rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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segunda-feira, junho 23, 2008

O pesadelo e... a cura!


Sandra, a estrela de Hollywood, curou-me completamente. Vou seguir os seus sábios conselhos...


Aconteceu, e foi algo de inexplicável. Nós, os militares que estivemos no ultramar, temos ou podemos ter a chamada psicose de guerra. É algo de devastador. Cria mecanismos psíquicos terríveis. Tudo começou quando utilizei uma máquina de cortar silvas; daquelas com disco e com motor. Ao fim de alguns dias comecei a ter pesadelos. Via-me de metralhadora empunhada e capaz de matar quem aparecesse pela frente. Era um Rambo completamente enlouquecido.
Fui consultar um psiquiatra. Este, experiente na matéria, já com provas dadas neste domínio específico, além de medicação apropriada, deu-me algumas dicas para ultrapassar a crise.
Remédio santo. Deixei de ter pesadelos e passei a ter sonhos cor-de-rosa... A cura foi milagrosa...

Num desses sonhos apareceu-me a artista cinematográfica Sandra Bullock numa ilha deserta. Foramos parar lá depois de um naufrágio. Não, não fora o Titanic. Tinha sido algo mais surrealista.
Ela caíra de um paquete de luxo, estando em férias, quando se debruçara imprudentemente...
Eu saltara de pára-quedas depois de um avião ter sido abatido. Sem fósforos, sem alimentos, sem nenhum suporte logístico. Apareceu-me ela, sozinha, completamente esfarrapada, carente.
Ela tinha fósforos, tinha um refúgio, tinha uma rede para pescar. Foi o meu anjo da guarda. Perguntou-me de onde vinha. «Sei lá, estava na guerra e fui abatido», respondi-lhe de chofre.
«Sabes nadar?!» perguntou-me com ar ansioso.

«Desde os sete anos», respondi com entusiasmo. «Então anda-me acompanhar!» pegando-me na mão, apontou o mar, de um azul tão cálido, de um turqueza tão ameno, que fazia crescer água na boca...



(Continua)

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