rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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quarta-feira, julho 09, 2008

Futebol Português: sem rei nem roque!...

Falar do futebol português é como ouvir o sermão de S. António aos peixinhos!...









O momento presente no futebol português exige transparência e reflexão. Há paixões exacerbadas que teimam em obnubilar a razão. Há biombos para ocultar a verdade desportiva. Às vezes chamam-lhes «guerra Norte-Sul», mas não é verdade, não passa de manobra pícara para esconder a realidade mais profunda: a falta de verdade desportiva em todos os domínios.



Madaíl, o presidentre da FPF, mau-grado certa aparente neutralidade, tem pecado por omissão.

Eu, no seu lugar, iria ao Conselho Superior de Justiça, não na qualidade de supervisor ou de tutor, mas sim como porta-voz do desporto, como garante da transparência e da legalidade. Faria um discurso mais ou menos centrado no seguinte:



É preciso rapidez de decisão e pragmatismo. É preciso despir camisolas partidárias ou clubísticas, é imperioso dar uma imagem de seriedade ao futebol. Há dois incidentes de suspeição incidindo sobre dois juízes conselheiros. Há que ser prudente. Se se der provimento a um e não a outro, recairá sobre este Conselho o odioso da parcialidade, da falta de transparência. Há que ter cautela. É preciso ser célere, ser pragmático, ser isento.



Há duas partes em conflito: uma englobando FC. do Porto (com o Boavista a seu lado), e há o S.L e Benfica (com o Guimarães e Paços de Ferreira potencialmente aliados). É preciso estar acima disto tudo. É imperioso dar uma decisão para que a UEFA se possa pronunciar em definitivo.



Era esta introdução que faltava. Era isto que deveria ter feito. Madaíl não o fez. Agora, depois do «caldo entornado», que fazer?


Há que repensar profundamente no posicionamento de Madaíl. Ele já anda há tempos demais nesta ambivalência circense, nesta neutralidade podre, sem uma postura credível e sem probidade. É um camaleão com elevadas potencialidades cromáticas mas isso não chega. É preciso saber afrontar o mal quando se detecta, pois caso contrário é-se conivente com ele.



Madaíl é, neste momento, o responsável-mor pelo muito de podre que há no futebol português, por muito que vá perorando isenção, por muito que vá ostentando neutralidade, por muito que diga e papagueie pairar acima dos lóbis e das facções. Ele é o responsável máximo pela pouca vergonha que impera neste domínio. Que não lave as mãos como Pilatos!...



Ele é um mau exemplo na cúpula de uma pirâmide eivada de vícios. Os aproveitamentos comerciais que têm sido feitos por diversas entidades, são clamorosos, só um cego é que não vê.
Há muita sanguessuga à sua volta...


Não sejamos ingénuos: Madaíl quer aparentar sempre aquela ideia estereotipada do apagador de fogos, do bombeiro atento e sabedor, mas, de facto, ele é o maior pirómano do futebol português!



Tenha vergonha na cara! Demita~se e dê lugar a outro mais idóneo, menos camaleão, menos invertebrado.

O futebol português agradece!

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