rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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sábado, janeiro 10, 2009

UM PADRE HONESTO E ÍNTEGRO!...

Às vezes sou acusado de só saber dizer mal; outras, que ataco a Igreja de forma desnecessária.

Se me ponho aqui a elogiar este e aquele ainda dirão que ando aqui a panegiricar, se calhar à cata de favores ou mordomias. Que sou um lambebotas ou sabujo...

Mas quando a realidade é digna de registo, há que louvar quem o merece. Sem dúvidas.

Ele era padre há já alguns anos. Chamemos-lhe o padre Afonso. Bem parecido, moreno, alto e espadaúdo. As mulheres olhavam-no como se olha para um fruto proibido... E, com os olhares disputavam-no.

Fazia longas viagens. Um belo dia, vinda do Brasil (Recife) uma bela jovem muito sedutora sentou-se a seu lado no avião. A conversa foi empolgante, mas sempre dentro de uma bitola sensata, responsável. Ela queria dizer algo ao padre mas não tinha jeito. Foi tagarelando, tagarelando, até que desabafou, finalmente:

__Padre, gostava de lhe pedir um favor!
_Fale, dasabafe! Sou todo ouvidos!__ disse ele, já augurando alguma confissão amorosa ou algo de muito íntimo. Era frequente tal acontecer...

_-Tenho um objecto muito caro que é capaz de não passar na alfândega! O senhor com esse ar tão credível, poderia fazer o favor de mo passar debaixo desse trajo tão avantajado (sotaina), que ninguém lhe irá perguntar nada. A mim, sabe como é, despem-me sempre até ao mais íntimo do meu ser!...

Era um secador de cabelo. Dentro dele ela escondia alguns diamantes valiosos. Não queria ser apanhada no controlo alfandegário. O padre era uma boa opção. Este, contudo, retorquiu:

__Há um pequeno óbice! é que eu sou obrigado a dizer sempre a verdade!
__Sim, sim, se lhe perguntarem algo eu sei que saberá saír airosamente da situação. Acredito em si.

O negócio foi ali fechado e selado com um aperto de mão. Ela passou-lhe o secador (com os diamantes dentro, bem escondidos) e aguardou o resultado...

Assim, ao passar pelo controlo alfandegário, e à pergunta se tinha algo a declarar, o padre respondeu:

__Sabe, da cintura para cima, nada tenho a declarar...
__E da cintura para baixo? ___ interrogou o polícia, com ar atrevido....
__Tenho um instrumento para uso doméstico, ainda em bom estado de conservação, sobretudo para uso feminino!...

O polícia riu a bandeiras despregadas pensando que o padre se estava a referir a outro «instrumento» e mandou-o avançar...

Falar verdade ainda é um trunfo. Os políticos deveriam seguir este exemplo!

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