo o que fosse críticismos ao status quo reinante! Isto diz tudo!

Eça de Queiroz teve a coragem de dizer mal de Portugal e dos portugueses do seu tempo. Camilo ridicularizou a sociedade hipócrita em que viveu. Guerra Junqueiro, no seu fulgor literário mais elevado, zurziu a Igreja Católica, os seus valores camaleónicos sempre adaptando-se ao status quo, chamou macambúzio ao povo que não ousava protestar ou gritar contra o poder explorador.

Na Rússia comunista, Sakharov criticou e de forma violenta, o status quo. Tantos, sofrendo na carne a punição do sistema, tiveram sempre quem os editasse, quem publicitasse os seus gritos de revolta.

Cá em Portugal, Jacinto Serrão, na Madeira, continua silenciado e ostracizado pelo poder mediático tal como Paulo Morais no continente. Cravinho (pai) foi votado a um ostracismo leviano por causa da sua postura frontal contra o clima de corrupção e promiscuidade reinantes. Há tantos Cravinhos por aí...sempre na sombra, sempre menosprezados, sempre olvidados pelos poderes mediáticos...

Paulo Teixeira Pinto, tem um poder extraordinário no tocante a publicação de pensamentos incómodos ao stablishment mas parece optar por ser o guardião dos valores que servem de pilares ao triste ambiente que nos rodeia.

Não se abrem janelas inconformistas, não se dá voz aos contestatários, não se dão oportunidades aos que contestam o caciquismo cultural e político reinantes...

Porquê?! Sacraliza-se o poder mais aberrante e despótico, por ser poder.

Porque a macroestrutura política e financeira se afunilou e condicionou o pensar dominante. As TV's repetem até à exaustão programas medíocres, comentários de feição entediante e alienante, evitando a lucidez, fugindo ao aprofundamento da crise. Os jornais, as revistas, a literatura, todos são cúmplices, por omissão, no pântano cultural em que o país está. Sempre os mesmos, servilmente cultuando os poderes instalados e as vacas sagradas que vão pastando nos prados da política, da literatura, do cinema, do desporto, do ensino...Há algumas, mas poucas, honrosas excepções...

Os «reis vão nus» mas ninguém ousa apontar o dedo, com medo, com tibieza, sem a coragem de dizer a verdade nua e crua...

A CHOLDRA CONTINUA...Há Séculos!

Mas há honrosas excepções. Dá gosto ler o Dr Antonio Marinho Pinto, no seu artigo de hoje no JN sobre CORPORAÇÕES... Algo de perturbador e muito elucidativo sobre esta mediocracia! E mediatocracia...

1 Comments:

Blogger Ana said...

Olá, trago um convite e espero não estar a abusar do teu espaço.... se assim for peço que me desculpes e que apagues o comentários.
Visita a nossa exposição de fotografia...
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3:17 AM  

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