segunda-feira, setembro 15, 2008

Madonna... o show quase total!



És o meu menino de ouro, hei-de levar-te ao céu!!!...

Tudo perfeito menos a apoteose final tão aguardada. A homenagem a Cristiano Ronaldo! Ela tanto treinou a voz, tanto se aprimorou na coreografia e... depois... a proibição...
Foi uma cabala!!! Seria o Manchester United?! Ou a ciumenta namorada italiana?!
Seja como for a tal cereja em cima do bolo não surgiu. Madonna, a diva do rock, a cantar em português. A solo, e depois em dueto com o próprio Cristiano!!!
Para que conste, aqui fica o que foi ensaiado com tanto carinho, com tanta devoção e... depois foi para deitar fora!
Ele merecia tudo isto e muito mais! A sua dedicação, o seu amor ao desporto, a sua paixão desmedida pelo futebol, mereciam esta apoteose que foi negada! A História há-de julgar os culpados por esta privação!

Aqui fica, para a posteridade, o ensaio geral...
Madonna a solo...
Este menino é d'oiro
Hei-de levá-lo ao céu
Ronaldo, és um tesoiro
Na cama... és doce pitéu!
Nas ondas do teu cabelo
Quem me dera mergulhar
Tua amante 'inda hei-de sê-lo
Nos teus braços repousar!
Ronaldo és um diamante
Ainda por lapidar
E quando eu for tua amante
Teu fulgor ...vai triplicar!
Em Portugal és o rei
Eu serei tua coroa...
P'ra ti sempre serei
A tua fiel leoa...
O amor não tem idade
Nem sequer religião
É o mel da liberdade
É sopro do coração!
Meu leaozinho ao sol
Vem cá, e canta comigo,
Produto do luso-escol
Vem cá... e chamo-te... um figo!
Menino d'oiro bendito
Uma odisseia em verso...
Tu vais ser , eu acredito,
O maior do universo!
Em dueto com Cristiano:
Nós somos um hino à Vida
E temos tão bom astral
Lisboa, terra querida
Ninho de amor: Portugal!
És estrela refulgente
Violino no telhado
Um futuro sorridente
Pelo mundo idolatrado!
Temos o mundo na mão
Só magia, lés a lés!
Portugal no coração
Inglaterra... a nossos pés!
Caminhemos lado a lado
Os corações palpitando
E o mundo, em nós concentrado
Connosco... sempre cantando!
......
......
E o mundo, em nós concentrado
Connosco sempre cantando!!!
NOTA FINAL: Foi pena o encerramento não ter sido feito desta forma. Seria inolvidável! Lisboa jamais esqueceria este dueto. Mas há mais marés que marinheiros...

O que diz o patrão da lancha...

R.de B. __ O que acha da espécie humana?
P. da L. __ Tem os dias contados. Ou se cuida ou desaparece.
RB__ Não será pessimismo?
PL__ Realismo, meu caro. Infalível só o papa. Eu sou humano, logo erro. Mas se tenha dúvidas sobre alguma coisa sobre esta tenho poucas. Há tanta desumanidade que o homem está a transformar-se em besta...
RB__ Que acha deste governo? Contribui para a desumanização?
PL__ Tenho o dever de reserva. Direi apenas isto: não é o inferno nem o céu, digamos que é o limbo...
RB__Então não existe?
PL__?!
RB__O papa decretou a extinção do limbo...
PL__ Não acredito! ainda não li o jornal hoje...
RB__ Já foi há tempos...
PL__Eu devia estar de férias... mas o papa estará dentro do prazo de validade?
RB__Consta que não há limites para ele... é uma excepção à regra geral dentro da espécie humana...
PL__ Errare humanum est!
RB__ Quantos anos dá para a liquidação total da espécie humana?!
PL__Depende: a ameaça nuclear paira no horizonte como uma espada de Dâmocles. Mas há outras também relevantes: as doenças pandémicas, os belicismos patológicos, a cegueira diplomática...
RB__Aceita a teoria criacionista ou a evolucionista?
PL__Esse tema ainda não me foi apresentado para despacho. Quando aparecer, então pronunciar-me-ei. Se tiver dúvidas, enviarei para o TC para aquilatar da sua constitucionalidade!...

Furacão a caminho da Madeira! alerta vermelho!

Muito obrigado, rouxinol! Vou já vestir o fato espacial e embarcar na nave SKY ONE! O ciclone de que falas é mesmo de alto risco!
A meteorologia sempre fez parte do vasto rol dos meus amplos conhecimentos científicos. Os ventos, as nuvens, as correntes, as descargas magnéticas, as auroras boreais, tudo foi estudado por mim a pente fino na minha prolongada escolaridade. Cumulonimbos, altoestratos, estratocúmulos, cirros, nimbos e toda a gama de nebulosidades fazem parte do meu arquivo cultural. As frentes frias, os anticiclones, os tsunamis (ou maremotos) são também preocupações permanentes. Estudei as placas tectónicas até à exaustão. O anel de fogo do Pacífico, o triângulo das Bermudas (e sequelas magnéticas adjacentes...) e toda uma parafernália de instrumentos capazes de me guiarem neste cosmos cada vez mais perigoso e inóspito. Preparei-me até para saír do planeta e pilotar uma nave estilo Arca de Noé. Na NASA sou conhecido pelo Magalhães (pseudónimo que usei para melhor entrar, se soubessem que era o rouxinol ,seria logo classificado persona non grata...). Enfim, agora, ao fim de analisar vários instrumentos (sismógrafos, cartas barométricas, higrómetros, linhas isobáricas, etc, etc...) cheguei a uma conclusão: está prestes a eclodir um ciclone de alta periculosidade. Segundo os meus cálculos fará incidir os maiores danos na Madeira. Daí o alerta vermelho que quero dar aos meus amigos madeirenses, sobretudo aos da Quinta Vigia, da rua do surdo, e a todos os que labutam e se empenham na defesa de valores ecológicos e ambientais.
Nome? Sim, já tem nome. Parece que se chama «carlos teixeira»!
Em homenagem ao cientista que no Observatório Meteorológico de Gondomar fez carreira e se guindou a plano de relevância mundial. Parece que haverá um tremor de terra, grau 8 na escala de Ritcher...

domingo, setembro 14, 2008

Por amor de Deus!...

Bento XVI em França: «Não há contradição entre a Razão e a Fé!»
Meu caro e reverendíssimo servo da vinha do Senhor, como é possível esconder a realidade de forma tão imprudente? Claro que há contradição. As verdades da Fé entram em contradição frequente com as da Razão e são fonte de conflitos, de belicismos até.
A História, essa mestra da vida, ensina-nos a olhar de frente as coisas e a não meter a cabeça no limbo do obscurantismo. Galilei Galilei foi vítima dessa contradição. A Inquisição, o monstruoso Santo Ofício com as suas criminosas intervenções (até o padre António Vieira foi vítima...) foi uma prova dessa contradição.
Nos tempos modernos temos essa incrível proibição do uso do preservativo quando ele não só devia ser tolerado mas até aconselhado. Milhares de mortos estão sendo vítimas desse obsoleto conceito de fé que não remove montanhas mas lança no abismo os crentes crédulos e tementes. A sida propaga-se a velocidade incrível! Perante o lavar de mãos, à Pôncio Pilatos, de Bento XVI e sua Cúria.
Santo Deus, tende piedade desta Igreja que segue os caminhos de um dogmatismo senil, sem ter em conta os malefícios que provoca. Vede a postura de João Paulo II dizendo que o inferno não era um lugar objectivo, mas sim um estado de ausência total de Deus! Agora, o seu imediato sucessor, alicerçado na mesma Fé, vem dizer precisamente o contrário: que há inferno algures no universo! O limbo, que existiu durante milhares de anos, deixou de existir por um decreto seu! Que irracionalidades meu Deus! Oh sacrossanta Fé que sofres tantos tratos de polé!!!
Sou o mais humilde dos servos de Deus. Convivo com os mais humildes, vivo de forma humilde, mas tenho o privilégio de ter sido tocado pelo Espírito Santo e Ele faz com que eu assuma o risco da coragem nos momentos mais críticos, quando todos se acobardam e ficam de rastos perante os abusos. Fi-lo em plena guerra colonial invocando a convenção de Genebra e verberando o modus actuandi de alguns militares bárbaros e mentecaptos. Denunciei alguns abusos e até massacres ocorridos em Moçambique.Sofri pesadas conseqências por isso. Fi-lo aquando do 11 de Março , essa tentativa de mergulhar Portugal num banho de sangue e que teve no então embaixador americano (Frank Carlluci) um dos cérebros da intentonba radical. Fi-lo perante os abusos do poder local, fi-lo perante os atropelos aos direitos do homem na Rússia e na Polónia.Defendi os timorenses perante as bárbaras atrocidades cometidas pelos indonésios mas condenei também as próprias violências dos timorenses para com os portugueses.
O papa não pode negar o óbvio. Não basta pedir desculpa (muito a posteriori) pelos danos causados. É preciso actuar na hora e reconhecer os erros. Os casos de pedofilia de Boston não teriam ido tão longe se tivesse havido frontalidade, transparência, coragem na assunção das responsabilidades logo de início.
A Igreja anda a reboque da realidade. Há bispos a desautorizar o papa na questão do preservativo. Quão ridículo isto é para a credibilidade da Igreja. Já o poeta Horácio na antiguidade falava na importância do preservativo para evitar doenças sexualmente transmissíveis! Faziam-se preservativos com intestinos de animais... e o azeite era usado como lubrificante!...
A Razão e a Fé entram em conflito e provocam danos colaterais de repercussões gravíssimas. Há guerras e conflitos desnecessários. Há perseguições, arbítrios sem conta por causa da Fé. Nos muçulmanos a situação é bem mais grave, reconheça-se.
Bento XVI me perdoe a frontalidade, a sinceridade, mas sinto que seria cobardia não referir isto. Seria ficar acomodado ao ouvir esta frase tão pouco verdadeira e tão recheada de segundas intenções.
Rezo a Deus, meu bom papa, para que lhe abra as persianas da alma e derrame sobre si o sol da racionalidade, o sol da eloquência, o sol da lucidez. A bem da humanidade. Que bem precisa disso, com urgência.
Amén.

Entrevista com Sarah Palin




Ela quis honrar este blogue. Já é uma personalidade de pendor universal. Assim, feitas as perguntas ela respondeu com o rigor e a sinceridade devidas. Sarah Palin, no vórtex do furacão mediático defende-se e contra-ataca:
__Sou pela vida e pelo bem. Era incapaz de mandar matar o meu neto só para evitar o escândalo da gravidez precoce. A minha filha sai à mãe: tem coragem de assumir as suas opções!
__Mas o pecado não vos preocupa?!
_Olha rouxinol, eu tenho respeito pelos catecismos e sou crente, mas tudo tem a sua relativização. Prefiro ver a minha filha grávida, do que vê-la aos beijos a outra rapariga. Gostei de ler o teu blogue no que à minha família diz respeito, nós somos (e para utilizar a tua pitoresca linguagem) «pão com chouriço» e não «pão com pão»!
__Mas admite que haja quem prefira outra opção?
__Admitir, tenho que admitir, mas não quero nem aceito a legalização de casamentos contra-natura! Como vocês portugueses dizem: «pão-pão, queijo- queijo!»
__Falemos da guerra no Iraque. Imagine que o seu filho morre na guerra. Não sentirá culpa por poder estar a usá-lo como propaganda de um conflito? Quiçá como arma eleitoral?
_Não, longe disso. Se Deus quiser que morra eu ficarei muito triste, mas muito orgulhosa dele. Ser mártir da pátria é um orgulho. Espero que nunca tal aconteça mas não serei cobarde, aceitarei de bom grado o que Deus quiser. O meu filho é igual aos outros, é parte deste povo americano que foi ultrajado, vilipendiado com o ataque de 11 de Setembro. Não quero que tal situação se repita. Irei para a luta se preciso for para evitar cenas como aquela que envergonham a humanidade.
__Seria mau para o povo americano se um negro fosse presidente?
__Não sou racista e respeito Barack Obama como cidadão e homem. Mas não é a cor da pele que está em causa. Ele é muito jovem, não tem preparação...
__E você acha-se preparada para a vice-presidência? Aquele excesso de voluntarismo em que numa recente entrevista admite com facilidade uma guerra com a Rússia não será um sinal de imaturidade?
_Tu rouxinol, que és o autor do livro «Portugal no coração», que eu apreciei muito ao lê-lo pois está cheio de poesia, apesar de ser prosa, compreenderás que quem tem a América no coração não poderá deixar os outros rirem-se de nós. A Rússia se exorbitar, se mostrar demasiado os dentes, vai levar. Vocês têm aquele socialista que diz: «Quem se mete com o PS leva!» eu, usando o mesmo estado de espírito direi: «Quem se mete com a América, leva!»
Comentários para quê?
Esta mulher, com este afã, com esta garra, com este ar de fêmea-pátria a defender os filhotes-concidadãos, vai dar outra dinâmica à campanha americana. Ai se a Dra Manuela Ferreira Leite tivesse esta garra, esta idiossincrasia, este coração, ganharia tudo o que lhe aparecesse pela frente... Assim...

sábado, setembro 13, 2008

Eu tive um sonho!...


Este sonho aconteceu de facto. Ia eu a caminhar na Praça do Almada, na Póvoa, e, de repente, ouço um «pssst!...pssst!...» que me chamou a atenção... olhei e nada vi. Voltei a olhar e nada!
Entrementes, quando dou conta, já está a meu lado o Eça de Queiroz, vestido com o trajo da época, muito ladino e desempoeirado!
__Mas... como é possível! __ balbuciei meio atarantado pelo insólito da situação.
__Ouve lá rouxinol, quero falar contigo!
Fiquei petrificado! uma estátua a deslocar-se na minha direcção? !!! Dei uma beliscadura na mão e parei meio entontecido. O caso não era para menos... Eça prosseguiu, com a voz pausada, dando um jeito ao bigode, aperaltando a sobrecasaca, completamente transfigurado!
__Ouve lá, andas a invocar o meu nome no teu blogue. Pões na boca do Dr Macedo Vieira afirmações pouco abonatórias para a minha pessoa. Tenho que me defender.Quero elogiar o autarca da Póvoa, tão amesquinhado por alguns danados blogueiros...
__Mas... meu caro... sou todo ouvidos. Terei muito gosto em pôr lá os seus veros sentimentos.
_Então toma nota. Macedo Vieira é um homem de esquerda sim senhor, nunca foi de direita. Ele aprecia-me e sabe que eu sei que ele chegou a estar pré-indigitado para candidato a presidente pelo PS...
__Pelo PS?!
__Sim senhor. Como cooperante das Edições Linear (aquela que em Vila do Conde controlava o Jornal de Vila do Conde e a Rádio Linear) e sendo amigo do Dr Fernando Gomes, não pode ser surpresa para ninguém tal facto. Só que as pressões para se candidatar pelo PSD foram muitas e ele cedeu.
_Então roeu a corda ao PS?
__Não será bem assim pois ele ainda não tinha dado o «sim definitivo»... fora apenas uma abordagem... Mas é um homem direito, muito amigo de praticar futebol, gosta muito de desporto e é lógico que o poder o entusiasme. Vai concorrer de novo e não terá dificuldades em ganhar...
__Mas, como tendes tanta certeza?
__Eu conheço bem este povo da Póvoa, é pouco propenso a mudanças. Se o padre Manel Vaz tivesse continuado e se concorresse agora pelo PS, ganharia de novo...
__Não duvido. Vossa Excelência está noutro estado, vive noutra atmosfera. Quem sou eu para vos contestar? Mas, dizei-me lá, não achais que há uma certa prepotência nesta câmara? Não haverá certo desleixo em relação ao meio ambiente?
__Tens razão, rouxinol. Há de facto alguma pouca atenção pela transparência e pelo ambiente. Ele como médico disse que ia salvar a Póvoa (segundo ele condenada pelo seu antecessor...) mas não teve pejo em lhe arrancar os «pulmões» ali na Av Mouzinho. Mas reconheço que a obra final não está má de todo.
__A poluição no mar, agora no verão, não lhe repugna?
_Estou um pouco afastado do mar como sabes. Mas os ecos chegam cá. Há tempos, um bêbado passava por aqui e desatou a urinar em cima desta peanha. E cantarolava assim: «Póvoa do Mar, Póvoa do Mar /// Oh império dos poluidores/// Se no mar andam a cagar///Vou pôr no Eça alguns fedores!...» Assim, desta forma cretina, fui mijado e insultado por um poveiro de gema. Fiquei a saber que o mar estava também a ser insultado...
__O meio ambiente está uma miséria. As águas andam todas conspurcadas. No verão a coisa atinge tal nível que incomoda. Isto causa doenças, maus cheiros, dá má publicidade à terra...
__Bem sei que o povo ainda não está preparado para dar valor a essas coisas. Dão um garrafão de vinho e uns rojões e vão todos votar no Macedo Vieira. É uma espécie de doping!...
__E achais bem o doping, digno Eça? Achais bem que se corrompa a juventude com drogas? Viste aquela vergonha do ciclismo a pôr em xeque a Póvoa inteira!!!
_Claro que não. Mas o doping já vem de tempos imemoriais. Ainda recordo o tempo em que no Varzim o pai do Macedo Vieira dava 50 contos de reis a quem marcasse o primeiro golo ao Porto ou ao Benfica e logo surgiam golos em catadupa. Já era doping a funcionar!...
__No seu tempo também havia muito? Qual era o seu?
__No meu tempo era o rapé. Mas eu tinha gostos mais sofisticados. Para mim era uma fêmea com os seios bem contornados, uma Conchita espanhola com muito salero e capaz de enlouquecer qualquer portuguesito. Como eu invejo o Cristiano Ronaldo... ai se fosse no meu tempo...
De repente apareceu ao fundo o Macedo Vieira, tinha um ar ensonado, de quem tinha dormido mal a noite. Foi o primeiro a chegar à câmara naquele dia. Eça comentou:
__ Ao chegar à câmara a primeira coisa que vai fazer é abrir o computador e ler os blogues: o ca-70, o boticário de Província, o sextante poveiro, o povoaoffline, eu sei lá que mais... coitado é uma obsessão doentia. Ainda vai dar cabo dele...

O povo não ri! O tempo não é de ananases!...

NOTA PRÉVIA:
O diálogo que se segue é ficção pura. Nada tem a ver com a realidade.
__Zé, admiro esta Póvoa cada vez mais!
__E pode continuar a fazê-lo, pois é terra de gente boa e hospitaleira.
_Gosto muito de um vosso conterrâneo!...
__Não, o Eça de Queiroz, o grande romancista poveiro...
__Também já gostei. Agora acho-o um pouco agressivo demais. Era um maledicente, dizia mal da Igreja, dos políticos, até me sinto incomodado com algumas sátiras. Sinto lá bem dentro de mim, que se vivesse naquela época talvez tivesse que o meter em tribunal!
__Oh! meu caro Zé, você tem que ter mais poder de encaixe! Já leu o Boticário hoje??
Eu fartei-me de rir! O homem é levado da breca! Gosto de gente assim, franca, com ódios de estimação! O Eça havia de gostar dele! Então aquela frase do Eça é genial!
__Qual?!
__Aquela em que ele diz: «Os políticos são como as fraldas. Devem mudar-se com frequência. E por motivos idênticos!»
Ambos riram com exuberância e com gosto. Macedo Vieira tossicou ligeiramente e exclamou:
__Tenho que me render ao humor. Este Boticário é o maior! Vou lá qualquer dia comprar uns rebuçados de bom-humor (sinto que ando a precisar...) a ver se o homem passa para as minhas hostes!... o dinheiro compra tudo!...

A Vergonha morreu. Ficou a irmã...




Os sinos dobram por ela
Morreu à fome, coitada,
Não deixou de ser donzela
Morreu, ninguém deu por nada.
Sua irmã anda p'raí
Aparece nos jornais
Não, não chora, só sorri,
E sorri cada vez mais...
A Vergonha lá morreu
Tão pura, tão virginal,
Por causa da irmã sofreu,
A megera sem igual...
A Sem-Vergonha, ridente
Mui venal e trapaceira
Da câmara presidente
Anda aí toda brejeira!
E não dá ponto sem nó
Sem servir, se vai servindo,
Só mantida a pão de ló
Da Justiça rindo, rindo!...

sexta-feira, setembro 12, 2008

O Brasil dá o exemplo...

Primeiro vieram as telenovelas. Nós copiámos. Depois a gatunagem mais sofisticada: carjacking, arrastão, tráfico de mulheres, etc.

Agora as campanhas autárquicas revestem o ar de arenas sanguinárias em que os traficantes mandam em tudo!

Esperem e verão. Como as coisas vão indo, vamos imaginando...

O ingénuo padre Vieira e os «branqueadores»...

CONTO MODERNO
Era um transmontano típico: forte, entroncado, apreciador de bom vinho e de bom presunto. O padre Vieira (nome fictício) tinha uma grande devoção pelos santos. Fazia livrinhos a torto e a direito. Cumulava-os de virtudes até raiar o inverosímil. Tinha a devoção e o afã de uma formiga laboriosa a captar cereal para a celeiro, nessa tarefa de acarretar virtudes. Com a sua voz frágil, a parecer voz de donzela, muito serviçal e venerador, ele captava facilmente a simpatia geral.

Fazia frequentes viagens à Terra Santa e era angariador, hábil angariador de clientes, para agências de viagens. Era frequente vê-lo e ouvi-lo na homilia a publicitar mais uma viagem.

Era muito amigo dos Epaminondas (nome fictício), comerciantes na Venezuela. Tecia-lhes as maiores virtudes. Já fora à Venezuela bastas vezes e dizia maravilhas. A família Epaminondas era muito devota. Mas também muito generosa. Ofertara um órgão, um sino, paramentos novos, arranjara a sacristia, contribuira para o salão, enfim, uns mecenas na vera acepção do termo.

O padre Vieira não era parco em elogios, quer no púlpito, quer no boletim paroquial. E carregava na dose da bajulação até atingir o limiar do lambebotismo!
Naquela aldeia transmontana tudo corria às mil maravilhas até que...
A bomba rebentou. Pedro Epaminondas fora «agasalhado» pela PJ. Foram detectadas numas latas que ostentavam o rótudo de pêssegos em calda, grandes quantidades de cocaína. Enfim, algumas latas traziam pêssegos de facto, mas a grande maioria não, era apenas cocaína. Vinham da Colômbia e passavam pela Venezuela com destino a Portugal.
A excessiva generosidade dos Epaminondas dera o alerta. Algo não batia certo. Um pequeno mini-mercado em Caracas não podia ser a fonte geradora de uma fortuna colossal...

O padre Vieira, quase lacrimejante, mal queria acreditar. Fez como S. Tomé. Foi à PJ para ver a realidade concreta. Lá, disseram-lhe que os BMW's e grande parte da fortuna eram fruto do tráfico de droga. E lá estavam as latas de pêssego cheias de coca a testemunhar a «pessegada»...
Parecia-lhe impossível. Gente tão religiosa, tão devota...

__Já ouviu falar em «branqueadores«?__ perguntou ao padre Vieira um agente da PJ.
__É aquilo que usa a Fátima Lopes, da SIC , para que os dentes brilhem ainda mais? __ soltou, ingénuo e meio aparvalhado, o simplório padre Vieira.
__Não, nada disso. Estou a falar em sentido metafórico...

E lá foi explicando que os traficantes usam certas fachadas para branquear a sua actvidade delituosa: uns usam a Igreja, outros o futebol, outros a política, enfim, há quem use tudo para ter mais impacto...

O padre Vieira ficou abismado! foi como se tivesse perdido a «virgindade»... Os Epaminondas, tão bons, tão crentes no Senhor, tão católicos de comunhão e de primeiro lugar nas filas da frente, na missa... Como era possível?!

Contudo, agora olhava com outros olhos a vida. E o próprio presidente da Câmara, Dr Boanerges (nome fictício) lhe parecia estranho. A sua permanente disponibilidade para com as coisas do culto, as procissões, as festas, contrastava flagrantemente com a sua antipatia para com ela (Igreja) antes de ser presidente. Nem casar pela Igreja quis, sempre se declarara comunista ferrenho nos tempos estudantis, sempre olhara com maus olhos aquilo que ele então designava por «padralhada» e afins... Essa excessiva disponibilidade cheirava-lhe a «branqueamento». Sim, ele talvez quisesse com essa colagem excessiva, limpar a imagem beliscada pelos escândalos financeiros que iam sendo divulgados
em segredo, aqui e ali, nos cafés, nos blogues, nas tertúlias...

Enfim, o padre Vieira amadureceu e ganhou outra visão: mais prudente, mais profunda, mais sã. Ganhou outra dimensão, sem dúvidas.

Ao perder a tal virgindade, ele ganhou alforria, emancipou-se, tornou-se mais eloquente nas homilias, abandonou aquele estilo sabujo e alienado e ficou mais bem aceite por todos. Até a voz, outrora fina e efeminada, se tornou mais vigorosa. Aquilo dos branqueadores não lhe saía da cabeça!...

O Papagaio e a cartomante...




De plumagem flamejante
Sou vaidoso e mediático
Sou papagaio pujante
Airoso e policromático.
Nos astros futuro vi,
Um futuro bem ridente
Serei luso-Sarkozy
De Portugal presidente!
O meu ego genial
De pavão extrovertido
Dar-me-á o pedestal
De Belém, eu não duvido.
Dos laranjas serei rei
Nutro a indiscreta ambição
O tapete tirarei
À líder de ocasião...
Ela não tem o perfil
O rasgo, nem a sageza,
Pra conduzir o redil,
Falta-lhe a minha esperteza.
Em 2009 irei
Convocar outro congresso
A todos esmagarei
Sei como ganhar, não esqueço!
Espingardas vou contando
De norte a sul, sem parar,
Sempre sempre conspirando
Prá velhinha derrubar!...
Já tem os dias contados
Vai lançar toalha ao chão
Tenho mais de mil machados
Pra talhar o seu caixão.
Ao poder serei guindado
Por acólitos fiéis
Jamais serei apeado
Ao meu charme vergareis...

O diagnóstico do psicanalista!



Ele tinha um sonho. Mas não era um sonho normal. Cavalgava na sua quinta e, de repente, o cavalo punha-se a relinchar, relinchar, acabando por projectá-lo ao solo!...

De imediato queria montá-lo mas era impossível. O cavalo estava morto!

Repetia-se este sonho todas as noites de há uns tempos a esta parte.

O psicanalista, atento e perspicaz, deixou-o falar, falar, até à exaustão. Rematou de chofre com o diagnóstico:

__Olhe, já sei. Você é presidente de câmara, não é?!
__Sim, de facto sou. Porquê?!
__Olhe, o cavalo que você monta é o cavalo do poder. Já está farto dos seus abusos ao montá-lo. Enfim, acha que já fez disparates e promessas sem cumprir, em demasia. Fartou-se de si!...

__MAS?!!!

__Sim, sim, vai perder o mandato, não tarda. Já consultei outros com sonho idêntico. É da praxe!... Recorda-se do Ferreira Torres? Esse mesmo... teve sonho igual!...

Intrigado, o presidente fez uma última pergunta:

__Mas por que é que o cavalo morre?

__Morre de riso!!!

quinta-feira, setembro 11, 2008

MÁRTIR DA PÁTRIA!!!

Perseguido e maltratado
Por justiça justiceira
Deveras injustiçado
Não saio desta trincheira.


País terceiromundista
Vil caterva de invejosos
A lei é tão populista
Hostil a ricos-famosos!


Empresário de sucesso
Acredito na verdade;
Fui metido num processo
Onde impera a falsidade.


Tudo falso, eu vos juro,
Tudo cheio de malícia
A verdade aqui procuro
Com a ajuda da polícia.


E se a encontrar, um dia,
Talvez regresse, com gosto,
Não me mata a nostalgia
Vivo alegre e bem disposto.


Regressar?! Tão cedo, não.
A vida tem mais encanto
Em Londres, belo rincão,
A vida é bela, é um espanto.


Mártir da pátria eu sou.
O dinheiro compra tudo.
Saír daqui eu não vou
Mudar?! Jamais! eu não mudo!

Perseguições e atentados ao pudor!...

Em Marrocos, o nosso vizinho a sul, a violação sistemática aos direitos humanos é flagrante. Veja o Le monde diplomatique e pense quão melhor é estar a viver em Portugal apesar dos pequenos fundamentalistas que nos aparecem de quando em vez.

Uma rapariga exposta nua numa esquadra de polícia, perante a generalidade dos detidos!
Marrocos, um paraíso aqui tão pertinho! quem levanta uma palha para defesa dos direitos humanos? Ninguém! Em Portugal há censura? Parece... às vezes!

E AGORA?!


Fátima Felgueiras ainda não foi condenada mas a coisa está preta!
A participação económica em negócios e algum comportamento considerado lesivo do erário público poderão levá-la a pena de prisão (o MP pede mais de quatro anos). Mesmo condenada poderá recorrer.
Contudo a gravidade do seu comportamento parece inquestionável.
Que dizer agora do comportamento do senhor bisbo do Porto (não o actual , D. Manuel Clemente...) que veio a terreiro (JN) defender a sua «dama» assegurando que eram apenas «vícios processuais»(sic!)? Manobra intimidatória sobre a justiça e pouco dignificante para um alto dignitário da I.C.
Na altura fiz uma exposição a João Paulo II em que verberava este gesto, pouco ético, nada prudente e susceptível de pôr em causa a própria Igreja.
Dizia eu que «em Portugal a Igreja foi vítima de certo anticlericalismo na I República por causa do seu passado sempre cheio de cumplicidades com a corrupção reinante nos tempos da última fase da monarquia. Saiba Vossa Eminência que um bispo não é um cidadão qualquer. Um jornal (com a dimensão de um Jornal de Notícias) não é uma sacristia. Se ele não sabe o que se passa não se deve pronunciar pois ao fazê-lo poderá (se ela for condenada...) pôr em xeque a imagem da Igreja. Que dirão os paroquianos se houver condenação?»
Agora, face ao iminente desfecho eu interrogo-me novamente: «Que dirão os paroquianos sobre a posição do seu bispo? Será que este comportamento não irá criar certa animosidade?»
Era bom que a IC não metesse a foice em seara alheia. Não é salutar ver padres em comissões de apoio eleitoral a autarcas, nem ouvi-los arengar ladainhas laudatórias em comícios.
Pedi então a João Paulo II que fosse criada uma Pastoral eleitoral, para que vinculasse todo o clero. Era mais justo, frisava eu, a Igreja concorrer a eleições ou até criar um partido político , do que estar a fazer política por interpostas entidades, por vezes mais sujas que pau de galinheiro...
A Igreja criou um canal de televisão. Socorreu-se de tantas boas vontades, tantas dádivas, e depois fez o que fez! Vendeu a capitais privados aquilo que deveria ter um fim exclusivamente religioso ou estar sob a sua égide.
Agora fazer política dando apoio expresso a autarcas e a governantes não fica bem. Tem direito a fazer opções, mas assim não.
Há muitas Fátimas Felgueiras por aí. O conceito de «saco azul» é muito lato: pode configurar um jornal, um clube, uma associação...
O que fez Jardim na Madeira com o Jonral da Madeira tem algo de nebuloso que poderá ser enquadrado num contexto de delapidação de recursos públicos (ainda que sob o falacioso pretexto da publicidade: ao regime, ao arquipélago, ao presidente-dador?) com intuitos de colheita de dividendos eleitorais...
Há muitas Fátimas Felgueiras por esse país fora. Só falta que os Horácios se encham de coragem e ponham a boca no trombone. Mas eles estão bem presos e as mordomias são muitas...

CACIQUISMO DE SOTAINA... ANDA POR AÍ!

As vezes vou à missa fora da minha paróquia. Funerais, missas de sétimo dia, missas dominicais.
Há tempos ouvi uma homilia tão paupérrima, tão paupérrima que me deixou perplexo!

Aqueles que são do tempo da outra senhora lembram-se da artificial conotação de política com tudo o que fosse critica.

Se se dizia mal dos transportes, era política; se se verberava o conteúdo dos noticiários era política; se se dissesse mal do professor que maltratava os alunos era política!...

Agora caminha-se para o mesmo. O padre na sua homilia desancava forte e feio nos que criticavam a corrupção camarária. Ele, aparentemente ao lado da câmara, aparecia como o juiz sensato e sabedor a aconselhar o não criticismo: pois era tudo política baixa, politiquice!... O presidente era bom, os que criticavam alguns actos menos lícitos eram os maus!...

O seu lambebotismo, a sua vergonhosa genuflexão ao poder instalado, o seu despudor de frenético yesman não era política, era simplesmente GRATIDÃO! Bajular não era política! Criticar, era política baixa, mesquinha, politiquice!

Por mais corrupto que fosse o executivo isso não lhe importava, o que interessava é que escorresse com algum para a paróquia. Ainda se fosse uma questão ideológica (por exemplo o aborto...) ainda se compreenderia, agora o apoio extasiado só por receber uns donativos (do erário público, frise-se em abono da verdade...) é hilariante!

«Todos fazem», «todos têm sacos azuis», alegava ele com a sua douta sabedoria como que a justificar as malfeitorias, os atentades à transparência, os abusos de poder, as extorsões à custa de hábil drible ao ordenamento jurídico!

Há tempos uma jornalista muito impoluta, muito in, comentava sobre o «apito dourado»: é vulgar, está quase institucionalizado, há o dourado, o esverdeado, o avermelhado, o azulado...
Enfim, rematava com satisfação pacóvia: há que aceitar o óbvio!...
Cruzar os braços, aceitar a pandemia incurável, não há remédio!...

Criou-se um clima de impunidade total. As figuras que deveriam ser o último reduto da honra e da verdade (padres, jornalistas, professores, v.b.) são os maiores apoiantes desta apagada e vil corruptocracia. Tal como dantes, ou pior ainda!


O fascismo, travestido de partidocracia, está ai outra vez. Veja o filme nalgum cinema perto de si.

quarta-feira, setembro 10, 2008

MENEZES O ESPALHA-BRASAS...


Os partidos são como as pessoas: têm crises de crescimento, de identidade, de personalidade.
O PSD atravessa uma amálgama de crises que é difícil definir. Menezes, com o seu permanente botabaixismo, não é exemplo de respeito pelas hierarquias, pela militância, pela sobriedade.
Vimos como se portou com Marques Mendes. Depois, ao assumir a liderança, queixou-se de «terror», alguém catalogou esse sentimento de «robespierreano»! Enfim, ele que foi o terror-mor em relação a Marques Mendes a queixar-se dos ventos que semeou.
Sempre vi Menezes como um arrivista demasiado ambicioso para as capacidades intrínsecas. Mas sempre em bicos de pés graças a uma comunicação social servil e vergada. Veja-se o comportamento do aparentemente insuspeito M. Crespo, na SIC Notícias: que de sabujismo, que de mendicância, que de subserviência! Parece incrível o seu curvar, o seu acrítico interpelar!!! Só sorrisos melífluos...
No lote dos «papagaios», ele agora está isolado. Veja-se a postura mais digna dos outros compagnos de route perante a sua desmedida ambição, o seu desesperante querer retomar as rédeas (que perdeu por motu próprio, vítima do seu próprio arrivismo maximalista...).
Agora está mais isolado mas continua a autodefinir-se como o MESSIAS, o D. SEBASTIÃO que há-de surgir no meio do nevoeiro regenerador para assumir a liderança da nau social-democrata.
Como observador externo (não tenho nem quero ter protagonismo político pois só assim terei moral para poder criticar sem me lançarem o labéu de estar a lutar por algo...) acho muito pouco dignificante este comportamento de Menezes. Já o foi quando quis ser o líder da Câmara do Porto, mesmo sabendo que iria apunhalar Rui Rio (talvez acicatado pelo seu «padrinho» de sempre, então muito enxofrado com RR...), mesmo conhecendo os problemas que iria criar ao partido.
Foi muito mau o seu sentimento de quase euforia ao ver que a câmara de Lisboa iria mudar de mãos (para o PS como era previsível...), apontando a dedo o «responsável»: Marques Mendes! Apenas a «síndrome do abutre » a funcionar...
Será essa mesma doença que continua a fazer mover o moinho do seu pouco ético messianismo de pacotilha?!
A Dra Manuela Ferreira Leite é o que é. Nunca será uma demagoga de elite (estilo Jardim...), nunca será a galvanização, a grandiloquência oratória, o paroxismo inebriante. Não. Apenas será
uma professora digna, com conhecimentos profundos sobre economia. Tiradas humorísticas, boutades hilariantes, linguagem amesquinhante, não será com ela. Será que este povo está preparado para a compreender? Ou preferirá o estilo rococó e semi-histriónico de algum populista encartado?!
Este é o grande dilema do PSD e de todos os partidos: serem a oferta adequada para a procura popular!
Tantas vezes é o marketing quem mais ordena!

terça-feira, setembro 09, 2008

A TASCA DA CAROLINA

A TASCA DA CAROLINA
(CONTO)


A tasca da Carolina era famosa. Ali, o pica-no-chão feito na hora tinha um sabor divinal. Amélia tinha umas mãos da fada para a culinária. O frango assado parecia leitão da Mealhada. E a cabidela era um sonho...

O local era tosco, deselegante até. No entanto o ambiente era simpático, acolhedor. Os pescadores vinham jogar às cartas para ali. Às vezes a coisa azedava. Mas o Armando, com a sua proverbial bonomia, o seu ar bonacheirão, lá conseguia serenar os ânimos. Ele e a Amélia eram unha e carne. Adeptos ferrenhos do Varzim apesar de morarem em Vila do Conde.


Os poveiros, talvez por isso, gostavam de frequentar o local. Marroquinos e Polacos entendiam-se às mil maravilhas sobretudo na sueca. Se o vinho toldava os ânimos era sol de pouca dura...

__Em Vila do Conde há trinta freguesias, só isso faz com que seja superior à Póvoa__ exclamava o Zé das Medalhas, um antigo futebolista que tinha nas pernas as marcas (medalhas...) da sua impetuosidade nos campos de futebol.

__Nós, lá na Póvoa __replicava o ti Manel Sapo __temos a maior ETAR do mundo. É tão grande, tão grande que nem a vista a alcança!...

Referia-se a uma ETAR virtual que nunca chegou a ser construída apesar de lá ter sido colocada uma placa a indicar a intenção... ficara-se só pela intenção... Era a famosa ETAR de Aguçadoura, ETAR só de nome pois nunca existiu de facto, por isso a vista nunca a alcançaria... Era pura miragem feita pelos detentores do poder. O gato a fingir de lebre!

A conversa ia ganhando tons de bairrismo doentio, foros de certa animosidade; aí intervinha , de foram cordata e pacificadora, o Armando. Punha, na hora certa , um pouco de água na fervura:
__Marroquinos e Polacos são iguais perante Deus. Em Marrocos Deus chama-se Alá mas não é diferente do Deus Polaco. Somos todos irmãos. Eu pessoalmente gosto mais da Polónia apesar de ser marroquino!...

Intrigado e/ou ofendido o Zé das Medalhas, não gostou e não se conteve que não exclamasse:
__Armando, tu és um traidor! Por que defendes tu a Polónia?!!!

__É bem simples__retrucou Armando__ é que na Polónia pode-se beber à vontade enquanto que em Marrocos quem beber álcool arrisca-se a levar umas vergastadas na praça pública, é crime grave!

Todos sorriram e acharam piada . O ambiente amainou como era hábito após a intervenção apaziguadora do Armando. Contudo a toada argumentativa com sabor genuinamente bairrista ia subindo de tom, qual panela a ferver...

__O presidente dos polacos é um homem providencial! __ argumentava em defesa da sua «dama», ti Manel Sapo. __consta que já caminhou sobre o mar!

__Não acredito!__ atalhou Zé das Medalhas com ar sorridente__ Dizem que o próprio Jesus Cristo o fez mas foi sobre o mar Morto, estando gelado, portanto caminhou sobre uma camada de gelo e sal, daí o alegado milagre. O mar da Póvoa não tem essas características, logo, não acredito nisso!

__Não, não disse que foi no mar da Póvoa! __esclareceu Ti Manel Sapo__ ele caminha e muito bem é sobre o «Mar de Beiriz!"

O mar enrola na areia... ouçam lá o que ele diz!...

O saudoso Dr José Sá já partiu há muito mas a sua mensagem a sua paixão pela terra essa ficou indelevelmente gravada através das suas músicas, dos seus poemas. As terras são como as pessoas, sentem e sofrem quando são maltratadas.

Imagino que ele, Dr José Sá, sorriria com gosto ao ler esta abordagem ao «Mar enrola na areia»...
Que Deus lhe dê o eterno descanso. Nós não descansaremos enquanto não virmos melhor aplicados os dinheiros públicos!

O MAR ENROLA NA AREIA...



Na rocha batendo o mar
Quem se amola é o mexilhão
Há que os braços não cruzar
É forte a ... rebentação!


O mar enrola na areia
Promete sempre enrolar...
O povo é que já odeia
Promessas só ... pra enrolar...


No mar da promiscuidade
Não navegam caravelas
Bem pior, é na verdade
Navegarem salmonelas...


Gastam rios de dinheiro
Em coisas fúteis, banais,
A saúde está primeiro
Não se pode esperar mais!


Há que despoluír mares
Sanear o ambiente
Há que construír ETAR's
Não há nada mais urgente!


TANTA MENTIRA ESPRAIADA
NUM MAR DE PROMESSAS MIL
ANDA A GENTE AMARGURADA
SÓ QUER VER CUMPRIR ABRIL!!!

segunda-feira, setembro 08, 2008

HERÓIS DO AR!



Ao contemplarmos as perfomances magníficas dos pilotos, com boas máquinas, bem afinadas, com treino muito intenso, somos levados a esquecer os nossos «Heróis do Ar», gente com garra e perícia capaz de ombrear com os melhores do mundo. Às vezes com aviões velhos, obsoletos, muitos heróis do ar fizeram das tripas coração e conseguiram maravilhas no ar.


Aviões como T6, Hurricane, Fiat G41, Dornier, Junker, tão antiquados e sem grandes capacidades, quando pilotados pelos nossos «pilotaços» fizeram maravilhas. Muitos deram a vida pela pátria ao leme destas passarolas voadoras, tantas vezes heróis esquecidos, tantas vezes ignorados pelas novas gerações.


Há gente que é capaz de memorizar listas telefónicas, mas nada sabe sobre estes heróis que foram além do dever dando aquilo que tinham de mais precioso: a própria vida.


Quero testemunhar a minha gratidão a alguns destes autênticos artistas do céu, destes gloriosos guerreiros que deram tudo o que de melhor tinham . Nomes como Álvaro Gamboa, Castelo, Honório, Mónica, Gato, Jordão, Bahía, Ramalho, Brogueira, Orvalho, Freire, Valente, Noronha,Brazão, Telhada, Santos, Catalão, Pignatelli (com a sua tequilla e as botas inconfundíveis...), Mexia, Burnay, Patrício, dentre milhares de heróis anónimos, foram capazes de dar vida a máquinas voadoras obsoletas, sem alma, até ao ponto de perderem a vida (alguns...).


Aos nosos heróis do ar, tantas vezes ignorados, a minha homenagem e o meu preito de gratidão pelo que fizeram pela Pátria. Oxalá ela (Pátria) saiba dignificá-los como merecem.
HERÓIS DO AR
Heróis do ar, gente boa
Capaz de grande heroísmo
O temor nunca abalroa
Seu afã, seu romantismo.
Gente que não vai morrer,
No tempo perdurará
A Pátria não irá esquecer
A Nação os honrará.
Lá nos céus de Portugal
Bem mais rijo do que o aço
Um nobre memorial
Entroniza o «pilotaço».
Em Tancos ou em Aveiro
Em Sintra ou Monte Real
«Pilotaço» é um guerreiro
Que dá honra a Portugal.
Heróis do ar, nos curvamos,
Num preito de gratidão
A todos vos proclamamos
Expoentes da Nação.

sexta-feira, setembro 05, 2008

D. PRUDÊNCIA E O PAPAGAIO...

Eu sou o papagaio-menezes. Nortista, basista, ferrarista e até populista... às vezes!
Dizem que são espécie a proteger. Sou zoófila cem por cento, mas precisam de um açaime... às vezes...
O silêncio sepulcral
Não se vai eternizar
Incomoda Portugal
Por isso o irei quebrar...
Será pecado a abstinência?!
PSD não é bordel...
E a verbal incontinência
De alguns tigres de papel?!
Falar demais é tolice
De menos também será
Incontinência é burrice
O povo é que julgará.
A prudência é uma virtude
Dos sábios a conselheira
Papagaio é amiúde
Simples atracção de feira.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Rouxinol, esse Frei Tomás!

Ó Rouxinol não me venhas falar de isenção! Tu passas a vida a atacar gente séria e honesta: Jardim, Valentim, Vale e Azevedo, Ferreira Torres e tantos outros... Tem mas é vergonha na cara!

Isenta sou eu! totalmente isenta... de roupagens e de artificialismos...

Sectarismo campeia nos media...

Eu já fui vítima da minha isenção. Rui Gomes da Silva com o seu sectarismo já me cobriu de glória. Lembram-se da TVI onde eu comentava? Talvez tenha começado aí a queda do governo...

A comunicação social está infestada de gente sem isenção e cheia de espírito sectário. Alguns, é tão notória a sua clubite ou partidarite, que tresanda. Depois é todo um amontoado de paineis para isto e para aquilo. É um país de paineleiros!...

Nos comentários sobre o futebol cada vez se assanha mais esse espírito sectário. Quem for isento e sensato não tem lugar. Talvez seja até ostracizado.

António Vitorino e Marcelo Rebelo de Sousa apesar de serem conotados com o PS e o PSD respectivamente conseguem dar um certo ar de imparcialidade. Mas não muito reconheça-se. Mas há muito piores. Um conhecido escritor-jornalista de Lisboa quando fala no seu FCP não esconde a sua clubite exacerbada a ponto de deixar de ser um rio com flores e mais parecer um rio triste.

Nos paineis sobre futebol a coisa é do piorio. Do Benfica, do Porto e do Sporting

(até parece que os restantes clubes não existem...) então a doença é altamente gravosa. Há tempos no JN, nas vésperas da decisão sobre o Apito Dourado, um conhecido jornalista de TV botava faladura de forma dir-se-ia pressionante em relação à própria justiça. Talvez tenha surtido o efeito contrário, tal era o frenesim sectário...

Enfim, na política, o sectarismo é doentio. Quando chegam as eleições piora. Lembro-me de uma cena caricata em que um padre-político ao virar a casaca do CDS para o PSD arranjou uma muleta inusitada: o prório Deus!

Clamava ele na sua arenga farisaica: «quem muda Deus ajuda!»

Eu interrogava-me: será que quem mudar do CDS para o PSD, Deus vai agradecer? E se aproveitar a oportunidade e mudar para o PS ou PCP não agradecerá mais ainda?

Ridículo, ridículo. Só aceitável para mentes mentecaptas, só para débeis mentais, para muitos pobres de espírito. Mas o certo é que a cassete teve sucesso! E ainda há quem a use qual prato rançoso e bolorento... Em terra de cegos...

O sectarismo religioso misturado com o sectarismo político, que cocktail!!!

Era altura de os órgãos de comunicação social fazerem uma introspecção curativa. Os sectários deviam ser subalternizados e os mais isentos, mais lúcidos, mais clarividentes, deveriam ser colocados em lugares de direcção. Quando se promove o sectarismo está-se a despromover o jornalismo autêntico. Está-se a rebaixar a comunicação social. Há tantos casos por aí. Quanto mais débeis em termos culturais, quando mais subservientes , mais alçapremados a pedestais dourados são. Eu procuro não ir por aí...

Honi soit qui mal y pense!

O Fado dos Palin...

A família Palin tem um ar feliz. Se a filha é capaz de fazer feliz alguém no Alasca por que é que a mãe não há-de dar felicidade aos americanos?

Dar a voz aos humilhados e ofendidos é o lema deste blogue. Se aqui se defendeu Manuela Ferreira Leite por causa da sua prolongada «abstinência» verbal, pelos mesmos motivos agora dá-se a voz a esta que é acusada de «falta de abstinência»...



Ó puritanismo tolo
De gente destrambelhada
Baliza, feita pró golo...
Há delírio na bancada!...



Há que assumir plenamente
As opções de cada qual
Cada fruto dá... semente
Germinar... é natural!



A abstinência é uma virtude
Dizem, há quem acredite.
Gravidez prova saúde
Nunca falta de apetite!...


Na América a hipocrisia
É sentimento postiço
«Pão-com-pão» eu não comia
Prefiro «pão-com-chouriço»!!!


GOD SAVE AMERICA!!!

Nota Final: Quem disse a frase:« Crescei e multiplicai-vos!»
Não, não fui eu! Será que era um apelo à abstinência?!

Puritanismos farisaicos!

Este país foi inundado por um tsunami de farisaísmo! Será que algum político pulou a cerca? Não, nada disso.

Lá, na pudibunda América, uma jovem de dezassete anos decidiu contra puritanismos canhestros assumir o nascimento de uma criança que o amor fez desabrochar nalguma noite de mais calor, nalguma madrugada fria que apelava ao calor humano e à interpenetração, nalgum dia cinzento em que o sol da liberdade derramou os seus raios redentores sobre um casal apaixonado.

No frio Alaska uma jovem ousou ser mãe solteira, afastando o cenário (talvez mais prudente e mais hipócrita ) de um aborto. A mãe está indigitada para ser vice do candidato republicano à presidencia dos States, e aí é que a porca torce o rabo! O farisaísmo estende os seus tentáculos ao mundo inteiro!

Quando a taxa de natalidade anda pelas ruas da amargura, ainda há quem se preocupe com estas puritanices de meia tigela! Se ela tivesse abortado ninguém saberia, tudo seria mais fácil. Mas a América é hipócrita, dá mais valor a estas cretinices do que aos factos gravossos que ocorrem pelo mundo inteiro. Dá mais ênfase a este fait divers (tal como fez com o fellatio da secretária de Clinton...) do que à ininterrupta tragédia de DARFUR!

Pulhices de mentes hipócritas e recheadas de puritanismos balofos! Deus me livre desta gentalha!

quarta-feira, setembro 03, 2008

Um novo sol no horizonte!

Com a devida vénia ao manelito caracol, sempre atento ao sol...

Do céu eu sou um anjinho
Só candura imaculada
Sou figo, já madurinho
Pela SIC abençoada.
Meus talentos já crescidos
Fascinam os mais atentos
Agora robustecidos
Vão a todos os eventos.
A cantar sou rouxinol
Estrela sempre ascendente
Mas 'inda hei-de ser um sol
Bem brilhante e incandescente.
Tão pura e tão genuína
Comecei a ser ousada
Já deixei de ser menina
Ídolo da criançada.
Se o Ferrari está na moda
Eu sou, mas uso outra pista
E ponho a cabeça à roda
Aos que entram na minha lista!
Já tenho muita rodagem
Sempre com ar juvenil
Só vai à minha garagem
Quem tiver nota viril...
Só entra na minha lista
Quem for de alta rotação
Não mais gente ruralista
E com baixa cotação...
É que eu sou a Floribela
A cantora do momento
Do mundo sou a janela
Peito cheio de talento!...

NO CALOR DA DÚVIDA!

Agora é que tu me fintaste ó Rouxinol! Se fosse no «Calor da Noite» todo o mundo sabe onde é, agora assim...
Paraíso criminal
Dizem alguns que é
Máfias do bem e do mal
Vão resistindo à maré.
Há fortunas colossais
E feitas do pé prá mão
Mordomias por demais
Ser poder, é ser barão.
Influências se traficam
Neste mercado global
Patos bravos pontificam
Mandam no poder venal.
Chamam-lhe democracia
A esta caricatura
De ladrões é confraria
Há confrades com fartura!

terça-feira, setembro 02, 2008

A síndroma dos capões! Ao ataque no PSD!

Há galos que se sentem «capados» ao ver uma mulher em lugar de destaque. Esta inveja tem nome: «síndrome dos capões!»
A síndrome dos capões ataca forte. Dizia há dias um psicanalista conhecido que um certo marialvismo canastrão degenerou em síndrome dos capões lá nas hostes do PSD. Uma galinha no poleiro, a mandar em galos é algo de aberrante para a sua mentalidade machista e retrógrada. É um tique bem português. Ver uma mulher a mandar é um insulto para eles. Não têm mentalidade adulta, não têm um resquício de civilidade nem de galanteria. É o machismo pacóvio a vir ao de cima. Mulher é para a cozinha e para a cama, nunca para governar.
Com a engª Pintassilgo aconteceu algo de similar. O marialvismo lusitano a carpir as suas mágoas. A competência não tem sexo! Se ela tivesse o rosto da Soraia Chaves era vê-los todos derretidos, todos mesuras, a arrastar a asa. Assim, resta-lhes a maledicência, o ataque soez, a calúnia torpe... são tão baixos, mas julgam-se gigantes na petulância, no desaforo, na indignidade.
Quem quiser ser imparcial tem que dar a voz a todos os habitantes deste galinheiro nacional. Há galos que se sentem «capados» pela galinha-mestra. E fartam-se de atroar os ares com os seus lamentos. Ouçam este galináceo tão petulante e de uma angustiante bipolaridade...Mete dó!
Vai caír no precipício
A caravana laranja
A líder é um estropício
Derrotá-la vai ser canja.



Depois lá surgirei eu
Como eterno «Salvador»
Eu não sou um camafeu
Sou Ferrari sedutor.



Na alma tenho sorrisos
Promessas de sol pra todos
Os outros, serão granizos
Eu... sol permanente a rodos.



Na alma tenho euforia
Também «amanhãs que cantam»...
Galo com tanta magia...
Que as galinhas se espantam!...

A CORTINA RASGADA!...


Assim não vale! lá terei que reformular o discurso tão lindo que tinha dado tanto trabalho!
Descobri-o por mero acaso. Umas fotocópias amarrotadas de um amigo meu. Lá estava nuzinho da Silva o famoso discurso. Qual Chão da Lagoa, qual Pontal, aquilo sim, era néctar dos deuses, puro! Que me perdoem mas não resisto à tentação de divulgar alguns nacos da encenação apoteótica!
Ela entrará ao som da música «Maravilhosa Criatura», do tecto cairão pétalas laranja mais parecendo línguas de fogo...
Após uma introdução banal, ela atira-se aos fazedores de ruídos com esta tirada:
«Alguns, por muito ruído que façam poderão sentir que são trovões mas nunca atingirão o nível do relâmpago da clarividência!»
Depois segue-se uma analogia de sabor historicista: «Alguns (que todos conhecem) têm de Narciso o dom, de Brutus a maldição e de Nero a doentia satisfação»...
Fico a meditar a quem se dirigirão aquelas farpas...
Segue-se uma abordagem campestre:
«O reino da política é como uma vinha: uns fazem calma e serenamente a poda e a sulfatação, para que outros, venham fazer a ruidosa festa da vindima!»
Mais à frente: «... a caravana passa e os que fazem ruído à sua volta não é para lhe dar maior segurança, mas move-os apenas o mórbido desejo de a ver caír no desfiladeiro!»
Esta tem um cunho zoológico. «Os tigres de papel são animais enjaulados. Vivem na apertada jaula das suas limitações contemplando horizontes demasiado ambiciosos para as suas capacidades».
Segue-se uma metáfora relacionada com o mar e a pesca.
«Dantes, quando havia nevoeiro ouvia-se a «ronca» para alertar os pescadores face ao perigo iminente; agora aparecem uns «roncadores» julgando-se D. Sebastião no meio do nevoeiro ...»
Enfim, um discurso cheio de metáforas a fazer lembrar um Lucas Pires dos tempos áureos, capaz de arrebatar assistências e levá-las ao rubro.
Lamento esta «espionagem» mas o povo tem o direito à verdade total, à transparência, ao romper definitivo dos nevoeiros...

O Inter encontrou o Rei!

Finalmente a «alegria do Povo» vai para onde merece! Sob a batura experiente e sabedora do «mago Mourinho» o diamante vai ser lapidado e poderá então brilhar em palcos mais mediáticos.
Se corrigir alguns defeitos, deitar cá para fora todo o talento que lhe vai nas entranhas temos homem! que Deus o ajude!

A professia de Bill Gates...


Meu caro Rouxinol convidar-te para a Microsoft era uma perda enorme para Portugal!
O Turismo precisa de alguém com o teu dinamismo, a tua capacidade, o teu engenho e arte!

E assim, com este «pontapé para cima», não entrei na Microsoft...

segunda-feira, setembro 01, 2008

Salazar tem as costas largas...


__ Ai Rouxinol não imaginas como eu era doidinha pelo Marlon Brando e vice-versa. Mas surgiu o Salazar e foi tudo por água abaixo...

__ Será verdade que ele optou pela Maria Schneider no «Ultimo Tango em Paris» por causa do Salazar?
__Não, não, nisso o Salazar não interferiu, garanto. O que sei é que a Maria tinha cá um par de «argumentos» mais convincentes que os meus talentos ainda embrionários...

Oração de Sapiência!


Pensando bem este Rouxinol era capaz de ser um grande candidato a líder do PSD. Ele sabe-a toda, joga em todos os terrenos, tem um remate fulminante, ele é o Cristiano Ronaldo da política.







Não vá tão longe, Dr Jardim, o senhor em tronco nu e em cuecas, é também à sua maneira, um Cristiano Ronaldo da terceira idade!



Temas em foco:


I - Potencialidades intrínsecas da sardinhada como elemento catalizador da consciencialização de massas e barómetro fidedigno para detectar estados de alma em todo o tecido anímico laranja.



II- A poncha como sucedâneo do rapé na sua função vasodilatadora e suas implicações na gerontocracia madeirense, bem como elemento galvanizador por excelência da chamada «máfia boa».