rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

Minha foto
Nome:

Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sexta-feira, junho 12, 2009

O incrível padre Luís Fontoura...

Este (o da esquerda) é o provedor do Real Hospital Português do Recife, o junqueirense Alberto Ferreira da Costa. O referido hospital é o melhor e mais bem equipado de toda a América Latina.


ASSÉDIO SEXUAL EM PLENO VOO!!!

O padre Luís teve um problema cardíaco e não recusou o convite do provedor Alberto Ferreira da Costa para ir ao Recife tratar-se. Talvez fruto dos seus excessos no culto a Baco, em que ele era pródigo, isso viria a reflectir-se no funcionamento do órgão. Muito dado a libações e a incursões nocturnas em territórios onde Vénus e Baco se entreolham e até se entrechocam, por vezes, o padre Luís era uma figura típica. Tinha sido capelão militar mas não dera conta do recado por causa da disciplina rígida; era demasiado asfixiante para os seus anseios de liberdade plena. Ele era uma espécie de libertino de sotaina. Um padre Amaro da nova vaga... Se Eça hoje existisse tê-lo-ia como paradigma...

A sua permanência no Recife foi a todos os títulos gratificante já que no Hospital Português o tratamento de excelência que teve deu azo a que a máquina ficasse outra vez au point...
De regresso a Portugal, no avião da TAP, teve o primeiro teste: uma femme fatale colocou-se a seu lado e começou a dialogar de forma insinuante:
_Tão jovem, como padre, não sente certas limitações...
__Todos nós temos limites, ninguém é totalmente livre, só Deus!__exclamou bem humorado.__Até este avião tão potente, tão moderno, tem os seus limites também...
Pulavra puxa palavra, ela foi-se encostando como cachorro mimado aos pés do dono... ou melhor, era uma «gata em telhado de zinco quente!»
Ele ia aguentando o cerco conforme ia podendo. Até pôs o jornal entre os joelhos, por motivos óbvios. Era aquilo a que ele frequentemente gracejava com os amigos : a maldita «çãozinha» (1) que teimava em surgir nos momentos mais inconvenientes... sem querer, claro...Até que ela chegou ao clímax da provocação:
_-Padre, precisava muito de um favor seu! Posso contar consigo?
Ele, esperando o pior (ou o «melhor»...) não se conteve que não exclamasse, fazendo surgir na face uma onda vermelha de pudor mal contido:
__Olhe que sou padre e não esqueço isso mesmo aqui no ar...
__É o seguinte__ balbuciou ela, como que lançando um segredo bem guardado aos seus ouvidos púdicos__ preciso da sua ajuda para fazer passar na alfândega um objecto de muita estimação...
__Depende__ disse ele, já mais afoito...
__Olhe padre, tenho aqui um secador de cabelo, quase novo, que tem uma tecnologia perfeita e foi muito caro. Gostaria que o fizesse passar na alfândega debaixo dessa sotaina larga. Ninguém desconfiará de nada, enquanto eu, tenho medo... sabe como é... ele é multifunções...até de vibrador faz, às vezes...
O padre a princípio negou ajuda. Mas perante a insistência dela, o seu ar inisinuante, a que não fora alheio o desabotoar de dois botões fazendo aflorar um seio rosado e bem torneado a que o sol do Recife (e talvez também algum amigo do «peito»...) deu outro tom, devido à frequência das carícias (solares), ele prometeu colaboração...
E assim fez. Meteu o secador junto das partes íntimas, bem apertado, meio camuflado. Ao chegar à alfândega, a pergunta da praxe: «Tem algo a declarar?»
Ele abriu um sorriso largo e mordaz e falou assim:
__Olhe meu caro, da cinta para cima, não. Mas da cinta para baixo, tenho aqui um instrumento para uso feminino, de tamanho avantajado e ainda em bom estado. Será que o quer ver? Quer que o mostre aqui à frente de toda a gente?
O outro sorriu com a graçola e pensando estar a referir-se ao «intrumento viril», mandou-o avançar com um sorriso simpático:
_Não, não sou apreciador dessas coisas... Pode seguir à vontade...
Mais tarde, em local isolado, o padre deu-lhe o secador. Só então soube que ele estava repleto de pedras preciosas de alto valor...
Nota: Isto é pura ficção. O autor não se identifica com o maledicente Eça de Queiroz que passava a vida a dizer mal das autoridades (civis e eclesiásticas ) pelo puro prazer de dizer mal. Não, isto é apenas pedagogia, tout court...
(1)-erecçãozinha

Marcadores: ,

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home