rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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quarta-feira, dezembro 17, 2008

GLOBALIZAÇÃO E «OPUS DEI»...

O Papa Bento XVI na encíclica sobre a Globalização deveria focar algo que vai ter reflexos gravosos no futuro. A Igreja tem sido vítima de oportunismos sem conta. Dentro dela há gente visando apenas os aspectos materiais e os economicismos puros e duros em detrimento da espiritualidade. A política rasteira, oportunista, dependente ao poder também.

Recordo aqui o arcebispo Marcinkus e o banco Ambrosino. Recordo aspectos envolvendo a Opus Dei e alguns dos seus compagnos de route que são dignos de meditação... Há peripécias e envolvimentos tão tenebrosos que seriam dignos de figurarem numa obra cinematográfica tais as similitudes com a Camorra ou a Cosa Nostra.

Ainda agora, ao bebermos os noticiários, ficamos estupefactos como criaturas de bem, aparentemente no seu perfeito juizo, fazendo gala de pertencer à opus Dei e de terem espírito
magnânimo, serem capazes de cometer actos de tal envergadura e de tal quilate que nos deixam boquiabertos. Refiro-me, dentre outros, a alguns ilustres figurantes dessa saga que dá pelo nome de Millenium. A praga dos off-shores sempre como denominador comum. Advogados e clientes, administradores ao mais alto nível, tudo farinha do mesmo saco, farinha da ganância, farinha do quanto mais ilícito, mais venal, melhor...

Os nomes todos os conhecem. O seu facies sempre seráfico e acima de qualquer suspeita, apresentava um ar hierático digno da máxima confiança. Tal como o famoso homem forte do Nasdaq que cometeu o golpe do século, uma autêntica dona Branca da globalização!

Meu caro Bento XVI, não seria melhor começar já a incluír no catecismo católico todos estes pecados hodiernos, toda esta parafernália pecaminosa que vai enriquecendo o léxico mas empobrecendo a espiritualidade e o património de credibilidade tão duramente conquistado por almas generosas como Teresa de Calcutá (essa sim, que tinha muitas dúvidas sobre a existência do Divino!...), padre Américo, padre Cruz, D. António Ferreira Gomes e tantos anónimos benfeitores que deram exemplos de desprendimento e de elevação moral, espiritual e cívica.

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