rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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quarta-feira, julho 11, 2012

Entrevista com a Bandeira Nacional...


Ela chorava, chorava, lá no alto do mastro, sentia-se vezxada, humilhada, ultrajada...
Subi, cautelosamente o mastro e fui interrogá-la:
__Então porque chora? Alguém lhe fez mal?
__Ai, nem imaginas quanto sofro ao ver os ministros com a minha foto na lapela do casaco. Que hipocrisia, que traição, sinto-me como se fora uma mulher traída por marido polígamo, mas armado em sério...
_Então os ministros não são gente séria, gente honrada?!
__Qual quê?! Já venderam a alma a muitas bandeiras e querem agora jurar fidelidade à original mas a mim não enganam eles!
__Que bandeiras, de que fala V. Excelência?!
__Primeiro já juraram fidelidade à bandeira da União Europeia.traindo-me de forma miserável e sem justificação. foi por interesse, por ambição desmedida. Quando veio o euro e as promessas de risonhos amanhãs, bandearam-se para o outro lado sem me darem explicações. Agora andam a arrastar a asa a uma tal «troika», uma fulana rica, cheia de nota, mas que não dá nada a ninguém, julgam que vão buscar lã mas vão ser tosquiados e bem tosquiados...

__Então essa tal de «troika» não é flor que se cheire?!
__Só mais tarde, muito mais tarde, é que me vão dar razão... Mas alguns têm bandeiras muito antigas, a quem juraram fidelidades sem fim, não se importando com a fidelidade a mim própria...
Enfim, têm a alma vendida a várias entidades, mas querem passar aos olhos da opinião pública que é a mim que mais veneram. Tudo tretas de  Janus com múltiplas caras...

___Como assim?! não percebo patavina. aonde quer chegar?!

__Olha meu caro, eu choro porque me sinto traída. Eles são uns hipócritas, uns pulhas, uns traidores. Andam anos a fio a  jurar fidelidades sem fim à bandeira partidária, nessa altura nem se lembravam  de mim, só agora, que eu choro por me sentir desprezada e humilhada, nesta situação de miserabilismo moral, cívico, económico, financeiro e civilizacional, é que  exibem com despudor e atrevimento a minha imagem tão vilipendiada por eles a todos os níveis. Mas há mais: a bandeira maçónica também é venerada por eles de forma doentia, por ela são capazes de traír a justiça, a honra, a lealdade institucional...Essa bandeira eles não exibem, por vergonha, por saberem que por ela fazem negócios ruinosos para toda a comunidade, mas altamente rendosos para os da seita, os do grupinho, os da panela...Traem-me a mim, sem cerimónia, se for preciso dar a mão a um irmão que tenha caído em desgraça e seja preciso defender a todo o custo... Eu tenho os olhos bem abertos. Eles não sabem com quem se meteram...O tempo, esse juiz implacável, está do meu lado, mais tarde ou mais cedo a máscara vai caír...