rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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sábado, janeiro 19, 2008

Bem prega Frei Tomás...

Sob os auspícios de Leão III, a Encícilica «Rerum Novarum» procurou estabelecer novas metodologias de forma a adequar a doutrina social da Igreja ao mundo real onde capital e trabalho comaçavam a digladiar-se de forma desmedida.

«A concórdia traz consigo a ordem e a beleza; ao contrário, de um conflito permanente só podem resultar a confusão, as lutas selvagens. Ora, para dirimir este conflito e cortar o mal na sua raiz
as Instituições possuem uma virtude admirável e múltipla.»

«E, primeiramente, toda a economia das verdades religiosas de que a Igreja é guarda e intérprete, é de natureza a aproximar e reconciliar os ricos e os pobres, lembrando às duas classes os seus deveres mútuos e, primeiro que todos os outros, os que derivam da justiça.»


A Igreja católica tem procurado ao longo dos tempos ser a candeia que ilumina, o farol da clarividência, contudo, a sua praxis, amiúde, é totalmente contrária ao que postula na teoria.

Nesta Encíclica, que visava atacar as visões marxistas e colectivistas, entra-se no domínio da abstracção e elenca-se um conjunto de piedosas intenções para combater o «terrível flagelo»...

Ao longo da História vimos a Igreja apoiar a escravatura, a reprimir a mulher, a apoiar censuras à ciência, à arte, à cultura em todas as suas manifestações mais progressistas. Depois, corrigindo a sua postura, mas sempre na cauda do pelotão, vem pedir perdão, pedir desculpas pelos seus ignominiosos actos. Às vezes, tarde demais. Foi assim com os judeus, com Galileu, etc...

Sempre critiquei a Igreja no presente por aquilo que considero cedências ao status quo, por submissões indignas aos poderes políticos corruptos, por apoios descarados aos exploradores, aos argentários, aos que usam o poder em seu (e do seu restrito grupo de ungidos...) proveito.

Tenho sido perseguido por causa disso, de forma ostensiva e descarada. Tenho sido alvo dos ataques e das calúnias mais torpes. Tenho recorrido à justiça (sou contra o uso de bombas ou sevícias... como alguns que vestem sotaina e usam cabeção...) e de pouco vale.

A «justiça» de que fala Leão III na «Rerum Novarum» é algo de flexível, de volúvel, de dúplice.
Tal como Janus tem duas caras: uma para o rico e poderoso, outra para o pobre. Diria quase uma prostituta de luxo.

Um indivíduo deu-se ao luxo de me perseguir durante meses usando os termos mais soezes, mais execráveis, acusando-me de ser contra os padres, contra a fé, contra Deus. Dizia ( sem nunca o ter provado, mesmo na instância judicial a que recorri...) que eu insultaria sua esposa e filha. Alegava que eu seria um doente mental perigoso, ao serviço de Sócrates, e que seria um ricaço sempre a meter pessoas em tribunal!!!

Ora, a única vez que tentei processar alguém (cheio de razão e com fartas provas documentais) vi-me impossibilitado de o fazer pois o juiz não me concedeu assistência judiciária e não dispunha de dinheiro suificiente para pagar custas e restantes encargos inerentes a tal tipo de acção...

Ao serviço de quem andaria este sujeito? Que credibilidade teria? Que motivações profundas comandariam o seu pertinaz e obstinado desígnio difamatório?

Fiquei espantado com algumas conclusões que não divulgo agora, por questão de respeito e de recato. Ele (o difamador) enviou-me um e-mail a pedir perdão pela sua insensata atitude. Afirma que já sabe quem o calunia e persegue e não sou eu. Mas não o fez no blogue e no jornal que lhe deu guarida. A calúnia ficou lá, intocável, sem nenhum retoque, sem nenhuma acção de contrição ou o mínimo remorso de quem lavrou tal estendal de torpes mentiras. Julgo que há intenção nisso. Para ser utilizado (oportunamente) por alguém que sabe que eu sei coisas a seu respeito e quer utilizar isso como arma de arremesso contra mim. Há intenção dolosa óbvia. Há a intenção de perpetuar a calúnia para a tornar verdade, como fazia Hitler e a sua clique. Mesmo sabendo que é mentira, que é uma miserável calúnia, o seu autor - homem de formação académica superior, frequentando um mestrado em Literatura Comparada, no Porto - nada faz para a retirar, ou minorar os danos causados... Fez o mal e a caramunha, mas não quer que se saiba!

Repugnante má-fé. Hedionda malfeitoria. Pulhice sem perdão. E, para espanto meu, há quem sempre de mão no peito, sempre jurando seriedade e uma imaculada postura, se sirva disso.

A doutrina social da Igreja serve para tudo. Até para que alguns, de voz doce e modos melifluos, lancem mão de métodos medievais, de acções execráveis, de canalhices sem nome.

Que Deus, na sua infinita midericórdia, lhes perdoe. Contudo, jamais esquecerei.

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