sábado, outubro 20, 2012

A Junta de Salvação Nacional


Estamos em 2020. Portugal recupera da revolução. A paz social e a justiça são pilares que suportam o edifício democrático.
Passaram-se já alguns anos sobre o mítico 1º de Maio de 2015. Mas vale a pena recordar os acontecimentos que precederam a revolução .

Estamos em 2020 e o país respira um ar mais limpo, mais regenerado, mais salubre. Estão presos os principais protagonistas da nossa derrocada. E tudo começou com um livro polémico escrito por Paulo Morais.

O título era elucidativo: «PORTUGAL, ASSIM, NÃO TEM FUTURO».

O país, de norte a sul devorou-o num ápice. Nesse livro ele resumia as crónicas dispersas que ia fazendo aqui e ali. Ia pondo o dedo em várias feridas. Ia denunciando as corrupções flagrantes visíveis a olho nu, mas que os responsáveis da justiça chamavam apenas vícios processuais e pequenas ilicitudes. Só que, por trás dessas ilicitudes, havia quem vivesse à tripa forra. E Paulo Morais punha os nomes aos bois: fulano de tal que saíu do ministérios das obras públicas e depois foi para aquela grande empresa onde se deu o que se deu... beltrano, que estava no governo e que beneficiou descaradamente aquele banco, foi para lá depois de deixar o cargo e passou-se o que se passou,  aqueloutro que deu milhoes para uma campanha eleitoral  e que viria a protagonizar o maior escândalo bancário dos últimos tempos...etc, etc.

Era um descasca pessegueiro pegado, onde ele mencionava, tintin-por-tintim, as causas próximas e remotas do estado a que chegamos. Foi o fim da picada!

O livro foi mandado investigar pelo ministério público e como havia termos «excessivos»,  no dizer dos magistrados, foi intentada uma ação judicial contra o professor Paulo Morais.

O povo não gostou; os militares berraram : «alto e pára o baile!»

No dia 1º de Maio de 2015 a Revolução surgiu nas ruas com todo o impato: os trabalhadores armados aliaram-se aos trabalhadores com a arma da razão e  rapidamente tomaram conta dos principais órgãos de comunicação social, primeiro, as televisões públicas e privadas, e depois todas as unidades militares ou militarizadas foram sendo controladas sem dificuldades pois o ambiente era de tal ordem que só se ouvia dizer: «bem vinda a revolução, pena foi ter vindo tarde demais!»

Até o cardeal patriarca, contrariando posições assumidas tempos antes, foi perentório: «as manifestações purificadoras e regeneradoras são sempre úteis e louváveis! Cristo foi o maior revolucionário da História! que viva a revolução!»

Enfim, das mais recônditas aldeias o júbilo eclodiu  como se fora um vulcão adormecido, soltando lava incandescente. Receoso de se queimar, o presidente da República fugiu de helicóptero para Espanha onde foi acolhido pelo rei. Os responsáveis da justiça foram detidos e postos em segurança, a fim de se evitar o seu linchamento. A fome alastrara qual vírus pandémico e a onda de pobreza foi como que um tsunami a desencadear a revolta popular.
 Foi criada uma Junta de Salvação Nacional composta por dois oficias, dois sargentos e dois praças que já tinham dado provas de competência nas reivindicações e na organização do golpe. Os líderes sindicais, da CGTP e da UGT foram convidados para formarem um governo provisório capaz de gerir o país nas circunstâncias delicadas que se seguiriam ao desencadear do golpe.

Gritava-se pelo fim do euro e pelo regresso ao escudo. Contudo, a união europeia, num gesto de elevação e dignidade, admitiu também ter culpas graves neste processo e fez questão de se aliar ao acto de cidadania, e foi generosa, apoiando sem reservas os revoltosos, dada a quase unanimidade da adesão popular.
Enfim, Portugal reergueu-se a partir daí. A dívida foi renegociada, os juros passaram a ser mais acessíveis, o Banco Central Europeu passou a emprestar diretamente dinheiro aos estados membros, deixando a banca de ser o intermediário especulador e parasita.

Enfim, a chamada revolução dos piegas, como foi chamada__ pois os governantes humilhavam o povo com impostos e mais impostos, tornando o seu viver insuportável, e ainda por cima  o acoimavam  de  «piegas»...__ regenerou o país e levantou do chão todo um povo escarnecido por governantes incompetentes, mentirosos,  que protegiam os grandes magnatas e sugavam o povo até aos limites da tolerância...

Agora, neste ano de 2020, as novas gerações podem ufanar-se de ter um país mais coeso, mais equilibrado, onde foram banidos os que enriqueceram fabulosamente à custa do erário público e viviam na opulência à custa da miséria popular. As desigualdades gritantes desapareceram.
Digno e meritório, definindo bem  o carisma e a integridade moral do professor Paulo Morais que recusou os cargos mais importantes , sendo apenas professor universitário e comentando na TV a situação do país onde a corrupção não foi ainda totalmente erradicada mas já está sob controlo, sobretudo graças à acção do professor Medina Carreira, Provedor do Povo.

Nota final: Isto é ficção.

quinta-feira, outubro 18, 2012

IMPASSES, como resolvê-los?!



D. José Policarpo, usando o protagonismo que lhe confere a presença em Fátima, no dia 13 de outubro, disse, alto e bom som, que as manifestações não resolvem nada. O respeito que me merece este alto dignitário da Igreja Católica inibe-me de ir ao âmago do problema.

Vem a talho de foice recordar a postura do general Ramalho Eanes aquando da formação de um governo de iniciativa presidencial que teve Maria de Lurdes Pintassilgo como protagonista. VER AQUI

Quando a erosão das instituições começa a ser palpável e o desmoronar do próprio Estado é um fato visível a olho nu, as manifestações surgem de todo o lado. O espírito revolucionário (lato sensu) emerge como último recurso. Será que os sacrifícios que nos estão a ser pedidos levarão a algum porto seguro? Será que é preciso repensar a génese de tudo isto? Valerá a pena persistir nesta via sacra sem fim à vista?

A união europeia ou envereda por rumos mais justos, mais solidários, mais eficazes, ou então há que fazer opções. Um país, por muitos erros que possa ter cometido no passado rcente__ e não foram poucos, diga-se por uma questão de justiça__ estará condenado a ser trucidado pela agiotagem, merecerá ser devorado pela volúpia e ganância sem limites dos mercados financeiros?

Saír do euro começa a ser uma opção séria, credível, racional. E saír enquanto as condições ainda não são alarmantes.

É que poderá surgir um tempo em que nem as eleições, nem as manifestações, resolvam alguma coisa. E esse tempo está mais próximo do que se imagina.

CDS: Risco de extinção?

Com a proposta do PS no sentido de se adequar a dimensão do parlamento __ reduzindo-o substancialmente__ , admitindo-se que o PSD não irá contra este desígnio, tantas vezes apontado pela generalidade dos portugueses, resta ao CDS um dilema: ou aceita o repto, correndo o risco de extinção dado o desgaste enorme que irá sofrer por causa da política de austeridade desenhada pelo atual governo, ou recusa, gerando sobre si próprio um coro de ódios viscerais que se repercutirão em futuras campanhas eleitorais.

Quer aceite o repto quer o recuse, o CDS não tem saída! Está num beco sem saída!

O que já foi o partido do táxi poderá saír do espectro político nacional. O PCP e o BE também poderão  ser substancialmente reduzidos, muito embora a sua  posição face ao poder político vigente seja mais benigna. Contudo, se a redução for avante, se correrem cada qual na sua bicicleta, poderão também ficar reduzidos a muito pouco. Restarão os dois blocos tradicionais: esquerda polarizada no PS e direita agregada ao PSD!

O papel do CDS neste momento é angustiante: faça o que fizer, está condenado a curto ou médio prazo!

RESTA APENAS UMA SOLUÇAO: o governo de salvação nacional!

Quanto mais tarde vier, pior será para o país!

Mas será que Cavaco Silva e seus mais diretos conselheiros  terão a visão suficientemente lúcida para congregar boas vontades e orgulhos, neste desiderato patriótico?!


Creio bem que não!

quarta-feira, outubro 17, 2012

Austeridade sim, mas...


Todos sabemos que a austeridade é precisa. Ninguém a contesta por si. O que está em causa é quem a sofre e qual o grau dessa mesma austeridade. ´E preciso saber quem deve suportar o maior esforço neste desígnio nacional que é o saneamento economicofinanceiro.
Não vale a pena diabolizar ministros ou instituições de forma frenética sem sentido de responsabilidade. O FMI e a Troika são entidades que também podem errar. Devemos ser nós, com sentido de responsabilidade, a abrir-lhes os olhos.
O país só com austeridade pela austeridade não sai da cepa torta. É preciso investimento. E esse papel também deve caber a instâncias internacionais com responsabilidades no estado a que se chegou. A união europeia também  tem culpas no cartório. A questão da criação tardia e espontaneísta do FEEF e a disponibilização do BCE para acorrer aos mercados a fim de minorar o efeito especulativo sobre alguns dos seus membros prova que havia lacunas, ineficácias, erros crassos.

Há situações que podem e devem ser corrigidas. A Sra Merkell pode ajudar-nos incentivando os empresários alemães a aproveitaram o potencial português. Temos mão de obra relativamente competente e eficaz e é preferível aproveitá-la cá em Portugal, investindo aqui, do que deslocalizá-la para a Alemanha (pagando mais e não retirando todas as potencialidades dessa mao de obra...); o ministro das Finanças deve incorporar um pouco de uma visão económica na sua prática. A economia nunca pode ser subalternizada.
O país só se desenvolverá com equilíbrio, com sageza, com hatrmonia se os sacrifícios forem homogeneizados. O capital também deve suportar a sua quota parte neste esforço coletivo.
Enfim, há que ser responsável e ter sentido de Estado. Aos sindicatos deve pedir-se também uma certa contenção, não mordaças intoleráveis, mas uma visão macroeconómica subjacente à realidade que todos pisamos. O barco nacional é comum.


domingo, outubro 14, 2012

O CACIQUISMO ACABOU! Fernando Gomes dixit!

É de bradar aos céus! todos os dias vemos atitudes pesporrentes e caciques de trazer por casa a vociferar contra isto e aquilo, usando e abusando de jornais e TV's__ que se desdobram em vassalagens servis e bajuladoras:__ e vem esta criatura, não se sabendo bem ao serviço de que Senhor Cacique, determinar que o Caciquismo  já foi extinto!  o Dr Fernando Gomes,  acredita nisso!

Vemos na Madeira, alguns, sempre com acesso fácil à comunicação social, a malhar nas oposições por isto e por aquilo, como se fossem elas as más da fita, as maledicentes e as causadoras de todos os malefícios... é o CDS, o PS, o BE, o PCP...todos vítimas sem exceção de um caciquismo patológico que usa e abusa de uma comunicação social vendida e serviçal ao poder instalado.
 Vemos o cacique de Gaia, em constante e saturante intervenção no JN, mostrando as suas excelsas qualidades, o seu ego narcísico e megalómano, tentando aliciar incautos, vendendo a  sua banha de cobra, usando o altifalante da Rua Gonçalo Cristóvão a seu belprazer..
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Vemos caciques a fazer queixinhas aos tribunais, por idiotices sem valor, questões de lana caprina, usando os tribunais como se fossem arena, desviando  o palco, usando até a sua veste cacical para pressionar a justiça graças a uma comunicação social servil e grotesca; há palavras que são classificadas como insulto, quando proferidas por quem está na oposição, quando muito piores termos são usados pelos detentores do poder, e os tribunais fecham-se em copas...

Francamente Dr Fernando Gomes, não vê os processos de delito de opinião que são instaurados de norte a sul, a ponto de o senhor procurador geral da república vir à liça dizendo que se está a abusar da lide judicial para pressionar e intimidar... Francamente, vemos caciques sem nível, usando e abusando da comunicação social,  que se desfaz em salamaleques, para insultar e vexar adversários.

Há caciques fruto de uma comunicação social que se deixa instrumentalizar (subornar?) porque o poder político instalado  tem meios financeiros (publicidades e outras mordomias afins...) para a condicionar. e o senhor sabe melhor do que eu, como se faz. Já basta de padre-nossos para tão experiente vigário...
Sabe-se que o Dr Fernando Gomes se bandeou... o íman de Menezes é como um isco tentador...

D.José Policarpo tem fé...

O senhor cardeal patriarca veio dizer em Fátima que «este sacrifício levará a resultados positivos». Falava a título pessoal ou institucional ?  Esta prova de fé neste governo será positiva ou negativa?
Julgo que o senhor cardeal patriarca, figura de proa da intelectualidade lusitana, deveria ser mais comedido, não deveria fazer afirmações que poderão ter efeitos de boomerang...
Pessoalmente tenho apreço e nutro grande admiração pela sua postura habitual no tocante a assuntos de àmbito universal. Não é um fundamentalista, um fanático, um intolerante.
Contudo, fazer afirmações deste jaez, poderá ser considerado como um aval, uma caução moral e até cívica. Acho que deveria ser mais prudente, mais cauteloso.
Diz que não percebe de política, no entanto está a passar um atestado de confiança e de fé aos tenentes do poder. Ora, ainda há dias o conselheiro de Estado, professor Bento, tinha muitas dúvidas e receava até que estivéssemos a enveredar por um caminho semelhante ao da Grécia!
O próprio professor Cavaco Silva __ honra lhe seja feita__ insurge-se de forma eloquente contra esta obsessão por manter metas nominais a todo o custo, sem se olhar ao contexto real e ao evoluír  da economia em sentido amplo... VER AQUI.
Pode-se matar (ou agravar o estado de saúde...) o doente com esta obsessão pela cura rápida ou demasiado rápida atentas as circunstâncias...
É que o problema já não é de competência do governo, da sua estratégia, da própria idoneidade técnica dos seus membros, é muito mais grave e ultrapassa a fronteira de um nacionalismo estreito. É preciso saber navegar com perícia neste mar chamado globalização...
É a própria União Europeia que assenta em traves mestras que se estão a manifestar muito injustas, a gerar situações de falta de coesão e de instabilidade permanentes. Os países do sul e da periferia, lato sensu, estão acorrentados a uma dívida que vai ameaçando asfixiá-los paulatinamente. Os juros absorvem uma grossa fatia do rendimento gerado e as sucessivas tomadas de posição das agencias de rating__ a soldo de não se sabe bem de quê ou de quem...__ contribuem para o agravamento da situação, afastando investidores, alimentando especulações, fomentando crises atrás de crises.
Um homem de Fé, deveria abster-se de fazer profissões de fé nos homens, sobretudo quando se afirma, perentoriamente, que não se percebe da poda política. Estar sempre ao lado do poder, seja ele qual for, não abona a independência e a sageza de quem está ao leme de certas instituições. Corre-se até o risco de vassalagem (cacicagem?) permanente.
Imagine-se o impacto negativo na sua imagem__e até na da própria igreja Católica__ se estes governantes não contribuirem para a regeneração, para levar o barco nacional a bom porto. Os portugueses perguntar-lhe-ão as razões para ter feito esta afirmação. Esta profissão de fé. Este atestado de boa fé e de eficácia.
Apenas acreditar nas boas intenções dos governantes não basta. É que, já diz o povo, «de boas intenções...»

sábado, outubro 13, 2012

INJUSTIÇAS

Aproxima-se o Rússia Portugal em futebol e as opções de Paulo Bento começam a ser questionadas.
Será que Eliseu, do Málaga, com um início de época fulgurante, não merece ser convocado?
João Tomás, do Rio Ave F.C., outro atleta em destaque, continua votado a um estranho ostracismo.
Será que precisam de Jorge Mendes para os catapultarem para o palco ?
Os empresários têm um papel cada vez mais importante nestas convocatórias. É pena que um selecionador, como Paulo Bento, não seja ISENTO, RIGOROSO, impenetrável a esta teia de interesses que mina os meandros do futebol indígena...

Oxalá isso não se vá refletir no resultado final no jogo da Rússia...

terça-feira, outubro 09, 2012

Os pais da crise...



Em tempos, o dr Miguel Cadilhe faou no monstro despesista e no seu  putativo pai: Cavaco Silva.

Ora são muito redutoras estas análises. Os pais são tantos e tão diversificados que será muito difícil elencá-los a todos.
O governo actual é também vítima de um passado próximo e longínquo que está na génese da crise actual. A União Europeia, com os seus planeamentos e visões globais também tem muitas culpas no cartório.
Isto de colocar os países sob a tutela da banca, gerando-se situações bizarras, de juros altíssimos para uns e de borla para os mais afortunados, é algo de patológico na sua génese neoliberal. As cotações da credibilidade dos países, nas agências de notação financeira, é algo que deveria ser minimizado ou corrigido a médio prazo. O actual status quo é degradante e cria discrepâncias que se irão acentuar cada vez mais criando países altamente beneficiados e outros altamente prejudicados. O centro e norte em notória vantagem sobre alguns do sul e da periferia.

A culpa não é só deste governo. A justiça ao longo dos tempos  tem sido também ela uma trave mestra do edifício chamado crise. O elitoralismo exacerbado, atingindo o seu clímax na Madeira e nalgumas autarquias que bem conhecemos, tem conduzido a situações altamente lesivas da racionalidade económica . O monstro despesista é filho de várias entidades: nepotismo, clientelismo, partidocracia, demagogia, populismo...

 Criar novos hábitos, erradicar práticas danosas, erigir um novo paradigma social é urgente, é imperioso. Era bom que nas escolas se cultivassem princípios de racionalidade económica, de um viver mais austero e compatível com a realidade que nos irá acompanhar na próxima década.

O tempo das vacas gordas passou mas deixou marcas profundas na sociedade, nas mentalidades dominantes. O clima de festa que ainda impera, o eleitoralismo fácil e o populismo manhoso são o caldo de cultura onde floresceu o vírus da crise. Há que vacinar a sociedade contra essa maleita. Urgentemente.

sábado, setembro 29, 2012

Haja equidade!

Todos falam nela e dizem que é necessária, para haver mais justiça social.  Contudo, as medidas tomadas, não são compatíveis com essa preocupação manifestada. Há, como é óbvio, uma preocupação em não desagradar ao capital. A medida ridícula de aumento da TSU e concomitante diminuição, visando, na prática , retirar ao trabalho recursos e pô-lo a financiar o capital, foi alvo de chacota mesmo da parte dos eventuais beneficiados com ela!!!
Se o ridículo pagasse imposto, o governo estaria todo carimbado!!!


Só falam em equidade
Políticos ignorantes
Só vemos iniquidade
Injustiças tão flagrantes!

O capital passa ao lado
Da austeridade geral
É este o grande pecado
A vergonha nacional.

Podres de ricos nós vemos
À custa de todos nós
Alguns que nós conhecemos...
E o povo? Num estado atroz!

Justiça social, sim!
Paguem todos por igual
Mas não pode ser assim:
Isentando o capital!

Acumular de riqueza
Nas mãos de uma minoria
Política portuguesa
A mais reles vilania...

Andam fartos de gritar
Mais justiça!, mais verdade!
Mas só vemos imperar
Injustiça e falsidade!

sexta-feira, setembro 21, 2012

Barbaridades!



Portugal, no esplendor do sacrifício
Vai pagando a fatura do passado
Mas quem nos conduziu ao precipício
Vai gozando de estranha impunidade.


A justiça é venal, foi capturada,
Megera tão servil e oportunista
Não vê a corrupção mais descarada
Pois sofre de cegueira calculista.

E o povo sai à rua, furibundo,
Um mar de cidadãos enche as cidades
Maldizem o que sofrem, lá no fundo...


Governantes debitam falsidades
Manifestam cinismo mais profundo
Paga as favas: o zé. Barbaridades!!!

BARBARIDADES!!!

http://www.youtube.com/watch?v=ZgnJWT7i5Ig&feature=player_embedded


O DISCURSO IMPENSÁVEL...

O dia em que ele falou verdade ao país!

Portugueses:

Tendes, mais do que ninguém, o direito à verdade. Verdade nua e crua. Sem subterfúgios, sem manobras ocultas ou distorções manhosas.

De facto o país já não tem soberania, perdemo-la há muito. Agora, não passamos de paus mandados, somos marionetas dos nossos credores. O povo já nada ordena, por mais manifs que faça, por mais gritos que dè na rua, por mais histerias coletivas que surjam na praça pública.

Este governo tem de fazer que o troika manda. Mais pentelho menos pentelho__ como diz o professor Catroga com a sua ironia__ a receita, ou melhor a pena, está traçada de há muito: austeridade, austeridade, austeridade.

A União Europeia é um embuste, uma falácia, um cancro. A banca põe e dispõe a seu bel prazer. O grupo de Bildeberg gizou a estratégia e os paus mandados de todo o mundo cumprem-na  sem tergiversar. Esta é que é a verdade pura, nua e crua. Nada há a fazer perante este cenário. Se firzermos o que o povo quer e exige, na sua legítima manifestação de vontade expressa  nas ruas, temos em cima de nós, como carrapatos sequiosos, os mercados agiotas. As agências de rating atiram-nos ao fundo do poço. Vamos para a lama.

 Que fazer?! A mísera resignação, ou a luta?!

Mas lutar como? Nós estamos atados de pés e mãos, os governantes não passam de «cipaios» como os que existiam na Índia ao tempo  da colonização inglesa. Estamos colonizados pela Alemanha e não temos volta a dar. A bota cardada de Hitler foi substituída pela melíflua linguagem dos mercados, pela gama de instrumentos opressivos saídos das meninges de Bildeberg! Os «filhos de Bildeberg» estão bem instalados na vida, ocupam cargos prósperos e rentáveis, e não querem saber da independência nacional para nada, nem do povo, para coisa nenhuma. Eu próprio, reconheço que não passo de figura decorativa, mais dispendioso que a Casa Real espanhola sem dúvida, mas sem poderes, sem margem de manobra, sinto-me aprisionado na tenebrosa teia de Bildeberg!

Resta-nos um remota esperança. Lembram-se de Saramago falar na Jangada de Pedra, numa subtil metáfora apontando o rumo para uma fusão ibérica?

É o nosso último recurso. Somos bons, somos os melhores do mundo com a stick na mão. Vamos correr a Alemanha a varapau e vamos formar uma união ibérica capaz de fugir a esta tenebrosa teia tentacular. Criamos uma nova moeda, o íbero, e vamos em frente. O mundo respeitar-nos-á, de certeza. Com o pau na mão não há quem nos derrote!

domingo, setembro 09, 2012

FUNDAÇÃO «SALVAR PORTUGAL»...











Eis o rosto da nova fundação, que deixou Portugal rendido ao espírito magnânimo destes três homens de honra. Sob o lema «Gratidão à pátria» eles fundaram algo que ajudará Portugal a saír da crise e servirá de incentivo a muitos outros cujo espírito altruísta espera uma oportunidade para emergir.












Disseram eles:«Se António Champallimaud só fez a sua Fundação, no final da vida, nós podemos fazer uma fundação ainda em vida, e guiar os seus passos em ordem a uma maior justiça e prosperidade para todos. «A gratidão não é plavra vã», disse Belmiro, comovido até às lágrimas:


«Devemos ser gratos ao país que nos deu asas, nos alavancou para uma prosperidade que não foi só fruto do nosso génio empresarial. Ainda recordo o período em que a Sonae estava sob a tutela do universo do Banco Pinto de Magalhães e ia ser nacionalizada, só não o sendo, por acção do governo que atendeu ao meu apelo. Ai começou a minha dívida de gratidão. A esse governo e a todos os governos que mais tarde ajudaram a implementar a internacionalização da empresa, na Alemanha, em Espanha, no Brasil, eu por uma questão de honra, devo ser grato».




Américo Amorim , com um sorriso generoso e simpático, falou no mesmo tom:




«Ainda me lembro do tempo em que ia comprar cortiça ao alentejo e fazia gala da minha simpatia para com os trabalhadores empenhados na reforma agrária. A minha afeição ao povo era genuína e não calculista. Agora, através da fundação «Salvar Portugal» quero confirmar isso mesmo. Se o que mais me repugna é a ingratidão, não quero que me acusem disso os meus compatriotas, num momento de carências de vária ordem, de tantos sacrifícios para o povo, quero empenhar-me numa tarefa construtiva e regeneradora da nossa economia. Não, não sou um predador, como alguns, sem visão, sem humanidade, sem um resquício de honra, querem etiquetar-me. Sou um humanista, um cidadão do povo, e quero contribuír para o progresso desse mesmo povo».




Soares dos Santos não era menos encomiástico. Falou assim.




«Gosto de Portugal, amo os portugueses, adoro os trabalhadores, como tive oportunidade de o manifestar no dia do trabalhador, dando uma ajuda para combater a crise, com produtos a metade do preço e arcando eu com o prejuízo financeiro dessa operação. Não foi operação de charme com intuitos calculistas, não, foi generosidade pura e desinteressada. Não foi populismo, ou coisa de igual jaez. Quero manifestar o meu apoio ao país que ajudou o meu universo empresarial a internacionalizar-se e a obter o èxito que não é só fruto da minha inteligência mas também o corolário de um trabalho coletivo que envolve muitos colaboradores e até muitos governantes ao longo dos tempos. Na Polónia falam de mim como «o português» e falam com orgulho. Sinto-me grato por ser herdeitro da saga descobridora, do espírito quinhentista que deu novos mundos ao mundo. Sou um navegador na área económica, no oceano financeiro. Sou um infante D. Henrique, à maneira empresarial, como é óbvio. A fundação «Salvar Portugal» será uma espécie de «Escola de Sagres», ajudando outros empresários, outros trabalhadores, todos os profissionais a singrarem na estranja, honrando o nome português e carreando para o nosso país as mais valias espirituais e materiais daí advenientes».




Como ponto final, devo dizer que o que mais fez comover os portugueses foi aquele comentário do senhor Presidente da República. Pediram-lhe que comentasse a criação da fundação. Ele, sorridente, como é seu timbre, lá respondeu:




«Às vezes costumo dizer que não sou comentador, quando me pedem para comentar coisas delicadas. Mas esta fundação merece de mim e creio que de todos os portugueses o mais vivo aplauso, e os seus beneméritos fundadores, merecem o reconhecimento pátrio. A pátria não pode ficar indiferente a este gesto magnânimo, a este magnífico gesto de bem fazer. Sugiro até que se homenageiem os fundadores, desta forma singela: que se mude o nome ao Terreiro do Paço e passe a denominar-se para o futuro : Praça dos Beneméritos da Pátria




Cai o pano. Aparece a figura do jornalista Fernando Pessa, regressado do Além, exclamando:




«E ESTA, HEIN?»



sábado, setembro 08, 2012

O «outro» discurso de Passos Coelho...













PORTUGUESAS E PORTUGUESES:


Antes de se iniciar o jogo de futebol Luxemburgo Portugal queria dizer-vos o que me vai na alma. Como sempre serei frontal, sincero, verdadeiro. Falarei olhos nos olhos, sem tibiezas nem rodeios.

A culpa do actual estado de coisas é vossa, exclusivamente vossa.

A falta de procriação está na génese da crise: não há gente a contribuír para encher as escolas, para contribuír para a segurança social, enfim, depois segue-se um rosário de maleitas.

Vem para cá gente de toda a parte, com salários baixos, aceitam tudo, aviltam o preço da mão de obra, permitem que muitas empresas ganhem hábitos perniciosos nesse domínio...


Alguns, com ódio aos ricos e aos homens de sucesso, gritam que o mal é da corrupção e dos políticos. Tudo mentira!

A Dra Cândida Almeida veio a público dizer que o país não é corrupto. Isso de submarinos, de sobreiros, de faces ocultas, é tudo fruto de imaginações delirantes. Os portuguese têm imaginação a mais, fazem novelas por tudo e por nada. Sempre foi assim e continuará a ser...


A culpa dos nossos males, é vossa, exclusivamente vossa. Lembro-vos que D. João Peculiar, homem de fé, arcebispo de Braga, já naquele tempo relevava a importância da sexualidade como condição sine qua non para a expansão da fé, para o vigor económico e financeiro da nação. Aquele símbolo fálico que se vê na imagem é uma mensagem intemporal. Hoje em dia ele assume uma importância cada vez mais óbvia: sem procriação a pátria afunda-se e vai à decadência.

Assim, e para provar que sou viril, que não tenho culpa do estado a que se chegou, vou-vos fornicar a todos: vou subir a contribuição para a segurança social, isto é uma forma subtil de vos reduzir o poder de compra. Uma penalização pela vossa preguiça sexual!

Digo-vos olhos nos olhos, a culpa é exclusivamente vossa! Continuai a votar em nós e sabereis que nós cá estamos e estaremos para vos fornicar a todos!!!


Nota: Discurso ficcionado e à última hora substituído por um bem mais hipócrita...

quinta-feira, setembro 06, 2012

ATENÇÃO SENHOR PRESIDENTE.

É função do PR, supremo magistrado da nação, garantir o regular funcionamento das instituições. É sua missão zelar pelo cumprimento da constituição da república. Goste-se ou não dela, ele deve cumpri-la e, também, obrigar ao seu cumnprimento os agentes do Estado. Pelo que se depreende do que disse António Borges, é intenção deste governo concessionar a RTP a privados (nacionais ou internacionais, não se sabe pois esta questão fica diluída após o facto consumado). Este cenário, além de ir contra as promessa do governo__ que admitiu a privatização, tout court__ vai colidir com a própria constituição que exige e incumbe o Estado de garantir um serviço público. Ora se o Estado se descarta dessa incumbência restrita e  a delega numa entidade que pode ser extra-nacional, está a violar a constituição e, pior ainda, a não acautelar os interesses do próprio Estado. O cenário que se vislumbra no horizonte poderá ter repercussões altamente danosas para a nossa credibilidade externa, para a nossa economia e, lato sensu, para o próprio bem estar do povo português. Sabe-se que António Borges, mandatado pelo governo para supervisionar as privatizações, vinculou-se, já depois desse mandato, a uma entidade privada que poderá ter interesses em vários negócios com o Estado. Como economista, V. Excelência sabe que as entidades privadas podem ter ligações multifacetadas e os seus interesses poderão colidir com os interesses do Estado em vários domínios. Assim sendo, António Borges, poderá estar num cenário de conflito de interesses. Pago pelo Estado para defender os seus interesses e pago por entidade privada para defender interesses que poderão ser antagónicos do Estado. Bem sabemos que o governo autorizou tal duplicidade. O governo não acautelou os interesses do Estado, na minha modesta opinião. Ora, perante o actual cenário, de contornos perigosos e de resultados que poderão ser altamente danosos para a nossa credibilidade, o nosso prestígio e a nossa autonomia face ao exterior, poderá estar em causa o regular funcionamento das instituições. Ainda que isso se possa vir a constatar à posteriori. Contudo, exige-se a um PR, a capacidade de previsão, um olhar atento sobre o futuro, uma análise prospetiva salutar e pedagógica, no sentido de acautelar perigos para a nossa soberania, e eventuais conflitos de repercussões altamente gravosas, ainda que num futuro próximo. A planificação é essa capacidade que deve possuír um PR, no sentido de obviar a situações calamitosas de carácter irreversível. Além de ilegalidades graves, estes cenários são atentatórios do mais elementar bom senso, e poderão, no terreno das probabilidades é certo, gerar conflitos gravíssimos e até subordinar a nossa soberania a interesses contrários ao interesse nacional.

Face ao exposto, solicito a V. Excelência se digne interceder junto do governo, para:


 1- Clarificar de uma vez por todas o vínculo contratual do Dr António Borges, libertando-o a ele (e a nós todos) de uma situação de claro conflito de interesses, potencialmente geradora de perigos e de danos patrimoniais incalculáveis.

2- Tomar medidas no sentido de se evitarem situações potencialmente lesivas da constituição, ou configurando cenários geradores de dependência externa.

PARA MEMÓRIA FUTURA.

O cidadão, independente, apartidário, militante da cidadania e do interesse patriótico,

 José Manuel Figueiredo Leite de Sá


Vila do Conde, aos 6 de setembro de 2012.

Costa Nova



A Costa Nova vestida

De paixão, fulgor, beleza

Sempre jovem, tão florida

A terra mais portuguesa.

Se o Eça a imortalizou

Com sua pena erudita

O mundo inteiro a adoptou

Chama-lhe terra bendita...



Tão bela joia incrustada

Num diadema feliz

Estrela que ao céu foi roubada

Porque Deus... assim o quis!






O mundo fica a pasmar

Cativo e deliciado

Com este lauto manjar

Que deixa o olhar saciado...






Terra nobre, um diamante,

Sortilégio sem igual

Costa Nova, sol brilhante

Que ilumina Portugal.






Ao seu encanto vencido

Ao seu aroma floral

Portugal todo rendido

Vai pô-la num pedestal!


Jose M Leite de Sá

Centro Hospitalar do Alto Ave

Na esteira do que havia já sido feito no hospital Pedro Hispano, no Centro Hospitalar do Alto Ave foram postos à venda veículos de serviço para se apostar na investigação. Um exemplo que deveria ser seguido por todo o lado: câmaras, hospitais, serviços de finanças, militares, tribunais, fundações, universidades...governos nacionais e regionais...

O país precisa de exemplos destes. Há que ter a coragem de assumir que a austeridade é para todos.

Já basta de mordomias e bizarrias excessivas . a austeridade quando nasce é para todos. Ao centro hospitalar do alto ave tiro o meu chapéu.

quarta-feira, setembro 05, 2012

A cartilha neoliberal...

Estamos num estado de exaustão fiscal, ou seja, o limão foi espremido até aos limites...
Em vez de olharem para o que fez Holande, em França__ que cortou mordomias sem conta aos altos funcionários, benesses à Igreja, beliscou os interesses dos grandes milionários, cortou nos mecenatos fúteis e coisas similares__ em Portugal querem pura e simplesmente esmagar os salários... enfim, diminuír ainda mais a procura interna, estrangular o frágil mercado interno, deixar os portugueses ainda mais entregues a uma pauperização estulta.

Porque não seguem o alvitre de Miguel Cadilhe?! um imposto extraordinário de 3% sobre as grandes fortunas, capaz de amortecer um pouco a queda para o abismo __o tal «bom caminho» no caricato dizer de alguns iluminados...__ revitalizando a economia, diminuindo a anemia e gerando recursos capazes de reverter o rumo das coisas?!

Aparecem iluminados na TV , em horário nobre, debitando banalidades sem conta que até fazem sorrir os mais atentos ao fenómeno de estupidificação coletiva. Uns culpam a «inveja» como causa do nosso mal; outros apelam à «resignação» como forma de solucionar a crise... E são professores universitários, carregados de títulos académicos, incapazes de uma análise séria, profunda, pedagógica. Falam por falar, usam palavras redondas, ocas, imbuídos daquele sentimento de gurus com um sorriso triunfalista, como se fossem a quintessência, o suprassumo. custa-me ver antónio borges, que vi crescer como estudante, como pedagogo, enveredar também pelo caminho do esmagamento dos mais pobres como se fossem eles os carregadores do piano, ideais para permitirem a continuidade da música fúnebre enquanto o titanic nacional se afunda. Tolentino de Mendonça a fazer finca pé na resignação como desiderato para a SALVAÇÃO NACIONAL!!!

Estas criaturas aindam não vislumbraram que os países não podem ser tratados como empresas cotadas na bolsa, sujeitos aos rumores e às especulações do mercado? Há que proteger os países periféricos deste tsunami avassalador que tenta afogar a periferia para que o centro possa ficar ainda mais rico ? O pecado original da união europeia é este. Há que cortar o mal pela raíz senão a discrepância vai acentuar-se, os contrastes irão acentuar-se cada vez mais por mais esforços que se faça. Se é crime a usura, a agiotagem, para as pessoas singulares, por que não será também para os países alvo desta perversa arquitetura neoliberal que subjaz à união europeia?!

terça-feira, setembro 04, 2012

A corrupçao não existe em Portugal!

Alguns, arvorados em mentalizadores do povo, vêm agora dizer que não há corrupção em Portugal contra o sentimento generalizado das populações que sofrem no seu quotidiano as consequências desta praga.




Merece uma poesia satírica tal dislate. Gostaria de ter o talento de um Rafael Bordalo Pinheiro para pintar a cara desta criatura, mas como não tenho, aqui vai este pobre poema.




CORRUPÇÃO JAMAIS EXISTIU!!!






Em Portugal não há corrupção


Dizem alguns, com ar tão chocante;


Maledicência e imaginação


De gente invejosa e delirante!




Políticos são só gente boa


Do sacro templo, são as vestais!


A corrupção não passa de loa


Há, tão só, vícios processuais.




Essa Maria José Morgado


Devia ter tento, contenção,


Fala demais, tem esse pecado


Neste país não há corrupção.




Os políticos são, no país


Os paradigmas da honestidade


E o povo, bate palmas, feliz


Porque sabe que é pura verdade!




Culpados são os maledicentes


Essas pessimistas criaturas


A crise, é fruto das suas mentes


Mentes corruptas, talvez impuras...




Maledicentes ao pelourinho


Os filhos da crise que os pariu


Há que mentalizar o povinho


Que a corrupção jamais existiu!





domingo, setembro 02, 2012

RTP: Serviço público em mãos privadas?


Pela voz de António Borges o país foi informado que estará na mente do governo a possiblidade de concessão a privados __ por um certo lapso de tempo__ da RTP. O país levou um soco no estômago e não conseguiu digerir a notícia. António Borges , encarregado pelo governo de negociar patrimónios do Estado e, sem simultâneo, sendo pago por uma alta entidade do setor privado para aconselhamento em negócios__ daí a crítica feita por várias entidades no tocante a eventual conflito de interesses__ dá a impressão de não ter a noção do terreno movediço que pisa.

É óbvio que a RTP nas maos do Estado corre o risco de governamentalização, contudo, nas mãos de uma entidade privada__ nacional ou extra-nacional__ corre o risco de ser instrumentalizada para fins que podem colidir com o interesse patriótico ou até a segurança do Estado. O serviço público prestado a países de expressão lusófona é algo de muito delicado. Se houver notícias escaldantes elas poderão gerar conflitos diplomáticos, guerras comerciais e não só.

Além de poder atentar contra a própria Constituição, como aventam alguns constitucionalistas e o próprio PR, há o grave perigo de atentar contra os interesses legítimos do país, se a concessionária for de origem estrangeira e quiser condicionar reportagens e noticiários de forma a gerar conflitos. É um tema tão delicado que seria de uma imprudência crassa enveredar por essa via. Ainda bem que o CDS já alertou para o problema. Oxalá não se enverede por uma via de consequências imprevisíveis...e riscos incalculáveis. O bom senso deve imperar.

quinta-feira, agosto 30, 2012

domingo, agosto 19, 2012

Animais abandonados...




Sábado à tarde, cerca das 16 horas. No bar anexo ao Areias Restaurante em Miramar - Vila Nova de Gaia. Este jovem casal manifestou carinho pelo cão abandonado partilhando o seu prego com a animal abandonado. É triste verificar tantos abandonos por alturas do verão. Gesto simpático deste casal , mas não é suficiente. Há que obrigar as pessoas a assumirem as suas responsabilidades. Os cães não são filhos mas também têm o direito ao carinho e ao amor.



terça-feira, agosto 14, 2012

Marcelo Rebelo de Sousa



Marcelo Rebelo de Sousa, o avaliador...


Num futuro não muito distante o professor Rebelo de Sousa poderá ser um possível candidato a PR. O seu mediatismo permanente é uma arma de dois bicos: dá-lhe notoriedade mas também o desgasta e coloca em maus lençóis, por vezes...Daí que se quiser ser um bom candidato há que ter tento na língua e moderação nos comentários...

Esta de dizer que há três ministros que devem saír já, do actual governo, é forte. Relvas é talvez um caso que merece um alargado consenso e julgo que só não saíu já porque o primeiro ministro não anda ao sabor dos gritos da rua ou das sondagens; agora que será mudado num próximo futuro não tenho dúvidas, sendo ele próprio, Miguel Relvas, o primeiro a reconhecê-lo, certamente.

Quantro aos dois restantes, não é fácil avaliar com rigor, dada a notória dificuldade das pastas em causa: agricultura e tudo o que lhe está atrelado, bem assim como o da economia.

O professor devia ter um pouco mais de comedimento e não caír na tentação fácil de avalições sempre difíceis, tantas vezes essas pessoas são também vítimas da estratégia de hiperausteridade implementada pelo primeiro ministro.

sábado, agosto 11, 2012

Francois Hollande, polémico mas construtivo.




As drásticas medidas propugnadas por François Hollande foram de um efeito regenerador na economia. Eis aqui algumas delas:




Será que cá não há coragem para fazer o mesmo?


A economia precisa de bons exemplos. Há tempos foi muito saudada a medida tomada por alguns médicos do hospital Pedro Hispano, abdicando dos seus carros de serviço para adquirirem uma máquina que fazia imensa falta.


Os bons exemplos são para serem seguidos.


Pedro Passos Coelho tem coragem de atacar os fracos e débeis economicamente. Será que a tem para atacar os fortes?


É nestes momentos de dificuldades que se medem os perfis dos homens políticos. O país precisa de saber quem tem ao leme: se um tíbio, um frouxo, um atento e venerador lacaio de uma pseudoelite que levou o país para este estado comatoso, ou a contrario, possui a fibra dos determinados, a pujança dos destemidos, o vigor dos verdadeiros humanistas.


A corrupção vai minando todas as estruturas; boys andam por aí, ao serviço das seitas, fazendo os trabalhos sujos e sendo pagos principescamente por isso.


Será que se vai continuar nesta senda?!



sexta-feira, agosto 10, 2012

Cavaco Silva e o B.C.E.






Ao pedir a intervenção do BCE no sentido de comprar já a dívida pública portuguesa e irlandesa o PR foi ao encontro do que pensa a maioria dos portugueses, pois, sabe-se que essa intervenção tem efeito «apaziguador» nos mercados, minimizando efeitos especulativos perniciosos.



Contudo, o mal de fundo, a causa mor deste estado de coisas reside em vários fatores. A corrupção existente em Portugal é um deles. As notícias que todos os dias vão surgindo na comunicação social são o retrato fiel deste pais sem norte, onde o chicoespertismo impera e a impunidade é o seu manto protetor.



O nível de corrupção é tão elevado, tantas vezes «maus negócios», são eufemismos que encobrem o nepotismo, a corrupção infrene. Seria fastidioso estar aqui a elencar os casos que todo o país vai conhecendo com mais ou menos profundidade.



E o discurso do PR, no sentido que seria desejável, imperioso, diria , não surge com a força e a autoridade que se impunha. Porquê?




Infelizmente todos já nos apercebemos disso há muito. Ao PR cerceia autoridade moral. As suas imbricações ao sub-mundo são tão óbvias que ele mantém um prudente silêncio de Conrado sobre muitos fenómenos que deveriam ser alvo da sua intervenção firme.

Extinção de fundações...

Está em marcha um plano visando cortar e excluír o apoio a dezenas de fundações. A crise e o contexto em que vivemos a isso obriga. Espera-se que haja seriedade, rigor e fundamentação nesse processo.

Que seja eliminado o joio mas que não vá com ele o trigo. Oxalá dse consiga esse nobre desiderato.

quinta-feira, agosto 09, 2012

Medalha de Prata








Emanuel Silva e Fernando Pimenta conseguiram hoje uma medalha de prata nos jogos olímpicos na canoagem -K2- 1000 metros.



Terminou o «jejum» e pelo menos uma medalha de prata já serve para insuflar um pouco de confiança no ego lusitano.



Parabéns à canoagem e aos canoístas medalhados.




segunda-feira, agosto 06, 2012

EUROBONDS: SPD contra Angela Merkell....

A Europa precisa de se libertar das garras do agiotismo dos mercados financeiros. Todos os cidadãos devem unir-se em torno de um projeto libertador que mutualize a dívida externa, de modo a que a usura, a especulação patológica, não afundem de forma mais contundente os países da periferia. Passos Coelho deve libertar-se das garras pseudoprotetoras da líder germanica, que tem contribuído__ e de que maneira__ para as hiperdiscrepâncias actualmente existentes entre países do centro e os da periferia. Os primeiros ganhando com o actual status quo e os segundos, as vítimas diretas dele.





Angela Merkell que nunca aceitou a admissão dos EUROBONDS como forma de ultrapassar a actual crise das dívidas soberanas, tem agora quem defenda esta solução como hipótese mais viável, dado o notório fracasso da política actualmente prosseguida, adentro da própria Alemanha: o SPD.








Angela Merkell é uma das principais responsáveis pela manutenção desta arquitetura aberrante, de um neoliberalismo selvagem, gerador de injustiças tremendas, afundando ainda mais as já débeis situações dos países com sérias dificuldades.






A U.E. precisa de se unir em torno deste projeto. Angela Merkell tira chorudos proveitos da actual situação que raia o agiotismo. Alguns países estão nas garras do agiotismo dos mercados, que é um crime de lesa-economia. Se a usura é crime, porque não será crime a mesma prática aberrante feita por entidades coletivas?!












Se esta solução não avançar, a implosão será o destino da U. E., esta perigosa Babel que cava divisões cada vez mais injustas entre os países do centro e os da periferia.

sábado, agosto 04, 2012

RUI RIO é um Senhor... mesmo sendo fdp...



«Eu, fanático dos popós?! p.q.p. a todos!»



Fanáticos dos popós

este país tem demais

é popós e mais popós

há tantos... nos tribunais!



Há em Belém e S. Bento

e a minha dúvida é

onde há mais: no parlamento

ou é no Cais do Sodre?!


Nota:Para compreender melhor é imprescindível ler isto tudo!ttp://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=56059#.UBzdfPvFs6c.facebook

Portugal sem alicerces... mas com fundações a mais...

Já se sabia, toda a gente cochichava, as vozes eram carregadas de nuvens negras. A proliferação de fundações em Portugal era terreno movediço, onde a par do tráfico de influências se detetava lavagens de dinheiros pouco limpos e clientelismos vários.

Há tempos um embaixador americano queixava-se de Rui Machete e da sua alegada instrumentalização de uma conhecida fundação...

Há fundações a mais. Algumas só servem para sacar do erárioo público para satisfazer caprichos
e devaneios de uma pseudo-elite. Fundações para o futebol e para festins são uma nova praga que urge erradicar, pois são ervas daninhas que nos custam os olhos da cara! Há que ter a coragem de cortar a direito! a miséria para a grande maioria e o esbanjamento, o regabofe, o despesismo desbragado para uma minoria que vive à babugem do Estado e seus tentáculos!

Mas as vozes são como as cerejas. Agora, que se está com a mão na massa, é preciso cortar gorduras, aligeirar o peso do Estado, ajuizar com bom senso e equidade__ sabendo-se antecipadamente as regras e os pressupostos de avaliação...o que parece não estar a acontecer, daí a opacidade inerente__ a fim de que o país se possa livrar do que é supérfluo, quiçá nefasto, a bem de um saneamento global que se impõe a todos os níveis.
Não se pode adiar mais as reformas estruturais,. Esta é uma das prioritárias. Mãos à obra e com gente séria ao leme, a fim de se evitarem novos clientelismos, novas promiscuidades...

Democracia...



segunda-feira, julho 30, 2012

Vila do Conde e o Artesanato






Vila do Conde mostra todo o seu esplendor na FNA. Vale a pena vir cá visitá-la e apreciar as nossas virtualidades. Depois, bem, depois a gastronomia é um autêntico «pecado». E vale a pena «pecar»;tudo vale a pena, se a sensibilidade não é pequena!

Toda a Europa vem a Vila do Conde!

Vila do Conde espraiada

um bucolismo sem par

tem sol, tem rio, tem mar,

e tem rendas de encantar...












Doçaria abençoada

herança conventual

que enfeitiça os forasteiros

e o perfume dos pinheiros

a par da flor nos canteiros

mas que aroma divinal!



Um cheirinho a maresia

dá saúde, faz sonhar,

e quem nos vem visitar

não passa sem cá voltar

e volta com alegria!



















D Jorge Ortiga, apela à transparência!

D Jorge Ortiga fala na falta de transparência e insurge-se contra a ocultação.

O país está a ser saqueado por um bando de vampiros que tudo comem, tudo devoram, pouco vai restar depois da voragem ...http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=509243


Leis permissivas, juízes «capturados» __ no feliz dizer do fiscalista Saldanha Sanches__, um povo amordaçado e narcotizado por uma informação cretinoide que esconde e oculta a verdade pondo em letras garrafais as fofocas do jet set, as virtualidades das socialites, o virtuosismo dos trambiqueiros da alta roda, tudo isso é o caldo de cultura onde floresce a ignorância crassa e a ingenuidade populista...


Tarde e a más horas, mas mais vale tarde que nunca, vem por o dedo na ferida. Pena é que o bispo de Funchal não faça o mesmo e se acomode saboreando as lentilhas do poder político...

O país, mais tarde ou mais cedo vai abrir os olhos e pedir responsabilidades. Há silêncios que soam a cumplicidades! Sobretudo na bela Pérola do Atlantico...


Há que denunciar as novas engenharias financeiras, as fugas para offshores feitas por sociedades de advogados, lavando o produto de chantagens do poder político sobre o poder económico!


O anticlericalismo da Primeira República, foi fruto da promiscuidade secular da IC com a monarquia! Este regime, já putrefacto, teve na IC e nalguns clérigos, sempre atentos, veneradores e obrigados, alguns alicerces, alguns bastiões...


É hora de corrigirem as trajetórias, é hora de porem o dedo na ferida. Portugal do futuro agradece.

sábado, julho 28, 2012

http://www.oolhodahistoria.ufba.br/03novoa.html

Espanha: aprova prisão para gestores públicos!

Prece sentida: «Senhor, livrai-nos da corrupção que atinge toda a União Europeia e ameaça afundar o nosso barco comum!»




A medida já está a causar polémica e alguma apreensão por cá. Esta situação, já prevista por muitos comentadores isentos e atentos à realidade circundante, devia ser implementada entre nós.
VEJA-SE http://expresso.sapo.pt/governo-espanhol-aprova-penas-de-prisao-para-gestores-publicos=f742796

Portugal está ser vítima de gestão danosa a vários níveis e sem qualquer punição! a impunidade grassa e é cada vez mais fonte de enriquecimento ikícito para aqueles que vivem na babugem do poder. O laxismo travestido de oportunismo anda por aí e exibe-se com despudor: mansões, carros de luxo, vidas faustosas para muitos familiares até...

O povo sofre, paga as favas, mas a promiscuidade entre decisores políticos e certos empresários é chocante, aviltante mesmo! Faça-se um levantamento das decisões políticas contemplando certos empresários afetos a certos poderes e estarão à vista desarmada as sinecuras e as «obras a mais» que mais não são que favores ilícitos a quem mais tarde irá financiar campanhas e até pagar favores de diversa índole.

A famosa dupla COLLOR DE MELoO - PC FARIAS, que no Brasil fez furor como paradigma do tráfico de influências e na corrupção anda por aí. Só não vê quem não quer.






quinta-feira, julho 26, 2012

Honestidade intelectual

Há dias ouvi um comentário sobre Miguel Sousa Tavares que me chocou. Pelo primarismo, pela ligeireza, pela desonestidade intelectual.
Dissertava ele sobre as prepotências e os excessos de Jardim. A pessoa em causa comentou: «Fala assim porque está casado com uma deputada do CDS e quer ajudá-la...»
Fiquei siderado. É assim este país. Até os ministros (alguns) estão imbuídos desta mentalidade canhestra e sectária. Veja-se o caso do ministro Relvas e a jornalista do Público...
O sectarismo e a falta de honestidade intelectual campeiam. Que me importa a mim que seja o Louçã, o Jerónimo ou Medina Carreira a fazer o comentário, o que importa é o conteúdo, a mensagem. Tantas verdades dizem as minorias que citá-las é imperioso em determinados momentos. Medina Carreira falou muito antes do tempo sobre as implicações da dívida soberana no contexto dos mercados financeiros. Ninguém lhe deu ouvidos, era um «Velho do Restelo»..

Respeito as pessoas seja qual for o seu quadrante ideológico, a sua opção política concreta, mas também sei que elas puxam a brasa para a sua sardinha em determinados momentos.
Quanto aos excessos na Madeira, mesmo os social democratas mais convictos não têm relutância em zurzir nas bizarrias jardinistas a todos os níveis: no linguajar, no endividar, no insultar...
Ganhar eleições é uma coisa bem distinta de ser cavalheiro, de ser idóneo, de respeitar a legalidade e as mais elementares regras democráticas...

segunda-feira, julho 23, 2012

VAMPIRIZAÇÃO TOTAL!



Uma praga de vampitros de grande porte atacou Portugal e tem causado danos irreparáveis a todos os níveis. Praga danosa e multiresistente tem dado cabo de tecido económico e delapidado os recursos financeiros a ponto de provocar anemia aguda neste pobre país. É uma estirpe nova, , sofisticada, com proteção a alto nível: o vampiro de colarinho branco!


Ataca dentro das instituições, de preferência, levando o Estado à exaustão. Vimo-los atacar na banca, nas sucatas, nas farmácias, nas mais diversas instituições...


Protegidos por certa comunicação social, onde têm presença garantida e mostram as garras assassinas com despudor, eles afirmam-se de «mãos limpas», de «consciência tranquila», será que é impossível acabar com a praga?!

quinta-feira, julho 19, 2012

CHACOTA JÁ CHEGOU AO TURMALET!!!



Portugal, ditosa Pátria, rincão sagrado da cepa lusitana,  tem destas coisas. O povo, espoliado, roubado por uma corja de vampiros cujo rosto aparece todos os dias nos ecrans televisivos, não conseguindo expressão interna para as suas indignações, vai lá para fora dizer alto e bom som o que se passa cá dentro para que a CHACOTA ganhe maior impacto face à GLOBALIZAÇÃO!

  Toda a europa fica a saber que um tal Relvas  teve tratamento de favor para obter uma licenciatura super-rápida. Em Portugal,  a ética, a igualdade de oportunidades, o escrúpulo,  andam longe do horizonte dos nossos políticos.
  Na Volta à França, no pico do Tourmalet, alguém exibiu um cartaz dizendo: «Relvas, vai estudar!» A CHACOTA atigiu o cume, o clímax, o apogeu!
  E o país inteiro assiste, atónito, a este queimar em lume brando de um governo que, talvez por gratidão, continua a manter no seu seio alguém que já deveria ter tido o discernimento de poupar o primeiro ministro e todo um povo à CHACOTA internacional!

  Por favor, senhor Miguel Relvas faça um favor a si próprio: DEMITA-SE!

sexta-feira, julho 13, 2012

A.R. centro da corrupção em Portugal. Será?

Paulo Morais diz que sim. Promiscuidade será a antecâmara da corrupção?
O regular funcionamento das instituições está em causa. Que faz perante isto o responsável, o PR?Nada, lava as mãos...
Portugal caminha a passos largos para o abismo. A corrupção é a causa mor..

VER AQUI

quinta-feira, julho 12, 2012

quarta-feira, julho 11, 2012

Entrevista com a Bandeira Nacional...


Ela chorava, chorava, lá no alto do mastro, sentia-se vezxada, humilhada, ultrajada...
Subi, cautelosamente o mastro e fui interrogá-la:
__Então porque chora? Alguém lhe fez mal?
__Ai, nem imaginas quanto sofro ao ver os ministros com a minha foto na lapela do casaco. Que hipocrisia, que traição, sinto-me como se fora uma mulher traída por marido polígamo, mas armado em sério...
_Então os ministros não são gente séria, gente honrada?!
__Qual quê?! Já venderam a alma a muitas bandeiras e querem agora jurar fidelidade à original mas a mim não enganam eles!
__Que bandeiras, de que fala V. Excelência?!
__Primeiro já juraram fidelidade à bandeira da União Europeia.traindo-me de forma miserável e sem justificação. foi por interesse, por ambição desmedida. Quando veio o euro e as promessas de risonhos amanhãs, bandearam-se para o outro lado sem me darem explicações. Agora andam a arrastar a asa a uma tal «troika», uma fulana rica, cheia de nota, mas que não dá nada a ninguém, julgam que vão buscar lã mas vão ser tosquiados e bem tosquiados...

__Então essa tal de «troika» não é flor que se cheire?!
__Só mais tarde, muito mais tarde, é que me vão dar razão... Mas alguns têm bandeiras muito antigas, a quem juraram fidelidades sem fim, não se importando com a fidelidade a mim própria...
Enfim, têm a alma vendida a várias entidades, mas querem passar aos olhos da opinião pública que é a mim que mais veneram. Tudo tretas de  Janus com múltiplas caras...

___Como assim?! não percebo patavina. aonde quer chegar?!

__Olha meu caro, eu choro porque me sinto traída. Eles são uns hipócritas, uns pulhas, uns traidores. Andam anos a fio a  jurar fidelidades sem fim à bandeira partidária, nessa altura nem se lembravam  de mim, só agora, que eu choro por me sentir desprezada e humilhada, nesta situação de miserabilismo moral, cívico, económico, financeiro e civilizacional, é que  exibem com despudor e atrevimento a minha imagem tão vilipendiada por eles a todos os níveis. Mas há mais: a bandeira maçónica também é venerada por eles de forma doentia, por ela são capazes de traír a justiça, a honra, a lealdade institucional...Essa bandeira eles não exibem, por vergonha, por saberem que por ela fazem negócios ruinosos para toda a comunidade, mas altamente rendosos para os da seita, os do grupinho, os da panela...Traem-me a mim, sem cerimónia, se for preciso dar a mão a um irmão que tenha caído em desgraça e seja preciso defender a todo o custo... Eu tenho os olhos bem abertos. Eles não sabem com quem se meteram...O tempo, esse juiz implacável, está do meu lado, mais tarde ou mais cedo a máscara vai caír...

Portugal entre a «troika» e a parede...


O recente chumbo do TC ao corte nos subsídios de Natal e de férias  para 2013 (abrirá a porta para a extensão do dito aos privados?) deixa o governo sem rumo. Sim, porque de fato quem manda cá, em toda a linha, é a «troika». Fica-se na expetativa do que a «troika» alvitrar para ultrapassar eventuais dificuldades...

Pobre país, de tanga, sem rumo, sem ideias próprias, sem meios, sem lideranças.

 Estamos  em situação  muito  semelhante ao que se verificou ao tempo da invasão castelhana: o tempo dos Filipes...  E temos um nosso concidadão a liderar a U. E., quando o que vemos, de fato, é que uma dupla germano-francesa tem vindo a impor as regras ao todo europeu, sem que se vislumbre um resquício de indignação perante este status quo.

Ai Viriato, Viriato, a raça lusitana outra vez colonizada por novos romanos... agora com feição saxónica...

Até quando?!

domingo, julho 01, 2012

UM PAÍS SEM ESTRATÉGIAS...



O recente episódio da desvinculação do contrato de aquisição de dez novos helicópteros para o exército português, por motivos de carências financeiras vem demonstrar à saciedade a falta de planificação e de estratégia de um país à deriva, sem rumo, incapaz de saber até onde pode avançar.

Perderam-se  dezenas de milhões de euros que dariam para tapar alguns buracos em setores tão carenciados, esbanjou-se dinheiro sem colher qualquer vantagem, que fica no ar a sensação de incompetência, imaturidade, irresponsabilidade da parte dos nossos governantes.

Este cenário de graves dificuldades financeiras já se vislumbra há muito e já deveria ter sido tomada uma decisão há mais tempo. Ainda resta uma eventual indemnização que estará a ser negociada com aquisição de equipamento de voo para outros fins que não os inicialmente acordados.

Um país assim não vai longe. Já se imaginou o que se poderia adquirir com esse dinheiro lançado borda fora?!
Ver aqui os montantes lançados pela janela da incompetência e da irresponsabilidade:http://www.publico.pt/Política/governo-desiste-de-comprar-dez-helicopteros-nh90-1552738

http://www.publico.pt/Política/governo-desiste-de-comprar-dez-helicopteros-nh90-1552738