rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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sexta-feira, junho 27, 2008

«MUGABE» foi morto, esquartejado!!!


A boca da gibóia...

Sandra era especialista em dar nomes aos animais. Primeiro foi o Elvis, aquela catatua tão ternurenta. Depois, o casal de papagaios: Carla Bruni e Sarkozy...
Agora, ao ver pela primeira vez aquela gibóia monstruosa, não se conteve que não a catalogasse: «É Mugabe!»
E assim ficou. Os preparativos foram longos. A estratégia de captura bem delineada. O destino da criatura também.
Vamos por partes. A gibóia era uma ameaça para a nossa tranquilidade. Começou a rondar a cabana que criámos, empoleirada nas árvores, para evitar os predadores, e era uma questão de «mata-mata»: ou ela ou nós!
Fizemos uma armadilha (arapuca brasileira) e pensámos no isco a utilizar para a captura de «Mugabe». Depois colocámos o isco num buraco enorme, num plano inferior, tendo no cimo um pedregulho enorme.
A estratégia era a seguinte: era preciso segurar bem este monstro e esmagar-lhe a cabeça, para depois o esquartejar e aproveitar a saborosa carne.
Foi apanhada uma extravagante galinha do mato, muito barulhenta e com penas luminosas.
Colocámo-la bem presa de modo a chamar a atenção do réptil, num buraco longo e cheio de pedras. À volta desse buraco foi colocado um laço de lianas para aprisionar a gibóia caso falhasse o lançamento da pedra sobre a sua cabeça e para evitar males maiores. Depois foi só esperar...
Assim aconteceu. Nós os dois (eu e Sandra), colocámo-nos num piso superior, nos ramos de uma enorme árvore à espera que a gibóia fosse morder o isco. Ela não se fez rogada. Apareceu toda lampeira, com ar guloso, pronta a devorar a galinha do mato. Quando a cabeça enorme entrou no buraco, onde estava a galinha presa, puxámos a ponta do laço e prendemos-lhe o pescoço. A gibóia, surpreendida, estrebuchou, abriu as goelas enormes e soltou um silvo abafado que nos fez estremecer. Então soltámos o enorme pedregulho que lhe fez esmagar a cabeça, esvaindo-se em sangue, muito vermelho e pegajoso. Tinha sido coroada de êxito a nossa caçada.
Depois foi só retirar-lhe a pele e as vísceras. Aproveitámos a carne muito suculenta. Salgámo-la e colocámos tudo num ponto elevado e próximo da nossa cabana para podermos vigiar os predadores...
Enfim, era uma vez «Mugabe»... Tinha terminado este pequeno pesadelo...

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