domingo, abril 20, 2008

A rã «troca-tintas» estoirou... e o povo riu!

ADIVINHA



Ela quis ser um boi, apenas isso,
Usou o silicone pesporrência,
Abriu, largo, o sorriso bem postiço,
Mas estoirou... no charco da impotência!


Rã ingénua, infantil, Ícaro vil,
Rã vaidosa, pirosa, azul turqueza,
«Troca-tintas», palerma, sem perfil,
Hás-de ser boi, chifrudo, de certeza...


O azul do teu céu te sepultou
No azul deste mar tão deprimente,
Contigo, mais azeda 'inda ficou


A laranja, tão doce, desta gente
Que o estoiro, delirante, festejou,
Farta de «troca-tintas», certamente!

Estou disponível...


Sim, sou eu a única candidata capaz de separar as águas, de pôr «aquilo» direito!
«Desde já manifesto a minha total disponibilidade, o meu perfil é o mais indicado, a minha capacidade de atracção será o leit-motiv ideal para catalizar ambições, incendiar paixões, motivar um eleitorado murcho, abatido pela depressão (económica, social, psíquica) que se abateu sobre os portugueses.
A social-democracia é feminina, é transparente, é a úncia capaz de dar corpo (e alma) a um projecto transversal, despido de pruridos ideológicos, sem tabus, sem roupagens artificiais capazes de ocultarem ideias preconcebidas ou ojectivos inconfessáveis.
Portugal precisa de mim, precisa como de água para beber de alguém dotada de vontade forte, espírito determinado, vontade espartana, para colocar Portugal nos primeiros lugares do ranking europeu. Não, já chega de albanização, já chega de pauperismos doentios e envergonhados, chegou a hora de eu ir à luta, de todas as mulheres se empenharem na defesa deste projecto que seduz, encanta, inebria.
Quer a direita, quer a esquerda (podem ver na imagem...) são semelhantes, nada a distingue, por isso, eu, sem alardes de ideologias ultrapassadas, sem recorrer a lugares-comuns estereotipados, manifesto a minha disponibilidade total para ir à luta e ser a verdadeira candidata, a vencedora, a única com passado limpo, sem rabos de palha (como a imagem o atesta exuberantemente).
Sou limpa, frontal, enfrento a adversidade sem medos, sem pudores, sem hipocrisisas.
Farei todos os possíveis para que a política seja Verdade (nua e crua, como diria o Eça), seja o Caminho (como essa editorial de presença tão significativa), seja a Vida (difícil, bem sei, mas há que a tornar mais fácil para todos...). Recorrerei aos Valores e não pactuarei com interesses. Serei de uma estética exemplar, sem abdicar da ética, da deontologia, do pragmatismo.
Enfim, não que querendo alongar em autoelogios, mas com a autoestima minimamente necessária para caucionar a minha imagem de marca, reitero a minha disponibilidade para ser a líder do PSD. O meu objectivo é mais profundo, mais amplo, mais visionário: pretendo derrotar Sócrates e colocar Portugal no podium da Europa!
Haverá alguém com coragem de me enfrentar?!»
MARIA CORAGEM

Usemos a psicanálise...




Devo dizer que não tenho ambições políticas, não quero ser candidato a nada, move-me apenas e tão só o desejo de fazer pedagogia política, de forma séria e isenta. Daí, a minha postura não alinhada com nenhuma corrente ou padrão estereotipado.
Analisando o comportamento de dr Menezes, o que se passa actualmente, não a sua demissão mas a contestação que sofre, era mais do que previsível: ele usou de forma desusada, deselegante mesmo, o direito à indignação com todos os líderes que o precederam...
Tem agora um comportamento similar, da parte dos que o contestam. Recordam-se do «elitistas, sulistas, liberais«? que até deu para choro convulsivo?
Aí está o seu temperamento emotivo-activo-primário a marcar a sua imagem de marca. Recordam-se de ter dito, com ar quase satisfeito, que se o PSD perdesse a câmara de Lisboa, era Marques Mendes o responsável e não o Dr Negrão?
Isto, esta aparente satisfação pela derrota do grupo em que estava inserido (a fazer lembrar as comemorações de Pinto da Costa aquando da derrota com a Grécia, a ser verdade o que dizem por aí), denota um egocentrismo pouco abonatório, uma ânsia de poder a todo o custo.
Depois, analisemos friamente aquele comportamente de exibicionismo de uma ostentação de mulheres com sorrisos dentífricos, como que a mostrar:«vede como eu sou amado por elas!», como que a fazer uma compensação para o facto de estar com o divórcio iminente. Mecanismo psíquico compensatório. Bem ao estilo de Santana Lopes, uma espécie de «clone» neste particular. Há quem diga que este é um «emplastro» daquele...
Já analisaram bem as figuras patéticas que faz um apresentador de televisão nas revistas cor-de-rosa sempre rodeado de mulheres, sorrindo artifical e desalmadamente, como que a provar:«sou tão feliz entre elas»! é a mesma ostentação pirosa e ridícula de uma machismo forçado, carregado de artificialismo, talvez para compensar alguma frustração sentimental..
As pessoas sisudas têm tendência a forçarem sorrisos para compensarem essa faceta.
Ele surgiu, logo após a vitória («pírrica»?) sobre Marques Mendes, completamente transfigurado. Não, não foi ao Monte Tabor, mas parecia anestesiado, com ar de uma seriedade forçada, lançou às malvas aquele sorriso de orelha a orelha e afivelou a máscara do policamente correcto... Enfim, estratégias, artificialismos, calculismos, faltas de espontaneidade...
Essa artificialidade patenteou-se, de forma exuberante, nas contradições em que era pródigo. Vejamos: disse que desmantelava o Estado em dois meses, para, logo de seguida, afirmar alto e bom som, que se estivesse no governo não fecharia nenhum serviço publico! Ele dizia que iria atacar Sócrates «de manhã, ao meio dia, e à noite», isto na fase populista pré-eleitoral, depois, na fase-prozac, já argumentava na necessidade imperiosa de fazer pactos: educação, justiça, obras públicas, autarquias...
O certo é que rasgou todas as hipóteses de pactos. Ou seja, na próxima campanha eleitoral, o governo, reivindicando êxitos em termos económicos (as reformas, ainda que dolorosoas tiveram sucesso) poderá dizer: « e sem o apoio das oposições, que se limitaram a instrumentalizar arruaceirismos idiotas, de forma destrutiva, irresponsável e anti-patríótica!»
Será isto que Menezes vai levar pela frente: falta de sentido de Estado, incentivo ao arruaceirismo e falta de responsabilidade política.
Os seus críticos, fazendo uso do «direito à indignação» (e não «terrorismo robespierreano» como catalogou de forma infeliz o seu lugar-tenente...) não lhe perdoam o ter sido um camartelo persistente, no derrube, ou tentativa de derrube, dos que o precederam na liderança do PSD...
Agora, surge no horizonte a Dra Manuela Ferreira Leite. Não, não é uma mulher bonita, não tem sex-appeal, não vai fazer jantares com homens para mostrar que tem muita atracção no sexo oposto! Ela tem a noção de quão pirosa é esta postura, ela sabe ser natural e responsável. Ela possui uma aura pedagógica, tem um carisma alicerçado na seriedade, no bom senso, na lisura de processos. Mas, isso será suficiente?
É difícil responder a esta pergunta. Sócrates, apesar dos «casos» da licenciatura, das obras da Covilhã, tem, quer se queira quer não, uma imagem de combatividade, uma capacidade concretizadora acentuada, tem o tratado de Lisboa como um vector assinalável pesando a seu favor, tem, nas reformas, um trunfo de ordem económica (combate ao défice teve o êxito esperado) inquestionável. Enfim, é um «animal político» fogoso, é um combatente da palavra eficaz, clarividente, confiante.Diria mais: um «tigre», não só de papel, mas na selva da política...
Será Manuela Ferreira Leite capaz de o destronar?
Quem praticou judo, como eu, sabe que o ímpeto do adversário é a melhor coisa para o lançar ao tapete. A agressividade excessiva de Sócrates, poderá ser aproveitada por ela, com sobriedade, com muita paciência e certa capacidade vitimizadora (a senhora idosa, educada, não agressiva) poderá colher dividendos.
Só espero que ela não receba o «beijo de Judas» para a condenar à cruz! todos os que o receberam (Mendes e agora Menezes...) foram logo lançados às trevas onde há choro e ranger de dentes...
Esse «beijo» recebeu-o Cadilhe, mas, inteligentemente recusou-o!
Oxalá outros saibam fazer o mesmo, para bem da democracia, para o sucesso de um projecto que não quer ter similitudes com aquela «cloaca imunda»...

Se...


A arma da crítica deve substituír a crítica das armas!
Se...
Te importas mais com as rugas do rosto do que com as da alma...
Dás mais valor ao ter do que ao ser...
O teu conceito de progresso é apenas a tua conta bancária...
Pensas apenas no que a pátria pode fazer por ti e não no que podes fazer por ela...
Quando dás, o fazes com intuitos publicitários e propagandísticos...
Não és capaz de ver para além do que te mostra o olhar...
Entendes que o escrúpulo e a ética estão fora de moda...
Julgas que o teu umbigo é o centro do universo...
Olhas para a justiça como um proxeneta para uma rameira...
Então: te cuida, poderás estar na ponta do chicote da sátira!

sábado, abril 19, 2008

sr Professor Cavaco Silva, desiludiu-me e desiludiu os portugueses do continente!


«Eu se quisesse protagonismo, tinha-o...»
Senhor Presidente da República.
Os meus respeitosos cumprimentos.
Os portugueses esperavam de si que os representasse com aquela erecção espiritual minimamente exigível a quem desempenha as honrosas funções que desempenha.
Mas, face à impotência demonstrada, face à postura curvada e baça, devemos, temos o direito de exibir o nosso sentimento de repulsa.
Como Supremo Magistrado da Nação não deveria abdicar de ser recebido no areópago legislativo (a ARM), não deveria aceitar as desculpas apresentadas («aquilo é um bando de loucos»...) pois essas mesmas desculpas encerram em si mesmas um atentado a um órgão de soberania, uma falta de respeito pelos valores da democracia, um atentado à honra e bom nome de representantes eleitos pelo povo.
Vossa Excelência pactuou, de forma pouco dignificante, com um abuso de autoridade óbvio e lamentável, e, com o seu silêncio, não se demarcou dessa grave ofensa à democracia.
É, por inerência do alto cargo que ocupa, e sendo pago com o dinheiro de todos nós, o representante de todos os portugueses. Mas, de facto, e por lamentável omissão, mais pareceu um turista «estrangeiro» convidado por um tal sr Alberto dono da Quinta da Vigia!
Lamento que a sua postura, tenha ensombrado o perfil democrático que eu e todos os portugueses de boa fé e de recta intenção, julgávamos habitar em si.

Aguiar Branco, o «burguês»!



O Dr Pedro Aguiar Branco, segundo o «iluminado» Jardim, não tem perfil para líder do PSD, por ser «burguês»! Recusa-se a ser seu «padrinho»!
Ora aqui está um tema para escalpelizar em profundidade. Há tempos, o mesmo Dr Jardim acusava os seus opositores na Madeira de serem de «baixa extracção social»! Era num artigo no Primeiro de Janeiro . Fiquei tão indignado que enviei uma carta ao director a perguntar como era possível continuar a dar guarida a tanto dislate... tanta brejeirice, tanta ordinarice...
A origem humilde de um cidadão a ser colocada como estigma, como ferrete, quiçá travão irremediável para a sua ascensão política! Ignóbil, medíocre, intragável!
Agora, dando uma cambalhota a todos os títulos circense, vem acusar um companheiro de partido, um homem sério e honesto, tanto quanto sei, de ser «burguês»! Logo, incapaz de exercer um cargo tão importante ; a lançar-lhe um ignóbil ferrete, a condicionar-lhe o futuro político! Este homem é algo de patológico, tem o condão de mexer com a dignidade das pessoas da forma mais aviltante, ele é um símbolo da putrefação moral que impera nalgumas franjas do PSD.
Menezes, ao elegê-lo como paradigma moral, enterrou-se ainda mais. Será que vai usar a mesma táctica de se demitir para de imediato voltar a concorrer, recorrendo às «carpideiras encartadas» que vão fazer aquela «vaga de fundo» para exigir o retorno do «imprescindivel»?
Isso teve êxito na Madeira. Será que também terá no Continente?
Lá diz o povo: tal padrinho, tal afilhado!!!

Cinco estrelas!


No Hospital S. Pedro Pescador, na Póvoa de Varzim, a eficiência e a simpatia de mãos dadas...
Já foi há alguns dias. Tive necessidade de acompanhar um familiar, à noite, à urgência do Hospital da Póvoa d e Varzim. A situação parecia complicada. A resposta dada foi acima das expectativas.
De uma simpatia a toda a prova, quer na recepção, quer no interior do serviço de urgência, um médico de elevada estatura, com sotaque, foi inexcedível nas atenções. O pessoal de enfermagem, cinco estrelas! Os elementos auxiliares de diagnóstico colhidos na hora e a atenção permanente foram sem dúvida a causa directa da recuperação.
Quando há tanta gente a dizer mal da saúde e dos hospitais públicos (porventura com razão...) não posso deixar de prestar a minha homenagem a estes profissionais da saúde que, com zelo e competência, deram o melhor de si para solução de um caso difícil.
Como diria o prof Marcelo Rebelo de Sousa, numa classificação de 0 a 20, um dezanove é justo!

Será que «Deus» também sonha?!


«Deus», nos braços de Morfeu!...
"Neste país de medíocres eu sou um génio, uma sumidade, uma excepção à regra da tonteria colectiva. Enfim, nasci aqui neste manicómio flutuante, onde impera um regime feito à medida da minha dimensão humana, à altura dos meus pergaminhos, mas ainda não totalmente à altura das minhas secretas ambições...
Sim, porque isto de «democracia» já deu o que tinha a dar. Em todo o lado. Não há ponta por onde se lhe pegue. Não vale a pena inventar desculpas: agora a constituição, depois a autonomia, enfim, o regime democrático na sua essência falhou...
Há que dizer a verdade ao povo. Ele não ordena nada nem nunca ordenou. Era tudo hipocrisia. Era tudo farsa. O poder vem de Deus. Logo, de mim. Logo tenho toda a legitimidade para fazer o que me der na real gana ...
Não distantes virão os dias em que serei o todo poderoso presidente da R.A.M. (República Autocrática da Madeira). Sem oposições, sem parlamentos, sem tonterias de loucos arvorados em democratas...
A primeira autocracia assumida em pleno. Há tantas falsas democracias, por que não criar uma autocracia? Assumida de corpo inteiro! e, se possível, sufragada pelo voto popular!
O poder sou eu. Sufragar o poder é uma redundância, uma questão falsa.
Ai como o mundo vai delirar com a minha originalidade. Uma autocracia sufragada pelo voto popular! Sim, um regime honesto, que não mente às pessoas, que assume a qualidade intrínseca de um ditador (bom ditador, entenda-se), para satisfazer as aspirações da plebe. Enfim, Deus é quem mais ordena! finalmente, a teocracia por que ambicionava!..."
O pano cai. O «Deus» acorda e... Cavaco Silva bate-lhe palmas que nem um «tolinho»!...

sexta-feira, abril 18, 2008

Ai Porto Santo, Porto Santo!...



Será que na paradisíaca ilha de Porto Santo (arquipélago da Madeira) ainda mora, nua, esplendorosa e transparente, a portugalidade?!
Temos que compreender que o venerando chefe de Estado, talvez fruto da sua avançada idade, cometa algumas gaffes; mas não podemos tolerar que haja omissões e atitudes de reserva que mais se assemelham a cobardia do que a prudência....
Ele disse que há um «sentimento inquebrantável entre portugueses e madeirenses». Ora a Madeira é um arquipélado. Será que os portosantenses são madeirenses ou portugueses?
A dúvida, pertinente, face ao conteúdo das afirmações citadas, fica a pairar. Era bom que os portosantenses dissessem de sua justiça de que lado estão...
A minha tolerância é imensa mas o meu patriotismo interroga-se se não poderá haver aproveitamentos separatistas por causa dessa infeliz intervenção do chefe de Estado.
Era bom que ele a corrigisse enquanto é tempo. Era bom que fizesse referência às infelizes afirmações do seu «homólogo» madeirense no que concerne a certa «loucura» inerente aos membros da oposição na ARM. Por que há silêncios que fazem ruídos ensurdecedores, sobretudo nas consciências... Há omissões que fedem a tibieza!
Aqui vai o meu modesto contributo para a necessária clarificação...
AI PORTO SANTO , PORTO SANTO...
O MEU AMOR POR TI É INQUEBRATÁVEL...
Madeirenses, portugueses,
Naturais de Porto Santo,
O desejo inFLAMA às vezes,
O que achais do Luso Canto?!
Portosantenses dizei
Com vigor, com veemência,
Se gostais da lusa-grei
Ou quereis a independência?
Sede honestos e frontais
Falai bem alto, e de pé!
Dizei se a pátria 'inda amais
Ou ... vos inFLAMA outra fé?!
A Pátria não é miragem
No deserto cultural
Há que assumir com coragem
O que é p'ra vós Portugal?!

Será a «loucura» oralmente transmissível?!

Antóno Borges, com a sua postura desassombrada, será mais um «louco»?!


A comunidade científica anda a estudar a possibilidade de a loucura ser transmissível por via mediática. No centro do furacão está o sempre polémico AJJ. Etiquetou de «loucos» todos os deputados madeirenses não afectos à situação. Alcunhou de «louco» o dr Aguiar Branco por ter tido a coragem de dizer meia dúzia de coisas que toda a gente de bom senso e de mente sã sabe e aceita de boa mente.

Mas, para AJJ quem não for pelo seu diapasão é «louco». E propaga-o urbi et orbi através de uma comunicação social servil, sedenta de espectáculo, delirantemente abjecta.

Ao ouvir a entrevista de António Borges a Judite de Sousa - serena, lúcida, acutilante, na minha modesta óptica - pensei cá com os meus botões: «aqui está mais um louco, na perspectiva do Sr Alberto!»

E não me enganei muito. Talvez resultante de algum contacto telefónico (não se sabe mas é muito provável... quiçá oriundo da tal região autónima) surgiu a «bomba»!

Enfim, o tal que não saía nem à lei da bomba, saíu à lei de uma mega-entrevista, onde a lucidez argumentativa imperou, onde a ironia foi plasmando um discurso pleno de objectividade.

Será que AJJ se vai demitir também? Claro que não. Esse não há bomba que o retire da rocha governamental, qual lapa imorredoira, incapaz de se ver na pele do cidadão comum. Ele julga-se «imprescindível», ele tem-se na conta de «pai da pátria» local...

Enfim, o cenário dantesco que as condições meteorológicas anunciavam extravasou e foi lançar fortes ventosidades para o interior do PSD . Os nimboestratos, os cumulonimbos, os estratocúmulos deram as mãos e, desaguaram de forma pouco habitual no interior de um partido com telhados de vidro, mas que, de há uns tempos a esta parte, tem tido paredes e até alicerces envidraçados...

Para quando o senhor Alberto será capaz de diagnosticar em si próprio o mal que tão zeloza e frequentemente detecta (diagnostica) nos outros?

quinta-feira, abril 17, 2008

Ai Jorge Amado, Jorge Amado!!!

Nem imaginas como fazes falta!!!




Foi meu companheiro de adolescência, posso dizê-lo, pois ao ler os seus romances, sentia o seu fulgor, a sua genialidade, a sua sátira tão certeira, como se fosse eu próprio a protagonizar aquelas cenas tão imbuídas de comicidade. Jubiabá, Capitães da Areia, Gabriela Cravo e Canela, sei lá, era toda uma cachoeira de talento caindo sobre a minha cabeça ávida de cultura e de boa literatura.

Figuras como Sinhozinho Malta, Odorico Paraguaçu ainda fazem lembrar esse «monstro» de comicidade que brilha na Pérola do Atlântico. Temos que nos render ao seu talento histriónico, à sua brejeirice, às vezes reles, mas cheia de originalidades.

Contaram-me que durante a visita do prof. Cavaco (não, não posso dizer P.R., pois ele conseguiu «despir-lhe » as vestes institucionais e reduziu-o à sua condição de «sr Silva»... ao arranjar um estratagema para não o levar à Assembleia Regional, órgão mais representativo), dois casos deram azo a contagiante hilariedade.

É sabido que ele faz gala de conhecer toda a gente: os donos da casa, a filharada, a empregada doméstica, até, nalguns caos, os animais domésticos...

Cientes disso, ouçamos este diálogo, supostamente travado algures, na Ilha:

_ Então Sr Manel das Chancas como vai a sua senhora?
__ Vai bem senhor presidente!... está cheia de saúde, até já foi ao boi!...

Como se depreende, o Sr Manuel das Chancas , um pouco surdo, confundiu «senhora» com «Pastora», a vaca que esteve quase a bater a bota e que um amigo veterinário conseguiu salvar in extremis...

É claro que a hilariedade foi geral. Todos riram menos o Sr Manuel das Chancas, como é óbvio...

Outro caso, passou-se com o Ti Francisco Galante, um pescador reformado. Resumindo o diálogo:

__ Então Ti Francisco, como vai a sua netinha?

__ Ai senhor presidente, vai bem, obrigado, só temos que ter muito cuidado com os carrapatos, anda para aí uma praga!...

Referia-se, o também um pouco surdo Ti Manel Galante, à sua cadela pastora alemã, a «Pretinha» que era como se fosse da família...

Postura de líder...


Ter a humildade e a coragem de pedir perdão às vítimas da pedofilia nos USA, em nome da Igreja Católica, foi um acto que define um verdadeiro líder espiritual.
Foi gratificante assistir à postura do papa Bento XVI no tocante aos actos de pedofilia que ensombrara a IC nos Estados Unidos. Ele assumiu a responsabilidade pelos desmandos praticados pelos pastores. Ele arcou sobre si a carga negativa daqueles actos hediondos.
Não seria oportuno analisar as causas profundas dessa patologia?
De mãos dadas com a ciência era bom que se debruçasse sobre o tema sexualidade. Não será esse «desvio» fruto do celibato? Não terão direito a uma sexualidade sadia e natural os padres e freiras?
Os apóstolos eram casados. Porquê condenar estes agentes da fé a uma situação contra-natura?
Julgo que as freiras também têm direito a fruír uma sexualidade sadia e salutar. Não haverá para aí algumas Marianas Alcoforado, cheias de afectividade, imbuídas de espírito de missão, capazes de serem ainda mais cheias de amor, mais dedicadas, mais efusivas no seu múnus se pudessem dar vazão à líbido? A ciência, certamente melhor do que eu, explicará a Bento XVI as vantagens dessa metamorfose. Deus aprova tudo o que é natural. Deus não é contra-natura.
Era bom que o papa se aconselhasse mesmo fora do círculo restrito de uma gerontocracia pouco dada à análise da realidade envolvente. Era bom que o papa fosse ao cerne da questão.
Como heterossexual não me repugnaria casar com uma freira, mesmo não possuindo os requisitos fisiológicos de uma «vamp», mas apenas tendo capacidade afectiva, sensibilidade, espiritualidade, voluntarismo. Ser mulher é isso tudo. Levá-las ao céu (no sentido metafórico do termo) é um imperativo categórico. Logo, a libertação do jugo celibatário, poderá fazer fruír ainda mais o jardim das potencialidades criativas e desabrochar todo um potencial oculto.
Era bom que o papa libertasse de um celibato ancestral seres que têm direito à plenitude. Sei que este parecer é secundado pelos ex-padres casados que poderiam ser de novo aproveitados para o múnus sacerdotal. Eles são também uma força poderosa dentro da Igreja. Ventos de mudança estão no horizonte. Para bem longe a praga da pedofilia. A própria homossexualidade não será um «desvio» forçado pelo celibato?
Creio bem que este papa irá dar-me razão. Fiquei-lhe muito grato por ter correspondido ao meu apelo em considerar como prática pecaminosa o atentado ao meio ambiente e fenómenos similares. Julgo que compreenderá este apelo que é secundado pela grande maioria dos católicos bem formados, respeitadores dos valores da ciência e de uma moral sadia.

quarta-feira, abril 16, 2008

Darfur!!!... Até quando?!!!


Até quando a sociedade civilizada irá permitir este genocídio hediondo, esta cobardia soez, este calvário sem nome?
Olhando p'ra Darfur vejo impotência
Fria incapacidade p'ra mudar;
Será que a humanidade abriu falência?
Não devemos, jamais, braços cruzar!
É preciso gritar, nunca omitir,
Este vil genocídio que fulmina
Tanta gente inocente a sucumbir
Ao terror, ao opróbrio e à chacina!
Há quem queira manter, eternizar,
Este conflito horrendo. Com que fim?!
Armamento vender, drogas escoar...
Pactuar com silêncios, é bem ruim,
É consentir, é não erradicar
Este bestial, bélico festim...

O discurso clarividente de Angela Merkel...


(foto extraída do blog: «impressões de um boticário de província...»
A eloquência de um discurso de uma Estadista...
«Eu sei que eles poderiam ser mais generosos e mais consistentes, satisfazendo assim os sonhos de todos os europeus em geral e de todos os alemães em especial; mas não são e temos que ser realistas e conscientes de que, por vezes , mesmo sendo pequenos, de reduzida dimensão, uma boa aplicação e uma criteriosa observação das suas potencialidades intrínsecas, pode dar maior satisfação. É esse o segredo, nem sempre grandes e volumosos, é preciso a consistência...
Que essa satisfação seja o mais ampla possível, contemplando todos, com total transparência, de forma a não haver motivos de reparo ou disputas eivadas de ciúme doentio, invejas ou ssentimentos.
É preciso que eles sejam olhados como algo de essencial, de fundamental direi mesmo, para a satisfação das necessidades da grande maioria dos europeus e não, como nalguns países se verificou (Portugal, infelizmente foi um deles...) para satisfação da cupidez, da volúpia de uma minoria sempre agarrada à mama estatal...
Refiro-me, como é óbvio, aos fundos comunitários...

terça-feira, abril 15, 2008

Conversa com Jesus...


Jesus está descontente com a humanidade e com a própria Igreja Católica Apostólica Romana...
Estava em meditação transcendental e, de repente, surgiu-me Ele, envolto em túnica escura, mais parecendo um pescador preparado para ir ao mar, rosto tisnado pelo sol, ar preocupado...
E começou a falar assim:
- O mal dos nossos tempos, caro rouxinol, é o império do vil metal. Controla tudo, a ele todos se vergam...
- Eu sei bem, Mestre, todos somos levados a isso, esta sociedade mercantilista faz um preço para tudo...
- Mas há que corrigir este trajecto. A própria Igreja tem embarcado nele, com resultados catastróficos...
-Como assim?!
- Olha, esta proliferação de Senhores (Senhor dos Aflitos, do Bom Conselho, dos Bem Guiados, dos Mal-Guiados, etc...) mais parece aquele conjunto de heterónimos do Fernando Pessoa. Há um aproveitamento abusivo da imagem de Jesus para fins comerciais, mercantilistas. A minha Mãe, a Virgem Maria , também está a ser comercializada pela Igreja de forma escandalosa: Senhora do Ó, Senhora do Amparo, Senhora da Saúde, Senhora das Dores, Senhora de Lurdes, de Fátima, de Caravaggio, eu sei lá... isto tem que ter fim, senão é o descrédito total...
- Mestre, eu nunca tinha reparado nisso, mas tendes razão. Por que será?
- Olha rouxinol, disse Ele cofiando a barba com ar de preocupação , desde os tempos de Lutero que tem havido uma consciencialização cada vez maior desta apetência da Igreja: dinheiro por contrapartida de indulgências, bênçãos, promessas de vária ordem...
- Mas sois por Martinho Lutero? Ele revoltou-se...
- Eu estou revoltado. Ele tinha toda a razão. Agora estamos a caminhar na mesma senda. Olha para o aproveitamento político da Igreja feito por alguns políticos aí de Portugal: Jardim, Fátima Felgueiras, isto é o descrédito total! O ir a Fátima muitas vezes não vai dar santidade nenhuma às pessoas. Os actos é que são o espelho dessa santidade. O resto são tretas!
- Jesus, Vós sois adepto da Teoria Behaviourista, estou vendo...
- Não, não é isso. É ridículo pensar-se que ir a Meca ou a Lurdes ou a Jesusalém ou a Caravaggio, vai mudar o estatuto das pessoas. Por trás de muitas peregrinações há um comércio desenfreado, uma cobiça por dinheiro que faz sofrer toda a gente de bom senso, e até Eu não me sinto bem com esta exploração...O turismo religioso é a causa das guerras sucessivas no Médio Oriente. Com este fanatismo doentio, a religião é um «ouro negro»...
-Mas, sois contra as peregrinações?
- Não por elas em si. Sou contra excessos. Sou contra exploração da credulidade das gentes. Sou pela simplicidade, pela prática de bons actos e não pela exibição ridícula de estados de alma: procissões faustosas, dourados nas indumentárias e nas ornamentações dos templos, fausto e magnificência estultas... sermões e missas cantadas, folclore e mais folclore, só para encher o olho ao papalvo, para exibir sinais exteriores de fé, num farisaísmo que tresanda... parecem os fariseus do meu tempo lá na Galileia...
- Mas temos que coexistir com eles,não é Mestre?
- Infelizmente sim. Mas eles são os vendilhões do templo: querem vender imagem de políticos, querem fazer-se notados com as suas benemerências ostentatórias para colherem dividendos de diversa índole... Tantos que vemos irem a Fátima e a chamarem a comunicação social para tirar fotos para depois divulgar junto da populaça, estilo «olha fulano de tal, tão bom, tão crente, tão temente a Deus», mas na prática, sendo os facínoras mais cruéis, as criaturas mais demoníacas...
- Estais a referir-Vos a quem?
-A ninguém em concreto, mas a muita gente, de facto. Vós todos os conheceis. Servem-se da religião para se promoverem politicamente, desportivamente, socialmente. Acho aberrantes esses comportamentos ostentatórios... são os Frei Tomás!
-Mas o mundo está cheio de homens de fé externa. Será que também não concordais com a feitura da Basílica em Fátima?
- Para quê? Mais uma obra faraónica para mostrar o poder económico de uma religião que atrai multidões. Há tantas carências por aí. Há tanta gente a precisar de amparo. Tanta miséria, às vezes envergonhada, tanto doente a precisar de apoios, tantas mortes em África, na Ásia, sei lá, a Igreja devia fazer uma profunda autocrítica sob pena de se afundar ainda mais... Até o problema do controlo da natalidade é importantíssimo. Com a delapidação de recursos naturais, há que conter esta expansão demográfica galopante que conduz a mais fome, a mais miséria, a mais desumanidade!
-Que achais do nosso Papa, Bento XVI, uma sumidade em termos doutrinários!...
- Coitado, ele é mais vítima das circunstâncias. Está rodeado de gente preconceituosa, de gente sem uma visão estratégica, sei lá, se ele fosse seguir os meus pensamentos eram capazes de o crucificarem com termos como: «radical», «revolucionário», «utópico»... Hoje em dia, quem não alinhar pelo diapasão reinante (as modas são terríveis, são jugos, são grilhões, são algemas...) é logo lançado às trevas... Se daqui a cem anos forem observar o que este papa pensa, o que ele diz, os conceitos de moral que ele apregoa, hão-de rir-se concerteza!...
-E que achais dos árabes? Estão no bom caminho?
-Coitados, esses estão em termos evolutivos na treva mais densa e no subdesenvolvimento moral mais retrógrado. Tenho pena deles...
-- Que propondes, Divino Mestre, para alterar o «status quo»?
-Olha rouxinol, tu que és tão original nos teus conceitos, na tua abordagem das temáticas morais e religiosas, dá uma resposta por mim. Alivia o calvário de toda esta gente martirizada por preconceitos, escravizada por padrões retrógrados, conduzida por políticos aldrabões e oportunistas que se aproveitam da boa fé de alguns párocos e da ingenuidade das populações para se deleitarem e até gozarem com a situação. Isto é o pauperismo moral e ético mais degradante. Isto é o subdesenvolvimento em todos os parâmetros.

Por favor, rouxinol, sê, à tua maneira ,um apóstolo da nova era, expulsa com o chicote da tua sátira, os vendilhões da política, da religião, da cultura... eu confio em ti.

domingo, abril 13, 2008

Bokassa, o insultador-mor do reino!...




- Ó rouxinol, tu trazes para aqui cada alimária!
-Nós os animais, devemos respeito mútuo!
Apertou o nó da gravata, tossiu ligeiramente, olhou em redor com ar imperial, e começou a ler o discurso. A seu lado, Cavaco aguardava a vez de botar faladura...
Desta vez era em quadras populares, para ser melhor compreendido pelo povo.
E falou assim:
Quero massagens ao ego
E discurso de louvor,
Senão, alguém eu encarrego
De vos chamar estupor!
A mim ninguém me dá tanga
E disso ficai cientes
Posso gritar: «Ipiranga!»
Ser um novo Tiradentes!
Perante mim, só vergados,
E co'a maozinha no peito,
Discursos bem engraxados
Os louros com que me enfeito!
Sou Bokassa, sim senhor,
E sempre assim serei,
E até o Silva, senhor,
Trará incenso pra mim!
Ai de quem me criticar
Ou disser pequeno mal,
De vergonha vai corar
Com «maricas» vai gramar!
Vossos discuros vou ler
Exijo prévia censura
Quando não, Bokassa tem,
Um acesso de loucura!
Sou pastor deste rebanho
Dócil e disciplinado
Só assim eu tenho ganho
E mantido o meu reinado.
Chamam-me Soba, sei bem,
Sou Soba, digo e repito,
Exijo a todos Amém!
Mas, críticos não admito!
Todos quero a lamber botas
Padres, juizes, jornais,
Sou eu quem despacha as notas,
Só eu... dou milho aos pardais!
Por isso, exijo respeito,
Todos a lamber-me o rabo,
E quem não me prestar preito,
Mando-o logo pró «Diabo»!
O «Diabo» tem mesuras
Comigo ao colo sempre anda,
Pago-lhe as vis sinecuras
Pra me fazer propaganda!
Sei insultar com rudeza
E gosto de amesquinhar
É condão da realeza
Co'o povo... sempre reinar!
Cavaco ouviu, meteu o papelinho do discurso ao bolso e replicou de improviso:
Tudo voa, tudo passa,
É da humana condição,
Só não voa este Bokassa
Desumano e charlatão!
Aqui, na Bokassolândia, todos lhe lambem o cu, quem o não fizer, ou anda roto ou anda nu.
Mas eu não vergo, não lambo, nem faço massagens. Incenso também não touxe comigo, tenho gasto muito com o povo do continente, esse povo sacrificado que paga uma elevada carga fiscal para que este Bokassa o delapide com mordomias ao «Diabo» e aos diabos que o carregam.
Por isso, caro Soba Bokassa, trouxe apenas uma condecoração, o protocolo obriga-me a fazê-lo.
Merece-a, sem dúvida. É um acto de elementar justiça.
Perante o pasmo de todos os presentes, nunca se vira discurso igual em dezenas de anos na Bokassolândia, colocou ao pescoço do soba uma faixa negra onde se podia ler:
BOKASSA, O INSULTADOR-MOR DO REINO!
O Soba, estupefacto, não aguentou o desaforo e sucumbiu...


sábado, abril 12, 2008

O burrinho, burrinho, branquinho...

Não, não sou eu, o burrinho branquinho. Sou um sósia. Mas, bem mais inteligente...

Que era larilas, falavam,

amava viril colinho,

ardil a ver se enganavam

o simplório zé povinho;

agora, dizem que tem

um colo bem feminino,

até causa inveja a quem

há muito perdeu o tino;

vem agora, um tal branquinho,

por inveja, já se vê,

dizer que arranjou tachinho

prá dama na rtp;

o branquinho imaculado

língua porca de torpeza

já tem provas do pecado:

houve cunha de certeza;

diz que ela não tem perfil

é de baixa condição

elenca pecados mil

de moral, vem dar lição;

diz que houve ali empurrão,

do ex-maricas, talvez,

promovido a vil machão

viril demais... desta vez;

invejoso, este branquinho,

perdeu o norte, o tino,

ai agostinho, agostinho,

tão burrinho... a armar ao fino...

ai agostinho, agostinho,

não armes ao fino, mais,

tão burrinho, tão burrinho,

cavalo? jamais, jamais!!!

Nota: tenho muito respeito pelos animais e acho que merecem o nosso carinho e até aplauso, mas por questão de educação, devemos fazer com que nos respeitem igualmente, a bem da igualdade de tratamento...

São Avelino... o altar espera por ele!


Aquele pé direito inconfundível, pé-canhão, digno de Maradona...
Aquele pé de eleição
Tem, de Maradona o estilo,
Autêntico pé-canhão,
Jamais alguém viu aquilo!
Esta figura lendária,
O Maior, entre os primeiros,
É mestre... de culinária,
Mete ao bolso... o Quim Barreiros!
No futebol dá lições,
De ética e de bondade,
Nunca disse palavrões
Modelo de santidade...
Seu talento causa inveja
A gente sem ambições
Tão querido da Igreja
Já vende... o céu aos talhões!...
Tem ideias geniais
Pra ser Rei Midas, tem unhas...
Perseguem-no os tribunais,
Mas... fogem as testemunhas!
Vão todas para o Brasil
Pra fazer «doutoramentos»
Ele usa artimanhas mil
Nunca há... depoimentos!
Esta santa criatura
Um «cristo» crucificado,
«Mártir», na acepção mais pura,
Ao Altar... está condenado!!!

quinta-feira, abril 10, 2008

MUGABE: a droga do poder...


O Hitler de África não quer largar o poder. Sentindo já as dores da abstinência ele tenta agarrar-se a todo o transe, como um toxicodependente em último grau. É o desespero igualzinho ao que se vê por cá, nalguns sítios onde a droga impera... a síndroma da abstinência leva alguns ao ridículo para se perpetuarem no poder. Há «sobas» em tantos lados que Portugal mais parece uma réplica do continente africano!... Ai Abril, Abril, de «sobas» mil!
MUGABE, O «IMPRESCINDÍVEL»!
Na iminência de perder
o prolongado reinado
lá anda a fazer sofrer
um povo martirizado
por inflação galopante
por tirania cruel
povo que crê, doravante,
não ter que provar o fel
de uma guerra fratricida
que envolva toda a nação
desesperada saída
de sendeiro, ex-leão,
incapaz de compreender
que não é imprescindível,
que essa droga do poder
findou, é irreversível,
terá que dar o lugar
a quem venceu eleições,
veredicto popular
cortou cerce as ambições
de um poder eternizado
nas mãos de vil ditador,
da fome já saturado,
queimou o jugo opressor,
o povo só quer a paz,
no poder, quer alternância,
miséria fica p'ra trás,
o futuro é abundância,
é real democracia,
é mais justiça, bem sei,
a racista autocracia
fora-de-moda ... e da lei!

VIVE LA FRANCE!!!

3

Esquerda e direita unidas: simbolo de paz iminente!


A nudez forte da verdade contra a opacidade e a falta de transparência!
Hoje em dia, quando assistimos a cortinas de obscuridade para tapar o tráfico de influências que está na génese de tanta corrupção, a nudez da primeira dama francesa é um prenúncio de transparência e de frontalidade , é um olhar puro e sem malícia que a todos dá esperança!
Com respeito e devoção
pela arte e pela beleza
saibamos ter discrição
apreciando a pureza
simpatia e distinção
da nova dama francesa!
Primeira, na hierarquia,
vestida de nudez forte,
sem preconceitos, diria,
mulher livre, de bom porte,
plena de encanto e magia
do presidente, a consorte!
Nova esperança ela nos traz
Esquerda e Direita unidas
sobre a «pombinha» da paz
fim de guerras fratricidas
seu olhar doce nos faz
sonhar... «terras prometidas»...
Greves, tumultos sem fim,
Há que abandonar de vez,
sua pele de cetim
seu olhar, só limpidez,
repele qualquer motim
abrasa o povo francês!
Nudez forte da verdade,
qual apelo ao bem-querer,
rosto de sinceridade,
coração de bem-fazer,
a França já tem vaidade
pela nudez no poder!!!

terça-feira, abril 08, 2008

O Tibete é... Portugal!!!


O Dalai Lama continua a ser uma espinha na garganta da China. Os protestos em Paris, aquando da passagem da tocha olímpica são o exemplo vivo de que o mundo está solidário com o Tibete. Em Portugal, salvo uma ou outra excepção, respira-se o mesmo clima de solidariedade a quem está amordaçado e vilipendiado.
Ao Tibete, ao seu povo oprimido e massacrado pela bota cardada chinesa, o meu respeito, o meu amplexo solidário.
A chama caíu na lama
o vento da liberdade
sopra com intensidade
e o tibete só reclama
respeito e autonomia
não quer a bota cardada
liberdade amordaçada
não quer a noite, quer dia,
que respeitem a nação,
suas crenças, seus valores,
basta de sangue, de horrores,
tibete é nobre rincão,
não quer já a extrema-unção,
tem a sua própria história,
é patria com vida e com glória,
cultiva com devoção
pacifismo salutar,
não quer vis hegemonismos,
odeia imperialismos,
só quer paz... a imperar,
por isso há que respeitar
esta gente espezinhada
da liberdade amputada,
que tão só quer respirar
esse ar puro que é a justiça,
quer chama libertadora,
jamais fornalha opressora,
quer poder celebrar missa
em liberdade total
o tibete é nosso irmão
'stá no nosso coração
o tibete é... portugal!

Questão de «talento»...




Quando o «talento» é grande todo o cuidado é pouco...
Tinha talento às carradas
E mostrava-o sem pudores
Par de bóias, mui gabadas,
Que grandes flutuadores...
Aquilo era de arrasar
Silicone comprimido
Um par que não tinha par...
A abarrotar o vestido!
Lácteo talento mamário
Cobiçado ou invejado
Conforme o destinatário
Talento glorificado!
O cirurgião mostrava
A obra-prima aos clientes
Toda a mulher ansiava
Ter igual par de pendentes!...
«Aquele par é um perigo!»
Dizia o «amante», creio...
«Sinceramente vos digo
Ter par... na testa receio!»

segunda-feira, abril 07, 2008

Charlton Heston...

Charlton Heston o imorredoiro Moisés, um filme histórico inolvidável...


Desapareceu mais um ícone da sétima arte. Capaz de interpretar os papéis mais ousados, ele personificou a magia de Holywood, deu o rosto a personagens lendárias. Spartacus foi talvez a sua obra-prima como actor.

Contudo algumas sombras se perfilam no seu horizonte : a campanha para a venda livre de armas nos EUA não foi uma causa pacífica, tendo grangeado inúmeros detractores. De facto, quando a violência impera descontrolada e sem norte, a proliferação de armas não é o melhor remédio...

Contudo, honra lhe seja feita, foi ao longo dos tempos uma figura ímpar, capaz de dar corpo a personagens bem complexas. O cinema ficou mais pobre.

«Ressurreição da Carne»!


Imagem do filme «A ressurreição da carne», do talentoso cineasta vila-condense hugo silva.
Cumpriram-se as escrituras
O Fim dos Tempos chegou
E Deus, Senhor das Alturas,
Os mortos ressuscitou!...
A todos, sem excepção,
Brancos, negros, amarelos,
A todos deu redenção
Os refez: puros, singelos...
Todos se olharam então
Sem vergonha, sem temor,
Vestidos trajo de Adão
Eva sem parra, só flor!...
Bom Deus botou faladura
E falou, omnisciente:
«A nudez é coisa pura
O pecado está na mente!»
«O pecado é o preconceito
A carne é pura e sem mal
Andar nu é um direito,
A nudez é natural!»
«Eu sou Deus, sou a Natura,
Tenho força divinal,
Tu, humana criatura,
És o Meu fruto carnal!!!»

domingo, abril 06, 2008

PORTO CAMPEÃO - JUSTIÇA E PRAGMATISMO!


Como já era previsível o F. C. Porto sagrou-se de novo campeão nacional. Um triunfo sem qualquer contestação, diga-se em abono da verdade. A concorrência esteve muitos furos abaixo das expectativas. Mesmo sob o fogo da justiça (sequelas do «Apito Dourado») a máquina trituradora, suportada pela magia de Lucho, a frieza de Lisandro, a fulgurância de Quaresma e toda uma estrutura bem organizada, não teve contendores à altura.
O professor soube gerir o plantel de forma lúcida e clarividente, apostou no carregador de piano chamado Paulo Assunção para ser o «trinco» polivalente indispensável para catapultar a equipa para uma dinâmica pragmática; o central Bruno Alves foi o verdadeiro pilar de uma defesa compacta, com forte sentido de entreajuda e com cultura táctica excelente.
Jesualdo Ferreira sabe que o êxito é colectivo (dirigentes, atletas, massa associativa) e soube ser a «peça» charneira de uma «máquina trituradora» que está ali para enfrentar as sequelas de um caso de justiça que ainda vai durar muito. Que se puna quem for responsável por atentados à verdade desportiva (se for provado) e que seja dado o mérito desportivo a quem, dentro das quatro linhas, tem provado valor indiscutível.

sábado, abril 05, 2008

O povo pergunta por Abril!

Abril da igualdade de oportunidades, da justiça para todos, da solidariedade e do respeito pelos valores democráticos, vai longe... Agora impera o «salve-se quem puder», uns enriquecem enquanto o diabo esfrega um olho, em negócios escuros, esquemas fraudulentos, malfeitorias sem conta, a grande maioria vai empobrecendo e assistindo a este delapidar de um capital de emoção e de liberdade chamado Abril... Antes que venha o abismo há que mudar as coisas!
Abril, não finjas surpresa
não mostres esse ar d'espanto
já não entoo o teu canto
à tua excelsa pureza
ao teu nobre simbolismo
não me chames pessimista
o que sou é realista
e vejo bem este abismo
que faz o povo sofrer
que gera desigualdade
uns, é só prosperidade,
outros, sempre a empobrecer,
o país depauperado
por paraísos fiscais,
há fortunas colossais
dinheiro ao povo roubado
fala-se que o próprio Estado
usa tais estratagemas
cultiva os mesmos esquemas
mergulha nesses mercados
onde não há transparência
com objectivos impuros
onde os negócios escuros
servem a concupiscência
de tanto vil predador
onde há lavagens sem conta
ao ver isso, o povo aponta
o seu dedo acusador
e pergunta por abril
por esse nobre ideal
que fugiu de portugal
deixando cá... ladrões mil!

sexta-feira, abril 04, 2008

Geração rasca: «lumpen» em embrião...


A recente intervenção pública do senhor PGR em ordem a impôr autoridade nas escolas foi verberada por algumas «iluminadas criaturas» argumentando que haveria justicialismo e excesso da sua parte. Ora, face à gravidade das situações que se vão detectando (que não são a generalidade mas indiciam a existência de focos infeciosos...), há que salvaguardar o ensino e os alunos que querem realmente trabalhar, dos outros, dos que se querem promover como «rascas» e «escumalha»...
A justiça tem que ir ao cerne da questão. Se há armas nas escolas, há que tomar providências. Se há chantagens flagrantes de alunos sobre professores há que agir enquanto é tempo.
Na génese de muita criminalidade há certa apologia da marginalidade como a opção certa, a lógica triunfadora. Vemos revistas como a Notícias Magazine, por exemplo, colocando na capa uma jovem prostituta como uma espécie de «paradigma», um «exemplo», algo que seduz e até poderá levar para maus caminhos algumas menos estruturadas emocionalmente.
É triste constatar isto, sem um resquício de crítica, sem um vislumbre de pedagogia, como se fosse este tipo de vida o mais são, o mais vitorioso, o mais digno de ser copiado...
Há filmes que fazem a apologia da violência gratuita como forma de atingir o poder político, o poder económico, enfim o sucesso! Vemos a TV carregada de protótipos deste jaez.
Os jovens deixam-se «conduzir-ofuscar» por este eldorado...
Pode estar na escola a génese da marginalidade, a patogénese da violência. Há que parar esta espiral de violência. Há que dotar as escolas de mecanismos mais eficazes. Há que responsabilizar
quem manda pelos desmandos actualmente perpretados.
As pessoas de bem não podem temer a entrada da justiça em certos meios pois se há propensão para a criminalidade (seja qual for o grau) há que agir. Só quem está a ganhar dinheiro com esta criminalidade é que pode condenar as medidas preventivas...

Economicismo e danos colaterais...


«Tarzan Taborda» o garanhão vítima do economicismo socrático?
Talvez... mas não muito...
O dono, senhor Evaristo, um modesto agricultor das beiras, tinha muito gosto nele.E o caso não era para menos. A agricultura mal paga, os rendimentos sempre a baixar, o cavalo de cobrição a que pusera o nome do grande lutador português «Tarzan Taborda» era o seu ganha-pão...
Cobria as éguas e recebia um boa maquia pelo trabalho. Era um puro sangue. As crias tinham os genes do progenitor e ostentavam a herança genética. Todos queriam levar as suas éguas ao «Tarzan Taborda»... Era um fartote...
Até que, com a sua fúria economicista, o governo de Sócrates, tão sequioso de impostos como o diabo por almas, decidiu pôr a mão em cima da galinha dos ovos de ouro... Mandou o fisco tributar o lavrador pelas receitas auferidas pela cobrição...
E assim foi. Os técnicos do fisco, com excesso de zelo, mas querendo mostrar serviço ao novo chefe, estava em causa a sua avaliação, arbitraram um valor muito elevado. o Sr Evaristo disse lá com os seus botões: «por esse preço levem o cavalo... eu é que não pago!»
Após alguns contactos com a estrutura fiscal lá veio o despacho: «confisque-se o bem!»
E assim foi. O «Tarzan Taborda» lá foi para uma cavalariça feita de propósito anexa à repartição de finanças. O fisco não brinca em serviço. Fugir aos impostos já foi chão que deu uvas. Sócrates foi implacável com o «Tarzan Taborda»...
Eis senão quando, surgiu uma pequena surpresa: o animal, insatisfeito com a situação, deixou de cobrir as éguas!...
Não valeu de nada o zelo do chefe da repartição que mandou emoldurar com posters de belas éguas, pastando ao sol num prado maravilhoso, a nova cavalariça. O cavalo não cumpria a sua nobre missão reprodutora e lá se foi o investimento por água abaixo. A alimentação era excelente, as éguas lindas de morrer, mas ele... nada!
Até que, por ordens superiores, foi decidido falar ao antigo dono a ver se ele tinha alguma explicação para o «fenómeno»...
A resposta do ex-dono do animal surpreendeu o chefe das finanças. E foi esta: «eu já sabia que isto ia acontecer! Ele agora sente-se funcionário público!»

quinta-feira, abril 03, 2008

Jaime Gama & JARDIM!




Jaime Game & Jardim
A Ironia e o ridículo! Lado a lado, na paradisíaca ilha da Madeira... Enfim, como diria o grande Eça de Queirós: «a nudez forte da verdade...»
O Dr Jaime Gama, líder da assembleia da República, esse areópago imaculado que tão bem fiscaliza as governações e vai parindo leis de altíssimo quilate técnico-jurídico, leis que fazem com que a corrupção esteja erradicada definitivamente da República, podendo mesmo dizer-se que há tantos corruptos no país como homossexuais no Irão, foi à ilha da Madeira atestar, lá do alto do seu pedestal, a honorabilidade , o carisma, a capacidade obreira de um Homem que é já um ícone na Europa e no mundo: o Dr Alberto João Jardim!
Este acto de elementar justiça era uma dívida de gratidão de todos os portugueses para com este luminar que incendeia de criatividade e génio o mundo da lusofonia e arredores...
Ele não é como esses arruaceiros que «se estão cagando para a Assembleia da República» ou que recusam cumprir as leis dizendo que são «fascistas», ele, honra lhe seja feita, é um cidadão probo, impoluto onde não se poisam nódoas de corrupção ou de abuso de poder como vemos amiúde. Ele não é como esses que mandam recadinhos (escritos pelo próprio punho) aos directores de jornais (sabujos e lacaios) a pedir para «dar porrada no ministro» ou para não dar ouvidos a toleimas. Ele não é dos que se servem da religião para se promover, para colher votos nos púlpitos ou nas parangonas de alguns pasquins vendidos ao Diabo... mas financiados de forma escandalosa pelos dinheiros de todos nós!...
Assim, foi feita justiça. Dr Jaime Gama, o nosso sincero obrigado. Se há alguns «reles canalhas» que por aí pululam, não é o caso do augusto presidente da formosa ilha que, ele sim, é um paradigma, um expoente máximo, um líder incontestado e incontestável daquela democracia plena. Se há «défices democráticos» algures, se há «sobas rabujentos e intolerantes» não é nesta ilha paradisíaca que o sol acaricia e Neptuno tanto aprecia...
Por isso, honra ao dr Jaime Gama e ao Dr Jardim, irmanados num amplexo fraterno e de inigualavel alcance estratégico. O seu sentido de Estado, a sua galhardia institucional e o seu modus operandi tão ultra-democrático são um hino à democracia, um cântico aos valores de Abril!
Amen!

Ora saia uma sondagem, se faz favor!...



A vida tem destas coisas... Às vezes uma sondagem «forjada» faz elevar a cotação do «animal político»... mesmo as nódoas sendo grandes, tudo se lava, tudo se branqueia...
Ele era um perito na arte de se fazer passar pelo que não era de facto.Quando a coisa dava para o torto, recorria à comunicação social: dizia que os jornalistas não o largavam, mas, de facto, era ele que fazia os telefonemas...
Depois, se o bombardeamento mediático não surtia aquele efeito desejado, recorria a uma «sondagem». Escolhia uma empresa «amiga» e lá aparecia a indicação que mais de sessenta por cento estavam com ele. Era assim que levava os «patos», era assim que branqueava a imagem mais suja que pau de galinheiro...
A este estratagema, que já tem barbas, a minha «homenagem»...
Urgia branquear a sua imagem
Manchada por sombrias corrupções;
Que fez?! Encomendou uma sondagem!
Foi caro, mas subiu nas cotações!
A popularidade lá trepou,
Fruto dessa sondagem bem forjada,
Custou um dinheirão, isso custou,
Mas a imagem ficou bem retocada!
Não passa de cosmética banal
As nódoas, lá na alma, permanecem;
Mas, nem tudo ele compra, o vil metal,
A memória das gentes... que não esquecem!...

quarta-feira, abril 02, 2008

O fim do Mundo? Não acredito, deve ser dia um de Abril!

Mas, por vezes, o diabo tece-as.... e nunca será demais estar prevenido. Nostradamus era especialista nisso!