rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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terça-feira, fevereiro 10, 2009

Preso por ter cão e... por não ter...

Leio sempre com atenção as crónicas do professor de economia João Cesar das Neves. Hoje, no DN, sob a epígrafe «Erro estratégico...» ele desanca a política económica e o arrojo financeiro deste governo ao enveredar pelo investimento em obras públicas, como se fosse gato esfomeado a bofe suculento.

Se não é boa política eu pergunto:

1- Com a crise no horizonte, com as empresas privadas a desinvestirem ou gerarem falências (algumas de pendor fraudulento...) como estancar o desemprego? Seria preferível mandar toda a gente para o fundo de desemprego?

2- Como estimular a iniciativa privada? Com chorudas prebendas fiscais (perdões e mordomias como no tempo de Oliveira e Costa?), com incentivos faraónicos que redundaram em fiascos?

3- Será que é mau fomentar investimento em obras de pendor trabalho-intensivo (em detrimento de obras de cariz capital-intensivo)? Barragens, reparação de escolas e hospitais não é melhor do que ficar à espera do investimento privado que continua com gordos saques em off-shores e só sairá da toca pelo seguro?

4- Será que à míngua de investidores privados o papel supletivo do Estado neste domínio é mau?

Imagine-se que era adoptada outra política: generosidade fiscal com abaixamento brusco dos ditos e não concomitante entrada de investimentos do sector privado?

Diriam que o governo era ingénuo, não criava empregos, não era capaz de tomar medidas anti-crise, que era perdulário!

Agora, que o défice pode subir (dada a folga orçamental conseguida com duro esforço até aqui) e há inclusive directrizes da união europeia nesse sentido, não deixa de ser caricato vir carpir (hipócritamente...) contra o eventual aumento do défice por causa da aposta no investimento.

É óbvio que obras como o TGV e novo aeroporto serão sensatamente contidas até que soprem novos ventos no clima económico e na paisagem financeira.

Ai se o doutor João César das Neves fosse o manda-chuva (ou manda-neves...) isto sim, seria o oásis, o paraíso terreal, o local onde o leite e o mel jorrariam qual maná bíblico!


Valha-nos nossa Senhora das (e dos) Neves!!!

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