quarta-feira, abril 13, 2011

«Se soubesse o que sei hoje...»












Alguns dos sub-produtos de Abril... imagem de marca de um regime que criou déspotas, Midas, barões, gangsters...sanguessugas do erário público...
Abril, de tachistas mil...







Otelo mostra-se arrependido. Ao ver o que vê hoje, o país com dois milhões de pobres (a maioria da população a passar dificuldades ) e endividado para o futuro próximo, enquanto alguns dos sub-produtos de Abril vivem à grande, com patrimónios fabulosos, auferindo chorudos proventos sem grandes contrapartidas. Otelo diz-se triste com o que observa. O país entregue a meia dúzia de chico-espertos que navegam no mar da prosperidade, como disse o Épico no seu tempo...Diz-se arrependido de ter feito o «25 de Abril».VER AQUI.



NOTA FINAL: Não é derrotismo, não é saudosismo do passado, não é doentio desentanto. É consciência do crime que alguns cometem diariamente, enriquecendo e fazendo enriquecer meia dúzia de amigos que ganham todos os concursos, por baixo da mesa, sem regras, sem escrúpulos, sem medidas corretoras à vista. Quem denunciar isto, corre o risco de ser condenado em tribunal pois há lá gente capturada, capaz de silenciar verdades e santificar mentiras...










terça-feira, abril 12, 2011

FMI, o diabo?!

O país não pode continuar a diabolizar o FMI olvidando as causas profundas da sua vinda até nós. Há causas próximas e remotas. A saga da SLN e BPN (VER AQUI MAIS UM CARICATO EPISÓDIO), a aposta excessiva nas energias renováveis (só capazes de retribuirem retorno do investimento a médio prazo), a falta de uma legislação eficaz que puna os desvarios nas derrapagens (todos os partidos com assento na AR são responsáveis, uns mais outros menos) e que desincentive a corrupção em vez de a motivar (erradicar é impossível...), uma supervisão ineficaz, laxista e permissiva a todos os níveis: Banco de Portugal, Tribunal de Contas, Assembleia da República, assembleias municipais e até os próprios tribunais. O mau da fita não é o FMI. É, de facto, todo um conjunto de circunstâncias que desembocaram neste pântano de promiscuidades mil, de incentivos à fraude e à corrupção. O financiamento dos partidos, as ligações promíscuas ao mundo do futebol, as apostas em projetos de frouxa rentabilidade (nalguns casos), o peso excessivo de alguns segmentos do Estado que funcionam em paralelo numa sobreposição que só se compreende por motivações clientelares, as parcerias público-privadas e todo o estendal de facilitismos que redundaram neste caudal de prejuízos que ora se vislumbram, são de facto as diabólicas causas deste estado de coisas. Diabolizar o FMI é tapar o sol com a peneira! O país precisa de uma nova cultura, assente na verdade, na equidade. Precisa de uma nova justiça, mais pragmática, mais lesta, mais eficaz. Precisa de um novo paradigma moral. O culto do poder a qualquer preço, a ausência de um criticismo saudável, o seguidismo amorfo e e a fidelidade ao deus-partido são condições propícias ao desabrochar de ditaduras mesmo que ostentem rótulos democráticos... Na Alemanha o grupo Europolis já entregou um providência cautelar a fim de impedir a Alemanha de participar na operação de resgate a Portugal....

segunda-feira, abril 11, 2011

OSCAR MASCARENHAS...







Meu caro Óscar Mascarenhas:




Sob a epígrafe «Meu caro Siza Vieira» lê-se hoje no JN(VER AQUI) um artigo de opinião de tua autoria onde, com o devido respeito e deferência para com a ilustre criatura chamada Siza Vieira, verberas de forma incisiva o facto de ter aposto a sua assinatura num documento pragmático, sensato, judicioso e necessário para alertar consciências e amainar radicalismos tolos.


Não sei nem me interessa saber quem são os co-autores do documento. Vejo apenas pelo seu conteúdo que é um documento prático, sem chinesices ideológicas, que todo e qualquer cidadão não toldado por sectarismos doentios assinaria sem rebuço. O país precisa mais do que nunca de senso comum. De espíritos arejados e práticos.


Não tenho partido, nem sou afeto a nenhuma corrente político-partidária. Já nem sei se sou de esquerda, ela está tão mal vestida hoje em dia que nem me reconheço nela. Deitei fora a gravata ideológica, procuro ser pragmático e uso o fato macaco do bom senso, às vezes a T-shirt do bom humor.


Espero que não te aborreças__ sei que tens maturidade e poder de encaixe__ se te disser que a tua prosa de hoje me fez sorrir. Aqui está o Óscar, que conheci na FAP __ num plenário em Monsanto, onde me defendeste com dignidade e carácter, após ter sido transferido da BA7 para a DSINST por ter cumprido uma ordem do próprio comandante e este depois me ter acusado de falta de bom senso...__ei-lo aqui em todo o seu esplendor, vestindo a pele de uma vestal imaculada! Um autêntico árbitro de elegâncias morais!!!


Siza, o maduro e sensato Siza, deve ter sorrido também. Com bonomia, com aquele doce sorriso dos sábios humildes e que se recusam a subir ao patamar da quinta-essência...


Meu caro, esta postura de Siza Vieira não é a de um vendido, de um traidor, de um vira-casacas, mas de um homem experiente, caldeado pela vida, fiel ao seu estatuto de arquiteto da alma, pintor da estética vivencial, paisagista da condição humana...


Um abraço do ex-alferes miliciano Pilav e Tocart : José Manuel Figueiredo Leite de Sá


(FAP de 1969 a 1975).

domingo, abril 10, 2011

País dos sempre em festa!


Angela Merkel:
«Em Portugal, no verão, há euforia total. A economia está deprimida, anémica. A cerveja portuguesa faz gastar, gastar, enquanto a alemã faz trabalhar, trabalhar...»

Solução: mudar de cerveja! Talvez faça falta a cerveja... Juízo...




Portugal precisa de um compromisso nacional!

Investimento produtivo em vez de despesismos estéreis, obras faraónicas, festejos e comemorações por tudo e por nada...o Estado está falido, desmantelado....

A política do «quem vier atrás que feche a porta» deu no que deu.

Mea culpa! Prá frente Portugal!



O país sofre os excessos cometidos por todos. Mas alguns foram exemplares. Quem não se recorda daquela boutade de Menezes dizendo que o seu foguetório era melhor que o do Rui Rio? Ridículo, patético, infantilismo puro... e este, sorrindo e concordando... norteava-se por valores de racionalidade económica... era o bom senso contra a delapidação infrene!

Jardim, dando milhões atrás de milhões ao falido jornal da Madeira!

A sua irracional política de urbanização, plantando prédios onde deveria haver espaços arborizados, deu no que deu. As ribeiras Bravas zangaram-se de vez e mostraram essa monstruosidade urbanística. Pagou o desgraçado do Contenente e a Europa toda...

Santana, chamando aquele famoso arquiteto americano, gastou balúrdios para nada se fazer no Parque Mayer. Tudo pra inglês ver, tudo para o lixo!!!


O país está cheios de jardins.... Obras caras sem grande valor utilitário: Foruns, Centros Cívicos, estatuetas por tudo e por nada, formas de esbanjamento e de clientelismos fáceis...

Os próprios bispos não denunciam os abusos das festarolas de verão, só foguetórios e mais foguetórios, pouco ficando para obras e realizações úteis. Os pomposos S. Antónios, S. Pedros e S. Joões são autênticos sorvedouros. Passerelles de vaidades mundanas. Um clima de despesismo estulto foi-se instalando no país. Alguns estranharam, mas depois a coisa entranhou-se de tal forma que quem criticasse era parolo ou atrasado...Os gastadores sempre foram populares... ou populistas? Os gastadores acusam-me mutuamente...


A moda é gastar, gastar, gastar... o dinheiro do contribuinte é elástico, chega pra tudo! há que fazer farras e mais farras, o dinheiro público dá pra tudo! A grande farra vai terminar...

Fundações, institutos públicos, convénios público-privados, estudos e mais estudos: arquitetos, advogados... tudo para saciar clientelismos abusivos...

Quem criticava, era apontado a dedo. Era excomungado. Era votado ao ostracismo. Perseguido até. Ser popular era sinónimo de despesista, perdulário. Euforia e embriaguês totais!

Hoje vemos Jardim que lá continua a silenciar adversários para só ele falar, como todos os ditadores, que querem falar sozinhos. Tirano do mais baixo quilate, usa a censura de forma mafiosa, subtil...Diz-se líder da máfia boa... A social democracia cora envergonhada com este espécime tão pouco ortodoxo!!! Ninguém ousa dizer que a maçã (leia-se: laranja...)está podre!!!

O Contenente pagou e continua a pagar as suas loucuras. Ele, agora diz-se vítima, o ingrato, o hipócrita...E há tantos jardins por aí. Repare bem, deve ter algum bem perto de si! No supermercado, no cinema, talvez no café!...

PR demite-se!!












Em plena campanha eleitoral este homem mostrou-se disponível para enfrentar todos os desafios que a crise já deixava vislumbrar. Agora, lava as mãos, como Pilatos...

Coerência? Onde está o sentido ético, o patriotismo, a capacidade de supervisão?

Enfim, mais um triste corta-fitas, confinado a papel passivo/amorfo...



Pasme-se! Cavaco Silva diz que não intervém no sentido de corresponder ao apelo para os partidos se entenderem numa plataforma de cooperação em ordem a um consenso mínimo no tocante ao resgate para salvar a economia nacional da bancarrota!!! Onde está a magistratura de influência?! Diz que não é governo! Pois não, mas é o preisdente de todos os portugueses, ora se os partidos são a emanação da vontade de todos eles, deve ser um coordenador e servir de charneira para limar arestas e estabelecer contactos. No mínimo o presidente de todos os portugueses deveria estar disponível para esse diálogo. Se ele não for frutífero, isso é outro assunto...Agora, indisponibilizar-se, ab initio, para uma tarefa de elevado pendor patriótico, é, no mínimo, estranho...

A oposição uniu-se no combate ao PEC IV. Segundo eles, era «demais», era sacrifício demasiado para o povo. Agora, para serem coorentes consigo próprios, poderão dizer a mesma coisa e recusar o resgate e até mais sacrifícios como se vislumbra face às exigências dos credores. A quem compete este diálogo?

A união europeia é a mãe de todos os Estados. O chefe de Estado recusa a tarefa de mediador. Se o governo recusar, tem motivos para isso face ao chumbo do PEC IV, quem vai ser o intermediário? E se os restantes partidos, por calculismo eleitoral, recusarem?

VERGONHA NACIONAL

Um livro que relata as tropelias cometidas na Madeira em nome de uma social-democracia que só tem o nome mas que na prática cheira a nazismo obscurantista tem dificuldades em ser apresentado. Segundo relata o EXPRESSO várias portas se têm fechado. Porquê?! Porque num Portugal que se quer livre e pluralista a peçonha totalitária, o ranho fascizante, a trampa fascistóide impera e reina na formosa ilha. Até quando se permitirá isto?!

sexta-feira, abril 08, 2011















O edifício economicofinanceiro implodiu. Já era previsível. Os dados iam sendo cada vez mais evidentes. Chegou a hora de mudar de vida. Apontar a dedo os responsáveis. Fazer diagnósticos e tratar da cura. A bolha despesista rebentou. Os veros responsáveis onde estão? Quem falhou? Que medidas tomar no futuro? Os decisores políticos que estiveram na génese deste descalabro devem ser punidos. O povo exige-o. Não pode continuar tudo na mesma. O esquema era este: o agente económico patrocinava a campanha e depois cobrava-se da factura. À custa de empreitadas por ajuste direto, com derrapagens astronómicas, obras a mais sem justificação plausível, enfim um fartar vilanagem! Um discreto sistema de vasos comunicantes fazia diluír os proventos entre agente económico beneficiado e decisor político. generoso, atento e venerador.. __.apartamentos, lojas, enfim, mordomias várias... Ainda há dias um conhecido dono de hipermercados usava despudoradamente a comunicação social para impor candidatos a ministros de sua confiança. Outros, mais discretos, usarão o telefone ou o email... Depois, quando os designados estiverem no poder, poderão dizer como aquele conhecido e venal dirigente desportivo apanhado nas escutas, dirigindo-se a um árbitro:«lembra-se do que fizemos por si no verão passado?» A pouca-vergonha continua. Freitas do Amaral, sem papas na língua, punha a boca no trombone e acusava o Tribunal de Contas de nada fazer para sancionar estes crimes. Não me consta que o TC o processasse por calúnia ou difamação...todos sabemos que é a verdade nua e crua. Todos farinha do mesmo saco. O povo, o eterno destinatário das facturas finais vai pagar caro os desmandos destas criaturas. E elas?! Usando e abusando da comunicação social (dominada pelos agentes económicos amigos...) perorarão quotidianamente, enxofrando os leitores com autoelogios bacocos, panegíricos sem fim, balelas para fazer boi dormir ou hipopótamo ressonar... Nomes?! Nem vale a pena citar. Câmaras ultra-endividadas, obras faraónicas mais feitas com o objetivo de alimentar clientelas do que servir o povo. Estudos para deitar ao lixo mas alimentando a gorda conta bancária de arquitetos famosos. Paga o povo. Paga o contribuinte. Se não houver uma revolução de mentalidades, tudo continuará como dantes... quartel general em Abrantes!

Oposição ou refugo?


O partido socialista tem gente capaz de dar uma nova imagem e revivificar um socialismo que esteve na gaveta. Mas este Narciso Miranda é a antítese do que se pretende, ele é o rosto da intriga palaciana, do primado dos interesses mais mesquinhos, ele simboliza um velho PS onde impera a manha, a venalidade, até a traição aos ideais mais puros de justiça e de seriedade.


Mas faz falta ouvi-lo falar e ver que rostos como António José Seguro, Jacinto Serrão, Ana Gomes fazem falta cada vez mais ao país. Narcisos jamais!


Este «senhor de Matosinhos» já saíu do altar há muito e não deixou saudades...


Valha-nos o verdadeiro Senhor de Matosinhos!!!

quinta-feira, abril 07, 2011

FINALMENTE, O FMI... VEM AÍ...

E agora Zé, tu vais ver a lata daqueles que reprovaram o PEC 4 dizendo que era «demais» vergando-se de forma servil e hipócrita a todas as exigências formuladas pelos novos credores. Cambalhotas e mais cambalhotas. O país já antevia isto... estivemos a pagar juros altíssimos, esticamos a corda até ela rebentar... A pergunta que o Zé povinho faz é pertinente:_ __Quanto pouparíamos todos nós se em vez de discursos fanfarrões e excessivos tivessemos optado pelo invitável recurso ao FEEF e FMI há mais tempo?

terça-feira, abril 05, 2011

«Grande sarilho» diz Basílio Horta...

Este homem era um otimista incorrigível...

Tarde demais, virou arqui-pessimista...


Aquilo que hoje diz Basílio Horta no DN(VER AQUI), já eu o tinha dito há muito. Estamos a caminhar para o FMI. Por culpa de quem?!




1- Do governo. 2- Da oposição. 3- Do PR.




1- Nada fez para evitar a degradação da situação económico-financeira. Não acreditou nos «pessimsimos» de vários cronistas que avisaram com a devida antecedência. Sempre com uma calma artificial e forçada, com sorrisos de tranquilidade artificiais, permitiu que a espiral de endividamento subisse de forma incomum. A culpa é dos mercados? Sim, mas eles agem sempre assim, se cá dentro dermos sinais de má governação, de esbanjamentos imprudentes, de satisfações de vícios corporativistas e de classe...e não faltam exemplos!






2- A oposição que usou o pretexto de uma falha no relacionamento (não apresentação do PEC-IV na AR antes de o apresentar na «capital do império»)... Seria motivo para o derrube do governo e toda a série de calamidades que ora se vêem?! Penso que não.

Disse-se que o PEC -IV era demais, era penoso demais para a população. Lá fora, PPC disse, mais tarde, que era insuficiente!!! Temos gente com coerência!!!




3- Nada fez para criar estabilidade. Fez um discurso divisionista na tomada de posse, incentivou as clivagens, acirrou os ânimos. Deitou gasolina numa fogueira de mediana dimensão e ele alastrou a toda a Europa!!! Ele, que era um otimista convicto__quando nós, os prudentes, íamos alertando o país para o perigo iminente(VER AQUI)__ tornou-se num hiper-pessimista! doentio demais para o que fazia falta ao país!

Ver meu post de 20 de Maio de 2008 (RESISTIR AO PESSIMISMO).

Pateticamente, anda agora a pedir unidade! Faça o favor de ler o seu discureso de tomada de posse! Moralmente, também o PR tem culpas (e muitas) no cartório...

Alguma vez se ouviu ele criticar os desmandos na banca, os banqueiros corruptos, os crimes de lesa-economia perpetrados por gente que se fartou de apaparicar? As fugas de autênticas fortunas para paraísos fiscais? O seu silêncio é aterrador...

segunda-feira, abril 04, 2011

Neste mapa, minha querida, está tudo à vista, na Junqueira há dois rios formidáveis, o Este e o Ave, tão românticos, não imagina o que seria passar uma semana na Espinheira, junto ao rio Ave, ouvindo os passarinhos a cantar em Tougues e passear de barco naquelas águas tépidas... Um paraíso terreal...

Entrevista com... o FMI!
















*******************************************************************

__Sabes Sarkozy, por vezes tenho pena dos portugueses...

__Porquê, querida?!

__Sempre com medo de tudo, com tantas capacidades, tantas qualidades extraordinárias, mas sempre com receios infundados lançados como «papões»...cá em França o nosso Obelix só tinha medo que o céu lhe caísse em cima...era corajoso.


***********************************************************************************


__Senhor FMI o que pensa de Portugal?

__O mesmo que já diziam os romanos: um povo que não se governa nem deixa governar...

__Mas, há lá tantos crâneos ganhando fortunas... nos postos-chave.

__Só sabem roubar, roubar, vender coisas boas ao desbarato para amigalhaços e comprar coisas caras que não servem para nada... olhe os submarinos, uma fortuna, nem para vigiar a costa, nem estão apetrechados para um combate sério... uma anarquia total este Portugal. Armaram-se em mecenas em Cabora Bassa, esbanjaram dinheiros comunitários em carros de luxo e casas apalaçadas, há fortunas ocultadas em off-shores...uma vergonha. Uma cambada de corruptos nos centros de decisão. Veja o Tribunal de Contas... tanta pouca vergonha e há tanto crime impune! Nós ouvimos o que disse o professor Freitas do Amaral, era bom que o T de contas também não fizesse ouvidos de mercador! Nem tugiu nem mugiu!

__Mas, Portugal não tem cura?!

__Uma cura de pauperização forçada, pena é que pague o justo pelo pecador. O dinheiro que foi lançado às golfadas, em torrentes, para a reforma estrutural foi mal gasto, criaram um monstro despesista que ainda hoje subsiste. Esse monstro tem os seus pais. O principal está ao leme da nação. É ele o principal responsável mai-los seus acólitos. Agora, chamam-me monstro a mim. Fazem o mal e a caramunha. Hipócritas, liberticidas, ladrões do futuro...

Enfim, Portugal tem coisas supérfluas a mais: políticos, generais, fundações, organismos parasitários do Estado...corrupção por demais...

Contudo tem coisas a menos: supervisão, ética, justiça eficaz, empregos, gente séria...

__Ladrões do futuro? Mas, como, se ele ainda não chegou?!

__São safados, sabe. Ele (futuro) ainda nem sequer nasceu e já está hipotecado!

Por alguns políticos...arvorados em Midas de trazer por casa....

sábado, abril 02, 2011

Não tenhas medo do FMI... ele está ali....


«Não tenhas medo, Mário Soares também não teve, é amargo, é como o óleo de fígado de bacalhau... mas tem de ser... deste cabo da saúde financeira do país... arruinaste a economia...

ris demais... mas o povo já não ri


«Eu tenho muito medo dele, dizem que é o gigante Adamastor... e nos vai comer a todos... tenho medo, muito medo!...»

Começa agora..(.FICÇÃO...)

__Meu caro, você vai ser o futuro primeiro-ministro, não duvide. Quero que opte por estes três deputados que são de minha inteira confiança, ministeriáveis, sem dúvidas... __Compreende, não posso receber sugestões dessas, há órgãos, há requisitos legais... __Não me venha com tretas, homem de Deus. Veja o Sócrates, veja como ele fala, ouça as escutas... «as leis são pra contornar»...diz ele bastas vezes... não seja otário, isto é para os espertos... as leis, sempre a trampa das leis, as leis não tên afetividade, não trazem votos, eu e outros como eu é que o colocamos no poleiro, não seja escravo de formalismos legais, seja pragmático, quero gente com carácter, fiel... __Se for primeiro-ministro, compreenda, sr engenheiro, não posso ser um pau-mandado, mais uma «voz do dono»... __Aí é que se engana, eu exigo fidelidade total, carácter, senão... rua! É esse o meu lema, é isso que prego todos os dias aos meus colaboradores, fidelidade, fidelidade, fidelidade. Só assim serei e continuarei a ser um líder na plena acepção. Se quer os meus três deputados terá de falar comigo noutro tom, senão desligo e ... nunca mais... __Por favor, não se amofine senhor engenheiro. Eu tenho carácter, sou fiel, mas não sou escravo nem cachorro de ninguém, tenho princípios, os deputados que me aconselha não são «seus»... __Você está quase como Cavaco, eu tinha no governo quatro (veja bem: QUATRO) ministros meus, e ele, sem dar cavaco, tirou-mos todos... se vai por aí não conte comigo. Os meus colaboradores estão autorizados a dizer que não são a «VOZ DO DONO», mas são-no de facto, perante a realidade, perante mim. Exijo isso. Eles já sabem o que a casa gasta. E o senhor ponha-se a pau... senão eu destru-o. Eu tenho um império. Aliás, vários. Na comunicação social, na indústria, no comércio, até nas universidades tenho os meus homens. Lembre-se disso. Ou é por mim, ou contra mim! __Mas... senhor engenheiro, eu já tenho uma grelha de predicados e esses senhores deputados não encaixam nessa grelha, se quiser mudar... estaremos disponíveis para equacionar... O telefone desligou abruptamente. O grande chefe fato de seda voltaria a ligar, mais tarde, pedindo desculpas e usando voz de veludo e pinças na linguagem... vergara. Mas era apenas a táctica número dois... e ele tinha tantas como os dedos das mãos...

sexta-feira, abril 01, 2011

Entrevista com o Zé Povinho

Se Oriana Falaci fez a sua célebre «Entrevista com a História», nos anos setenta, por que não eu fazer uma entrevista com o «nosso» Zé Povinho?!


__Zé, que achas do momento político actual?!


__Dizer que é grave é pouco. Não temos governo, não temos instituições, não temos clima de confiança...Tudo faliu, até a justiça...


__Isso não será pessimismo? __Não, não é. Julgo que Cavaco Silva vai convocar eleições. É um erro crasso. Nada resolve. Vai agravar ainda mais a situação... Eu se fosse PR, faria como fez o general Eanes numa altura difícil, nomeava um governo de iniciativa presidencial. O parlamento, onde os partidos ditam, criou a actual situação, bloqueou o prosseguimento de uma governação apenas pelo aspecto formal, a não apresentação na AR do PEC antes de o levar a Bruxelas, daí...


__Mas isso vai contra a democracia formal, o semi-presidencialismo, o respeito pela AR. __Estamos numa situação pior do que quando Eanes nomeou Mota Pinto. Os eleitoralismos são tão exacerbados que danificam a estrutura económico-financeira. Nascem godinhos, mecenas que depois vão cobrar o esforço na campanha. Quem paga? O Estado obviamente, o Zé, em última instância. Ora, neste momento difícil, era preciso criar um governo forte, sem olhar a sondagens, sem se preocupar com votos, sem ter que pagar/prestar vassalagens a hipotéticos mecenas. De salvação nacional, de mãos limpas e mãos livres...


__Zé, tu falas bem, mas aceitarias ser primeiro-ministro?!


__Claro que não. Pertenço à maioria de otários... não sou digno de ir para Belém, não pago favores, não dou prendas, não tenho «listas» para gratificar ao fim do ano...Sou um pobre Zé, simplesmente Zé!

quinta-feira, março 31, 2011

Lula «honoris causa»...

Lula da Silva, ex-presidente brasileiro foi homenageado pela universidade de Coimbra. Ele, tantas vezes gozado pela sua assumida falta de cultura, pelo seu percurso político desde o sindicalismo puro e duro até ao mais alto cargo no país-irmão é um paradigma a seguir. Já não acredito em palavras engravatadas nem em políticos de sorrisos Armani. Tudo tretas. Este país de otários está a ser devorado por uma minoria de chico-espertos! Quem é sério e honesto corre o risco de ser ridicularizado! E quando chegarmos ao precipício os veros responsáveis vão habilmente sacudir a água do capote e dizer: «foi a conjuntura externa, foi a especulação, o cataclismo, a hecatombe...» Lula enfrentou as exigências do FMI e saíu do sufoco com heroicidade! O Brasil hoje respira melhor. Portugal está com a corda na gargante e alguns não querem ver a realidade...

terça-feira, março 29, 2011

Danos colaterais... e processo eleitoral em curso...

As agências de rating são como tentáculos de um polvo. Ao saberem da relativa instabilidade política em Portugal, já começaram a apertar a vítima, baixando as notações a cinco bancos portugueses (VER AQUI...) e asfixiando ainda mais a já débil economia nacional. A Europa está a ser vítima da táctica do salame. Agora é Portugal, depois seguir-se-á a Espanha, a França e outros mais. Se não houver mecanismos de defesa eficazes e rápidos o caos começa a alastrar esboroando-se paulatinamente aquilo que poderia ser uma economia poderosa e liderante. A recessão que se anunciava timidamente começa a ganhar foros de inevitabilidade. Será que a Europa ainda não se apercebeu que é ela própria que está em causa?! Tantos cràneos a ganhar principescamente, ainda não vislumbraram a negritude ao fundo do túnel?

segunda-feira, março 28, 2011

O silêncio dos inocentes...

Paulo Teixeira Pinto
Paulo Morais


Jacinto Serrão


O mediatismo é hoje em dia uma força. Quando vemos medíocres sempre a perorar nos púlpitos mediáticos, dizendo banalidades e lugares comuns, enquanto as pessoas válidas são ostracizadas, colocadas no limbo, ficamos perplexos. Porquê, isto?

Há tempos ouvi dizer ao Dr Paulo Teixeira Pinto que nunca publicaria poesias «queixinhas»...ou seja, silenciaria tudo o que fosse críticismos ao status quo reinante! Isto diz tudo!

Eça de Queiroz teve a coragem de dizer mal de Portugal e dos portugueses do seu tempo. Camilo ridicularizou a sociedade hipócrita em que viveu. Guerra Junqueiro, no seu fulgor literário mais elevado, zurziu a Igreja Católica, os seus valores camaleónicos sempre adaptando-se ao status quo, chamou macambúzio ao povo que não ousava protestar ou gritar contra o poder explorador.

Na Rússia comunista, Sakharov criticou e de forma violenta, o status quo. Tantos, sofrendo na carne a punição do sistema, tiveram sempre quem os editasse, quem publicitasse os seus gritos de revolta.

Cá em Portugal, Jacinto Serrão, na Madeira, continua silenciado e ostracizado pelo poder mediático tal como Paulo Morais no continente. Cravinho (pai) foi votado a um ostracismo leviano por causa da sua postura frontal contra o clima de corrupção e promiscuidade reinantes. Há tantos Cravinhos por aí...sempre na sombra, sempre menosprezados, sempre olvidados pelos poderes mediáticos...

Paulo Teixeira Pinto, tem um poder extraordinário no tocante a publicação de pensamentos incómodos ao stablishment mas parece optar por ser o guardião dos valores que servem de pilares ao triste ambiente que nos rodeia.

Não se abrem janelas inconformistas, não se dá voz aos contestatários, não se dão oportunidades aos que contestam o caciquismo cultural e político reinantes...

Porquê?! Sacraliza-se o poder mais aberrante e despótico, por ser poder.

Porque a macroestrutura política e financeira se afunilou e condicionou o pensar dominante. As TV's repetem até à exaustão programas medíocres, comentários de feição entediante e alienante, evitando a lucidez, fugindo ao aprofundamento da crise. Os jornais, as revistas, a literatura, todos são cúmplices, por omissão, no pântano cultural em que o país está. Sempre os mesmos, servilmente cultuando os poderes instalados e as vacas sagradas que vão pastando nos prados da política, da literatura, do cinema, do desporto, do ensino...Há algumas, mas poucas, honrosas excepções...

Os «reis vão nus» mas ninguém ousa apontar o dedo, com medo, com tibieza, sem a coragem de dizer a verdade nua e crua...

A CHOLDRA CONTINUA...Há Séculos!

Mas há honrosas excepções. Dá gosto ler o Dr Antonio Marinho Pinto, no seu artigo de hoje no JN sobre CORPORAÇÕES... Algo de perturbador e muito elucidativo sobre esta mediocracia! E mediatocracia...

SEITA DA BANCA GLOBAL!!!

Aí está ela em todo o seu esplendor. Façamos uma análise fria e racional, vejamos os Madoffs que andam por aí, e se não houver um controlo a sério, vamos todos para a bancarrota global! A Europa está na calha! Ninguém se iluda! VER AQUI O FUTURO MEDONHO!!! Portugal está no centro do furacão global! MADOFF, OLIVEIRA COSTA, são apenas meninos de coro... O terrorismo dos mercados existe e está de boa saúde! Ninguém sabe como saír desta espiral asfixiante. Há cada vez mais fugas para off-shores. Dantes havia o entesouramento no colchão. Agora mudou-se para os paraísos fiscais! Mas é entesouramento no pior sentido do termo... Andam por aí capitais flutuantes, tsunamis especulativos a dar cabo das economias. Não há quem ponha mão nisto?!

sábado, março 26, 2011

Cachorro moderno na praia...


Nem um cigarro me conforta
Este país anda danado
A crise a todos bate à porta
Até o cão ... anda stressado!

Ela (a «chefa»...) quer saber...

Angela MerKel quer saber que medidas alternativas têm governo e oposição para que o país possa saír da crise.
Habituou-se a que lhe prestássemos vassalagem e agora não se cala.
Mas, sem governo, com a oposição tão fragmentada, quem lhe vai dar resposta?!
O país vai ir a votos e dirá de sua justiça. Se ganhar o Coelho da Madeira, será que vai propor a ilha como moeda de troca? Ou, pelo contrário, dará o «Grito de Ipiranga»?!

A senhor Merkel está ansiosa para saber quem será o novo feitor da quinta lusitana... A vindima ainda vem longe mas a filoxera ataca nos mercados, e de que maneira!!!

Avaliação de professores...

Ou me engano muito ou vão acabar com a avaliação dos políticos também.
Um, pôs o socialismo entre parêntesis. Este é socialista não praticante.
A outra queria suspender a democracia, ou seja, suspender a... avaliação dos políticos!
Regressa Salazar, estás perdoado! Traz o Silva Pais contigo (da PIDE/DGS)... o avaliador-mor do reino de então...

Opção difícil!




__Zé, estas são as quatro candidatas a presidente do Sporting Clube de Portugal! qual delas escolherias?!
__Nenhuma está vestida de verde mas garanto que qualquer delas era capaz de pôr aquilo direito!

sexta-feira, março 25, 2011

Que faz ela aqui?!

__Ela coitada já vendeu tudo o que tinha... agora anda a pedir... diz que se não lhe derem esmola terá de vender o corpo...
__Tão magrinha, coitadinha! toma lá um euro...e vê se recorres ao rendimento mínimo... já lá vi mais gordas que tu...

quarta-feira, março 23, 2011

Quim Barreiros pequenino...

E quando for grande vou comprar uma concertina, vou fazer uma música adequada para te homenagear...tu mereces, cabritinha! Todo o país vai cantar esta música em tua homenagem...

domingo, março 20, 2011

Não há alternativa?!


Política segredando ao Zé Povinho: «Não tens alternativa, Zé, a trampa é toda igual!!! eleições é pra te castigar ainda mais, pá!
Pra pior já basta assim!!!
O FARDO DA CRISE
Dívida galopante vai crescendo
Nossas poupanças leva, qual tufão;
O povo a pão e água vai vivendo
Sem vislumbrar um fim à punição.
Sovados, bem sovados sim, seremos,
Se aos sanguessugas não pusermos fim
Continuar assim nós não podemos
Vampiros são demais!, praga ruim...
No poleiro só galos cantadores
Devoram todo o milho orçamental
Impostos, mais impostos, impostores...
Votar em quem?!A trampa é toda igual
Bem fina ou grossa, iguais são os fedores,
Nem dá pra adubar!, pobre Portugal!

Reflexão ... a propósito...

Em Portugal Sócrates diz que o Pedro Passos Coelho é o pai da crise. Este diz que é o Sócrates.
Será que neste passa-culpas ainda vai sobrar para mim?! Chiça!, lá terei de pedir o teste de paternidade!!!

sábado, março 19, 2011

Ética versus Justiça

Dizem que há crise de confiança na justiça. Será que ela faz algo para deixar de merecer suspeitas? Os cidadãos observam sinais de transparência, de credibilidade?
Veja-se este caso exemplar. Foi designado relator de um processo a dois procuradores (do caso Freeport) o magistrado Castro Caldas.
Deveria, em bom rigor, como mandam as regras salutares, o garantismo mais elementar, ter sido feito sorteio.
Mas não. Usou-se o método da designação. E, em vez de se designar alguém sem rabos de palha, sem qualquer ligação aos procuradores, fez-se o contrário. Designou.-se alguém que já tinha feito queixa deles, alguém que já esteve ligado ao governo de José Sócrates. Alguém que pode ser isento, pode ser idóneo, mas não se livra de uma certa antipatia para com aqueles que já denunciou. Por muito menos que isto já vi testemunhas serem consideradas não credíveis, por certos juízes...
Porquê e para quê? Por que não se designou alguém com perfil defirente?
O designado, por questão ética, sentindo que a suspeita recairia sobre si, atentas as circunstâncias atrás descritas, pediu um parecer ao CSMP. Este deu o seu aval completo.
Agora pergunta-se: se se optou pela designação e não pelo sorteio não foi um erro escolher esta personalidade?
A justiça não se autoregenera. Toda a gente acha que só uma nova ordem poderá fazê-la saír do atoleitro em que se encontra. Se calhar isto já não vai com eleições... antes fosse.
Qualquer cidadão honesto, integro, no lugar de José Sócrates, teria tido outra postura.
Os procuradores em causa ao incluírem no processo as perguntas que gostariam de fazer a José Sócrates é porque o consideram suspeito ou passível de ser interrogado para clarificar dúvidas ou situações menos transparentes. Se o senhor PGR entendeu que era para o ofender, talvez tenha enfiado uma «carapuça»...

sexta-feira, março 18, 2011

O País a pão e água... estes dois : um fartar vilanagem!

Veja-se aqui como trabalhava o BPN. Dois grandes promotores da instituição, pagos a peso de ouro e por esquemas altamente fraudulentos. Figo, cuja imagem se degradou de forma radical depois do escandalo TAGUSPAK (em que ele, através da fundação com o seu nome foi buscar cerca de 700.000 euros a troco de venda da imagem...) é agora apanhado outra vez!
Ele e Scolari __ que faziam propaganda acalorada ao BPN__ foram pagos principescamente e recebiam pela porta do cavalo.
Impostos e alguns deveres de cidadania ficaram por cumprir. Será que daqui para a frente algum partido decente o vai buscar para cabeça de cartaz?!
E isto é a parte visível do icebergue, não tenhamos ilusões...

No tempo da ditadura...


Clicar em cima do documento para ver melhor...
Será que faz falta documentos destes, agora, para certos ferraris e casas com piscina que vemos por aí?!

Caricata esta justiça...

Um homem conotado com o PS foi nomeado para relator de um processo que envolve dois procuradores. Estes teriam alegadamente ofendido o senhor PGR exarando uma série de perguntas que gostariam de fazer a José Sócrates, mas não foram feitas por alegada falta de tempo (ou de condições?).
Segundo a lei, ele deveria ter sido sorteado (com todos os requisitos formais numa democracia autêntica, num estado de direito que se preze); mas não o foi; dizem que foi nomeado por uma vice-procuradora?!
Agora, vem pedir o beneplácito (confiança?) dos membros do CSMP! LER AQUI.

Isto é próprio de um estado de direito?! Será que a emenda ainda é pior que o soneto? Não teria sido mais justo, mais honesto, mais frontal, recusar, liminarmente, alegando não ter sido cumprida escrupulosamente a lei?!

Foi alegadamente cometida uma ilegalidade( deveria ter sido feito um sorteio e não uma nomeação).

É assim que se ultrapassa a situação?!

Será que o desnorte já é tal que todos perderam a tramontana?!

Profissão rentável: político!

Tirar um curso, gratuito! VER AQUI!

quinta-feira, março 17, 2011

Marinho Pinto tirou o colar e... pôs dedo na ferida!

O bastonário da ordem dos Advogados vergastou o estado a que chegámos na justiça!
Retirou o colar que garbosamente ostentava... certamente por nojo...

Marinho Pinto elevou a voz e caíu o Carmo e a Trindade!
A justiça está de rastos. Há procesos judiciais que são uma vergonha. Há pessoas que são ilibadas ou vêem os processos prescreverem (ou algumas acusações), por habilidade, manha, má-fé de agentes da justiça que contribuem para o branqueamento de muita criminalidade.
Há pessoas que foram condenadas em tribunal por exercerem com zelo a sua missão fiscalizadora. Expressões como: «onde pára o dinheiro», «crimes de lesa-economia», «repressão sindical fascizante», foram motivo de sanção judicial, quando de facto os motivos que estão na base dessas acusações são autênticas gazuas que abrem os cordões à bolsa estatal de forma ilegítima e insensata.
O país está de rastos e a justiça tem uma grande quota parte nisso. A vista grossa, o branquear certos actos ilegais faz parte do quotidiano. No entanto há gente a enriquecer de forma fabulosa ganhando algumas centenas de euros, oficialmente. Os juízes simpáticos sobem vertiginosamente...Podem (quase sempre!) chegar ao Supremo!
«Quem cabritos vende e cabras não tem, de onde lhe vem?»__Isto diz a sabedoria popular. Hoje em dia esta interrogação se estende do Minho ao Algarve e é feita por todos os cidadãos honestos.
Ordenados fabulosos para gestores em grandes empresas públicas, às vezes com passivos incomensuráveis, reformas e mais reformas douradas, atribuições de empreitadas feitas à medida de certas empresas de «confiança» (leia-se politicamente gratas...), gastos principescos com comemorações por tudo e por nada, aniversários disto e daquilo, edifícios sumptuários, obras faraónicas, elefantes brancos só para serem usados em dias festivos...e para meia dúzia de convidados de «honra»...
Marinho Pinto descascou o pessegueiro todo! Mas ainda muitas bordoadas ficaram por dar!
Há na justiça situações escandalosas de prepoténcia, abuso de poder, perseguição pessoal por delito de opinião, até! CLICAR AQUI.
Jaime Gama, esse, adoptou uma postura apologética e servil. Teceu loas, disse o contrário do que a maioria da população pensa. Incensou de forma balofa. Usou óculos cor-de-rosa. Onde toda a gente vê um mar proceloso, ele, pelo contrário, visionou um mar de bonança e de tranquilidade.
O PR procurou conciliar e dourar a pílula. Contudo vemos tantos abortos na justiça que a pergunta que se impõe é se não seria adequado usar a pílula do dia seguinte!?

Pedro Passos Coelho, será a próxima vítima?!

Eis aqui um relato impressionante que todos deveriam ler e meditar! CLICAR AQUI. E AQUI
Nos EUA a corrupção é quem mais ordena! Quem quiser defender a sua pátria, evitar a espiral de endividamento, cortar o mal pela raiz tem um final triste!

terça-feira, março 15, 2011

Despacha na latrina...




__Olha querido, esta imagem que José Sócrates trouxe para Bruxelas é paradigmática. Em Portugal a justiça trabalha sempre, mostra serviço, consulta processos, envia mensagens , recebe instruções superiores e ... exara um despacho. Devias ter uma ministra daquelas no ministério da justiça.
E com esta imagem, os mercados, finalmente, vão acalmar!

Dura lex sed lex!

Na rigorosa Grã Bretanha onde a justiça é levada muito a sério para alguns (veja-se o contraste entre Vale e Azevedo e Julien Assange do Wikileaks...) um músico vai sofrer quatro meses e meio de cadeia por ter feito falsas declarações sobre o seu estado de saúde. VER AQUI.

Em Portugal seriam tão rigorosos com uma super-star?!
Ele alegou ter dores nas costas mas num espetáculo moveu-se sem limitações e deu saltos que fizeram desconfiar. A celeridade e o castigo exemplar foram notícia. Será a excepção à regra?!

Vale e Azevedo continua por lá, rindo-se dos mandatos de captura e usufruindo de tratamento de «lord»...
Será que lá há um tratamento diferenciado para os comuns e para os lords?!

domingo, março 13, 2011

«Sobressalto cívico» __ Será que isto é verdade?!

Carla Bruni para Sarkozy: «Se houvesse um resquício de dignidade, um pingo de coragem, em Portugal certas coisas já tinham mudado! Tu, meu querido, és pequenino, mas estás lá! Outros, são grandes... mas não são grande coisa!...»

SERÁ QUE ISTO QUE VEM NA COMUNICAÇÃO SOCIAL É VERDADE?!

Se é, pode estar em causa o regular funcionamento das instituições! Pode estar em risco, ao mais alto nível, ao patamar mais elevado da justiça, a isenção, a credibilidade, atentando gravemente contra os pilares do Estado de direito!

Será que, não sendo desmentido isto (pressupondo-se que é totalmente verdade) o PR não exercerá a sua famosa «magistratura de influência»? Estará refém da «organização»?!
O princípio da separação de poderes deve ser respeitado, mas se há violações flagrantes da legalidade por parte de quem deveria ser o guardião máximo dela, então não se pode cruzar braços, não se pode acomodar ao laxismo hipócrita pois pode transparecer para o comum dos cidadãos que medra ali a erva daninha da conivência!
Se a lei impõe o sorteio, lá terá os seus motivos. a nomeação dá ideia que a fraternidade se sobrepõe à igualdade e à liberdade!

Será que a «organização» impõe que se sigam os seus rituais acima dos preceitos legais? Será que o império da lei é subalternizado quando outros poderes/deveres mais alto se alevantam? Que exemplo oferecem aos seus subordinados? Que de sobressaltos cívicos já não terão acontecido neste domínio? Será que a «captura» de que falava o saudoso Saldanha Sanches já chegou ao topo da pirâmide?
Os coveiros da pátria começam a ser apontados a dedo: os irmãos e os padrinhos vão por aí!
Mas eu não vou por aí!
Nem o povo humilde e honesto que não tem padrinhos nem irmãos, o povo quer regras sãs, gente séria ao leme das instituições, carácter nobre e reta intenção na condução da nau lusa. Pilotos destes, manhosos dribladores da legalidade, conseguem afundar e desviar a nau para rumos pérfidos, portos inseguros, correntes perigosas...
Razão tinha George Orwell ...

sábado, março 12, 2011

Sobressalto Cívico! __ O discurso improvável!

O discurso improvável (obviamente ficcionado...) do economista sério, honesto chamado Aníbal Cavaco.

Portuguesas
Portugueses:

É hoje um fato incontroverso que o país está de tanga, como nunca esteve. Este sobressalto cívico desta geração que se afoga na precariedade e no desemprego forçado é legítima, é pedagógica até. Os que agora fazem erguer a sua voz nas ruas não têm acesso à comunicação social, não têm poder de decisão, não têm capacidade financeira para encetar projetos, mas têm potencialidades adormecidas que importa reconhecer. Há que olhar com atenção para as suas reivindicações legítimas.
A culpa do actual status quo não é da exclusiva responsabilidade do contexto internacional, é também dos decisores políticos indígenas que têm contribuído para a actual situação. E muito, diga-se em abono da verdade mais genuína.
O político Cavaco Silva (que é meu parente mas com o qual não partilho afinidades cívicas nem princípios éticos... é bom que se diga frontalmente), é também um dos responsáveis remotos do actual caos. O progenitor do monstro despesista foi ele, como disse e muito bem um conhecido economista poveiro.
Ele sabia, e não podia alegar ignorância, que é nos ciclos de pujança económica e financeira que se preparam as reformas estruturais para enfrentar situações de crise, de ciclo negativo, de recessão. Mas não o fez como seria imperioso. Deixou-se caír no engodo populista e permitiu que a função pública crescesse em demasia, desafiou os alertas salutares do Tribunal de Contas, do Provedor de Justiça__ a quem apodou de «forças de bloqueio»...) e de alguns pensadores prudentes e clarividentes a quem acoimou de profetas da desgraça e aves agoirentas... permitindo um crescimento desmesurado do aparelho de Estado com todas as cargas negativas daí advenientes. E deu no que deu...
Não foi só ele, é justo sublinhá-lo. Guterres, Barroso e Sócrates também contribuíram, cada qual a seu modo, para o perfil que se vislumbra no rosto da Pátria. Ela está anémica, esfarrapada, subnutrida e desmotivada. Anda pelas ruas da amargura, bem sabemos. Todos são culpados, que ninguém se possa eximir às suas responsabilidades.
Portugal é hoje, a par da Grécia e da Irlanda, muito embora em menor escala, um paradigma de irracionalidade económica, de despesismo galopante, de negação a todos os níveis.
Falta de planeamento, falta de supervisão, falta de carácter também da parte de alguns decisores políticos. A corrupção emerge como um tsunami de gigantescas proporções, ameaçando fazer ruir os alicerces desta Pátria multi-secular.
Estas novas gerações têm o futuro hipotecado. Por nós, os que estivemos ao leme, os que tivemos cargos de responsabilidade. Ignorámos os avisos à navegação feitos por alguns opositores a quem apodámos de «radicais», anatematizando desta forma as suas visões justas, os seus raciocínios atentos, as suas análises sensatas. Há que mudar radicalmente. Há que seguir outro rumo!
«Radicais», «forças de bloqueio», «profetas da desgraça», eis alguns mimos lançados a pessoas judiciosas, equilibradas, prudentes. O país deve meditar nestas minhas palavras.

Como economista, sei o que é o «over-trading», que nas empresas pode ter efeitos nefastos, levando-as à falência. Os países também podem ser vítimas de uma espécie de «over-trading» criando estruturas gigantescas num dado contexto de prosperidade, mas que serão desastrosas quando a actividade económica diminuír.
O populismo e o desejo de ganhar eleições a qualquer preço, os fins justificando os meios, enfim a demagogia que norteou os destinos da Pátria e está na génese, na patogénese da enfermidade que ora se deteta. A culpa não deve morrer solteira: casa-se bem com todos os líderes que cá fizeram figura bem triste.
Governos, autarquias, governos regionais, grandes empresas públicas ou semi-públicas, parcerias público-privadas, todos com a sua quota-parte de culpas no cartório. Mordomias e sinecuras sem conta atulharam o país de lés a lés.
O próprio presidente da República foi agente passivo e permissivo. Nunca verberou publicamente os desmandos na banca (onde tinha e tem alicerces eleitoralistas), nunca fustigou como se impunha a corrupção reinante.
A justiça é um fator de desmotivação para o investimento estrangeiro. É até um factor de descrédito nacional tantos e tão deprimentes são os casos que têm vindo a lume e que não são nada abonatórios para os seus agentes. O país merece outra geração de políticos, estes estão no limiar da putrefação. O lodo invadiu as instituições que deveriam ser pilares da honra. O vil metal tudo comanda, tudo controla, tudo subjuga. Dizem que é como o azeite: por onde passa, amolece... tudo e todos! Todos se vergam a ele, depudorada e ignominiosamente!
As eleições são tudo menos pedagogia, esclarecimento, elucidação. Folclore, circo, palhaçadas sem conta. A democracia que hoje impera em Portugal é uma caricatura. As leis, longe de incentivarem a práticas decentes e honestas, são uma alavanca potenciadora de fraudes, de evasões, de malabarismos de todo o jaez. Portugal definha. A economia está de rastos. O país está de tanga.

PEC's e mais PEC's só contribuem para a definhar ainda mais, os juros altíssimos que pagamos vão fazer aumentar ainda mais a precária situação que já perdeu sustentabilidade.
Que fazer?
Os políticos podem limpar as mãos à parede. O país agradece a substituição rápida destas criaturas de cera que passam a vida a sorrir, a manifestar euforias hipócritas, quando o povo não sorri, o povo não anda eufórico, o povo não se dá ares de triunfador. O povo sai à rua e ergue a sua voz.
O povo sai à rua manifestando a sua ira, o seu desconforto, a sua dor por ter ao leme da nau tão maus pilotos.

HOJE TODOS ESTAMOS COM O JAPAO

Um forte sismo seguido de tsunami atingiu hoje o Japão causando centenas de mortos e destruindo tudo à sua passagem. Uma barragem ficou completamente destruída inundando as zonas circundantes causando danos pessoais e materiais incalculáveis!

Hoje estamos todos solidários com o país do sol nascente!

Estranho...


segunda-feira, março 07, 2011

Alguns partidos...e as «comissões ilícitas»...

Senhor, por que não fazeis o milagre da multiplicação dos euros?! Os partidos precisam tanto deles, que se desmultiplicam em alianças com sucateiros e tipos brejeiros, a ver se podemos pagar as campanhas que estão cada vez mais caras... Senhor, se fizerdes a nossa vontade, garanto-Vos que não enviaremos os excedentes para a Suiça como fez o Isaltino, esse maroto...


«Há partidos que funcionam como autênticas máfias!»

Engº Nuno Cardoso ex-presidente da câmara do Porto

«O maior imposto que se paga em Portugal é o da corrupção!»
Dra Maria José Morgado, Vice-Procuradora Geral da República.

«A situação de Portugal é tão grave que se não estivéssemos na União Europeia já teria havido um golpe de Estado...»
Dr Mário Soares ex-presidente da República e ex-secretário geral do PS, ex-primeiro-ministro de Portugal

Estes ilustres cidadãos disseram isto em tempo oportuno. Toda a gente concordou e ninguém se escandalizou.Mas agora, enfim agora os tempos são outros, veio o Dr Marinho Pinto dizer que os partidos cobram «comissões» e já cai o Carmo e a Trindade, querem saber quem são os partidos, que comissões ilícitas são essas, como se fora uma vestal imaculada, o PS veio a terreiro exigir provas ao Bastonário da Ordem dos Advogados. Senão... bem vai processá-lo por calúnia, ofensa à honra e bom nome, atentado ao pudor político...

Frei Tomás, Frei Tomás... regressa, perdoado estás!

Diálogo entre seres vivos...

A D. Política e o povo...

Povo- Estou tão cansado, ando sempre com impostos às costas, sou obrigado a olhar sempre para o sítio onde a senhora quer, vou votar onde a senhora quer, nem tenho tempo para a família, para folguedos, para passear, é só trabalho, trabalho, trabalho... sinto-me cada vez mais uma besta de carga...

D. Política- Tu és burro e pronto, está dito. quem te manda votar em mim, quem te manda pagar impostos atrás de impostos, quem te manda olhar sempre em frente, olha para o mundo inteiro seu burro, olha para o Egito, olha para a Líbia, protesta, dá uns coices; então jamais dirão as minhas comadres políticas com aquele ar de gozo que tu bem conheces: «vozes de burro não chegam ao céu...»

CONCLUSÃO: Será que o burro-povo quererá mesmo deixar de o ser?!

terça-feira, março 01, 2011

De luto

Faleceu D. Palmira de Oliveira. Ia fazer noventa anos. Ao centro, no Brasil, de férias com o também já falecido marido Sr Antonio Ferreira de Araújo e a cunhada (ainda entre nós, felizmente) D. Fernanda Magalhães Ferreira da Costa.