quarta-feira, maio 07, 2008

Em louvor da Senhora... Liberdade!

«Ai rouxinol, é uma honra teres-me escolhido para símbolo de coisa tão pura!»






Ó Liberdade tão pura
Que do seu olhar promana
A boa mesa procura
E também... a boa cama!

O seu olhar nos fulmina
Qual descarga electrizante
Tem pose tão feminina,
E coração palpitante.

Tem a doçura da amora
Aquele olhar lucilante
Através do qual implora
Ternura acariciante.

Senhora Liberdade é
Bandeira ao vento-virtude
Nela acredito com fé
De atingir a plenitude...

Virtuosa criatura
De sorriso virginal
Alma sagrada, tão pura,
Mármore bem glacial!

Tem postura angelical
Faz meditar, faz subir,
Até o mais baixo astral
É um divino elixir!

Qual licor conventual
Tem a pureza do céu
Pode ficar infernal
Se solta o último véu!

É só candura e pudícia,
Se alguém nela vir pecado
É gente que tem malícia
Alguém vil e complexado!

Escultura genial
Em mármore de Carrara;
Animação divinal
Fê-la musa, coisa rara!

No altar da nossa estética
Ocupa lugar cimeiro
Parece visão profética:
Qual Virgem lá no Sameiro!

terça-feira, maio 06, 2008

Em Louvor do Senhor... Bacalhau!

«Eu sou o Rei dos Mares! Todo o mundo me adora!»

Senhor Bacalhau Assado
Eu Te adoro, pois então,
És por mim mais venerado
Que o próprio... São João!
Tu, com alho e com azeite,
Tens de mim todo o louvor,
Fazes o nosso deleite
Tens sabor a céu... Senhor!
Gosto de Te comungar,
Pois sei que me revigoras
É pecado não Te amar
Rei: nas boas e más horas!
Senhor!, Tu sempre serás,
Digno da nossa atenção
Com natas ou... mesmo «à Brás»
Mereces veneração!
E, sempre que vou a Aveiro,
Terra da minha afeição
Bacalhau «à moliceiro»
É digno de adoração!
Amigo Fiel, Senhor!
Símbolo de Portugal
De outro mundo... o Teu sabor
Com perfume... divinal!
Quem não Te amar é ateu!
Ao inferno irá parar
Posso garanti-lo eu,
Divino Filho do Mar!

O Senhor do Bom Repasto!

«Ai rouxinol, não me faças rir! Eu cada vez mais anafado e tu, mirrado, tísico, quase anorético! Que país de contrastes este!»


Ele não se fez rogado. Era uma honra, disse ele, entroncar na galeria de notáveis Senhores que vão passando por esta montra nacional. Assim, aqui vai a entrevista.
R. de B. - Senhor do Bom Repasto, como vai este país?
S. do B. R.- Olha rouxinol isto está mau, sabes. Há cada vez mais precariedade, mais insegurança, mais fome encapotada...
RB- Fome?! Mas, Vós estais com bom aspecto, nada vos falta!..
SBR - Olha amigo, eu sou apenas a excepção a confirmar a regra. Este é um país de aparências, já vem na nossa História tanta coisa...
RB- Como? Será que somos um país de hipocrisias?
SBR- A quem tu o dizes rouxinol. Lembras-te da Deu-la-Deu Martins, aquela que atirou pães aos castelhanos quando estava tudo a morrer de fome dentro da fortaleza? Olha o resultadão que teve: os castelhanos levantaram logo o cerco espantados com tanta fartura...
RB- Mas essa arma continua ainda nos nossos dias?
SBR- Pudera! com a crise que por aí vai só eu podia dar uma imagem de fartura. O mundo fica convencido, ao ver o meu comportamento e a minha imagem, que somos um país de abundância, de satisfação, de alegria contagiante. Tudo tretas meu caro!
RB- Então és uma espécie de «sinal exterior de riqueza»?
SBR- Eu sou aquilo que faz falta: alegria, pão, desafogo económico, fartura...
RB- Vós exibis um largo sorriso e uma boa disposição permanente, então isso é só para impressionar a estranja?
SBR- Com o défice elevado, a economia estagnada, era preciso cativar o investimento estrangeiro: quem melhor do que eu para dar a imagem de um país em desafogo? Marketing, meu caro!
RB- Mas... não compreendo, temos um presidente da República tão magro, tão mirrado, isso não será contraproducente?
SBR - Nada disso rouxinol. Ele é a elegância portuguesa, é o modelo ideal para que a moda olhe para nós com respeito. O português não passa fome: é elegante, sabe alimentar-se, sabe vestir-se... enfim, o marketing elevado ao máximo expoente!

segunda-feira, maio 05, 2008

Porque não te calas?!

Porque não te calas Alberto João?!


«Calar-me, eu?! Eu sou ímpar, uso linguagem limpa, respeitosa, não sou como esses da rua do Surdo ou o padrecas que só andam com gente baixa! Nem o Senhor de Belém, quanto mais o senhor do Bom Conselho!!!»





Há tanto parolo feio
Pensando que é Apolo
Com linguagem sem asseio
E palavrão sempre ao colo!
Tanta gente a precisar
De uma alma conselheira
Só anda a disparatar
Só sabe dizer besteira!
Políticos de sargeta
Sempre de arma no sovaco
Mais jornalistas de treta
Farinha do mesmo saco!
Se não os calais, Senhor,
Nem se pode respirar,
Sentimos tanto fedor
Ninguém pode suportar!
Dai-nos ar puro, Senhor!
Dai-nos atmosfera nova,
Tanto soba ditador
A precisar de... uma sova!
Ó Senhor do Bom Conselho,
O poder não se renova
Já basta de «bode velho»
Precisamos de... alma nova!
Sempre, sempre a insultar,
Já é useiro e vezeiro
Este reles linguajar
Mais parece... um carroceiro!



Nosso Senhor do Bom Sucesso!



«Até eu tenho tanta fé n'Ele! Vai levar a bom sucesso as negociações com a China no que concerne ao Tibete!»
«Tens razão rouxinol. Descobriste o meu segredo, a receita do meu sucesso: conciliar o dever de isenção com o respeito pela família política originária!»

Ó Senhor do Bom Sucesso

Na eurolândia és o Rei

Sê isento, só Te peço,

Transparente como a lei!

Não sejas cana agitada

Por ventos interesseiros,

A gente já está cansada

De populismos porreiros!

O porreirismo é labéu

Do populismo moderno,

Não é caminho pró céu,

É sim, via pró inferno!

Mantém sã equidistância

Sê durão, mas sem dureza,

Partilha bem a abundância

Reparte bem a pobreza!

Sê amante da justiça

Casa-te com a liberdade

Arma de união macissa

Sê euro-fraternidade!

Neste mar encapelado

Nós somos a casca de noz

Que ninguém morra afogado

A concorrência é feroz!


domingo, maio 04, 2008

República das Bananas! Terceiromundismo rasca!


«Queremos saber as diligências feitas até aqui pela PJ. Qual o rumo das investigações.Queremos cobertura mediática. Estamos a ponderar se valerá a pena fazer a reconstituição. O estatuto de arguidos deverá ser-nos retirado».
Se fosse um casal português a exigir isto na Velha Albion seria acusado de obstrução à justiça, falta de respeito para com as autoridades, ingerência em assuntos internos...
Que nos falta para sermos terceiro-mundo? Tal qual como nos tempos do mapa cor-de-rosa estamos a ser ultrajados pela velha aliada através da armada mediática e da artilharia política...
Haja alguém que ponha um pouco de dignidade nisto e nos redima desta humilhação nacional!
MAIS UM ULTIMATUM?!
Menina da Praia da luz
Que morreu por negligência
Tese de rapto não seduz
Há ali muita incongruência!
Risível, tentar ocultar
Esta gritante escandaleira
Há indícios até fartar
Não tapemos o sol co'a peneira!
Sangue no apartamento
Cabelos no carro encontrados
Num já posterior momento
São indícios nunca negados!
Artifícios bem truculentos
De porta-vozes bem treinados,
Patenteiam aos quatro ventos
Que há factos que são deturpados!
Pressão tão mediatizada
De pendor terceiro-mundista
Mostram que há gente interessada
Numa tentação ocultista!
Separação inter-poderes
Político e judicial
Aqui, já não está a haver
O que rebaixa Portugal!
Não humilheis a vossa Grei
Bastou o «mapa-cor-se-rosa»!
A nossa dignidade erguei
Surja a verdade rigorosa!

Ó minha Senhora dos Remédios!!!

«Ai rouxinol, rouxinol,
Eu sou um remédio santo!
Sou a lua sou o sol
Sou do universo... o canto!»
O Teu fado nos cativa
E faz bem ao coração
Medicina preventiva
O remédio sempre à mão.
Prá dor és um lenitivo
Induzes sossego, calma,
É natural sedativo
E calmante para a alma!
Excelsa magia tem
Tua voz, tua postura,
Um fado assim, sabe bem,
Ó Divina Criatura!
No Teu olhar doce, eu vejo,
Um mar de tranquilidade,
É favo de mel-desejo,
Elixir ... da eternidade!
O remédio musical
Precisa da dose certa,
Se for demais, só faz mal!
De menos... nem nos desperta!
Tu, Senhora dos Remédios,
Santíssima, Tu me vales,
Cura-nos dos nossos tédios
Cura-nos dos nossos males...
Em Ti creio, em ti procuro,
A minha libertação,
Tu és o meu sol mais puro
O sol da minha afeição!!!

sábado, maio 03, 2008

Ó meu Senhor de Belém!


«Rouxinol, quero dar-te um ralhete: na Madeira não fui cobarde, limitei-me a defender o interesse nacional e a estabilidade. Quanto a este poema está divinal! O Nobel é pouco para recompensar este contributo brilhante para a recuperação da nossa economia.»
Ó meu Senhor de Belém
Vede como isto está mal,
Vede a tristeza que existe
No rosto de Portugal!
Alguns, nadando em dinheiro,
E uma vida regalada,
Outros, no mar traiçoeiro
Da pobreza envergonhada!
Há quem sugue a teta estatal
E ponha amigos na mama,
O país fica pasmado
Pois só se queixa e ... não gama!
E Vós que dizeis, Senhor?!
O silêncio é conivente!
Calais perante esta dor?
Não apoiais esta gente?!
Tudo sobe sem parar
Pão, arroz... até o gás,
Quando a pílula aumentar
Há que fazer... marcha-atrás!
Taxa de natalidade
Ninguém se admire que estanque,
É tudo... precariedade,
Até no... motor de arranque!
Perdeu-se a vitalidade
A impotência é geral,
E até a mocidade
Tem disfunção... genital!
Vai-se perdendo auto-estima
Tudo triste, cabisbaixo!
Miséria, na mó de cima,
Dinheiro, na mó de baixo!
Senhor, isto há que mudar!
Urge salvar Porugal
Ao povo há que receitar
«Viagra» salarial!

Incrível caso de «doping»!!!


«É verdade! Confirmo que fui apanhado nas malhas! acontece a qualquer um!»
A notícia foi-me revelada por fonte segura que pediu o anonimato. Mas não resisto a revelar já hoje o «escândalo»!
De facto, era estranha a perfomance do avançado portista, melhor marcador da Liga e, tanto mais estranho quanto é certo ele ser um médio adaptado. Mas, no melhor pano cai a «nódoa»! Mas teve sorte! O «produto» dopante ainda não consta das listas do COI. Desta vez «safou-se»!
Já se falava em surdina
O «segredo» era ocultado...
Não, não era a cocaína:
Lisandro andava «dopado»!
Ser o Rei dos marcadores,
Com vantagem tão gritante,
Deu azo a certos «rumores»
Pois a «coisa» ... era intrigante!
Era «doping» de certeza
Estava ali outro Jardel,
A força da Natureza
Muito além do seu papel!
Era urgente investigar!
A PJ foi chamada,
Era preciso apurar
Qual o nome da «pomada»!
Quer de noite quer de dia
A PJ não parou,
Por fim, após longa espia
A verdade... lá saltou!
Apurou-se com rigor,
A verdade sobre o «astro»:
Era o «doping» do amor!
Era a MARTA LEITE CASTRO!!!

sexta-feira, maio 02, 2008

Senhora fátima: Portugal e o mundo se curvam ao Teu esplendor!!!


«Senhora, Te adoramos para todo o sempre!»
«Rouxinol, não sejas assim, nós as mulheres, lá bem no fundo somos tão iguais!»
Fátima, sempre na moda
Vestida de fé ou não;
Tens aura na alta-roda
Onde és alma e coração!
O Teu corpo é um altar
Que todo o mundo venera
Senhora do bem trajar
És um sol de Primavera!
O tempo por Ti não passa
Tens perfil tão sedutor
Senhora, cheia de Graça,
O povo te dá louvor!
Um halo de santidade
Se vislumbra no olhar
Fátima, és na verdade,
De uma Pureza sem par!
Nos Teus olhos Virginais
Há sorrisos cintilando
Nós Te adoramos demais
Tens o mundo... se ajoelhando!
A Teus pés todos se curvam
É tão grande o Teu esplendor
Meus olhos tristes se turvam
Cheios de emoção e... amor!
Altar do mundo? Sim, és!
És figura universal
Áurea, da cabeça aos pés,
Orgulho de Portugal!!!

O Senhor da Verde Esperança!

«Tens razão rouxinol, a prudência é bem precisa. Não haverá aí na forja um apito encarnado, ou até esverdeado?! A brincar, a brincar, vai dizendo coisas muito sérias! Seriedade faz falta no futebol português
Lá das Alturas olhai
As humanas criaturas
A sky one vós pilotais
E os Lagartos são... penduras!
Na Alvaláxia reinais
Os crentes são aos milhões
Alguns, são simples chacais,
Mas crendo serem... leões!
Ó Senhor da Verde Esperança
Sois fonte de Santidade
Procurai dar-nos bonança
Livrai-nos da tempestade!
No Planeta Futebol
Azul, verde e encarnado,
Há muita conversa mole
E muito... «apito dourado»!...
A verdade é tão obscura
Não se vê a transparência
Enquanto ela não se apura
Há que falar com prudência!

Mariza, a Senhora da Voz Imaculada



«Rouxinol, tens bom gosto! Esta sim, merece um altar!»



« Esse teu cantar, rouxinol, fere a minha simplicidade!»





Ó Senhora da Voz Imaculada
Te venero de todo o coração;
És a seiva mais pura, abençoada,
Da árvore frondosa da emoção!



Flor de Abril, Flor de Maio, Flor tão bela,
Teu perfume inebria liberdade,
Tulipa cor do sol, linda aguarela,
És a Pátria!, também voz da saudade!



Ó Senhora da Voz Imaculada,
No firmamento brilhas, cintilante,
És do Fado a centelha mais sagrada
A chama ardente, a tocha fulgurante!



A portugalidade é a mensagem
Que a Tua voz tão pura faz vibrar;
Belo poema, cheio de coragem,
Forma de conjugar o verbo amar!

Em louvor do «Gato Fedorento»!!!

«Tens razão rouxinol, eu sou consensual!, sou o maior!»
Neste país é difícil agradar a gregos e a troianos. Conhecem a história do velho, do rapaz e do burro? É-se preso por ter cão e por não ter...
Já aconteceu comigo tantas vezes: criticam-me por criticar, criticam-me por elogiar!
Se critico, dizem logo: «só sabe dizer mal!»; se elogio: «lá está o lambebotas!»
Meu Deus, como fugir a esta maldição? Faça o que fizer, serei criticado!
Contudo há uma figura consensual. Ele é idolatrado por todos nós: é o «Gato Fedorento!»
Elogiá-lo é um imperativo patriótico, tal o contributo por ele dado para a nossa alegria colectiva. Até o ministério da saúde já contabilizou a diminuição de consumo de antidepressivos por causa da sua actuação! ele é medicina preventiva no mais puro estilo!!!
Vê-lo, ouvi-lo e aplaudi-lo vai passar a ser receita médica obrigatória para curar estados depressivos! Tiro-lhe o meu chapéu!
Em sua homenagem, aqui vai:
Do humor és um hilário,
De rir e chorar por mais;
Fazer-nos rir, teu fadário,
Teu humor nunca é demais!
O país já se rendeu
Ao teu perfil singular
Teu carisma no apogeu
Faz-nos rir até fartar!
Portugal sem ti não é
Um jardim à beira-mar...
Mar triste, direi até,
Sem jardim p'ra cultivar...
Tu és a estrela solar
À volta da qual gravita
Um universo sem par
És Deus!, o povo acredita!
«Gato Fedorento», pois,
Todo o Portugal te aclama,
Quando pões nomes aos bois
Toda a Madeira se inFLAMA!!!

quinta-feira, maio 01, 2008

A dimensão humana do dia do trabalhador...

O capital unido tudo tem vampirizado, tudo tem comido...
até quando isto vai ser permitido?
Há que pôr um travão!
O desemprego estende o seu vil manto
Abrigando a miséria envergonhada;
Tanta precariedade, não me espanto,
A nossa economia está parada.
Paraísos fiscais nos vampirizam,
Investimento foi, sumiu, voou,
Empresas a fugir, nos hostilizam
E deixam na pobreza quem ficou.
Depressão, anemia financeira,
O mundo é desconcerto e exploração,
não há trabalho, só há corrupção!
De cima abaixo é tudo escandaleira,
O povo só trabalha a vida inteira
Vida de sacrifício e privação!

Ao Senhor do Bom Dragão!!!


«Em verdade te digo, rouxinol, sou um papa-títulos, papa-campeonatos, papa-glórias, até vou papando alguns, por lorpas, às vezes...»
Leccionais cidadania?!
E civismo, pois então!
Modéstia também, um dia,
Eclético cidadão!
As calúnias Vos perseguem,
Como os vis judeus, outrora,
As torpezas não conseguem
Levar-Vos à cruz, agora!
Boas maneiras não tem
Este país violento;
Ide, meu Senhor, também
Dar lições lá pró convento!
Derramai Paz, meu Senhor,
Vesti trajo de burel;
E levai como assessor
O Bendito ... guarda Abel!

quarta-feira, abril 30, 2008

Ó Senhor da Divina Luz!!!





O milagre que deslumbrou Portugal inteiro!!!

«Nós, os polvos, não gostamos dela. Vai extinguir a nossa espécie!»



«Nós, os patos bravos, odiámo-la. Ela vai extinguir-nos. Usa o «extintor-credibilidade!»

Os animais começaram a falar alto! O país abriu a boca de espanto!

Ouçámo-los:

Polvo: - Ela vem aí, cheia de vontade de nos liquidar. Eu já tinha pago as quotas do PSD e já tinha umas promessas muito tentadoras: empreitadas sem concurso público, obras a mais, estudos e mais estudos...

Pato Bravo: - E eu? Queria obter compensações para o que fiz. Ajudei a pagar aquela multa pesada do partido; prometeram-me uns «esquemas à valentim» e estou a ver que vou ficar a ver navios...

Polvo: - Aquele pateta bateu com a porta sem nos dizer nada e deixou-nos à nora!

Pato Bravo: -Foi um traidor. E agora, qual a solução?

Polvo: - A solução é encostarmo-nos ao Truão!

Pato Bravo: - Pois é. Esse sim, é de confiança total. Esse nunca nos desiludiu. Aquele regime da Palermocracia é bestial! Até parece que estamos em Palermo!!!


terça-feira, abril 29, 2008

Sua Excelência o Truão!

O Truão impõe respeito lá na casota dele. Vai ladrar até ao último dia!...



Síndroma de pitbull
Já lhe devora as entranhas
Rosna, feroz, quer vinganças
Rosna ameaças tamanhas...
Quer mais um osso-poder
P'ra saciar apetites,
Chama até suicidários,
Troveja ruins palpites!!!
O dilúvio será certo
Sem ele, o grão Truão
O mais feroz da alcateia
Palermoide rufião!

Ó Senhor do Bom Remate!


Ó Senhor do Bom Remate todos Te reconhecem excelsas virtualidades, o mundo se submete aos Teus caprichos, os media Te cobrem de gloria, mas...
Não achas um excesso aquela promoção de tanta Senhora de Boas Carnes?!
Só critico o excesso, nada mais. E o que é demais é erro!
Por que não aproveitas a Tua aura mediática para patrocinar outras Senhoras?
Por que não Te transfiguras? Poderias ser o Senhor das Boas Causas!
Como?!
Patrocinavas também a Senhora do Refúgio, a Senhora Mutilada de Guerra, a Senhora do Abraço, a Senhora do Abrigo, a Senhora do Regaço, a Senhora do Ninho!...
A carne é fraca, é efémera, é fruta que se consome e deita fora. É coisa descartável!
Sê mais original! aproveita a Tua aura mediática para fins mais nobres mais ecuménicos, mais altruístas...
Podes patrocinar sempre alguma coelhinha, não fica mal... Mas, ficava-Te bem a transfiguração!

domingo, abril 27, 2008

A passagem de modelos na passarela PSD...

«O país precisa de gente como tu, rouxinol!
Oxalá Portugal fosse uma grande reserva ornitológica!»



Como observador imparcial desta passarela da política, não posso deixar de dar a minha pontuação, neste desfile de alto nível, no PSD.

Fazendo jus aos cursos que frequentei e aos diversos diplomas que obtive, nas áreas mais heterogéneas, dotando-me de um cabedal científico acima da mediania (pase a imodéstia...), passo a elencar as virtualidades e eventuais mais (ou menos) valias dos quatro principais candidatos.

1- Manuela Ferreira Leite-

Sentido de Estado, cultura e background mental fora do comum entre nós. Estofo psíquico alicerçado em certa fleuma, de paciência e perseverança plasmada, uns avantajados côvados acima do vulgar de Lineu...
Tem contactos, arquitectura psicológica para refutar com ironia e sarcasmo os difíceis embates que se vislumbram.
Não, não usa o estilo «descasca pessegueiro» tão característico de Jardim, boçal e malcriado, mas, pelo contrário, utiliza o charme discreto da pedagogia, com uns cubos de gelo-lucidez, umas pitadas de erudição e todo um vasto cocktail encimado pela imprescindível cereja do bom senso...
Tem que se debruçar um pouco sobre o manual de «Psicopatologia dos Partidos», livro que editei, mas encontra-se fora do mercado, pois há uma dose excessiva de loucura que urge diagnosticar, curar e erradicar tão breve quão possível.
Tem que refrescar os seus conhecimentos de psicologia de massas pois é importantíssimo no actual contexto em que o marketing é quem mais ordena.
É relevante ter sempre em mente a chamada «Lei de Gresham» (a tal da moeda boa e da má...), nunca perdendo de vista o mercado das cotações (praticar e comprar boas acções...), enfim, saber apalpar o pulso à opinião pública... Saber destrinçar os interesses dos valores...

Temos «primeiro-ministro» no horizonte, se Sócrates não tratar de ler os manuais que em tempos lhe enviei...

2 - Santana Lopes

Cuidado com os populismos e os excessos de marialvismo. Ser popular não é andar por aí, com mulheres a tiracolo, dizendo lá para os seus botões (e botões alheios):«eu gosto muito destes colinhos, não sou como alguns...», pois tudo o que é excessivo pode assumir contornos de mecanismo de compensação. Ou seja, alguém que não consegue aguentar a presença de uma mulher por muito tempo, faz essas teatralidades para se defender de certas acusações. A psiciologia está farta de apreciar casos destes. O exibicionismo é para ocultar certas insuficiências do foro íntimo...
Olhe, eu estou quase há trinta anos com a mesma e o livro de reclamações está em branco... Nunca saltei a cerca, nunca fui petiscar maçãs ao quintal do vizinho. Quer melhor atestado de
damofilia? Não vejo necessidade de andar para aí a mostrar que elas estão fascinadas por mim!
O porreirismo, o ser da borga, o ter apetência pela moda (ser escravo dela, às vezes...), o pavonear constante pelas futilidades mediáticas cor-de-rosa é uma arma de dois gumes...

Receito-lhe para leitura imediata o livro «Arte de Bem Cavalgar Em toda a Sela» de um conhecido rei português. O seu marialvismo é um pouco rústico e provinciano, precisa de sofisticação e verniz para ter a credibilidade necessária, evitando dessa forma a confusão ( ou osmose...) com o perigoso e truculento cafagestismo!
E muito cuidado: os terrenos da bola andam muito movediços, pode caír nalgum poço sem fundo... quem o avisa amigo é. Eu sei muita coisa... Eles (e elas...) andam por aí numa fúria danada...

3 - Pedro P. Coelho -

Excelente «sub-21» mas ainda muito verde para a selecção nacional A. Boa técnica, voluntarismo q.b., sentido táctico, boa noção estratégica, boa penetração em certas franjas, mas ainda sem aquela frieza que define os veros craques, sem o instinto matador, dentro da grande-área da política.
Enfim, na bolsa de valores uma acção com grande margem de progressão, elevado potencial de crescimento, mas, como todas as tecnológicas, altamente volátil...

Será uma boa lebre de Manuela Ferreira Leite!

4- Patinha Antão

Vai ser penalizado na bolsa de valores por que é demasiado sério, não especula de forma gratuita, sobre ele não circulam muitos «rumores» (que são a base das subidas ...). Moralmente bom, mas o mercado é volátil, não gratifica a boa moral, antes a penaliza...
Com uma maior e mais cuidada exposição mediática seria o vencedor. É um piloto extraordinário mas com o Fiat Uno actual não pode ir longe. Se tivesse um ferrari mediático, altos voos faria pois tem aptidões naturais fora do comum.
Corre o risco de passar sempre ao lado de uma grande carreira.
Leia o «Monte dos Vendavais», pois o PSD é um anticiclone digno de estudo profundo por um bom meteorologista com outras valências analíticas, como é óbvio.

NOTA FINAL: Isto está sujeito a oscilações e não é totalmente fiável havendo uma margem de risco muito grande. Sei que, a condição coeteris paribus, implica que se houver uma alteração abrupta nos parâmetros vigentes (v.g. entrada em cena de uma Cunha Vaz qualquer...) a classificação final dos desfilantes pode ser outra. Mas o actual painel não deverá ser muito diferente deste. No actual contexto, na actual correlação de forças, sublinho.

sexta-feira, abril 25, 2008

Ao Senhor do Cravo Vermelho...

«Pela primeira vez, rouxinol, ouço uma oração digna de me fazer meditar!»




Senhor do Cravo Vermelho, bem sabes que a minha fé não é cega, não é ingénua como a das criancinhas, foste tu que me ensinaste a dúvida, a ser prudente. Por isso, ao aprofundar a minha fé, tenho que Te perguntar:

Ao ver a procissão do Senhor de Abril, alguns com a mão no peito, sempre tão devotos, tão seráficos, tão «ungidos», eu pergunto se não será uma forma de compensarem os seus pecados anti-democracia, anti-verdade, anti-justiça?

Serão os novos «Zelotas», os novos «fariseus» do templo de Abril?

Democratas não praticantes, mas sempre com a palavra «democracia», entre os dentes, serão estes os «eleitos» por Ti, Senhor do Cravo Vermelho?

Senhor, bem sabes que te respeito mas nunca pedi que me «ungisses», é contra os meus princípios, seria como que entrar para uma «máfia dos cravos», com os seus «irmãos» fazendo conclaves para conspiração secreta...

Sou pela transparência, pela frontalidade, não pactuo com as «cunhas»...

Será que ao prometeres milagres mil: o da justiça para todos, o da liberdade de expressão para todos, o da igualdade de oportunidades..., tu fizeste também o «milagre da multiplicação das mordomias, dos tachos, dos favores»?!

Às vezes, ao analisar o comportamento de certos autarcas (não só no continente...), protegendo certos «afilhados», não deixo de me interrogar: será que a União Nacional ainda vigora, mas com roupagens floridas, de cravo ao peito? Será?

Senhor do Cravo Vermelho, perdoa-me a ousadia, mas não vês que certos comportamentos levam à perda da fé?

Quero aprofundar a minha fé, Senhor de Abril. Tu, que admites (quiçá patrocinas?) corrupções mil, será que não vês o mal que afecta Portugal?

Até o Senhor de Boliqueime me deixou desiludido, me fez perder a reduzida fé que eu n'Ele depositava.

Senhores, ajudai-me a preservar a minha fé! Fazei com que eu volte a acreditar!

Afinal, ele era tão feroz...

Dizia-se ainda mais feroz do que o outro, o que era o director do hospital psiquiátrico onde estava internado. E queria destroná-lo. Mas afinal, não era lá muito «feroz»...

Havia um hospital psiquiátrico onde os loucos estavam divididos em famílias, não pela natureza das doenças, mas pelos vestuários. Uns eram os vermelhos, outros os laranjas, outros os rosas, etc. Julgavam que o manicómio era um país, mas de facto não era, era apenas um manicómio rectangular junto à praia.

O louco que geria o manicómio era talvez o menos louco. Intimidava os outros dizendo-se feroz.
Até que um belo dia, a família dos troca-tintas (loucos que tinham vergonha da farda alaranjada a lembrar prisioneiros de Guantánamo, passando a usar farda azul) decidiu afrontar o louco que se intitulava primeiro-ministro mas que era apenas o director do manicómio. Chamavam-lhe o «Falcão Faxista», porque corria mais que os outros todos. Diziam: «ele não corre, ele manda fax...»

De facto o «Falcão Faxista» era um louco inteligente, com sentido de oportunidade, amante das novas tecnologias, enfim um craque na plena acepção da palavra. Há-os em todo o lado, até nos manicómios...

Quem foram procurar para o substituír na direcção do manicómio?

«Touro Vigilante», um que se dizia mais feroz ainda que o «Falcão». Mas era apenas garganta. Reuniram-se todos os loucos da família «troca-tintas» para escolher o líder. À partida ele aceitava. Mas queria correr sozinho, não aceitava que outros se considerassem também suficientemente corajosos para a tarefa. Só ele. Era como o nadador que quer ganhar uma competição sendo só ele na piscina.

Enfim, os outros , que não eram tão loucos de todo, exclamaram:

- Que seja louco, aceitamos, agora que seja tão cobarde a ponto de ter medo de outros, da mesma família, isso nunca!

E o «Touro Vigilante» meteu o rabinho entre as pernas, murchou as orelhas e lá foi...

quinta-feira, abril 24, 2008

Em louvor do Padre Luís! em louvor do Papa!

Esta não é a Cleptocracia, mas é muito parecida!...


" Rouxinol, diz por mim, pois eu não posso, que sou o que sou! "






Era um tempo diferente, talvez mais irreverente, mais lúcido. Chamavam-me o «bombardeiro da Av de Roma!», para me enaltecerem em comparação com o outro, o Muller, do Bayern de Munique. Ali, no rinque da Praia das Maças (não no paraíso... mas em Sintra) eu brilhava a grande altura, com aqueles «bicos » certeiros, ao canto da baliza. O Vítor Martins (esse mesmo, que foi do Boavista e do Benfica), olhava-me respeito... e medo, tal era o vigor da minha actuação, uma técnica apurada amparada por um poder de remate fulminante.
Jogava o padre Luís, capelão militar, então convidado para dar uns chutos. Jogava também com muita virilidade. «Generosidade» dizia ele com graça.«Cumpro à risca o evangelho, mais vale dar que receber!»
Um dia, depois de uma «cacetada» mais violenta foi expulso. Não reagiu, Veio ter comigo e disse baixinho: «chama-lhe filho da mãe que eu não posso, pois sou o que sou!»
Disse ao árbitro: «o senhor é amante da cleptocracia?» Ele respondeu: «sou, sou, e com muito gosto!»
O padre Luís era um bom homem, não usava aquelas «burkas» como usam alguns padres, para se exibirem, para imporem respeito. Ele ia comer uns caracóis à tasquinha da ti Miquelina, ali ao Lumiar; jogava às cartas, contava umas anedotas sobre freiras à boa maneira do franciscano das misericórdias. Enfim, um tipo fixe.
Há dias encontrei-o em Setúbal. Fomos comer um polvo assado, a uma tasquinha. Recordamos o episódio com prazer. Foi um rir até fartar com a história da «cleptocracia»!
Agora, ao ouvir o discurso do Papa, na ONU, dizendo que é preciso acabar com intervenções unilaterais, achei piada àquele episódio ocorrido na Praia das Maçãs e lembrei-me de falar pelo Papa, de dizer aquilo que ele gostaria de dizer e não pôde dizer. Por ser Papa.
Então aqui vai, agora na qualidade de «porta-voz»:
Vós que sois representantes da humanidade vede a desumanidade que impera por aí: Darfur cada vez mais desamparado, tanto inocente a ser vítima de um bando de loucos (como diria o Jardim, neste caso com plena propriedade), Zimbawe, onde um louco varrido ameaça um banho de sangue por querer eternizar-se no poder, o Iraque é uma loucura total!
E porquê? Por causa da ineficácia da ONU! Vocês são uns incompetentes, uns corruptos, uns palermoides! Os Estados Unidos têm que andar a fazer o papel de polícias do universo quando esse papel deveria caber-vos. Levantem o rabo dessas cadeiras e vejam o que se passa no mundo inteiro.
A ONU deve ir para um museu. Vocês, todos para um asilo. O mundo precisa de sangue novo, alma nova!
Há que criar uma força de intervenção multinacional que actue, que impeça as chacinas que vão imperando por esse mundo infestado de hitlers e de bokassas.
O direito de veto é uma hipocrisia. A Rússia, a China ou a América são antros de violação sistemática de direitos humanos. Se surgir lá um hitler qualquer há que o impedir de prosseguir com a sua loucura planetária.
A globalização é isto mesmo: não a expansão dos imperialismos (mesmo os religiosos), mas sim a assunção de responsabilidades colectivamente, a partilha do risco, a fraternidade universal, a defesa da vida, a defesa dos inocentes perante o arbítrio de loucos varridos.
NOTA FINAL: Padre Luís é nome fictício. Praia das Maçãs existe e é uma linda praia. O «bombardeiro da Av de Roma» é verdadeiro, mas já pendurou as chuteiras. Agora entretém-se a dar uns pontapés no rabo de alguns malandrecos armados em democratas...

O autocarro furou. Entra o «pneu sobressalente»...



Mais me vale dormir uma boa soneca. Tens razão rouxinol!



«Vocês não pensem que me fui embora! Atrás de mim virá quem de mim santo fará!»
Oh Senhor de Boliqueime
Tende compaixão de nós
Do «borguismo» defendei-me
O «duplo», com outra voz!
Oh senhor de Boliqueime
Dai ao menos um sinal:
Do «mal ruim» defendei-me
«Cai a pála»(a)... nacional!
Chamava «adamastorzinho»(1)
À cultura, à lucidez,
Éste é um «gigantezinho»
É tão grande... a pequenês!
Deixai-nos rir, é preciso,
Este não dá omoletes...
O povo já ri, com siso:
Ele só «dá»... santanetes!...
Oh Senhor de Boliqueime
Com este, sempre me ri,
Oh! Bom Senhor, defendei-me
De humor... é um tsunami!
E tu, ó vento que passas,
Sorri também, é preciso:
Um vendaval de chalaças
P'ra ele ganhar juízo!!!
a) Creio que foi em Alvalade, a incúria, a falta de zelo, o desleixo...
1) julgo que o «adamastorzinho» embora não seja populista, nem narciso, é bem melhor em sentido ético, deontológico, e isso é que é preciso!
Nota Final: Respeito a vida pública e o carácter nobre da política. Mas repugna-me a escalada da árvore do poder por meios pouco compatíveis com a seriedade e o rigor que devem ser apanágio dela.
Não sou apoiante de nenhum candidato. Mas não gosto de dormir em serviço!

Ele aí está! A locomotiva de Portugal!




Ela aí esta! a locomotiva de Portugal! A telúrica força viril para ganhar votos mil!
Em sua homenagem, à sua veia histriónica, ao seu carácter indomável, esta poesia que é um hino à juventude espiritual que patenteia! Temos líder!!!
Sou tacanhez volitiva,
Besta, não! Bestial!
Eu sou a locomotiva
Que faz falta a Portugal!
Quasimodo de raiz,
Não sou reles, não sou escória,
Hei-de levar o país
Ao everest da glória!!!
Príncipe, dizem p'rai!
Político sem cartel...
Melhor do que eu nunca vi,
Nem mesmo... Maquiavel!
Insano, louco ou demente,
Dizem que eu sou, eu já sei,
Cubanos do continente:
De vós 'inda serei o rei!
Voto seguro é em mim!
Comigo tenho o povão,
Coroai o rei Jardim
O soba Alberto João!
Comigo a vitória é certa
Nunca perdi na Madeira,
Cubanos! sois gente esperta,
Serei a vossa bandeira!
Respeito as oposições,
E dialogo com todos...
Talentos? Tenho milhões!
E... demagogia, a rodos!
Nota final: Isto é uma humilde poesia, de um humilde servo da gleba, que teve a ousadia de louvar o seu futuro senhor! Todavia, não espero ser recompensado como um Alfredo Keil, pois eu não sou mercenário. Corro por gosto...

Banho de sangue no Zimbawe?

Até onde irá Mugabe? O mundo (e a ONU) de braços cruzados, assistindo ao eclodir da hecatombe!

quarta-feira, abril 23, 2008

«O jeito dela...»


É lindo o arco-íris do Amor!

Reformular a ONU- Tarefa urgente!



Ao aludir a uma certa «unilateralidade» no tocante a intervenções militares no globo, o Papa atacou indirectamente os USA. Eles têm-se assumido como «polícias do universo»com todo o cortejo de atrocidades que isso acarreta. De facto, os USA preferem intervir nos locais onde há abundantes recursos, olvidando, de forma calculista, locais mais pobres...

Casos como DARFUR exigem uma intervenção eficaz, multilateral e desinteressada. É a humanidade que está em causa. É a vida de inocentes sem defesa.
Há que pensar GLOBALMENTE. Será que a voz do Papa continuará isolada, sem que o mundo inteiro de aperceba da urgência desta abordagem?

O pior cego é o que não quer ver...

Respeitar as minorias...


Os massacres são atestados da bestialidade humana. Quantos deles não são norteados por fanatismos religiosos? Quantas vezes, fariseus hipócritas, não estão na base deles?
Em nome de Deus, muito facínora vive à grande, à custa da credulidade popular, à custa de pacóvias subserviências...
Hoje em dia ainda é chão que dá uvas. Uvas políticas até. Indivíduos reles, sem cultura, acobertados pelo manto hipócrita da religião, são capazes de tudo.
Respeito as minorias pois sempre sofri, ao longo da minha vida, por defender minorias. Ataco o poder, globalmente falando, mas quando ele se acoberta na religião, sobretudo, para estender as suas garras maléficas, então, a minha hostilidade redobra! Quantos hipócritas «jardins» há por cá!?
Quanto «cristão-novo» anda por aí, debaixo de pálios, de opa escarlate, rosto seráfico, mão no peito, quando, em tempos não longínquos, fazia gala do agnosticismo?
Não, não sou um crente à moda desses: exibicionista, petulante, fariseu. Não escondo as minhas dúvidas (como o fazia madre Teresa de Calcutá), mas estou aberto ao Senhor. Creio, até certo ponto. Duvido muito, isso duvido, sobretudo dos que exibem muita fé. Fé em excesso...
Agora, ao recordarmos o massacre de 1506 (a «matança da Páscoa»), não posso deixar de me interrogar sobre os malefícios de certo farisaísmo. E também me curvo, respeitosamente, perante os judeus injustamente chacinados, a mando de frades e clérigos fanáticos.
Estive em Moure, aqui há uns anos, quando se dizia que Cristo estava na hóstia consagrada. Fui lá. Entrei a custo. Não vi nada e disse-o em voz alta. Olharam-me de lado. Chamaram-me ateu.
Um padre, cá fora, dizia textualmente: «É Cristo a mostrar o seu desagrado pelos assaltos a igrejas!» «Mas eu não vi nada, senhor padre!», «Porque se calhar é ateu!», replicou ele, furibundo...
Por menos do que isto foram mortos milhares de judeus por que não viram milagre naquilo que era apenas a refracção da luz!
Tive sorte por não ter sido espancado. Mas ainda hoje recordo o olhar de desafio e de troça com que alguns olharam para mim, em Moure, Vila Nova de Famalicão.
Deus, com a Sua infinita misericórdia lhes perdoe. Mas, por vezes, Deus parece dormir...

terça-feira, abril 22, 2008

Finalmente, desabrochou!!!


Eis aqui, na infância, o cientista português Ramo de Barro, que descobriu o início da fecundação humana. Alegrem-se os criacionistas e os evolucionistas, a sua tese não colide com as duas teorias. Gera consenso absoluto!

Às vezes não damos valor ao que temos. Alguém sabe que existe um Damásio, distinto cientista, autor do livro «O erro de Descartes», uma obra-prima da ciência moderna?

Sabem quem é o Ronaldo e o Rui Costa, mas olvidam personalidades ímpares que elevam bem alto o nome de Portugal.

Ramo de Barro é português. Vive no Monte das Oliveiras, sereno e tranquilo, investigando, investigando. Poucos o conhecem. Em pequenino (eis o retrato dado por familiares ), era tanta a vivacidade, a alegria, o espírito de humor, que diziam os seus pais: «vai ser como o Vasco Santana!», que era, por essa altura, o maior «gato fedorento» da época, com um programa na rádio a todos os títulos notável: «a Zezinha e o Lelé!»


Mas a vida, foi-lhe madrasta, foi perseguido e caluniado, vilipendiado no fundo do seu ser. Saíu do país. Refugiou-se no Monte das Oliveiras de onde escreve para o mundo inteiro. Tem um blogue no semanário Sol...

Podem ler a sua última investigação sobre a origem da espécie humana. Um tratado de sexualidade, digno de um sacerdote, de um Teilhard de Chardin. Aliás, o padre jesuíta Pierre Teilhard de Chardin, se tivesse oportunidade de ler esse artigo, não deixaria de sorrir, pois, passados tantos anos, continua a ser uma sumidade universal. E era padre. E jesuíta.

Ler em: sol.sapo.pt/blogs/ramodebarro

Tiro-lhe o meu chapéu. Vasco Santana está aí. Ressuscitou! Os pais do «Lelé» tinham razão!

A fé do PSD

As hostes andam inquietas. Ninguém acredita que Menezes tenha atirado a toalha ao chão. Ele vai «hibernar», talvez uma semana ou duas, e surgirá, com toda a acutilância, para disputar a liderança aos «ousados». Ele já tem no sangue o «vício», ele é um «Jardim», possui a embriaguês do poder, não vai aguentar muito trempo a «síndrome da abstinência»...

O meu «olho clínico» não falha. Ele está aí para as curvas. Ganha apenas um pouco de fôlego, como o nadador de competição.

Todos sentem isso. Sabem que a palvra dele não é hirta como o ferro mas volúvel como o vento, volátil como o amoníaco. Ele é fluido, versátil, pau para toda a colher...

Que fazer então?

É a «salvação nacional», é a ânsia de «restauração» que leva os pesos -pesados a recorrer a Manuela Ferreira Leite. A aposta é ousada. Mas responsável e inteligente.

Ela é o rosto tranquilo e sereno dos sem apetência pelo poder, sem a sofreguidão do mando, sem a angústia de possuír a «síndrome de Bruto»...


Ela tem o «espírito de missão», possui a tarimba caldeada na seriedade e na pedagogia. Não é a fogosidade, não é a fulgurância, não é o dito (dichote?) espirituoso para receber o aplauso das massas inebriadas pelo desbragamento torpe da linguagem (estilo jardinófilos mais acirrados...), enfim, ela é «perigosa» para o estilo de Sócrates.

É a dona de casa a falar ao sentimento, a «avozinha» querida, que todos vão venerar e idolatrar se «levar porrada» do «malandro» aguerrido , mas talentoso orador.

Enfim, ela não é «jardim» bacoco, mas petulante, ela é a cultura, a suavidade, o charme discreto da pedagogia, a geronte que todos irão acarinhar se for «golpeada» pelo «tigre»...

O PSD acertou em cheio. Sócrates verá que tenho razão. Se ela arranjar alguém com estilo sóbrio mas persistente, matreiro mas com seriedade, arguto sem ser arrogante, para liderar o parlamento, a «coisa» vai fiar fino...

Eu, distante e sem camisola partidária, vou assistir de camarote.

O combate promete. Dois estilos quase antagónicos, mas ambos com excelência. Honra lhes seja feita. Portugal merece.

Poesias da Maglotei.

Um templo pleno de encantamento. Veja.

Dúvida, boa conselheira...


A dúvida , às vezes, é bem melhor do que a fé cega! É, é!

segunda-feira, abril 21, 2008

Em honra de um «Homem de Fé»!

Ter capacidade de autocrítica é uma virtude. Quem nunca errou?
Atire a primeira pedra...

Tal como o Papa, eu peço perdão a quem critiquei injustamente. Retractação pura!





O PODER DA ORAÇÃO!


Muito preza a oração
Fez mil promessas até,
Ao Senhor do Bom Dragão
Tem gasto pipas ... de Fé!


Joga em vários tabuleiros
E reparte a devoção:
Ora ao Senhor de Calheiros
Reza ao Senhor da Paixão!


A fé remove montanhas
E não há quem lhe resista:
Obtém vitórias tamanhas
Que... os galos... baixam a crista!


O Senhor do Bom Sucesso
Já lhe mandou o recado:
Vai arquivar-lhe o processo
Chamado... «apito dourado»!


Traficar fruta, ilegal?!!!
Em verdade eu vo-lo digo:
Ponham já em tribunal
Veiga: traficou o Figo!


Ele é um homem de Bem!
Eu errei, eu enganei-me!
Ele 'inda vai a Belém
Tirar... o de Boliqueime!!!

A dúvida, a razão e a fé...



Joteme, o filósofo português que descobriu a teoria jardinocêntrica...


















Hoje em dia, quando há tantos que pregam ter certezas absolutas, usando uma linguagem dogmática tresandando a fundamentalismo pacóvio, não deixa de ser preocupante ver o mundo gerido por ayatolahs idiotas, elevando o dogma ao estatuto de coisa sagrada.



É vê-los nas autarquias, nos governos, até na presidência da República.



Era bom que estudassem um pouco mais, que se cultivassem, que metessem a mão na consciência e se debrucassem sobre o quão ridículas são certas posturas. Alguns julgam-se de forma narcísica e petulante, uns infalíveis, sem dúvidas, só certezas absolutas. A ambição do ter, em detrimento do ser. Esse sentimento possessivo, obsessivo e patológico, leva alguns a julgarem-se até donos da verdade!



Isso gera Bokassas, Saddams, Bushs e aberrações similares...



Leiam o filósofo Joteme.



Talvez uma nova luz nasça nos espíritos fundamentalistas, retrógrados e petulantes.



Nunca é tarde para aprender. A humildade, às vezes, é mãe de muitas virtudes.

Liberdade condicionada?


A prepotência e o arbítrio mostrando-se sem vergonha!



A Madeira é um jardim rodeado por Neptuno onde Vénus dar um ar da sua graça. Mas nem tudo são rosas. Há espinhos e bem dolorosas. Houve uma ameaça de «bomba» a quem usasse determinados termos. Houve censura prévia? A liberdade é um conceito muito relativo.
Em tempos alguém disse: «Ele que não venha à Madeira dizer o que disse nos Açores!»

Isto, em tom colérico, ameaçador, intimidatório. Será que teve efeitos práticos?

A verdade, nua e crua, é que alguns dirigentes nacionais, aparentemente imunes a pressões, quando lá chegam, vergam, usam reservas mentais, usam linguagem tíbia, de vassalo-para-senhor, ficam-se pelos sorrisos e pelos salamleques. O continente «de cócoras» perante a ilha?
Estou em crer que talvez seja ilusão de ótica. O REI NÃO VAI NU!

Mas às vezes parece!... será mesmo ilusão de óptica?

Ai frontalidade, frontalidade, onde andas tu?

Será mesmo que houve condicionamentos?


Confirme aqui.

Amiguismo ou democracia?





-Diga lá sr Silva, há ou não democracia cá na Madeira?


- Pelo que vi, a democracia é a planta mais viçosa neste jardim. Quem disser que ela não existe é cego ou mal intencionado. Diria mais: democracia assim é um exemplo para o mundo inteiro!!! Há respeito pela oposição, pelos órgãos representativos, enfim, só os maledicentes é que se queixam! Vão queixar-se ao Camões!

A Pega-Benfica. A dor da perda...




A pega «Benfica» fez-me sentir pela primeira vez o que é perder um ente querido...
Devia ter cerca de dez anos. Deram-me uma pega bebé para eu criar. Com todo o carinho fui-a alimentado o melhor que soube e pude até crescer saudável e bonita. Era o meu orgulho.
Pus-lhe o nome «Benfica». Um vizinho tinha um corvo, o «Vicente», em homenagem ao homem que marcara o Pelé de forma sublime. Vicente, o irmão do Matateu, essa glória belenense.
A pega afeiçoara-se-me de tal modo que andava sempre no meu ombro. Dava-lhe grilos e gafanhotos. Mas gostava mais de sopas de pão mergulhado no café com leite. Era uma pega catita, civilizada, sem peneiras. Quando voava para cima do telhado da capela, só de lá saía quando ouvia o meu grito estridente: «Benfica!, Benfica!, Benfica!»
Às vezes ia comigo à tasquinha da D. Carolina, uma velhinha simpática que lhe dava sardinhas fritas. Que petisco!
Tudo numa boa, até que veio o tempo das aulas. Aí sim, ela começou a ter a nostalgia da vida selvagem. Arranjou um companheiro e lá foi... eu fiquei a ver navios...
Às vezes aproximava-se da casa de meus pais, pousava nas cerejeiras e parecia ter vontade de regressar até ao meu braço, mas algo, mais forte, chamava por ela... eu bem gritava: «Benfica!, Benfica!...»
Enfim, perdi um ente querido de uma forma dolorosa. Nunca a quis aprisionar numa gaiola. Parecia-me uma violência para um ente querido. Nunca lhe cortei os voos. Deu no que deu...
Agora, quando vejo o Benfica a voar desesperadamente para bem longe, para o fundo da tabela classificativa, também tenho uma sensação de perda, de tristeza. Mas não tanta como a que me apoquentou aos dez anos. Aquela sensação foi marcante. Jamais a esquecerei.
Mas uma coisa é certa. Eu, quando a via nas cerejeiras, acompanhada pelo seu par, berrava alto, gritava, falava-lhe ao sentimento, enfim, queria ver se ela ressuscitava para mim...
Agora, quando vejo o Chalana, sentado no banco, com ar macambúzio, sem garra, sem chama, sem pundonor, eu pergunto a mim próprio o que eu faria para que a águia voltasse aos seus velhos tempos, quando a paixão e a alegria ainda a faziam vibrar!!!
Que saudades deixou aquele Trapatoni, ou o vibrante Toni,esses , não eram múmias paralíticas, esses berravam, gritavam, chamavam: «Benfica!, Benfica!, Benfica!... volta a ser o que eras!»
Ai Benfica!, Benfica!, regressa, estás perdoada!