rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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segunda-feira, janeiro 21, 2008

«Portugal é um manicómio em autogestão!»

Estes três são casos únicos de lucidez, de seriedade, de honestidade intelectual e probidade. Riem-se do Continente e ... vão pensando na Independência...

O «Grito de Ipiranga» já esteve mais longe, a olhar para o discurso inFLAMAdo de Jardim, ainda há bem pouco tempo, ameaçando, de novo, a secessão!




«Portugal é um manicómio em autogestão!»


Esta frase foi proferida por alguém no pós-25 de Abril. Correu mundo e procurava anatematizar tudo o que acontecia neste jardim à beira-mar plantado. Cometeram-se excessos, foram feitas afirmações a raiar a loucura, a comunicação social procurava ser original e demarcar-se do cinzentismo do antigo regime.

Recordo-me que o então arcebispo de Braga foi mandado despir no aeroporto sob suspeita de tráfico de droga e/ou pedras preciosas; suspeitava-se de tudo e de todos; Otelo ameaçava os «ricos» de os colocar todos no Campo Pequeno; enfim, o país vivia em sobressalto permanente.
Os boatos proliferavam como cogumelos , as notícias eram contraditórias, havia desmentidos a todo o momento.

A poeira assentou. Os jornais e TV's começaram a ser menos espalhafatosos. O comedimento passou a ser a norma.

Mas ainda há, por vezes, uns surtos epidémicos de sensacionalismo.

Há dias uma criança morreu a caminho de um hospital. Os pais reconheceram que ela estava muito mal, a esperança de sobrevivência era remota. Mas... e há sempre um «mas» nestas coisas do sensacionalismo, o momento era propício a lançar mais um alarmismo. A política do ministério da Saúde, com todos os incómodos que está a gerar junto das populações, também tem sido mote para arma de arremesso no combate político.

Vai daí, toca a dizer-se que a criança morreu por causa do ministro, por causa das medidas de austeridade (polémicas, mas, segundo o próprio Jorge Sampaio, necessárias e «corajosas»...), enfim, o cadáver de uma criança a ser lançado como arma de arremesso, como aríete à cara do ministro.

Uma coisa é certa: a política da Saúde é da responsabilidade de todo um governo, de toda uma equipa que, apesar de tudo, continua a não ser muito penalizada nas sondagens . Por que será?

Porquê?!!

Porque a oposição é medíocre. Porque os argumentos ostentados pelos candidatos ao poder são paupérrimos e de uma infantilidade arrepiante. Dir-se-ia :«pior a emenda que o soneto»!

Menezes quer, segundo afirma aos quatro ventos, «desmantelar» o Estado. E quer fazê-lo rapidamente. Tem uma fúria privatizadora que precisa de toneladas de Prozac para acalmar, usa terminologias aberrantes para catalogar o governo e não diz absolutamente nada sobre o que pensa fazer no concreto sobre temas candentes. É bombástico, mas oco e demagógico!

Enfim, o «manicónio em autogestão» está aí para as curvas. E Menezes não apresenta melhorias em relação a Sócrates. Que esperar de Portugal?

Será que o único com carácter, com uns resquícios de lucidez, ainda é o sensato «Napoleão de hospício»? - como o catalogou de forma arrogante, João Salgueiro, no congresso da Figueira da Foz... que acabaria por vencer?! Esse sim, parece manter os neurónios em excelente forma. Até ver...

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