rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sábado, junho 13, 2009

«Mudar de rumo!» - Fado moderno

Mudar de rumo, eu não vou!


Não sejas suicidário
Respeita a voz popular
Pareces um dromedário
Só... num deserto sem par!

Com exemplar isenção, como é apanágio deste blog, dá-se voz aos que vão cantando por aí...





Eu não vou mudar de rumo
Seria fragilidade
Sou coerente, o assumo,
Caia o Carmo e a Trindade!


Tens de mudar, ó José,
Pede-o o país inteiro!
Contra o vento e a maré
Muda o rumo, ó timoneiro!


Mudar é próprio dos fracos
Não mudo!, que Deus me mate
Entra água pelos buracos
Mas eu... sei ser calafate!


O barco mete água, Zé,
Antes que atolado fique
Aproveita esta maré
Senão... vai ir tudo a pique!


Mudar não!, antes morrer
Vós ireis comigo ao fundo
«Antes quebrar que torcer»
Diz o «Portugal Profundo!»


Não sejas suicidário
Respeita a voz popular
Pareces um dromedário
Só... num deserto sem par!


Prefiro ser dromedário
A ser reles catavento
Não deixo de ser otário
Sê-lo-ei... eternamente!


Muda Zé!, o país pede,
Usa a flexibilidade
Tua rigidez já fede
O povo cheira... a verdade!


Minha verdade é meu rumo
E mesmo que esteja errado
É o meu, eu o assumo,
Vou pró fundo consolado!


Não!, eu não vou por aí!
Pró fundo não irei eu
Suicidas não segui
Por aí, vai tu... ó meu!...

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