rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Verdades Intemporais...



O «reinado» de Bush está prestes a terminar mas ainda é cedo para se fazer um balanço sobre os danos causados pelo seu hiper-belicismo. Líderes impulsivos e coléricos há-os em todo o lado. Gente que se arroga de uma coragem acima da média, mas, na prática, de uma insensatez estulta, de um exibicionismo de força (não própria, pessoal) tão ridículo, de um potencial bélico à disposição para encher de medo o mundo inteiro, é gente sem nível. «Nível» segundo o critério das gente comum, com senso comum. O «medo» gera o ódio, a retaliação, o bomerangue que atinge patamares alucinatórios. Como ora se vê no Iraque.

Faz lembrar alguns «tigres de papel» que temos por cá. Sempre a exibir «coragem», «força», num autoelogio pindérico mais digno de comiseração do que outra coisa. São esses «corajosos» que se servem de «jagunços», de «testas-de-ferro», de homens de mão que mais não são do que criados para todo o serviço, que dão cabo dos países. Hitlers há-os em dimensão reduzida ou formato mais amplo, depende da margem de manobra ou da entourage proteccionista...

Prefiro a coragem dos pacifistas. Dos que sabem ser fortes contra os fortes e tolerantes para com os mais fracos. Esses, mercem o meu aplauso incondiconal. Os pavões, os façanhudos palavrosos sem ponta por onde se lhes pegue não passam de idiotas!!!

A minha homenagem aos simples e aos pacifistas. Este poema lindíssimo de António Aleixo durará para a eternidade! Ei-lo:


As águias de hoje, na guerra
Com os seus golpes traiçoeiros
Queimam os pastos da terra
Morrem de fome os cordeiros.

Da guerra os grandes culpados
Que espalham a dor na terra
São os menos acusados
Como culpados da guerra.

O oiro, o cobre e a prata
Que correm p'lo mundo fora
Servem sempre de arreata
P'ra levar burros à nora.


Que o mundo está mal, dizemos,
E vai de mal a pior;
E, afinal, nada fazemos
P'ra que ele seja melhor.

Se os homens chegarem a ver
Por que razão se consomem
O homem deixará de ser
O lobo de outro homem.

Só quando a hipocrisia
Caír do seu pedestal
Nascerá, dia após dia,
Um sol p'ra todos igual.

Talvez paz no mundo houvesse
Embora tal não pareça
Se o coração não estivesse
Tão distante da cabeça.

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