rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Democracia «mascarada»...

A democracia é melhor que a ditadura. Este é um princípio que se deve seguir para qualquer análise sobre determinado regime.

Contudo, há democracias e democracias...

Vemos nalguns locais (sobretudo no poder local), pequenas caricaturas da democracia. É o «quero, posso e mando», sem qualquer pudor, o arbítrio paredes-meias com a cumplicidade e as sinecuras mais escandalosas. É o reformado que vai para assessor do presidente para arrecadar mais uns proventos enquanto jovens estão no desemprego, a engrossar um vasto caudal onde o desespero ameaça. É todo um vasto leque de mordomias que alguns vão deglutindo, qual banquete lauto prodigalizado pelo erário público a meia dúzia de «eleitos»...

Isto tem de acabar! Este é o maldito «sistema» que tantos denunciam mas que fomentam com a sua prática clientelista para se perpetuar no poder! é a porca da política com os seus leitoezinhos de estimação! É vê-los por aí dando uma conferência na rádio, uma entrevista no jornal, sinecurando com vampiresca voragem a teta do erário público!

A grande maioria vive no limiar da pobreza, não pode dar-se ao luxo de ir a restaurantes, a passeios, mal dá para cuidar da saúde. Os contrastes vão-se acentuando e as causas estão à vista de todos. O país vai sendo devorado por uma crise vasta: de ética, de valores, de justiça, de dignidade, de cidadania... Um reduzido grupo de «vampiros» sugam todo o sangue fiduciário, lançando a anemia no sistema...

Resta-nos , pelo carnaval, desabafar e fazer um apelo à consciência colectiva (tantas vezes adormedida ou amordaçada...) para que não se cale e grite: «O REI VAI NU!»




Chamam-lhe democracia
Mas já todos sabemos,
Rótulo amargo, diria
Da zurrapa que bebemos...



Tem sabor avinagrado
Perfume de corrupção
E ando desconfiado
Que não passa de ilusão!


Prometendo e não cumprindo
Ilusionistas há tantos
Diabos sempre fingindo
Querendo passar por santos.



Democracia sem ética
Sem valores e sem moral
Paupérrima, tão patética
Máscara de Poprtugal!


Mascarados vamos todos
Uns, anjos, outros, santos,
Vemos «Messias» a rodos
«Pinóquios» existem tantos!...


Dona Crise vai também
Atrelada ao Zé Povinho
Coitado!, ele é que a mantém
Mas dela já 'stá fartinho!!!

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