quinta-feira, outubro 09, 2008

Karl Marx, ele próprio, o comentário final!...

Tens razão rouxinol, o mundo precisa de ser nacionalizado e moralizado!

Não foi fácil entrevistá-lo. Do céu diziam que era impossível. Estava em reunião com Deus...

Fui directo ao assunto. Quis falar com Deus!
Então, a telefonista celestial quando soube que era eu, disse toda desempoeirada:
__Meu caro rouxinol, você merece tudo! Deus irá atendê-lo sem demora. Ele até já estava à sua espera!
_Meu Deus, perdoai-me aquela sátira sobre o Dia dos Arquitectos... não quis ofender-Vos!
_Rouxinol amigo, estás perdoado! tu és humilde, tu não queres o Meu lugar como o Mourinho, por isso vou atender-te...
__Mas, meu Deus, eu só queria falar um pouco com Karl Marx, julgo que ele está internado no vosso domínio. Será que está no inferno?!
__Já veio para o céu depois de uma purga no purgatório. Podes falar-lhe à vontade. Ele está qui ao pé de mim!...

Ouviu-se um clic e a voz de Karl Marx ecoou, lá do Além:
_Meu caro rouxinol, então queres saber o que penso sobre a crise nas bolsas?!
__Sim, grande mestre, é isso mesmo!
__Olha, tenho grande consideração por ti e sei que tu me retribuis o afecto, segundo li no semanario SOL, onde naquele magnífico «25 de Abril de 2100» tu abres as portas da globalização de par em par...
_Mas, vós também ledes o semanário «SOL»?!
__Olha, e vi aquele manhoso comentário do prof João César das Neves, tão raquítico de bom senso, que não abona nada a favor dele. O teu «humanismo global» aproxima-se da minha teoria embora o futuro possa estar longe de ambos. Mas temos uma sintonia aproximada. Tu, com o teu «humanismo global» estás mais perfeito do que eu com o comunismo! Mas caminhas para o futuro de forma mais racional que eu... Só Deus conhece esse futuro mas a humanidade tem que se esforçar por atingi-lo sem demoras. As injustiças campeiam. Há que acabar com estas injustiças, estas fortunas colossais na mão de meia dúzia de tubarões e a miséria globalizada...
__Mas o motivo da minha entrevista é a crise actual. Que comentários vos oferece?!
_Jerónimo de Sousa aproximou-se um pouco do meu pensamento. Está na hora de nacionalizar. Há que dotar o Estado de meios de defesa contra essa doença que é a especulatite aguda, o desenfreado uso do mercado bolsista para afundar a economia. As nacionalizações são o caminho certo, mas não é tudo!...

__Então que alvitrais?
_Olha rouxinol, a riqueza está nas mãos de meia dúzia de barões que querem condicionar o mundo inteiro. Agora, com as eleições americanas e face à eventualidade de um negro vir a ser presidente, isto deu brado e eles querem ameaçar tudo e todos, chantagear com a arma plutocrática!
__Não acredito! Tendes provas?
__Sei que a Ku-Klux-Klan tem motivações para fazer o que está a fazer. Tenho amigos meus aqui no céu que já há muito me tinham avisado dessa possibilidade. Há que cortar as garras fiduciárias a esse bando de loucos que querem infernizar o mundo inteiro!
__Mas, será possível?!
__A mim, por ser judeu, quiseram aniquilar até o meu pensamento. Sei que a minha obra tem imperfeições mas aquilo que os meus «herdeiros» fizeram dela é que foi mau. Eu não tive culpa dos crimes do leninismo, do estalinismo e de outros idiotas que levaram a cabo um morticínio doentio. Nunca alvitrei aquilo!...
__Vós alvitrastes o uso da força, a ditadura do proletariado, a violência!...
__Admito que talvez tenha exorbitado. Mas nunca a ponto de se fazer o que se fez! Uma loucura total, em meu nome praticada! Agora esta chantagem visa única e simplesmente dar continuidade ao republicanismo agonizante. É a Ku-Klux-Klan em acção! E, como é óbvio, os seus tentáculos financeiros!.. Se Obama ganhar, eles vão meter o rabinho entre as pernas e tudo voltará ao normal!...

A chamada desligou-se e fui impedido de saber mais! A seu tempo saberei se foi a Ku-Klux-Klan que esteve na base disto tudo... Custa-me a acreditar. Mas também não actredito em bruxas e dizem que as há... Cá e lá!

quarta-feira, outubro 08, 2008

Senhor Fénix!

Essa gaivota-Lisboa ainda há-de ser minha!

Senhor Fénix ressureto

Misógamo já sem cura

Que caminhais sempre erecto

Sede luz na noite escura.

Da glória tocam trompetes

Querubins cantam hosanas

E as tágides-santanetes

São deusas que eram tricanas.

Senhor Fénix renascido

Alma d'Esperança vestida

O povo já está rendido

Lisboa à festa convida...

As virgens sonham convosco

As balzaqueanas também

O sonhar não paga imposto

Vós sois a imagem do Bem!

Levais ao colo as donzelas

Com champagne inebriante

Guiais até caravelas

Senhor, piloto galante.

Lisboa, gaivota esperta

Toma cuidado, cautela!

Procura estar sempre alerta

Não caias... nesta esparrela!

Carlos César, o vencedor natural!







Às vezes tenho dúvidas, outras não! Não tenho dúvidas de que este Homem hospitaleiro vai vencer as eleições nos Açores. Ele é discreto, simples mas culto e dedicado, ele não anda em bicos de pés, ele tem estatura moral e cívica!

Não precisa de insultar, de chamar nomes feios aos adversários, ele usa a elegância natural da sua classe pura, para merecer a concórdia e o respeito. Não chama «bando de loucos» ao órgão legislativo! Não põe anátemas nem faz diagnósticos imbecilizantes aos adversários como a criatura da Pérola do Atlântico!

Ele é simplesmente... DEMOCRATA! E isso basta-lhe para ser o vencedor!

Liberdade, eterna Liberdade!



Ai rouxinol, até no céu a minha veia poética me obriga a exaltar a líbido!












Sabia que Bocage aterrou em Setúbal por estes dias e deu uma entrevista?!

Regressou ao Além ao constatar que agora a ausência de liberdade ainda é maior do que no seu tempo!!!

O CRASH DOS CRASHES!

O mundo ainda não conheceu o que é um CRASH a sério, mas quando ele vier, Portugal sempre na linha da frente, sempre na vanguarda, sempre num pioneirismo que nos notabilizou desde os tempos de Henrique o Navegador, saberá dar a resposta solicitada. O homem e a Natureza sempre num combate permanente. Deus, lá no seu cadeirão celestial, rodeado de anjos e de santos, contempla esta empolgante saga que é o nosso viver colectivo.

Dizia Shakespeare que o «mundo é um palco e todos somos actores!», esqueceu-se de mencionar os espectadores que, lá do Além, assistem a este fascinante combate entre o Bem e o Mal, entre a inteligência e a estupidez, entre os gladiadores do poder e os sábios com a varinha de condão chamada Imaginação!

Dia mundial da Arquitectura

Hoje, dia mundial da arquitectura , vou orar ao Arquitecto do Universo e pedir-Lhe a Sua protecção:

Meu Bom Deus, Vós que construístes o universo, que criastes as leis de gravitação universal, todas as coisas, as conhecidas e as ainda não conhecidas pela nossa capacidade cognitiva, ajudai este simples servo da vinha divina a procurar um rumo certo e seguro neste caos urbanístico e moral em que está envolvido. A vida é uma selva, é a lei do mais forte a ditar regras, é o salve-se quem puder. Ajudai este caminheiro deste vale terrâqueo a atingir os pináculos da sabedoria a fim de poder ajudar a humanidade. Nada quero para mim, mas quero livrar esta pobre humanidade dos pecados de que enferma.
Dizei-me Insigne Arquitecto, que devo fazer para criar uma arquitectura social mais justa, mais saudável, mais compatível com o homem, este ser que dizem ter sido criado `a Vossa imagem e semelhança!?

Um trovão ecoou, uma luz refulgiu nos céus e ouviu-se tonitroante e poderosa, a voz d'Ele:

__Pobre rouxinol, vós humanos fostes criados à imagem do chimpanzé, mas perderam-se alguns genes nessa metamorfose. Sois um parente distante dele. Mas um primata apesar de tudo com algumas deficiências de fabrico. E sabes porquê? É que eu além de Arquitecto, sou originariamente um Político...

__Mas, como assim?! Eu tinha-Vos na conta de Supremo Arquitecto do Universo!
__É que eu construí (arquitectei) o mundo a partir do caos. Também fui eu (político) que fiz o caos...Nesse caos mergulha a humanidade! O que é que um simples Arquitecto pode fazer se tem atrás de si um Político?!

Habemus preservativo!...



Imbuído da coragem que me transmite o Espirito Santo (que com tanta fé me foi ministrado pelo falecido D. Francisco Maria da Silva, que agora no céu caminha, firme e hirto), devo declarar que sou contra a violência. Por isso condeno as agressões de que sois alvo, seja onde for. Mas também repudio as agressões que, sem o saberdes, vós praticais.
Todos chamam violento ao rio caudaloso que transborda no inverno, impetuoso e iracundo, mas não chamam violentas às margens que o comprimem, que o violentam também!...
Sim, sou também contra a violências das «margens»: neste caso concreto Vossa Eminência Reverendíssima!...
Ora, quando a sida devasta o planeta, qual incêndio pavoroso, flagelo descomunal, vós, em vez de contribuirdes para o seu apagamento, ainda lançais gasolina na fogueira?! Não tendes medo de serdes chamado ao TPI por apoio moral a um «genocídio»?! Vós desobedeceis às doutas e sábias directrizes da O.M.S., que aconselha a divulgação do preservativo como factor inibidor de doenças e até da expansão demográfica galopante! Onde pára o bom senso, a prudência doutrinal, o desígnio da racionalidade? O homem não pode deixar-se escravizar ao instinto procriador!
Dizem que o Divino Mestre disse «Crescei e multiplicai-vos!», não consta que tivesse dito também «eu multiplicarei os recursos para fazer face à expansão demográfica!»...
Ora, a fome é também um flagelo imenso que devasta a humanidade. A sexualidade descontrolada, o procriar por procriar, vede no que está a dar?! Por que não preservar a espécie humana desta barbárie, deste descontrolo procriador, desta incontinência procriativa? Achais bem?! Parir, parir e mais parir, sem que haja condições propícias a um desenvolvimento sadio e minimamente aceitável dessas criaturas?!
Achais bem mandar para o mundo seres indefesos, incapazes de sobreviver no contexto actual, seres que serão alvo desse incêndio pavoroso, dantesco, que se chama Darfur?! E outros que por esse mundo fora vão emergindo cada vez mais?!
Metei a mão na consciência augusto líder dos servos da vinha. Vede o que diz D. Manuel Martins, o decano bispo resignatário de Setúbal, na sua douta e sábia doutrina. Ele proclama a bondade do preservativo e justifica-o em plenitude. Será que não ouvis as vozes dos servos da vinha, os mais experientes, os mais responsáveis, os mais doutos?
Metei as mãos na consciência e apressai-vos a lavá-las! elas devem vir carregadas de sangue inocente!
Perdoai-me se me excedi, mas o Espírito Santo assim me obriga a falar!
O Espírtio Santo é quem mais ordena!

Remédio Santo!...







Eu tenho a solução para a economia mundial!

Claudia Schiffer

Mas não quero o Nobel nem honrarias do género: isso é para papalvos senis, subprodutos de um marketing multifuncional que não me diz nada!...

A solução é esta: TRANSPARÊNCIA TOTAL!!!

Recuso os direitos de autor(ele, o divino Eça, que já calcorreia as avenidas infinitas do Além, é que me deu a ideia...), recuso honrarias. Acabem com os offshores (sabiam que a maior parte dos governos - até o português!_ têm contas caladas nesses paraísos fiscais? Foi a dra Maria José Morgado que mo confidenciou!!!), condenem os malabaristas da banca e das grandes multinacionais, façam uma limpeza geral nas autarquias, nas grandes empresas e ponham gente séria nos lugares-chave.
Claro que depois não haverá aquelas escandalosas fortunas para campanhas eleitorais, mas até é bom que não haja... Poupa-se nos trabalhos de limpeza de lixo... lixo eleitoral claro...

terça-feira, outubro 07, 2008

Eduardo Lourenço, o Senhor Cultura!


Ainda me lembro dos conturbados tempos de Abril em que este Mestre fazia jus ao título. Escrevia no semanário «O Jornal» e nem sempre dizia «amen!» ao que se cá fazia ou dizia. Era um não-alinhado, um livre-pensador que dava gosto acompanhar naquelas avenidas arejadas que só a inteligência fecunda pode criar na mente dos leitores. Tal como Augusto Abelaira e Fernando Namora (que por duas vezes teve a amabilidade de responder pelo seu próprio punho a observações minhas...), foi um dos pilares em que alicercei o meu pensamento, uma das balizas onde procurei estribar a minha formação intelectual.
O seu francófilo pensar, a sua cosmovisão tão genuína, sempre me deram aquele élan tão necessário a quem dá os primeiros passos na arte de cogitar. Ele pensa, logo existe, logo merece o nosso louvor, a nossa atenção. Mas tem presença, tem fascínio, tem aquele aroma espiritual que define os artistas da palavra, os cinzeladores da língua. Com ironia e sarcasmo foi dizendo por eufemismos eruditos aquilo que lhe dava pouco entusiasmo naquela revolução tão escaldante.
E fê-lo com mestria. Burilou com elegância e esmero as sátiras e as chalaças. Com savoire-faire, como dirão os gauleses, também eles embriagados pela sua sapiência.
Só me pergunto o que pensará deste poder que o cultua e que ele tantas vezes critica?
Será a homenagem do vício à virtude?!

Dr Menezes, ouça com atenção!

Em meia dúzia de meses eu faço o desmantelamento do Estado. Ele está gordo, pesado, é preciso privatizar, privatizar. É preciso dar liberdade ao mercado, é preciso reduzir o Estado ao mínimo indispensável.


Eram estes os «PENSAMENTOS» do grande pensador de Gaia. Não pode negar, pois foi há muito pouco tempo que esta «cassete» foi lançada aos sete ventos com a fúria de um «iluminado», a prosápia e a pesporrência de um génio das finanças, um guru da economia!

Agora, ao ler o artigo do Dr Mário Soares no DN de hoje, não posso deixar de sorrir e aconselhar o Dr Menezes a lê-lo com atenção.

NOTA FINAL: Em relação ao Dr Soares, também há que reconhecer um certo autocriticismo, uma voz da experiência a falar. Se foi verdade aquilo que disse um tal Mateus sobre negócios do então presidente, então, ele agora ao referir-se aos políticos metidos em negócios, sabe bem do que fala! enfim, o que mais há são Frei Tomás! Saia um Nobel da hipocrisia, se faz favor! ainda não existe?! É melhor pensar em criá-lo, candidatos não faltam!!!



CARLA BRUNI, agora canta em português!!!

Esta Carla Bruni tem muito talento. Até já lhe chamam a Câncio de Paris!... a canção está linda e assenta bem com a sua imagem desinibida e progressista... Oxalá a direita vá esquerdizando um pouco... já é tempo.
Esta canção é para dar nova vitalidade aos mercados financeiros!...
Quero ver se mando a crise para o inferno!...
Podem dizer mal dela, que se veste mal ou que se despe bem, mas há que lhe reconhecer um mérito: está de bem com a vida e sorri quando faz falta um sorriso. Agora, com a crise no auge, ela resolveu incluír uma canção em português (o novo album «Tutti Fruti» ainda não está no mercado); os fundos auferidos reverterão para as crianças do Darfur.


Entre ela e o papa prefiro-a a ela; ele continua a proibir o preservativo e os anticoncepcionais, contribuindo para a propagação da sida e para um caos demográfico totalmente inconcebível.

Ela é a nudez forte do amor, da paz, da concórdia. Deviam erguer-lhe uma estátua na Praça da Concórdia!





Pessimismo, vai-te embora

Queremos sorrir, de novo,

Vamos ver se isto melhora

E traz alegria ao povo!



França do meu coração

Mereces prosperidade

Ao cantar esta canção

Quero dar vitalidade.



Economia pujante

Trabalho pra toda a gente

Que a Europa vá doravante

Seguir um rumo diferente.




Mais justiça social,

Mais ordem, mais progresso,

Crise-cocaína é o mal

Que nos leva ao insucesso!



A crise é droga maldita

Que vicia, só piora,

Fogueira-crise crepita

E o mundo inteiro devora.



Vede o cherne-Sarkozy

Rumando ao mar do progresso

Segui-o como eu o segui

A crise irá... de regresso!...



TEREMOS ENTÃO RIQUEZA

JUSTIÇA E PAZ SOCIAL

VOLTARÁ O PÃO À MESA

EUROPA EM ALTO ASTRAL!



«CRASH» NA BOLSA?|!


O país pode ficar sossegado pois nada acontecerá de especial. Nós temos protecção adequada a essa eventualidade. Portugal está na linha da frente. Caminhamos sempre à frente da Europa e do mundo! Temos planos para casos de catástrofes, de ciclones, de epidemias, até de epidemias financeiras...
Devo dizer que até eu próprio fico surpreendido!... Portugal vai dar cartas no futuro! O optimismo é a nossa imagem de marca!

segunda-feira, outubro 06, 2008

Camilo regressa! Portugal te reclama!

Esta Escritora é uma excepção...

Olhando para o céu ela vislumbra a imagem de Camilo Castelo Branco dialogando com os anjos e ao lado de Ana Plácido a sua companheira na eternidade! E sonha também ser uma Ana Plácido!


Camilo Castelo Branco, esse magistral escritor que pintou com mestria a sociedade do seu tempo, faz cada vez mais falta. Hoje em dia a literatura está embrutecida, sem ícones, sem aquele maravilhoso pincelar que define os grandes mestres, os artista da pena, os cinzeladores da palavra. Camilo (a par de Eça) foi aquele que mais graça, mais sarcasmo, mais ironia derramou em páginas e páginas de um português escorreito e sadio. Quando vemos hoje em dia escribas emblemáticos (mediáticos, como dizem, petulantes e ufanos...) a esgotarem as meninges com romances menores, sem aquele carisma que define a intemporalidade, apetece reler Camilo e até desejar que surja alguém capaz de perenizar o nosso quotidiano, com tantos e tantos motivos para seduzir os escritores.

Em Homenagem ao génio camiliano, aqui deixo estas singelas quadras que não são mais que uma genuflexão ao Mestre!...


ESTE AMOR DE PERDIÇÃO...



Ai Camilo, se viesses
Revisitar Portugal,
Este ninho apaixonante,
Ao vê-lo, talvez quisesses
Pintar um belo mural
Em estilo satirizante...




Um «Amor de Perdição»
Anda no ar, tão febril,
Tão excelso, só candura,
Ela é flor de estimação
Exala odor feminil
É sol e lua à mistura!...



Agarra qualquer varão
Com fogosa eloquência
Escritora com talento
E tem o raro condão
De ostentar com sapiência
Todo e qualquer tratamento!

Fruta madura, agridoce,
Serpente da tentação
Deusa da caça, Diana!
Noutra vida talvez fosse
De Vénus encarnação
Ou... leoa na savana!...

«Paradigma do Bem!»...




Dizem que eu também sou «um paradigma do bem!»



Sarah Palin qual pitbull assanhado, vem hoje acusar Obama de ter ligações a um terrorista que pôs uma bomba no Capitólio!




Eu, que também sou um paradigma do Bem (com maiúscula, claro), que tinha uma certa simpatia pela criatura, fiquei elucidado: ela é usada para fazer o trabalho sujo, o degradante, aquele que o candidato republicano se recusa a fazer para não ficar emporcalhado!


Lá como cá jagunços (e jagunças) há! é triste mas a campanha vai resvalar agora para a sordidez, a calúnia insolente, os ataques miseráveis à honra e bom nome das pessoas. O desespero leva a isto!...

Paulo Morais volta à carga!...

«O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente!»

George Orwell é sempre muito citado quando se fala no poder local em Portugal. É óbvio que ao ler a entrevista de Paulo Morais à revista que sai ao domingo juntamente com o JN, não pude deixar de pensar nele. É que as afirmações graves aí contidas não podem caír no olvido sob pena de se estar a caminhar para uma República de bananas sem rei nem roque. Há que apurar a fundo aquilo que ele disse e se for caso disso pedir-lhe responsabilidades também!

Diz que entregou no MP um dossier com alegados «crimes» no tocante a gestão urbanística e que até hoje nada se sabe sobre as eventuais conclusões. Será que foram para «arquivo morto», para um «depósito» qualquer sem lhe ter sido dado o andamento que mereciam?

Paulo Morais não é uma figura qualquer. Não será como está na moda catalogar agora (por caciques medíocres e sem craveira, quando lhes aparece pela frente alguém a usar verticalidade e coragem democráticas) um «pessimista doentio», ou sofrendo de «esquizofrenia» ou de «delírio persecutório». Não, ele é um respeitado docente universitário com conhecimentos profundos sobre as matérias em questão.

De duas uma: ou se está a tentar branquear uma situação grave, protelando ad aeternum uma decisão, ou se avança e investiga até onde for possível para saber de fonte limpa qual a razão para tantos atropelos à legalidade e ao bom senso.

Por vezes usa-se um paliativo muito em voga para desculpabilizar a corrupção: «vícios processuais», necessidade de ultrapassar burocracias conducentes a bloqueios, a «urgência», e outros eufemismos que venham a talho de foice...

Julgo que ninguém atropela a legalidade só pelo prazer de violar a lei. O legislador, prudentemente, criou sanções para quem o fizer. Preciso é que as instâncias devidas actuem em tempo útil.

O Senhor Procurador Geral da República e o próprio PR (responsável pelo «regular funcionamento das instituições»... embora respeitando o princípio da separação de poderes), se lerem estas declarações, saberão discernir o que deverão fazer.
Esta democracia não pode ficar à mercê de «patos-bravos» que a condicionem e a amordacem sob pena de se caír no descrédito total. O país tem responsáveis que são pagos pelo erário publico para salvaguarda do interesse público. Que não mais os interesses privados «colonizem» as instituições!

Sporting 1 F.C. do Porto 2

Vitória justíssima dos azuis e brancos perante um Sporting entorpecido e mal dirigido. Se Jesualdo disse que ia para ganhar e fê-lo com essa intenção de princípio ao fim, ficando a dever também ao mérito de Nuno (para quando a merecida titularidade?), de Lucho e de Bruno Alves (cada vez mais o camandante da caravela portista...), o certo é que Paulo Bento actuou sempre na defensiva. Mesmo sabendo (?) que Rochoemback e Derlei já não têm o fulgor de outrora, deu-lhes demasiado tempo de jogo. O guardião Rui Patrício (que tem qualidades) começa a sentir-se uma «vaca sagrada» sem a salutar concorrêncio do sérvio, ostracizado. Há que motivar e dar oportunidades a todos, sob pena de se criar desmotivação e começar a germinar a discórdia nos balneários.

O Porto foi convincente. A arbitragem não teve influência no derby e o Sporting só poderá queixar-se de si próprio...

O Benfica de logo contra o Leixões que traga o fato-macaco pois não vai ter tarefa fácil...
Em Matosinhos está na forja uma safra muito prometedora... Há que ter cautelas redobradas e não embandeirar em euforias...

O que diz Molero!...

Ai rouxinol, se o optimismo desse longevidade, eu duraria até aos mil anos!


Li o seu livro «O que diz Molero» com aquele gosto sincero de quem ouve um amigo a contar o seu passado brejeiro. Vivia então em Lisboa mas nunca falei com ele. Lia as suas saborosas crónicas no semanário «O Jonal». E achava piada ao estilo. Aquele «Peida Gadocha» ombreia com algumas personagens de Jorge Amado; era um livro divertido e muito construtivo.
Para homenagear o grande escritor Dinis Machado (mas sem grande impacto mediático) escrevi estas quadras a que atribuo o título «O que diz Molero/Cavaco»...
Cavaco Silva ainda há uns meses atrás fazia gala do seu optimismo criticando os «profetas da desgraça» que eram os responsáveis pela crise; enfim, pus um extintor de optimismo nas mãos de um bombeiro para criticar o aspecto anedótico da sua análise, dizendo que o «optimismo» só apagava incêndios nos discursos, na prática era um «extintor» de efeitos nulos!
PARODIANDO ESSA POSTURA AQUI VAI «O QUE DIZ MOLERO/CAVACO»
Rouxinol é pessimista
Dizia Cavaco à gente,
Um bipolar derrotista
E mentalmente... indigente!
Não tem credibilidade
Eu tenho são optimismo;
Respiro felicidade
E tenho voluntarismo!...
Um profeta da desgraça
Era assim antigamente
Um derotista sem graça
Faz o País deprimente!
Fala em crise a toda a hora
Crise ... e também corrupção
Não tem cura!, não tem melhora,
Baixa o astral da Nação!
Há que gerar optimismo
Ver o copo meio cheio!...
Rouxinol é derrotista
Ninguém vá no seu paleio!...
O tempo é de vacas gordas
E de sã prosperidade
Rouxinol é um papa-açordas
Não tem credibilidade.
O futuro é cor-de-rosa
Os amanhãs cantarão
Rouxinóis, com sua prosa
Futuro nunca terão!...
NOTA: É um tanto hiperbólica esta caricatura, mas se o PR a ela tiver acesso, sei que terá a capacidade para sorrir e não levar a mal. É estilo «contra-informação» na RTP. Isto é pedagogia, da mais pura!...O humor deve servir para elevar os espíritos a patamares mais consentâneos com um viver mais sadio. Balsemão sabe-o bem. Ao «condecorar» os «Gatos Fedorentos» todo o país acabou por sorrir e dar palmas ao gesto simbólico!...

Zé Povinho e a República reinante!...


Quando a República ainda era o alvor da liberdade!... Depois, foi entrando em decadência!...

República vai finando

Num estertor outonal

Democracia matando

O Povo sempre explorando

Servindo o deus-capital!...

República das Bananas

A justiça corrompida

Intrigas palacianas

Jornais na mão de sacanas

A Censura... renascida!...

Ética republicana?!

Foi de férias!... não voltou...

Ao cifrão canta hossana

O poder o povo engana

A verdade?! Essa emigrou!...

O Povo com nostalgia

Vai sofrendo esta tristeza

Mergulhado na pobreza

Roubada a democracia

Resta-lhe ainda a Lhaneza!

Liberticídio reinante

De um Abril adulterado

Por mil-e-um meliante

Sem ética, a seu talante

Sempre no povo montado!...



domingo, outubro 05, 2008

A República desabafa!...


Eis os «culpados» da crise, na versão acéfala de alguns escribas vendidos ao sistema...

De facto, eles são precisamente a consequência dessa crise!


O neoliberalismo deu no que tinha que dar: desemprego, descapitalizações macissas, burlas, evasões em grande escala, delapidação do erário público, mordomias e mais mordomias, mercados em desespero...
Mas há quem atribua as causas da crise ao povo: «pessimismo doentio», «falta de produtividade»,«falta de espírito empreendedor», etc., etc.
Confundem as consequências com as causas. Lançam milhares para o desemprego, coarctam a produtividade com quotas restritivas, e depois gritam: «não produzem!», «são parasitas!», «falta-lhes optimismo!»...
É ridículo dizer isto, mas até o próprio PR, nalguns dos seus discursos patéticos, por vezes foi engrossando este caudal de miserabilismo ideológico procurando atribuír ao povo as causas do desnorte económico e do descalabro financeiro. A corrupção, essa, apaparicada em jantaradas e colóquios, os «gurus» a serem levados ao colo por sumidades da comunicação social, enfim, fazer o mal e a caramunha!...
A República, essa, olhando com tristeza este panorama, limita-se a desabafar...
A tristeza me invade e me asfixia
Sinto um aperto, um nó no coração;
A crise desta vã democracia
É falta de combate à corrupção!
Sanguessugas na banca, quais vampiros,
Vão causando anemia bem letal
O Povo passa fome, dá suspiros,
Assistindo ao descalabro nacional...
Os jornais cultuando quem golpeia
Com despudor, o nosso pobre erário
Entronizando o rico salafrário!...
«O Povo é o culpado!!!», é a ideia
Que o escriba corrupto patenteia
Chamando ao povo... «vil parasitário»!!!

Conversas em família!...

Marcelo Caetano era muito dado a banhos de multidão. Gostava muito de aparecer ao lado da populaça sempre com um sorriso afivelado aos lábios. Tal como agora, alguns autarcas que dizem estar sempre, mas sempre, ao lado do povo... nas fotos, que não nas práticas!
Ele usava a televisão com mestria. Aparecia, confortavelmente sentado num cadeirão, com um sorriso artificial afivelado, uma máscara de bonomia e de tranquilidade sempre no rosto. Eram as «conversas em Família» nome pomposo com que titulava os discursos à nação.
Estava eu na Base Aérea da Ota. No clube de oficiais ouvia a costumada arenga com atenção. A conversa era sempre a mesma: a defesa dos valores, o culto da virtude, o patriotismo sadio, a defesa do império e o império da moral sobre o império das ideologias dissolventes...
Enfim, tudo uma série de lugares comuns não indo ao cerne dos problemas: a crise económica, a contestação social, a falta de liberdades fundamentais...
Mas há que o reconhecer, Marcelo tinha ideias mais liberais que Salazar. Chegou a aventar a hipótese da independência das «Províncias Ultramarinas» mas foi travado pela ala ultra-direitista liderada por Kaúlza dde Arriaga.
Numa dessas conversas o meu comentário final foi este: «Conversa mole para boi dormir!...»
Alguma alma zeladora (que nunca se soube quem fora...) do regime foi fazer queixa de mim ao Tenente-Coronel Tomás, o autoproclamado reitor da universidade da Ota...
Se não fosse a minha aplicação nos estudos (viria a ser o primeiro classificado no curso e convidado para integrar o quadro docente... o que não aceitei...) poderia ter ficado ferido de morte... morte profissional, entenda-se. Tive dificuldade em explicar-lhe (no seu gabinete) que não queria ofender o regime nem desmoralizar as tropas, era apenas uma piada ouvida a uma brasileira que às vezes me ia visitar aos domingos e com quem ia para a piscina... somente...
Agora, no actual regime, também há desabafos que por vezes se pagam caro...
De facto, muita coisa mudou, sobretudo em termos técnicos, económicos, sociais e culturais. Mas ainda persistem alguns surtos de fascização. Veja-se a quantidade de processos em tribunal por alegados insultos a autarcas e a governantes por questões de lana caprina... Há tiques fascizantes em muitos locais neste país...Marcelos Caetanos há tantos que nem sei que diga...

sábado, outubro 04, 2008

Ideias & Idiotas...

«A dra Manuela Ferreira Leite não tem uma única ideia sobre o País!»
José António Lima, digmº sub-director do SOL

Era a campanha para a eleição do líder laranja. Jogavam-se todos os cartuchos. J.A. Lima esgrimia forte contra a que viria a ser vencedora. Não sou militante mas doeu-me tanta falta de honestidade intelectual, tanta cretinicie, tanta falta de rigor. Pode-se não concordar com as ideias dos outros mas dizer que não têm uma única ideia é demais! é charlatanismo, é um atentado à inteligência dos leitores!
Isto é frequente, não é só J.A. Lima, convém referir em abono da verdade.
Há muito parolo travestido de jornalista que se julga uma quintessência, um suprasumo e toca a zurzir sem dó nem piedade.

Reconheço que falta à Dra Ferreira Leite a capacidade histriónica que sobeja em Jardim, em Valentim, ou em Hugo Chavez. Ela não tem capacidades de actriz. Hitler e Mussolini sim, tiveram-nas em alto grau. E é cada vez mais um predicado a ter em conta. Sobretudo na nossa política indígena! sobretudo a nível local!...
Para mim não conta. Eu olho para o produto não para a embalagem!...

Reconheço que se houvesse eleições agora, ela teria dificuldades em bater Sócrates (as sondagens são unânimes), mas daí a dizer-se que não tem uma única ideia vai uma grande distância...

Veja-se o caso da Póvoa de Varzim. Em termos de propaganda em torno do líder actual pode dizer-se que «já chegámos à Madeira!». Contudo, se em vez de uma acto eleitoral folclórico e carregado de condicionalismos financeiros houvesse um concurso público em que os examinandos-candidatos fossem alvo de duras provas por um júri eclético, julgo que Macedo Vieira seria ultrapassado por diversos candidatos mais bem apetrechados. Não que ele não tenha ideias, tem, o que estão é ultrapassadas no tempo. É um demodé. O caso do Projecto Bolina é a prova mais eloquente do que afirmo. Ele vai surfando no mar dos aduladores baratos que o cultuam como a um bezerro de ouro!...Um oráculo de Delfos...

Vemos propaganda e mais propaganda, culto de personalidade a raiar o anedótico, e perseguições a adversários de forma ostensiva. Jornais e rádios dão tempo de antena fora do comum para os auto-elogios. Os adversários são reduzidos ao mínimo. Tal como na Madeira. Tal como noutros pontos do país onde Abril nunca chegou! Pobres autocracias, bolsas de pobreza nesta apagada e vil tristeza democrática...
Pobre Abril, de enganos mil...

A Dra Ferreira Leite é uma pessoa culta, sabedora, com capacidades fora do comum na esfera económico-financeira, mas falta-lhe, reconheço-o sem dificuldades, capacidade de persuasão, capacidade histriónica. Ela não faz teatro, não se autovitimiza como fazia (e faz) Menezes e Jardim, ela não é um Alves dos Reis nem um Vale e Azevedo. Esses sim, eram convincentes. Até onde lhes foi possível...


Cada vez mais entendo que Portugal precisa mais de pedagogos e não tanto de políticos. Gente que, sem ambições de poder, se dedique de alma e coração a esclarecer e a abrir os olhos a um povo narcotizado por uma comunicação social vendida ao poder económico e capaz de se prostituír por tuta e meia. Mas esses, os poucos que ainda há, são ostracizados pelo poder autocrático que teme perder a galinha dos ovos de ouro que lhe enche os cofres de mordomias...

Essa é que é, Eça!!!

Oração cheia de fé, à Senhora da Água-Pé!











Água pura e transparente
Água limpa, glacial,
Gestão bem mais competente
Há-de salvar Portugal.


Águas turvas, nunca mais!
Prenúncio de corrupção
Águas-pecados-mortais
Não trazem a redenção!


Água viva é que importa
Nesta vida enaltecer
Vemos praí água-morta
Com ar de viva... sem ser!...


Mas na água eu tenho fé
E tenho fé redobrada:
Se ela for uma água-pé
E houver ... castanha assada!!!

Ó NOSSA SENHORA DA SAÚDE!!!

In We Have Kaos In The Garden...Ó rouxinol encontrei isto tão mal que nem com mil varinhas de condão, nem com mil Harry Potter's ao meu serviço isto poderia melhorar! é o Kaos!!!



Ó Senhora da Saúde
O povo está tão doente
Mas vós, que sois a Virtude
Sede remédio da gente!


Um lenitivo prá dor
Uma infusão milagreira
Sede se preciso for
De Portugal... Padroeira!


Nesse olhar tão refulgente
Vejo um Portugal mais são
É o reflexo da gente
Que te implora protecção.


Os remédios acessíveis
A Saúde mais em conta
E baixando os combustíveis
Um novo sol já desponta!


De tanga anda este país
Tão doente, tão enfermo,
Mas há gente bem feliz
Gozando que nem estafermo!


Os hospitais são a mina
De mordomias, tesouro,
E o governo patrocina
Galinha dos ovos de ouro!


Há lá tantos garimpeiros
Sempre os mesmos garimpando
Sanguessugando os dinheiros
Que o povo lá vai deixando!!!

sexta-feira, outubro 03, 2008

NO ESPLENDOR DA RELVA...

Konstantinus Katsouranis o novo motor da equipa encarnada...


A jornada europeia de ontem colocou Portugal nas bocas da Europa. O Marítimo, esse gigante Marítimo, foi a Valência pregar um grande susto aos indígenas. Esteve a ganhar por 1-0 ao intervalo (com grande golo de Marcinho). Na segunda parte a equipa che conseguiu o empate tendo contado com a colaboração de David Villa. E conseguiu a vitória com a colaboração do árbitro com um penalty muito forçado, já no período de descontos...
O Braga , como era de esperar, passou com tranquilidade.
O Vitória de Guimarães __ digno conquistador _ esteve a ganhar por 2-O (logo com a eliminatória empatada) mas sofreu um pouco e descontrolou-se acabando por ceder na parte final. O Portsmouth não foi aquele papão intransponível mas uma equipa que esteve quase a sucumbir aos pés dos vitorianos.
Finalmente o Benfica carimbou a passagem com a mesma receita com que bateu o Sporting: 2-0. A águia voltou a voar a grande altura.
Quique Flores já doseou a equipa com velocidade, força, técnica pura e sentido posicional. Tudo isto com uma cultura táctica vistosa e eficaz protegendo a rectaguarda com segurança e criando múltiplas opções ofensivas. Katsouranis voltou a mostrar todo o seu ecletismo sendo defesa, médio e avançado e cimentando de forma inquestionável aquela zona à frente dos centrais até aqui mais vulnerável.
Enfim, no esplendor da relva, Portugal mostrou que está a subir de cotação na bolsa de valores futebolísticos...

O mal é generalizado, o país gangrena...

Há muito salafrário por esse mundo fora. Cada vez a corrupção, o abuso de poder, a ganância desmedida, estende os seus braços hediondos: é na banca, é na justiça, é na religião, é no desporto.

Choca mesmo é a impunidade quase total. Choca é a resignação de quase todo o mundo perante esta pandemia que assola o país de lés-a-lés. Novos czares, arvorados em messias, procuram satisfazer a sua gula pecaminosa servindo-se por vezes de terceiros (testas-de-ferro) para alcançarem seus tenebrosos e por vezes criminosos fins.

Choca ver a Igreja Católica a pactuar com este regabofe. E choca mais ainda por se saber (nalguns casos, não em todos...) que o faz para garantir a sua quota-parte no quinhão. Para abocanhar proventos e até prestígios diversos: o poder tem artimanhas de mafarrico para medalhar os seus acólitos mais ferrenhos...

Há tempos noticiavam os jornais que um padre franciscano foi detido no Brasil por transportar cinco quilos de cocaína. Revelou que era para grangear fundos para a reconstrução do templo...
quem sabe se esta artimanha não está a generalizar-se por outras paragens?!

Mas que há novos czares isso é um facto. Multifuncionais, polivalentes, actuando em variegados tabuleiros...




Há tantos czares-tubarões
Cada vez mais, se não erro:
Exigindo comissões
Usando testas-de-ferro!


Julgam-se nesse direito
Um poder discricionário
Extorsão!, não há respeito,
Cada qual mais salafrário!


Cobram-se da «protecção»
Qual imposto mafioso
O povo?! É resignação!
É... o silêncio medroso!...


Dizem que é lubrificante
Sentem-se quais marajás
É doping-estimulante
Sem o qual nada se faz!!!

quinta-feira, outubro 02, 2008

Prof Daniel Serrão. O seu saneamento político.

Vai saír um livro que conta a história do saneamento do prof Daniel Serrão (médico) logo após o 25 de Abril. Relata uma série de perseguições e acusações infundadas que deram azo ao seu saneamento.

Recordo a propósito o sanemento de alguns jornalistas (conotados com o MRPP) no DN em Lisboa. Fui um dos que subscreveram um abaixo-assinado (recordo-me de andar pela Av da Liberdade a recolher assinaturas em empresas e locais públicos) que visava a contenção daquela medida repulsiva.Contudo, apesar de muitos abaixo-assinados, não foi suficiente para deitar abaixo o propósito dos directores de então. Mário Contumélias (poeta meu conhecido) foi uma das vítimas.

Os saneamentos selvagens foram uma vergonha e uma intimidação cobarde tendo por trás, quase sempre, a mão persecutória do PCP. Ainda recordo a tentativa de saneamento do prof Fausto Quadros (no ISCEF). Leccionava (contra sua vontade) a cadeira de materialismo histórico dialéctico. Criticava o conteúdo pseudo-científico dos ensinamentos contidos na própria bibliografia recomendada pela escola. Espicaçava de forma salutar o espírito crítico dos alunos, adentro de uma óptica de liberdade e de não sectarismo como era seu apanágio.

Um grupo de alunos (afectos ao PCP) convocou uma reunião alargada para o tentar sanear por alegadamente «fugir aos temas». Eu e alguns colegas (muito poucos: Salada Ferreira, Jacinto, João Ribeiro) defendemos a liberdade de actuação do professor. Adentro de uma perspectiva de ensino livre e responsável, não enfeudado a dogmatismos nem a monolitismos. Entendíamos que a sua visão plural e sensata era a mais correcta. A liberdade de ensino era própria do Abril que nós sonhávamos! Mas havia outro Abril, o Abril partidocrático, o Abril do PCP...

A votação foi favorável aos saneadores. Eu, como delegado de turma ao conselho científico nunca apresentei a proposta de saneamento pois entendia isso como uma aberração e uma violência. Meti-a na gaveta e jamais a apresentei.
O professor só soube da sua «expulsão» no final do ano lectivo. Quando lhe entreguei a proposta que deveria ter sido posta à consideração do Conselho Científico.

O prof Daniel Serrão certamente foi vítima da ambição de alguns que pretendiam abocanhar lugares a torto e a direito. O maximalismo cunhalista (de que é exemplo uma célebre entrevista dada a Oriana Fallaci em que defendia a ditadura do proletariado para Portugal) foi péssimo para o desenrolar da democracia. Cunhal, que teve um capital de prestígio inigualável pelo seu passado no ante-25 de Abril, cometeu erros de palmatória no desenrolar do PREC e viu desmoronar-se toda a aura de combatente pela liberdade, pois tentou amordaçar a própria democracia. A unicidade sindical (desejo de ver os trabalhadores sob o controlo de uma única central sindical, susceptível de ser controlada pelo próprio PCP e cerceadora de liberdade sindical em caso de liderança do partido na prossecução de uma ditadura do proletariado) foi um dos cavalos de batalha que levou muita gente a afastar-se de Cunhal e das suas ideias.

Oxalá este livro de Daniel Serrão faça luz sobre uma época que foi controversa e deu azo a acesos combates. Lembro-me que cheguei a ser acusado de direitista pela esquerda e esquerdista por certa direita. Ser independente é bem mais difícil do que seguir uma cartilha estereotipada, abrigado sob a asa partidária. Somos alvejados à esquerda e à direita, mas ganhamos resistência e forjamos carácter nesta luta desigual.

Novo Provedor de Justiça

Aqui está um cargo que embora semi-decorativo precisa de alguém com rectidão de carácter e com a isenção minimamente indispensável para dar voz aos cidadãos que se sentem ofendidos e/ou ostracizados pelos poderes.

Era bom que fosse alguém não conotado com os partidos. Já basta de partidocracia em tudo quanto é sítio. Mais parecem comentadores desportivos em que só se vêem «painéis» com representantes de alguns clubes quando deveriam ser pessoas independentes, íntegras, comentadores acima de suspeita. A clubite e a partidarite já metem nojo neste país de clientelismos e de capelinhas sectárias!...é tempo de mudar!

Era bom alguém sem «clube», sem coleira partidária, sem suporte de lojas maçónicas nem «opus Dei», podendo lutar pela defesa dos direitos dos cidadãos sem subterfúgios, sem arcas encoiradas, sem favorecimentos de qualquer espécie.

Sporting vence e convence!

SPORTING c.P. 2 Basileia SL O
Ao intervalo Paulo Bento meteu a mão na consciência e retirou Rochemback colocando no seu lugar o montenegrino Vukcevik, até então «ostracizado». O certo é que a maior dinâmica imprimida foi o dínamo que fomentou a revolta dos verdes e permitiu criar condições para os golos. O primeiro, um pouco fortuito (a meias com um defesa adversário) e o segundo de Derlei (fruto de uma abertura genial de Romagnoli a rasgar a defesa adversa). A equipa suíca desta vez não teve a seu lado a deusa fortuna nem o deus-árbitro (como aconteceu no jogo com o Guimarães) e lá foi carimbada com dois lagartos na pele... Justamente.

A sueca de Campo de Ourique

Era a seara de Abril a florescer. Uma papoila sorria, sorria e a todos entontecia. Estátua grega, feita com mármore de Carrara, era assim Mariema, «a sueca de Campo de Ourique», nos tempos áureos de Abril. Foi assim que a retratei, no bar da messe de oficiais no Paço do Lumiar, onde ela ia de quando em vez tomar um conhaque... na companhia de uma conhecido oficial de Abril.





Estátua grega, tão pura,
À lascívia és poema
Maçã golden, bem madura,
Afrodite-Mariema!


Com hot-pants és um borracho
Qual Melina Merkouri
O ver-te desperta o macho
Latino que mora aqui.


O teu sorriso brilhante
No Parque Mayer fascina
Musa de Abril, flamejante,
Voz do Fado, voz divina...


O Fado tem mais encanto
Na tua voz bem timbrada
Mariema, doce manto
Sangria na madrugada!...

ACTO DE CONTRIÇÃO!


L'État c'est moi! voilà!...









Meter a mão na consciência e analisar os erros é uma virtude. Tantas vezes criticado por mim, já é altura de o incensar também, como os lambebotas que o cultuam. Há que ter a coragem de dar a mão à palmatória e venerar o sol como merece ser venerado!



Sim, porque o sol é um ex-libris da Madeira, uma fonte de receita e quiçá uma fonte de inspiração (para os humoristas profissionais e os amadores...). Rendo-me à evidência e alinho na anti-maledicência!...




Balada ao sol!
Do universo sou centro
Ninguém ouse duvidar
Meu ego é um sol cá dentro
Sol quente, sempre a brilhar!!!
A Verdade irradiando
Este meu verbo inflamado
Qual farol iluminando
Um povo narcotizado.
Meu fulgor intemporal
É universal braseiro
Venerado em Portugal
Ícone... no mundo inteiro!!!
Deus sou, um deus-sol magnífico
Tolerante e protector
Do Atlântico ao Pacífico
Dos pólos... ao Equador!!!

A chaga continua...

Em Espanha foram detidas 121 pessoas por ligações à pornografia infantil. Uma operação gigante detectou situações de autêntico escândalo. A internet pode ser um veículo de promoção do ser humano mas também factor de degradação. Espanha ficou chocada com a magnitude desta problemática que já é um escândalo de dimensão nacional.

quarta-feira, outubro 01, 2008

LISBOA, MULHER DA VIDA!...



Lisboa, o passado e o presente de olhos postos no futuro!...

Lisboa, colo de garça

Amêndoa-amora, doçura,

Teu sorriso bem disfarça

Essas noites de loucura.

A vida flui como o Tejo

Nos braços da madrugada

Na volúpia do desejo

És amante apaixonada.

S. António te perdoa

Essa paixão desmedida

Lisboa, minha Lisboa,

Lisboa, mulher da vida...

Mergulha já no futuro

Não no Tejo, poluído...

O sucesso eu te auguro

Serás sempre um bom partido!

Mas não serves pra casar

Lisboa, tu sabes bem,

Conjugar o verbo amar

No plural!... como convém!...

Tu és minha, tu és nossa,

Já foste de toda a gente

S. António talvez possa

Ser teu!... platonicamente!

Rendida ao amor, sabemos

Tu és como vela acesa!...

A teus pés todos vivemos

Lisboa... nossa Princesa!...


AMEAÇAS DE MORTE!

Por causa deste blogue já fui vítima de uma ameaça de morte. Tinha feito queixa de um indivíduo que me andava a acusar de insultar a mulher (no seu blogue ou por e-mail, nunca soube o que ele queria dizer na sua lamechice permanente...). Apresentei queixa-crime na Procuradoria Geral da República. Pedi a intervenção da PJ. Acontece que só foi accionada a GNR. Esta ouviu o tal indivíduo e o Sr Delegado do Ministério Público notificou-me para me constituír como assistente pois os indícios de que estaria a ser alvo do crime de ofensas e de injúrias eram suficientes. O tal sujeito certamente não apresentou provas das graves acusações que me fazia. Presumo até que eram auto-vitimização, convicção partilhada por alguns frequentadores do Forum JN.
Depois de falar com o meu advogado, entendemos não avançar para a acção dada a possibilidade de poder acarretar imensas despesas e a pouco conduzir, dada a não intervenção da PJ.


Agora, constato que fui alvo de uma ameaça outra vez. Não sei a que se reportará pois o «corajoso» não foi muito explícito...


Verifico também que em Lisboa há ameaças de morte sobre a pessoa que denunciou o caso das casas cedidas pela câmara a alguns confrades. Até a sua filha de tenra idade está sob ameaças de morte...

A Comissão Nacional de Protecção de Dados alega que não tem prazo para se pronunciar sobre a divulgação dos contemplados... E , será que o caso é tão grave, os contemplados serão tão importantes, que estarão a pôr tudo em polvorosa!? Será que a transparência, mais uma vez, vai vergar-se ao politicamente correcto? Será que temos outra vez Salazar a mandar silenciar os ballets rose de agora?! Morra Salazar!!! Não faz falta à Nação!!!

Era bom que a verdade viesse ao de cima pois os factos são suficientemente graves para não caírem no olvido... O País precisa de transparência: no governo, no poder local, na administração dos bancos, nos hospitais, nas seguradoras, nas escolas... Já estamos fartos do «Império da opacidade»! Estamos como no tempo da «outra senhora!» Basta de fascização e de ocultação da verdade sob o manto diáfano das cumplicidades e dos compadrios! Basta de nepotismos corruptos!

Espinafres contra grelinhos!...


Arsenal 4 F. C. do Porto 0
Eu sempre disse que ganhar era como lavar os dentes. Eu não trouxe a minha escova, eles tinham um arsenal delas!...
Se aquele remate à barra de Rodriguez tivesse entrado talvez outro galo cantasse agora. O Porto entrou bem, confiante, agressivo e sem complexos. Contudo, algumas imprecisões nos passes e mau posicionamento de alguns jogadores deram azo a certa desorientação. Fernando não foi o tampão eficaz, o bétonneur que costumava ser a época passada o Assunção, daí certo menor índice de rentabilidade dos centrais. Nos flancos também houve permissividade a mais.
Talvez fizesse falta ali a experiêmncia de um Pedro Emanuel fazendo avançar Bruno Alves para trinco.
Águas passadas não movem moinhos. Cá, poderá dar-se o resultado contrário. Mas há que reconhecer mérito, muito mérito, a este Arsenal que se resguardou para «abrir o livro» contra o F. C. do Porto. Honra lhe seja feita.

Mordaças e... "casotas" municpais é o que há mais!...


Sou jornalista, deram-me o açaime depois de me ofertarem a casota municipal a renda bonificada... é a lei da sobrevivência!...
Jornalistas com mordaça
Em Lisboa, é o que há mais...
Do poder uns cães de caça
Guardando certos jornais!...
Notícias «más» ocultando
Se aos donos forem «hostis»
Sempre, sempre censurando
Rafeiros sem «pedigrees»...
A troco de uma «casota»
Com renda bonificada
Controlam, fazem batota,
Usam coleira apertada...
Mordem, se preciso for
Quem o «dono» lhes mandar
Vis canídeos sem pudor
Com pulgas até fartar!...

FALTA DE PUDOR, EU?!



Eu é que sou a despudorada, a sem-vergonha? E eles, os políticos que para aí andam a gamar, a desflorar a ingenuidade da gente simples e ingénua?!
Cada vez mais se assiste a situações que atingem as raias da desfaçatez, da ignomínia, do escândalo, nos domínios do poder local e até da gestão da coisa pública, lato sensu...
Dir-se-á que as caixas de Pândora se abrem e deixam exalar um odor mal-cheiroso que danifica as pituitárias mais sensíveis. É um fartar vilanagem. Alguns políticos (há que destrinçar o trigo do joio...) mais parecem meretrizes, exigindo comissões e contrapartidas várias para os seus despachos. E são «despachados» no pedir, são ousados na exigência, são afoitos na arte de mendigar remunerações para as suas decisões políticas. Veja-se o blogue nortadas - post História da Vida Real!
Às vezes usam estratagemas para se furtarem à mendicância directa (v.g. "não é para mim, é para o partido, para a associação A, para o jornal B, para a defesa do «ambiente»...) captando fundos que depois lhes serão remetidos por interpostas entidades. Preciso é diluír responsabilidades, fazendo engrossar o caudal dos ingénuos úteis que servirão de bodes expiatórios em caso de alguma falha...
Temos aí testemunhos imperecíveis de um Paulo Morais (que foi marginalizado cobardemente pelas estruturas de um partido que se diz defensor da lei e da honra, mas que, nalguns locais, fede a cleptocracia podre!), de um Horácio Costa (de Felgueiras) ou de um Ricardo Bexiga (Gondomar) que pagou caro a ousadia de ser honesto, preservar o cumprimento da legalidade e não pactuar com caciquismos bolorentos. Estes homens, honra lhes seja feita, são marginalizados por uma comunicação social abjecta e vendida, que passa a vida a incensar velhacos e "coronéis" com sabor a personagens de Fellini ou de Jorge Amado. Lá vão abocanhando as sinecuras e as mordomias, quais migalhas que os barões deixam caír da sua farta mesa, onde vão deglutindo o ágape orçamental com a volúpia de um Nero ou com a gula descomunal de um Bokassa apalermado, mas chicoesperto q.b....