rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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segunda-feira, abril 11, 2011

OSCAR MASCARENHAS...







Meu caro Óscar Mascarenhas:




Sob a epígrafe «Meu caro Siza Vieira» lê-se hoje no JN(VER AQUI) um artigo de opinião de tua autoria onde, com o devido respeito e deferência para com a ilustre criatura chamada Siza Vieira, verberas de forma incisiva o facto de ter aposto a sua assinatura num documento pragmático, sensato, judicioso e necessário para alertar consciências e amainar radicalismos tolos.


Não sei nem me interessa saber quem são os co-autores do documento. Vejo apenas pelo seu conteúdo que é um documento prático, sem chinesices ideológicas, que todo e qualquer cidadão não toldado por sectarismos doentios assinaria sem rebuço. O país precisa mais do que nunca de senso comum. De espíritos arejados e práticos.


Não tenho partido, nem sou afeto a nenhuma corrente político-partidária. Já nem sei se sou de esquerda, ela está tão mal vestida hoje em dia que nem me reconheço nela. Deitei fora a gravata ideológica, procuro ser pragmático e uso o fato macaco do bom senso, às vezes a T-shirt do bom humor.


Espero que não te aborreças__ sei que tens maturidade e poder de encaixe__ se te disser que a tua prosa de hoje me fez sorrir. Aqui está o Óscar, que conheci na FAP __ num plenário em Monsanto, onde me defendeste com dignidade e carácter, após ter sido transferido da BA7 para a DSINST por ter cumprido uma ordem do próprio comandante e este depois me ter acusado de falta de bom senso...__ei-lo aqui em todo o seu esplendor, vestindo a pele de uma vestal imaculada! Um autêntico árbitro de elegâncias morais!!!


Siza, o maduro e sensato Siza, deve ter sorrido também. Com bonomia, com aquele doce sorriso dos sábios humildes e que se recusam a subir ao patamar da quinta-essência...


Meu caro, esta postura de Siza Vieira não é a de um vendido, de um traidor, de um vira-casacas, mas de um homem experiente, caldeado pela vida, fiel ao seu estatuto de arquiteto da alma, pintor da estética vivencial, paisagista da condição humana...


Um abraço do ex-alferes miliciano Pilav e Tocart : José Manuel Figueiredo Leite de Sá


(FAP de 1969 a 1975).

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