rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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terça-feira, julho 24, 2007

"AUTO-FLAGELAÇÃO" OU MORALIZAÇÃO?!




Para uns é "auto-flagelação"
o que para outros é moralização...
Seja o leitor o juiz!
Ele aí está! quer o poder... e tem cliques a defender, custe o que custar!
Aquilo que foi apontado como um exemplo de coragem na moralização da vida pública do País, é agora apontado como "auto-flagelação" num evidente piscar de olhos aos visados por essa manobra saneadora (no sentido de "tornar mais sã"...) em devido tempo adoptada.
Uma "imagem de marca"! Um sério "aviso à navegação"! Um prelúdio sintomático!...
O elogio do "ourives"(?) feito uns dias antes foi o "empurrão", o "motor de arranque" ideal para o início da "corrida"...
Mas qual moralização qual quê, a vida política caminha no melhor dos mundos, o que se passa por trás da cortina ninguém vê, e os poucos que se atrevem a dizer a verdade levam logo com o "cassetete", têm algum "jagunço" à perna (nos jornais, nos blogues, nas instâncias judiciais...); os caudilhos de meia-tijela estão preparados para tudo, jogam em todos os tabuleiros, têm "informadores" e "caceteiros" em cada esquina... Parece ter ressuscitado a PIDE/DGS de triste memória...
A política do imediatismo, do "faça-se agora e pague-se para as calendas", é o que está a dar...
Que importa o fardo que se deixa para o futuro? Que importa o hipotecar das novas gerações?
Quem vier atrás que feche a porta...
Quanto a "corrupção" é uma farsa inventada por ressabiados e invejosos. "Apitos dourados" são apenas invencionices baratas e sem pés para andar. Este país está repleto de "invejosos" , de gente com "dor de cotovelo", de "maledicentes", de "capciosos"...
Enfim a cassete é conhecida e aplicada urbi et orbi. Parece uma ladainha estereotipada para consumo interno desta corja de nefelifatas que pairam acima das nuvens de poeira que desencadeiam à sua passagem. É como o polvo: camuflagem em todo o terreno!
Têm fidelidades caninas que se afirmam "de alma e coração", "com todas as fibras do seu ser", capazes das maiores safadezas para lamberem feridas, e, em simultâneo, lançarem punhaladas cobardes sobre os que ousarem enfrentar a "corja"...
Coitado do partido que se deixar abocanhar por mentalidades imbuídas de um regionalismo parolo que serve apenas de capa ao arrivismo, ao "alpinismo" sem escrúpulos, sem peias morais, sem ditames prudenciais. Fins justificam todos os meios. Adulteração de regras e aviltamento de valores tudo isso sob um denominador comum: é preciso ganhar! ganhar!...
O escrúpulo foi banido, por obsoleto. A moralização foi lançada à valeta por não ser propícia ao êxito fácil. O pudor foi "excomungado" por estar subjugado a princípios de rectidão, por ser aliado da verticalidade, por ser amigo da verdade!
Os "compagnons de route" é vê-los, também eles, só cobiça no olhar, ambição a rodos, quais fanáticos "salteadores da arca perdida", cada qual o mais obcecado, cada qual o mais sôfrego, cada qual o mais fiel escudeiro, o mais Sancho, o mais Pança!...

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