terça-feira, dezembro 09, 2008

CEM ANOS E... SEMPRE SEM AMOS...


O cineasta português Manoel de Oliveira, um ícone da Sétima Arte.
Às vezes acusam-me de maledicente. Mas gosto de dizer bem quando há motivos para tal. Também não cultivo o excesso, pois ainda me chamariam lambe-botas...
Vem isto a propósito da recusa do cineasta em receber as chaves da cidade, honraria proposta pela edilidade portuense. Mostrou ser vertical. Não pactua com o oportunismo. Farto de levar pontapés, reagiu com dignidade...
Dar-lhe as chaves da cidade
Quis a câmara tripeira
Recusou com dignidade
Tal manobra lisonjeira.
Há quem dê chaves demais
Mantendo as portas fechadas
São hipócritas sinais
De mentes enfatuadas...
«Sem amos»... há já cem anos,
No cinema nacional
O decano dos decanos
Continua vertical!
Genuflexões ao poder
Não faz, nem nunca fará,
Botas nunca há-de lamber
A quem pontapés lhe dá!...

4 comentários:

António Viriato disse...

Caro Amigo,

Agradeço a sua visita e as palavras de simpatia lá deixadas.

Também neste ponto acordamos : reconhecer e elogiar a obra de Manuel Oliveira, grande português e insigne cineasta, que nos honra a todos com o seu génio, a sua arte, vazados na obra que soube construir.

Ninguém é obrigado a gostar dela, nem sequer de toda ela, que não é sempre genial, mas ninguém tem o direito de lhe recusar o alto mérito e a dignidade com que sempre a produziu.

Bem haja pela evocação que dele aqui fez.

Marieke disse...

Fantásticopost..sobre Manuelde Oliveira.Posso roubar--identificadofielmente claronomeu blog?
Umabraço
Marieke

Marieke disse...

Fantásticopost..sobre Manuelde Oliveira.Posso roubar--identificadofielmente claronomeu blog?
Umabraço
Marieke

José Leite disse...

Cara Marieke:

Será uma honra para mim, modesto aprendiz de poeta...