quinta-feira, setembro 18, 2008

Incrível, aquele conselho de ministros!...

Santana Lopes, o ministro da Qualidade de Vida, sempre no centro das atenções, sempre genial, sempre um farol de lucidez na noite mais obscura!
O sempiterno presidente de câmara alfacinha, o casanova de Alvalade, o cultor das virtualidades do gineceu! La femme d'abord!...
Pensamentos:
Penso, logo existo!
René Descartes
Utilizo, logo pago!
Macedo Vieira
Aquele conselho de ministros de Setembro de 2015 ficou na História. A questão era fracturante, polémica até. Tinha acérrimos defensores, como o sempre interventivo e polémico Santana Lopes, ministro da Qualidade de Vida e Isaltino Morais, ministro da Economia. Dentre os detractores, emergia a voz arguta e prudente de Gomes da Silva, ministro da Propaganda.
Macedo Vieira, esse homem brilhante e sempre atento aos problemas financeiros (dele e da sua entourage...), estava dividido. Parte de mim, alegava ele em tom conformista, está a favor desse projecto de grande alcance , capaz de um fabuloso encaixe financeiro para o Estado, por outro lado , receio o impacto que possa ter em sectores mais conservadores...
Outros ministros digladiavam-se em pormenores de exequibilidade do projecto. O primeiro- ministro, Filipe Menezes __o Sarkozy de Vila Nova de Gaia, como já era alcunhado __ meditava profundamente sobre a decisão a tomar. Como bom líder , auscultava o parecer dos seus pares e procurava, no final, fazer uma síntese e concluír. Enfim, colocar a cereja da sua eloquência em cima do bolo do colectivo.
Como pano de fundo da magna questão, emergia, qual gigante adamastor irado com os marinheiros governamentais, a problemática do défice. A questão agudizava-se de há uns tempos a esta parte. Era uma espada de Dâmocles pairando sobre aquelas cabecinhas pensadoras.
O facto é que havia muita gentinha sem escrúpulos a ganhar dinheiro à custa da exploração das mulheres. Uma tal Ana Lopes, formada em Psicologia, liderava um movimento tendente a dar às prostitutas uma nova dimensão empreendedora. Reivindicava sindicato, Caixa de Previdência, enfim, as cautelas minimamente necessárias para uma profissão de alto risco e de curta duração .
Havia sectores que concordavam plenamente. Era uma forma de as libertar do jugo de proxenetas e salvaguardar a saúde das populações.
__Que dirá a Igreja __ interrogava-se Macedo Vieira, cofiando a ponta do queixo , qual Descartes pensativo __ dos regeneradores, ao fazerem algo que nem os abrilistas ousaram? Liberalizar e oficializar os bordéis!
__A questão não é essa! __replicou com energia e acutilância Santana Lopes__ o busílis da questão reside no direito das prostitutas a terem um enquadramento jurídico, um quadro legal com um ordenamento moderno e responsável que possa acautelar a sua maneira de viver. Querem pagar impostos, ser colectadas, ter segurança social, reforma condigna e compatível com o seu estatuto economico-financeiro! Também são parte integrante da Pátria! Ou da Mátria, como diria a saudosa Natália Correia...
Luís Filipe Menezes pôs água na fervura:
__Não, não iremos chamar bordéis, o nome é agressivo. Talvez clínicas de terapia da líbido... Clubes anti-disfunção eréctil!...
__Casinos de relax! __ atalhou certeiro, o ministro da Qualidade de Vida.
__Não está mal, não senhor !__concordou Menezes.
De facto a questão não era fazer do Estado um proxeneta. Não, o estado iria criar centros de multiactividades para-sexuais e entregá-los a exploração de privados, como se fazia já com os casinos, para o jogo de azar ...
Numa esquina da rua fronteira, um cão vadio gania ferozmente. Talvez fosse uma cadela no cio chamando a atenção para o seu estado. Os aviões passavam e ouvia-se o roncar dos motores, a sensibilizarem os presentes para a poluição sonora que infestava a capital. Entrementes o diálogo prosseguia. Mais sereno, mais cordato, mais calculista.
__Já está definido! Já sei o que vou fazer! __ sentenciou Menezes com ar de Arquimedes na banheira, proclamando «eureka!»
Peranta o seu silêncio, Macedo Veira, mais afoito, interpelou-o:
_Podemos saber a «solução final»?
__Vamos fazer um referendo e lavar as mãos no tocante a polémicas. Aproveitamos e referendamos também a questão da energia nuclear. As oscilações do preço do petróleo estão a dar cabo da economia. Vamos para a energia nuclear enquanto é tempo. O povo decidirá tudo a nosso favor. Basta accionar-estimular aqueles opinion makers que tão bem sabem dar a volta ao zé povinho, como fizeram quando ganhámos as eleições!!!

quarta-feira, setembro 17, 2008

29 de Junho de 2014! Novo ministro!

O primerio-ministro andava preocupado. A economia piorava de dia para dia. Os grandes detentores do poder económico e financeiro desviavam fundos por offshores para o exterior e não investiam no país.Era preciso travar essa onda. Era urgente avivar o patriotismo desses capitalistas. Chamá-los à razão. Eles, tão ajudados pelo partido regenerador, não eram gratos a quem tanto os ajudara! Pelo contrário: fugiam com tudo quanto podiam para paraísos fiscais e a economia estava de rastos.
O primeiro ministro estava atado de pés e mãos. Foi neste contexto que se deslocou às festa de S. Pedro na Póvoa de Varzim. Depois de umas inaugurações da praxe fez um discurso apelando ao patriotismo dos capitalistas e promovendo Macedo Vieira, o edil local , a ministro da economia... paralela!
Eis as suas palavras:
Caros poveiros:
É com orgulho que vos dou conhecimento de uma proposta para nomear o vosso líder para uma função mais compatível com os seus méritos . Já temos um ministro da economia que está tolhido por causa de movimentos subterrâneos incontroláveis: as fugas de capitais para o exterior.
Ora, em termos de subterrâneos, Macedo Vieira brilha. Ele é um predestinado para a política. Seria um crime continuar a mantê-lo neste cargo tão modesto. Eu sei que a Póvoa o quer, mas não tem o direito de lhe tolher os voos, de lhe coarctar as metas.
Existe uma economia paralela em grande escala. Não podemos tapar o sol com a peneira. Há que encarar o fenómeno de frente, com coragem. Por que não um ministro da economia paralela, para enquadrar esses fluxos financeiros que vão jogando borda fora tanta vitalidade que é necessária para o revirogamento do tecido económico?
O governo deliberou criar mais um ministério e Macedo Vieira irá ocupar as funções de ministro da economia paralela!
É preciso apelar ao patriotismo dos capitalistas para que invistam em Portugal e sejam gratos a quem tanto os apadrinhou nas privatizações que foram feitas. Macedo Vieira será o homem certo no lugar certo! não mais fugas de capitais a esmo! não mais evasões sem rei nem roque! há que ser patriota e investir no país para a sua regenração total!
Macedo Vieira aceitou e , radiante, discursou assim:
Esta é uma bofetada para aqueles que não apostavam em mim. Diziam que ainda seria o ministro das salmonelas. Agora aqui têm a resposta!

O novo regime!

O novo inquilino de Belém


A nova Ministra da justiça popular


Pensamento:

«O político corrupto vence tal como o atleta dopado: este defrauda a verdade desportiva, aquele faz batota eleitoral»

rouxinol de bernardim
(Continuação)
O novo regime tendo por pilar o partido regenerador elaborou uma nova constituição e elegeu um novo presidente da República. Era preciso destruír todos os resquícios de Abril. Todas as recordações de um passado que se queria o mais longe possível.
Eleito por esmagadora maioria Valentim Loureiro foi ocupar o palácio de Belém com o apoio de todos os regeneradores. Não era ele tão íntimo de Jardim, o saudoso mentor espiritual deste novel partido? Não tinha sido vítima do anterior regime?
Para que melhor se possa aquilatar do novo estado de espírito vigente, dos ventos ideológicos dominantes, ouça-se a nova ministra da justiça popular, no dia 13 de Maio de 2013 no Centro Cultural de Belém. Ela, Fátima Felgueiras, é a oradora convidada. Presentes: o presidente da República, Valentim Loureiro, o ministro da economia, Isaltino Morais, o ministro da Propaganda, Gomes da Silva, o secretário de estado da juventude, desporto e património moral, Ferreira Torres, dentre outras ilustres personagens.
Caros concidadãos:
Acabou-se a utopia abrilista que degenerou no abismo e no caos. A falta de qualidade dos políticos, como tantas vezes avisou o saudoso Dr Jardim, acabou no que todos nós sabemos. Aquela utopia igualitária, aquele espírito nivelador contra-natura acabou com aquele Portugal que todos ambicionáramos: grande, livre, popular.
Que importa que não se cumpram determinadas burocracias se o objectivo final (fazer e dar satisfação aos anseios populares) foi almejado? Já dizia o grande regenerador Nicolau Maquiavel que os fins é que importam não os meios. O nosso querido presidente tão vilipendiado no antigo regime é a imagem imaculada da alma do novo regime regenerador. Não mais abrilismos utópicos eivados de burocracias enfadonhas, de pruridos ideológicos, o que importa é o pragmatismo, a funcionalidade, a organização. Aqueles que tiveram a coragem de ultrapassar leis bloqueantes, normas castradoras para satisfazer os anseios das queridas populações, estão agora ao nosso lado, não os medíocres cumpridores da legalidade que nunca saíram da cepa torta. Recordo aqui um desabafo do meu amigo regenerador Macedo Vieira, que me dizia em termos de confidência:«quando violava aquelas leis enfadonhas e cerceadoras da liberdade, eu sentia-me como o pintainho a picar a casca do ovo para atingir a luz do sol!»Sublime, magistral, grandiloquente, digna de uma figura de Estado esta descrição de um autêntico regenerador, daqueles que no antigo regime nunca cederam a hipocrisias democráticas, a igualitarismos enfadonhos. É de homens desta cepa que o país precisa agora. Coragem, coragem de violar as leis e até perseguir os que são escravos delas, os que julgam que o legalismo é o pai de todas as virtudes esquecendo o pragmatismo!
Não mais Abril e os seus tormentos mil! não mais a defesa de igualitarismos forçados quando sabemos que a natureza não é igualitária. Que importa o enriquecimento desmedido de alguns se eles têm mérito, têm coragem? Há que premiar os fortes e castigar os fracos, é assim na natureza por que não na economia, na política? Há que deixar o mercado funcionar. Os que forem trucidados, o mal é deles, é a lei natural, a lei do mais forte. A lei da selecção natural. Desígnio de Deus. É assim com as empresas, com as pessoas, com os partidos. Quem se meter com o partido regenerador leva! não viram o que aconteceu ao poeta Manuel Alegre? Revoltou-se, foi preso. Prisão perpétua, é o seu fim! Alma de Abril, aquela criatura? Tal como Saramago, outro mentor daquelas tretas igualitárias, um pró-moscovita todo cheio de prosápia, péssimo fruto da péssima árvore de Abril! O seu nome será erradicado de ruas, bibliotecas, escolas!
Agora há que erigir uma nova cultura, um novo hino, pois já temos uma constituição pragmática e sem gongorismos aberrantes__ prometendo justiça para todos, saúde gratuita para todos, educação para todos! puras utopias! puras cegueiras demagógicas! como tanto almejava o nosso líder espiritual, Jardim. Há que regenerar Portugal de alto a baixo. Há que pôr o povo a julgar. Não mais juizes que eram comissários políticos ao serviço de clientelismos inconfessáveis! Agora sim ,os julgados populares, eleitos dentre as elites do partido regenerador, imbuídos de uma filosofia que visa os fins, uma ideologia teleológica, com eles sim, então será feita justiça popular na plena acepção. Eu, vítima do antigo regime, de uma justiça burocratizante e bloqueadora de iniciativas sadias, de empreendedorismos visando o bem, somente o bem, tenho moral para falar. Não mais burocracias emperrantes, não mais perseguições burocráticas feitas por juizes estúpidos e sem perfil regenerador. Agora sim, Portugal vai mudar.
Finalmente será cumprido o desejo desse homem de Estado tão bom, tão zelador da honra e do bom nome, tão grande na eloquência, tão magnânimo para com a Igreja e tão regenerador na sua linguagem tão simples, tão popular.

Perscrutando os horizontes do futuro!!!



Corria o ano da graça de 2013 D.C.. O país já tinha ultrapassado a crise, graças a Deus. Jardim falecera mas deixara um herdeiro: Filipe Menezes! Este, à hora da morte do grande inspirador , jurou criar o tal Partido Regenerador que Jardim tanto ambicionara. Era enfim o partido que faltava, o partido capaz de conciliar o progresso com a justiça, a igualdade com o respeito pelas elites, enfim, as consabidas tretas de Jardim, ser anti-sistema e ser ele próprio o exemplo mais acabado das podridões do sistema!
Menezes tinha o arcaboiço intelectual, a mestria fogosa e eloquente, o dom da palavra, os apoios imprescindíveis no bas-bond, essas catacumbas sombrias onde se decide tudo! Tinha tudo para triunfar!
O partido ganhara por grande maioria, mais de oitenta por cento. A oposição resumia-se a um pequeno bando de gente irreverente e sempre atenta ao evoluír das perversões. O PR cheio de boas intenções no seu programa descambou para o populismo totalitário! a governamentalização exacerbada e a ultra-privatização (devidamente controlada por Menezes e seus compagnons de route...) deu origem a que a economia nacional ficasse sob os comandos de uma minoria amiga do líder. Uma plutocracia sagaz e sequiosa que ia sugando todos os recursos reduzindo o Estado ao mínimo dos mínimos para que ao provocar o seu total emagrecimento permitisse em simultâneo a engorda dos amigos de Menezes. Era um nepotismo esperto, cheio de neologismos pretensamente evolucionistas, mas para todos os efeitos, uma nefanda ditadura!
Apenas um grupo reduzido, os rouxinóis, onde imperava um tal rouxinol de bernardim, se ia opondo, sem grande êxito assinale-se, ao todo-poderoso império Meneziano!
Agora, o Partido Regenerador criara uma espécie de gulagues modernos onde se colocavam (internavam) os oposicionistas. Eram os famosos C.R.' s (campos de regeneração).
Queriam internar rouxinol de bernardim num deles mas não sabiam como capturá-lo. A rede da intriga palaciana e das máfias oligárquicas descobriu uma maneira subtil...
(CONTINUA)

terça-feira, setembro 16, 2008

Podando na vinha do Senhor!...


Meu caro Bento XVI:
Acabei de podar a vinha e sinto que tenho algo a dizer. Enquanto podava, de borla, claro, numa ramada que nem é minha, fi-lo por caridade como é meu timbre, para ajudar uma pessoa que não pode fazê-lo, pensei na similitude que há entre podar a vinha e podar os discrusos de Vossa Eminência Reverendíssima. Ando deveras preocupado com a Vinha do Senhor. Aquele discurso em que aconselhais os párocos a recusar a comunhão aos casais que se casaram segunda vez (depois do divórcio) merece uma boa poda!!!
Disse poda... não como ironiza o Herman... por vezes.
E como vai ser posto em prática tal desiderato?
Numa paróquia grande, nas cidades, como é que os párocos saberão se os casais estão em pecado? Sabereis dizer-me? Têm rótulo na testa? Se algum presidente de câmara nessas circunstâncias for comungar será assim hostilizado?
Eu já vi recusar a comunhão na missa. A uma pobre mulher sem estatuto económico, coitada. Se fosse rica o padre não faria aquela ofensa horrível!!!
Solidário com ela nunca mais fui comungar! Prometi a Deus Nosso Senhor jamais ir comungar. Não, não tenho medo de morrer. Não, não tenho medo do inferno! Se o houver eu escreverei no livro de reclamações e pedirei transferância para o Limbo ou para o Purgatório, argumentarei inadaptação à função como agora se diz, serei logo despedido com justa causa!
Talvez o céu precise de uma boa poda!!!
Mas, voltando a essa proibição ridícula, humilhamte e hipócrita (quem sabe se não estará mais santa essa pessoa que o padre que a vai hostilizar? só Deus!...), devo dizer que não tenho dúvidas de que ireis ser desautorizado pelo clero na generalidade. O Papa tem contradições flagrantes. O papado ainda maiores.
Vede que o Papa se recusou a receber Sá Carneiro e Snu Abecassis, aquele casal modelo tão apaixonado, tão crente no Bem e no Amor, e, muito embora já outro Papa, foi receber o presidente do F.C. do Porto, então a viver amancebado com uma alternadeira! Alternadeira de sucesso reconheça-se, mas uma alternadeira, quand même!
Meu querido Papa, eu recuso a comunhão esse efeito placebo que não é mais que um sinal exterior de beatitude e de hipocrisia.Se lá existisse Deus (o que eu sinceramente não acredito!) seria uma traição lançá-lo no circuito digestivo, sofrer ataques de ácidos e, já nos intestinos... meu Deus...não, a Igreja tem que mudar, custe o que custar!!! Alguém come o que ama? Não, não sou antropófago e recuso-me a deglutir o próprio Deus!!!
Mas não recuso esta tarefa hercúlea de podar a vossa discursata pouco reverente e pouco exequível nos tempos que correm!..Mas Deus me perdoe se estiver errado. É que tenho uma desculpa que Vós não tendes: eu não sou infalível!

Comunicação social servil e apologética!



Certa comunicação social tem dois pesos e duas medidas. No distrito do Porto há autarcas que estão constantemente ao colo dos media enquanto outros são ostracizados e marginalizados. Não, não é por causa da governamentalização da informação, há outros factores.
Veja-se o Marco de Canaveses. Quando lá estava Ferreira Torres a comunicação social punha-o nos píncaros, apesar de se saber o que a casa gastava. Agora há uma marginalização total do autarca modelo que lá se encontra.
Recordo um caso, nas vésperas das eleições autárquicas para a câmara de Amarante em que o dito Ferreira Torres conseguiu no JN quase meia página do jornal (lª página de domingo!) e quase uma página inteira no interior só porque levou uns milhares de apoiantes a um jantar!
Fiz uma exposição ao coordenador autárquico do PS e ao secretário geral do PSD. Remédio santo: passados três dias o mesmo JN (talvez fruto de alguma chicotada psicológica!) trazia uma página inteira de ataques à gestão de Ferreira Torres no Marco (efeito de compensação! tal como os árbitros depois de marcarem um penalty forçado compensam a vítima com livres perigosos...).
Vejam-se as reportagens nos dias dos santos populares nalgumas localidades: o presidente da câmara fala, fala, incensa-se e vangloria-se aproveitando para chamar maledicentes e invejosos aos adversários e estes nem sequer têm oportunidade de se defenderem! É isto jornalismo?
Quantos, ao chamarem maledicentes, não sabem que estão eles próprios a serem maledicentes?
É incrível a falta de respeito para com as oposições: Gaia tem sido um caso paradigmático, enquanto o edil-mor fala, narcísica e pomposamente sobre o seu projecto, as suas megalomanias, às oposições nunca é dado espaço compatível com o número de eleitores que nelas confiaram. Que haja diferença de tratamento admite-se, mas que se respeite a proporcionalidade eleitoral, pelo menos.
Não é dar aos presidentes tudo e aos oponentes nada!
Falo acima dos partidos e de paixões sectárias. Falo para o país em geral.
Veja-se o caso flagrante da Madeira: praticamente as oposições são silenciadas pelos media nacionais. Alguém conhece o representante do PCP? E do PS? E do CDS?
Sabemos o que ele Jardim, diz deles: um é o senhor da rua do Surdo, outro é um tal Rodrigues desconhecido, outro é o padreco...

Isto é vergonhoso! A comunicação social é a responsável mor pelo situacionismo reinante e pela falta de alternâncias!

Veja-se o acinte e a petulância de Jardim ao chamar desconhecido ao seu adversário! Não o critica pela sua craveira intelectual ou pela sua postura política, vai ao cerne da questão: o ser desconhecido!!! Ele, Jardim, à custa de uma imprensa subserviente e apologética é mais conhecido que o Papa, os outros, votados a um feroz ostracismo por parte dessa mesma imprensa que o coloca nos altares, que lhe leva o ouro, o incenso e a mirra, medíocre e sabujamente, é criticado por causa do seu pouco mediatismo!!!

É ridículo este status quo!!! ainda não chegou Abril à comunicação social!

Para remate vou contar um segredo: Um dia fui convidado por uma rádio local. Ao chegar, fui abordado pelo responsável que disse ter sido altamente pressionado por alguém ligado à câmara para ter muito cuidado comigo! Até um familiar meu estaria envolvido nessa pressão. Estive para desistir de falar mas disse o que tinha a dizer e ... sempre em tom cordato e atento aos fenómenos adjacentes ao plano político e desportivo, pus o dedo nalgumas feridas. O homem parecia ter suores frios!
Até numa festa religiosa, alguém (a pretexto de poder incomodar o presidente da câmara a minha presença...) veio «exigir» que o meu nome não constasse da lista, depois de me terem pressionado para eu aceitar e tendo eu aceite!!! Nunca mais entrei em festa nenhuma!

É isto a democracia que sonhámos para o regime de Abril?!

Paulo Morais: a honra e a verticalidade!


Paulo Morais, o íntegro vereador que tem dado lições de cidadania, saíu de cena mas está sempre em cena. Aquilo que ele há muito vem expondo, tenho dito eu há mais de vinte anos, desmistificando certa aura beata do poder local. Agora, o que vem relatando Horácio Costa no despudorado caso de Felgueiras, mostra à saciedade que não poucas vezes o financiamento dos partidos serve de capa para o enriquecimento ilícito de quem tem poder decisório e se serve dos partidos para enriquecer. Há quem ande a parasitar a democracia parasitando os partidos de forma escandalosa!!!
Paulo Morais não é um cidadão qualquer. O povo vai cada vez mais identificando a sua imagem com a imagem dos que já viram que há muito o rei (Poder local!...) vai nu, mas diz enfática e pomposamente trajar a roupagem da «paixão», do «amor à terra», do «projecto»!
Muito petulante edil, sempre a mostrar que tem amor, paixão, encantamento pela sua terrinha está a usar um eufemismo pacóvio querendo nas entre linhas dizer: paixão pelo tacho, amor às mordomias que ele concede. O «Rei vai nu!» basta atentar-se nos sinais exteriores de riqueza de alguns, que são clones de Fátima Felgueiras e usam o mesmo «modus actuandi» não tendo moral para a criticar pois são farinha do mesmo saco!
Paulo Morais e Horácio Costa (mais o primeiro que o segundo, frise-se em abono da verdade) são a imagem de marca de uma sociedade erecta e vertical que não se acobarda, não se acomoda, não se resigna e resiste (como continua a fazer o poeta...) ao abastardamento, à vilania, ao despudorado regabofe à custa da ingénua credulidade de um povinho inculto e subserviente que se deixa enrolar com facilidade.
O mar da corrupção enrola na areia da credulidade, da ingenuidade, da humildade simplória!
É tempo de dizer basta! é tempo de dar a voz aos Paulo Morais deste país sob pena de continuarmos a assitir ao enriquecimento de uma oligarquia de vedetas oportunistas que sempre em bicos de pés na comunicação social se arvoram em anjinhos mas não passam de chicos-espertos de trazer por casa!...

A produção leiteira vai aumentar!...


Os bovino-humanóides são feitos por clonagem algures no universo...
A Natureza é tão pródiga em metamorfoses e a espécie humana adapta-se aos períodos de crise, às solicitações do mercado, aos apelos da fauna e da flora! Velhos tempos em que uma loba ubérrima aleitou os fundadores da cidade romana!... O futuro está aí com inovações cada vez mais ricas de conteúdo!...

Povo que sofres comigo!




Povo que sofres comigo
Vendo o país se afundando
Nós, os sem porto-de-abrigo (1)
Unidos vamos lutando...

Arma-crítica-chalaça
Camartelo-ironia
Aos corruptos demos caça
Lutemos dia após dia.

Vampiros e sanguessugas
O país parasitando
Vida triste a dos portugas
Essa corja alimentando.

Povo que sofres comigo
Junta a tua à minha voz
Sozinho jamais consigo
Vencer o poder-feroz.


Sua paixão-despesista
É nutrir as «máfias boas»...
E o povo?... Que baixe a crista
Ladrões? ... só boas pessoas!...


Confrarias do gamanço
Cada qual o mais ladrão
Não dormem, não têm descanso
Mas muita organização!

Máfias na vera acepção
Co'as costas sempre forradas...
Nas leis há sempre alçapão
E... criaturas compradas!...






(1) Sei bem o que custa não ter abrigo partidário... Por esse país fora, na coutada partidocrática, comissários políticos com perfil persecutório avaliando gente honrada e trabalhadora de forma velhaca, traiçoeira, infame. Professores, trabalhadores da função pública, bancários, sei lá!... a partidocracia é a doença degenerativa da democracia!

segunda-feira, setembro 15, 2008

Madonna... o show quase total!



És o meu menino de ouro, hei-de levar-te ao céu!!!...

Tudo perfeito menos a apoteose final tão aguardada. A homenagem a Cristiano Ronaldo! Ela tanto treinou a voz, tanto se aprimorou na coreografia e... depois... a proibição...
Foi uma cabala!!! Seria o Manchester United?! Ou a ciumenta namorada italiana?!
Seja como for a tal cereja em cima do bolo não surgiu. Madonna, a diva do rock, a cantar em português. A solo, e depois em dueto com o próprio Cristiano!!!
Para que conste, aqui fica o que foi ensaiado com tanto carinho, com tanta devoção e... depois foi para deitar fora!
Ele merecia tudo isto e muito mais! A sua dedicação, o seu amor ao desporto, a sua paixão desmedida pelo futebol, mereciam esta apoteose que foi negada! A História há-de julgar os culpados por esta privação!

Aqui fica, para a posteridade, o ensaio geral...
Madonna a solo...
Este menino é d'oiro
Hei-de levá-lo ao céu
Ronaldo, és um tesoiro
Na cama... és doce pitéu!
Nas ondas do teu cabelo
Quem me dera mergulhar
Tua amante 'inda hei-de sê-lo
Nos teus braços repousar!
Ronaldo és um diamante
Ainda por lapidar
E quando eu for tua amante
Teu fulgor ...vai triplicar!
Em Portugal és o rei
Eu serei tua coroa...
P'ra ti sempre serei
A tua fiel leoa...
O amor não tem idade
Nem sequer religião
É o mel da liberdade
É sopro do coração!
Meu leaozinho ao sol
Vem cá, e canta comigo,
Produto do luso-escol
Vem cá... e chamo-te... um figo!
Menino d'oiro bendito
Uma odisseia em verso...
Tu vais ser , eu acredito,
O maior do universo!
Em dueto com Cristiano:
Nós somos um hino à Vida
E temos tão bom astral
Lisboa, terra querida
Ninho de amor: Portugal!
És estrela refulgente
Violino no telhado
Um futuro sorridente
Pelo mundo idolatrado!
Temos o mundo na mão
Só magia, lés a lés!
Portugal no coração
Inglaterra... a nossos pés!
Caminhemos lado a lado
Os corações palpitando
E o mundo, em nós concentrado
Connosco... sempre cantando!
......
......
E o mundo, em nós concentrado
Connosco sempre cantando!!!
NOTA FINAL: Foi pena o encerramento não ter sido feito desta forma. Seria inolvidável! Lisboa jamais esqueceria este dueto. Mas há mais marés que marinheiros...

O que diz o patrão da lancha...

R.de B. __ O que acha da espécie humana?
P. da L. __ Tem os dias contados. Ou se cuida ou desaparece.
RB__ Não será pessimismo?
PL__ Realismo, meu caro. Infalível só o papa. Eu sou humano, logo erro. Mas se tenha dúvidas sobre alguma coisa sobre esta tenho poucas. Há tanta desumanidade que o homem está a transformar-se em besta...
RB__ Que acha deste governo? Contribui para a desumanização?
PL__ Tenho o dever de reserva. Direi apenas isto: não é o inferno nem o céu, digamos que é o limbo...
RB__Então não existe?
PL__?!
RB__O papa decretou a extinção do limbo...
PL__ Não acredito! ainda não li o jornal hoje...
RB__ Já foi há tempos...
PL__Eu devia estar de férias... mas o papa estará dentro do prazo de validade?
RB__Consta que não há limites para ele... é uma excepção à regra geral dentro da espécie humana...
PL__ Errare humanum est!
RB__ Quantos anos dá para a liquidação total da espécie humana?!
PL__Depende: a ameaça nuclear paira no horizonte como uma espada de Dâmocles. Mas há outras também relevantes: as doenças pandémicas, os belicismos patológicos, a cegueira diplomática...
RB__Aceita a teoria criacionista ou a evolucionista?
PL__Esse tema ainda não me foi apresentado para despacho. Quando aparecer, então pronunciar-me-ei. Se tiver dúvidas, enviarei para o TC para aquilatar da sua constitucionalidade!...

Furacão a caminho da Madeira! alerta vermelho!

Muito obrigado, rouxinol! Vou já vestir o fato espacial e embarcar na nave SKY ONE! O ciclone de que falas é mesmo de alto risco!
A meteorologia sempre fez parte do vasto rol dos meus amplos conhecimentos científicos. Os ventos, as nuvens, as correntes, as descargas magnéticas, as auroras boreais, tudo foi estudado por mim a pente fino na minha prolongada escolaridade. Cumulonimbos, altoestratos, estratocúmulos, cirros, nimbos e toda a gama de nebulosidades fazem parte do meu arquivo cultural. As frentes frias, os anticiclones, os tsunamis (ou maremotos) são também preocupações permanentes. Estudei as placas tectónicas até à exaustão. O anel de fogo do Pacífico, o triângulo das Bermudas (e sequelas magnéticas adjacentes...) e toda uma parafernália de instrumentos capazes de me guiarem neste cosmos cada vez mais perigoso e inóspito. Preparei-me até para saír do planeta e pilotar uma nave estilo Arca de Noé. Na NASA sou conhecido pelo Magalhães (pseudónimo que usei para melhor entrar, se soubessem que era o rouxinol ,seria logo classificado persona non grata...). Enfim, agora, ao fim de analisar vários instrumentos (sismógrafos, cartas barométricas, higrómetros, linhas isobáricas, etc, etc...) cheguei a uma conclusão: está prestes a eclodir um ciclone de alta periculosidade. Segundo os meus cálculos fará incidir os maiores danos na Madeira. Daí o alerta vermelho que quero dar aos meus amigos madeirenses, sobretudo aos da Quinta Vigia, da rua do surdo, e a todos os que labutam e se empenham na defesa de valores ecológicos e ambientais.
Nome? Sim, já tem nome. Parece que se chama «carlos teixeira»!
Em homenagem ao cientista que no Observatório Meteorológico de Gondomar fez carreira e se guindou a plano de relevância mundial. Parece que haverá um tremor de terra, grau 8 na escala de Ritcher...

domingo, setembro 14, 2008

Por amor de Deus!...

Bento XVI em França: «Não há contradição entre a Razão e a Fé!»
Meu caro e reverendíssimo servo da vinha do Senhor, como é possível esconder a realidade de forma tão imprudente? Claro que há contradição. As verdades da Fé entram em contradição frequente com as da Razão e são fonte de conflitos, de belicismos até.
A História, essa mestra da vida, ensina-nos a olhar de frente as coisas e a não meter a cabeça no limbo do obscurantismo. Galilei Galilei foi vítima dessa contradição. A Inquisição, o monstruoso Santo Ofício com as suas criminosas intervenções (até o padre António Vieira foi vítima...) foi uma prova dessa contradição.
Nos tempos modernos temos essa incrível proibição do uso do preservativo quando ele não só devia ser tolerado mas até aconselhado. Milhares de mortos estão sendo vítimas desse obsoleto conceito de fé que não remove montanhas mas lança no abismo os crentes crédulos e tementes. A sida propaga-se a velocidade incrível! Perante o lavar de mãos, à Pôncio Pilatos, de Bento XVI e sua Cúria.
Santo Deus, tende piedade desta Igreja que segue os caminhos de um dogmatismo senil, sem ter em conta os malefícios que provoca. Vede a postura de João Paulo II dizendo que o inferno não era um lugar objectivo, mas sim um estado de ausência total de Deus! Agora, o seu imediato sucessor, alicerçado na mesma Fé, vem dizer precisamente o contrário: que há inferno algures no universo! O limbo, que existiu durante milhares de anos, deixou de existir por um decreto seu! Que irracionalidades meu Deus! Oh sacrossanta Fé que sofres tantos tratos de polé!!!
Sou o mais humilde dos servos de Deus. Convivo com os mais humildes, vivo de forma humilde, mas tenho o privilégio de ter sido tocado pelo Espírito Santo e Ele faz com que eu assuma o risco da coragem nos momentos mais críticos, quando todos se acobardam e ficam de rastos perante os abusos. Fi-lo em plena guerra colonial invocando a convenção de Genebra e verberando o modus actuandi de alguns militares bárbaros e mentecaptos. Denunciei alguns abusos e até massacres ocorridos em Moçambique.Sofri pesadas conseqências por isso. Fi-lo aquando do 11 de Março , essa tentativa de mergulhar Portugal num banho de sangue e que teve no então embaixador americano (Frank Carlluci) um dos cérebros da intentonba radical. Fi-lo perante os abusos do poder local, fi-lo perante os atropelos aos direitos do homem na Rússia e na Polónia.Defendi os timorenses perante as bárbaras atrocidades cometidas pelos indonésios mas condenei também as próprias violências dos timorenses para com os portugueses.
O papa não pode negar o óbvio. Não basta pedir desculpa (muito a posteriori) pelos danos causados. É preciso actuar na hora e reconhecer os erros. Os casos de pedofilia de Boston não teriam ido tão longe se tivesse havido frontalidade, transparência, coragem na assunção das responsabilidades logo de início.
A Igreja anda a reboque da realidade. Há bispos a desautorizar o papa na questão do preservativo. Quão ridículo isto é para a credibilidade da Igreja. Já o poeta Horácio na antiguidade falava na importância do preservativo para evitar doenças sexualmente transmissíveis! Faziam-se preservativos com intestinos de animais... e o azeite era usado como lubrificante!...
A Razão e a Fé entram em conflito e provocam danos colaterais de repercussões gravíssimas. Há guerras e conflitos desnecessários. Há perseguições, arbítrios sem conta por causa da Fé. Nos muçulmanos a situação é bem mais grave, reconheça-se.
Bento XVI me perdoe a frontalidade, a sinceridade, mas sinto que seria cobardia não referir isto. Seria ficar acomodado ao ouvir esta frase tão pouco verdadeira e tão recheada de segundas intenções.
Rezo a Deus, meu bom papa, para que lhe abra as persianas da alma e derrame sobre si o sol da racionalidade, o sol da eloquência, o sol da lucidez. A bem da humanidade. Que bem precisa disso, com urgência.
Amén.

Entrevista com Sarah Palin




Ela quis honrar este blogue. Já é uma personalidade de pendor universal. Assim, feitas as perguntas ela respondeu com o rigor e a sinceridade devidas. Sarah Palin, no vórtex do furacão mediático defende-se e contra-ataca:
__Sou pela vida e pelo bem. Era incapaz de mandar matar o meu neto só para evitar o escândalo da gravidez precoce. A minha filha sai à mãe: tem coragem de assumir as suas opções!
__Mas o pecado não vos preocupa?!
_Olha rouxinol, eu tenho respeito pelos catecismos e sou crente, mas tudo tem a sua relativização. Prefiro ver a minha filha grávida, do que vê-la aos beijos a outra rapariga. Gostei de ler o teu blogue no que à minha família diz respeito, nós somos (e para utilizar a tua pitoresca linguagem) «pão com chouriço» e não «pão com pão»!
__Mas admite que haja quem prefira outra opção?
__Admitir, tenho que admitir, mas não quero nem aceito a legalização de casamentos contra-natura! Como vocês portugueses dizem: «pão-pão, queijo- queijo!»
__Falemos da guerra no Iraque. Imagine que o seu filho morre na guerra. Não sentirá culpa por poder estar a usá-lo como propaganda de um conflito? Quiçá como arma eleitoral?
_Não, longe disso. Se Deus quiser que morra eu ficarei muito triste, mas muito orgulhosa dele. Ser mártir da pátria é um orgulho. Espero que nunca tal aconteça mas não serei cobarde, aceitarei de bom grado o que Deus quiser. O meu filho é igual aos outros, é parte deste povo americano que foi ultrajado, vilipendiado com o ataque de 11 de Setembro. Não quero que tal situação se repita. Irei para a luta se preciso for para evitar cenas como aquela que envergonham a humanidade.
__Seria mau para o povo americano se um negro fosse presidente?
__Não sou racista e respeito Barack Obama como cidadão e homem. Mas não é a cor da pele que está em causa. Ele é muito jovem, não tem preparação...
__E você acha-se preparada para a vice-presidência? Aquele excesso de voluntarismo em que numa recente entrevista admite com facilidade uma guerra com a Rússia não será um sinal de imaturidade?
_Tu rouxinol, que és o autor do livro «Portugal no coração», que eu apreciei muito ao lê-lo pois está cheio de poesia, apesar de ser prosa, compreenderás que quem tem a América no coração não poderá deixar os outros rirem-se de nós. A Rússia se exorbitar, se mostrar demasiado os dentes, vai levar. Vocês têm aquele socialista que diz: «Quem se mete com o PS leva!» eu, usando o mesmo estado de espírito direi: «Quem se mete com a América, leva!»
Comentários para quê?
Esta mulher, com este afã, com esta garra, com este ar de fêmea-pátria a defender os filhotes-concidadãos, vai dar outra dinâmica à campanha americana. Ai se a Dra Manuela Ferreira Leite tivesse esta garra, esta idiossincrasia, este coração, ganharia tudo o que lhe aparecesse pela frente... Assim...

sábado, setembro 13, 2008

Eu tive um sonho!...


Este sonho aconteceu de facto. Ia eu a caminhar na Praça do Almada, na Póvoa, e, de repente, ouço um «pssst!...pssst!...» que me chamou a atenção... olhei e nada vi. Voltei a olhar e nada!
Entrementes, quando dou conta, já está a meu lado o Eça de Queiroz, vestido com o trajo da época, muito ladino e desempoeirado!
__Mas... como é possível! __ balbuciei meio atarantado pelo insólito da situação.
__Ouve lá rouxinol, quero falar contigo!
Fiquei petrificado! uma estátua a deslocar-se na minha direcção? !!! Dei uma beliscadura na mão e parei meio entontecido. O caso não era para menos... Eça prosseguiu, com a voz pausada, dando um jeito ao bigode, aperaltando a sobrecasaca, completamente transfigurado!
__Ouve lá, andas a invocar o meu nome no teu blogue. Pões na boca do Dr Macedo Vieira afirmações pouco abonatórias para a minha pessoa. Tenho que me defender.Quero elogiar o autarca da Póvoa, tão amesquinhado por alguns danados blogueiros...
__Mas... meu caro... sou todo ouvidos. Terei muito gosto em pôr lá os seus veros sentimentos.
_Então toma nota. Macedo Vieira é um homem de esquerda sim senhor, nunca foi de direita. Ele aprecia-me e sabe que eu sei que ele chegou a estar pré-indigitado para candidato a presidente pelo PS...
__Pelo PS?!
__Sim senhor. Como cooperante das Edições Linear (aquela que em Vila do Conde controlava o Jornal de Vila do Conde e a Rádio Linear) e sendo amigo do Dr Fernando Gomes, não pode ser surpresa para ninguém tal facto. Só que as pressões para se candidatar pelo PSD foram muitas e ele cedeu.
_Então roeu a corda ao PS?
__Não será bem assim pois ele ainda não tinha dado o «sim definitivo»... fora apenas uma abordagem... Mas é um homem direito, muito amigo de praticar futebol, gosta muito de desporto e é lógico que o poder o entusiasme. Vai concorrer de novo e não terá dificuldades em ganhar...
__Mas, como tendes tanta certeza?
__Eu conheço bem este povo da Póvoa, é pouco propenso a mudanças. Se o padre Manel Vaz tivesse continuado e se concorresse agora pelo PS, ganharia de novo...
__Não duvido. Vossa Excelência está noutro estado, vive noutra atmosfera. Quem sou eu para vos contestar? Mas, dizei-me lá, não achais que há uma certa prepotência nesta câmara? Não haverá certo desleixo em relação ao meio ambiente?
__Tens razão, rouxinol. Há de facto alguma pouca atenção pela transparência e pelo ambiente. Ele como médico disse que ia salvar a Póvoa (segundo ele condenada pelo seu antecessor...) mas não teve pejo em lhe arrancar os «pulmões» ali na Av Mouzinho. Mas reconheço que a obra final não está má de todo.
__A poluição no mar, agora no verão, não lhe repugna?
_Estou um pouco afastado do mar como sabes. Mas os ecos chegam cá. Há tempos, um bêbado passava por aqui e desatou a urinar em cima desta peanha. E cantarolava assim: «Póvoa do Mar, Póvoa do Mar /// Oh império dos poluidores/// Se no mar andam a cagar///Vou pôr no Eça alguns fedores!...» Assim, desta forma cretina, fui mijado e insultado por um poveiro de gema. Fiquei a saber que o mar estava também a ser insultado...
__O meio ambiente está uma miséria. As águas andam todas conspurcadas. No verão a coisa atinge tal nível que incomoda. Isto causa doenças, maus cheiros, dá má publicidade à terra...
__Bem sei que o povo ainda não está preparado para dar valor a essas coisas. Dão um garrafão de vinho e uns rojões e vão todos votar no Macedo Vieira. É uma espécie de doping!...
__E achais bem o doping, digno Eça? Achais bem que se corrompa a juventude com drogas? Viste aquela vergonha do ciclismo a pôr em xeque a Póvoa inteira!!!
_Claro que não. Mas o doping já vem de tempos imemoriais. Ainda recordo o tempo em que no Varzim o pai do Macedo Vieira dava 50 contos de reis a quem marcasse o primeiro golo ao Porto ou ao Benfica e logo surgiam golos em catadupa. Já era doping a funcionar!...
__No seu tempo também havia muito? Qual era o seu?
__No meu tempo era o rapé. Mas eu tinha gostos mais sofisticados. Para mim era uma fêmea com os seios bem contornados, uma Conchita espanhola com muito salero e capaz de enlouquecer qualquer portuguesito. Como eu invejo o Cristiano Ronaldo... ai se fosse no meu tempo...
De repente apareceu ao fundo o Macedo Vieira, tinha um ar ensonado, de quem tinha dormido mal a noite. Foi o primeiro a chegar à câmara naquele dia. Eça comentou:
__ Ao chegar à câmara a primeira coisa que vai fazer é abrir o computador e ler os blogues: o ca-70, o boticário de Província, o sextante poveiro, o povoaoffline, eu sei lá que mais... coitado é uma obsessão doentia. Ainda vai dar cabo dele...

O povo não ri! O tempo não é de ananases!...

NOTA PRÉVIA:
O diálogo que se segue é ficção pura. Nada tem a ver com a realidade.
__Zé, admiro esta Póvoa cada vez mais!
__E pode continuar a fazê-lo, pois é terra de gente boa e hospitaleira.
_Gosto muito de um vosso conterrâneo!...
__Não, o Eça de Queiroz, o grande romancista poveiro...
__Também já gostei. Agora acho-o um pouco agressivo demais. Era um maledicente, dizia mal da Igreja, dos políticos, até me sinto incomodado com algumas sátiras. Sinto lá bem dentro de mim, que se vivesse naquela época talvez tivesse que o meter em tribunal!
__Oh! meu caro Zé, você tem que ter mais poder de encaixe! Já leu o Boticário hoje??
Eu fartei-me de rir! O homem é levado da breca! Gosto de gente assim, franca, com ódios de estimação! O Eça havia de gostar dele! Então aquela frase do Eça é genial!
__Qual?!
__Aquela em que ele diz: «Os políticos são como as fraldas. Devem mudar-se com frequência. E por motivos idênticos!»
Ambos riram com exuberância e com gosto. Macedo Vieira tossicou ligeiramente e exclamou:
__Tenho que me render ao humor. Este Boticário é o maior! Vou lá qualquer dia comprar uns rebuçados de bom-humor (sinto que ando a precisar...) a ver se o homem passa para as minhas hostes!... o dinheiro compra tudo!...

A Vergonha morreu. Ficou a irmã...




Os sinos dobram por ela
Morreu à fome, coitada,
Não deixou de ser donzela
Morreu, ninguém deu por nada.
Sua irmã anda p'raí
Aparece nos jornais
Não, não chora, só sorri,
E sorri cada vez mais...
A Vergonha lá morreu
Tão pura, tão virginal,
Por causa da irmã sofreu,
A megera sem igual...
A Sem-Vergonha, ridente
Mui venal e trapaceira
Da câmara presidente
Anda aí toda brejeira!
E não dá ponto sem nó
Sem servir, se vai servindo,
Só mantida a pão de ló
Da Justiça rindo, rindo!...

sexta-feira, setembro 12, 2008

O Brasil dá o exemplo...

Primeiro vieram as telenovelas. Nós copiámos. Depois a gatunagem mais sofisticada: carjacking, arrastão, tráfico de mulheres, etc.

Agora as campanhas autárquicas revestem o ar de arenas sanguinárias em que os traficantes mandam em tudo!

Esperem e verão. Como as coisas vão indo, vamos imaginando...

O ingénuo padre Vieira e os «branqueadores»...

CONTO MODERNO
Era um transmontano típico: forte, entroncado, apreciador de bom vinho e de bom presunto. O padre Vieira (nome fictício) tinha uma grande devoção pelos santos. Fazia livrinhos a torto e a direito. Cumulava-os de virtudes até raiar o inverosímil. Tinha a devoção e o afã de uma formiga laboriosa a captar cereal para a celeiro, nessa tarefa de acarretar virtudes. Com a sua voz frágil, a parecer voz de donzela, muito serviçal e venerador, ele captava facilmente a simpatia geral.

Fazia frequentes viagens à Terra Santa e era angariador, hábil angariador de clientes, para agências de viagens. Era frequente vê-lo e ouvi-lo na homilia a publicitar mais uma viagem.

Era muito amigo dos Epaminondas (nome fictício), comerciantes na Venezuela. Tecia-lhes as maiores virtudes. Já fora à Venezuela bastas vezes e dizia maravilhas. A família Epaminondas era muito devota. Mas também muito generosa. Ofertara um órgão, um sino, paramentos novos, arranjara a sacristia, contribuira para o salão, enfim, uns mecenas na vera acepção do termo.

O padre Vieira não era parco em elogios, quer no púlpito, quer no boletim paroquial. E carregava na dose da bajulação até atingir o limiar do lambebotismo!
Naquela aldeia transmontana tudo corria às mil maravilhas até que...
A bomba rebentou. Pedro Epaminondas fora «agasalhado» pela PJ. Foram detectadas numas latas que ostentavam o rótudo de pêssegos em calda, grandes quantidades de cocaína. Enfim, algumas latas traziam pêssegos de facto, mas a grande maioria não, era apenas cocaína. Vinham da Colômbia e passavam pela Venezuela com destino a Portugal.
A excessiva generosidade dos Epaminondas dera o alerta. Algo não batia certo. Um pequeno mini-mercado em Caracas não podia ser a fonte geradora de uma fortuna colossal...

O padre Vieira, quase lacrimejante, mal queria acreditar. Fez como S. Tomé. Foi à PJ para ver a realidade concreta. Lá, disseram-lhe que os BMW's e grande parte da fortuna eram fruto do tráfico de droga. E lá estavam as latas de pêssego cheias de coca a testemunhar a «pessegada»...
Parecia-lhe impossível. Gente tão religiosa, tão devota...

__Já ouviu falar em «branqueadores«?__ perguntou ao padre Vieira um agente da PJ.
__É aquilo que usa a Fátima Lopes, da SIC , para que os dentes brilhem ainda mais? __ soltou, ingénuo e meio aparvalhado, o simplório padre Vieira.
__Não, nada disso. Estou a falar em sentido metafórico...

E lá foi explicando que os traficantes usam certas fachadas para branquear a sua actvidade delituosa: uns usam a Igreja, outros o futebol, outros a política, enfim, há quem use tudo para ter mais impacto...

O padre Vieira ficou abismado! foi como se tivesse perdido a «virgindade»... Os Epaminondas, tão bons, tão crentes no Senhor, tão católicos de comunhão e de primeiro lugar nas filas da frente, na missa... Como era possível?!

Contudo, agora olhava com outros olhos a vida. E o próprio presidente da Câmara, Dr Boanerges (nome fictício) lhe parecia estranho. A sua permanente disponibilidade para com as coisas do culto, as procissões, as festas, contrastava flagrantemente com a sua antipatia para com ela (Igreja) antes de ser presidente. Nem casar pela Igreja quis, sempre se declarara comunista ferrenho nos tempos estudantis, sempre olhara com maus olhos aquilo que ele então designava por «padralhada» e afins... Essa excessiva disponibilidade cheirava-lhe a «branqueamento». Sim, ele talvez quisesse com essa colagem excessiva, limpar a imagem beliscada pelos escândalos financeiros que iam sendo divulgados
em segredo, aqui e ali, nos cafés, nos blogues, nas tertúlias...

Enfim, o padre Vieira amadureceu e ganhou outra visão: mais prudente, mais profunda, mais sã. Ganhou outra dimensão, sem dúvidas.

Ao perder a tal virgindade, ele ganhou alforria, emancipou-se, tornou-se mais eloquente nas homilias, abandonou aquele estilo sabujo e alienado e ficou mais bem aceite por todos. Até a voz, outrora fina e efeminada, se tornou mais vigorosa. Aquilo dos branqueadores não lhe saía da cabeça!...

O Papagaio e a cartomante...




De plumagem flamejante
Sou vaidoso e mediático
Sou papagaio pujante
Airoso e policromático.
Nos astros futuro vi,
Um futuro bem ridente
Serei luso-Sarkozy
De Portugal presidente!
O meu ego genial
De pavão extrovertido
Dar-me-á o pedestal
De Belém, eu não duvido.
Dos laranjas serei rei
Nutro a indiscreta ambição
O tapete tirarei
À líder de ocasião...
Ela não tem o perfil
O rasgo, nem a sageza,
Pra conduzir o redil,
Falta-lhe a minha esperteza.
Em 2009 irei
Convocar outro congresso
A todos esmagarei
Sei como ganhar, não esqueço!
Espingardas vou contando
De norte a sul, sem parar,
Sempre sempre conspirando
Prá velhinha derrubar!...
Já tem os dias contados
Vai lançar toalha ao chão
Tenho mais de mil machados
Pra talhar o seu caixão.
Ao poder serei guindado
Por acólitos fiéis
Jamais serei apeado
Ao meu charme vergareis...